Monumento de Ayrton Senna em Ímola é vandalizado, diz jornal

Segundo informações do site “Formula Passion”, o monumento construído em homenagem ao ex-piloto de Fórmula 1 brasileiro, Ayrton Senna, foi vandalizado pelo menos duas vezes entre os dias 19 e 25 de dezembro. O primeiro ataque ocorreu no dia 19 e o segundo na noite do dia 25, no entanto, o memorial não foi danificado.

Conforme as informações, diversos objetos e bandeiras deixados no monumento foram queimados. Segundo investigação, os atos teriam sido causados por grupos de jovens, porém sem uma motivação definida até o momento. O memorial possui importância para a região onde o ex-piloto teve a sua última corrida.

Memorial

Ayrton Senna faleceu durante o GP de San Marino, em Ímola, na Itália. A fatalidade foi noticiada em todo o mundo como a perda de um grande nome para a Fórmula 1. O monumento foi construído em 1997, obra do escultor italiano Stefano Pierotti.

A obra, feita em bronze, representa Senna sentado olhando para baixo sobre uma rocha. Nas laterais existem outras representações, incluindo uma onde ele é mostrado pilotando um carro de Fórmula 1 e outra onde Senna e visto, de costas, caminhando segurando o seu capacete.


Monumento de Ayrton Senna em Ímola recebe diversos visitantes que deixam homenagens (Foto: reprodução/X/@ManualdoPiloto)

Em maio de 2024, diversos nomes da Fórmula 1 realizaram uma caminhada em Ímola em homenagem a Senna. Comandados por Sebastian Vettel, nomes como Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Max Verstappen, além dos brasileiros Gabriel Bortoleto, Enzo Fittipaldi e Felipe Drugovich, estiveram presentes.

O que dizem as autoridades

As autoridades locais ainda investigam o vandalismo e os possíveis motivos, porém a administração municipal de Ímola emitiu uma nota sobre o ocorrido. A declaração fala sobre a importância do monumento e seu valor para a região e lamenta os atos e os danos causados.

A estátua está localizada perto da curva Tamburello, local do acidente de Ayrton Senna. Ela reúne diversas pessoas que desejam prestar homenagens para o ex-piloto brasileiro.

Fachada de antigo prédio da Boate Kiss é demolida

Os trabalhos começaram em 10 de julho em Santa Maria, com a remoção dos escombros e a coleta dos itens selecionados pela AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria) para compor o acervo do memorial. Nesta segunda-feira um novo passo foi dado e a fachada foi retirada.

No local, já foi feita a desmontagem e retirada do telhado e das paredes de alvenaria. A demolição foi realizada usando uma retroescavadeira hidráulica. Durante toda a manhã, a Rua dos Andradas teve que ser totalmente bloqueada ao trânsito, no trecho entre a Rua André Marques e a Avenida Rio Branco. A Coordenadoria de Trânsito e Mobilidade Urbana (CTMU) esteve monitorando o fluxo de veículos nas redondezas.


Boate Kiss em Santa Maria (Foto: reprodução/ANTONIO SCORZA/Getty Images Embed)


O prefeito Jorge Pozzobom esteve presente para acompanhar o andamento dos trabalhos e reafirmou o compromisso da administração municipal em transformar o local com a construção do memorial.

Conforme informações da INFA Incorporadora, responsável pela construção, a demolição continuará até terça-feira. Em seguida, o terreno será completamente limpo, com um prazo de finalização entre cinco e oito dias. Aproximadamente 45 carregamentos de entulhos serão transportados para uma área autorizada pela Prefeitura, localizada no distrito de Santo Antão.

O memorial

O Memorial foi construído para honrar a memória dos 242 jovens que perderam a vida na madrugada trágica de 27 de janeiro de 2013, que também resultou em 636 feridos e se tornou a maior tragédia do Rio Grande do Sul e a segunda maior do Brasil em número de vítimas causadas por um incêndio.


Boate Kiss após incêndio (Foto: reprodução/Diego Frichs Antonello/Getty Images Embed)


O projeto tem um orçamento de R$ 4.870.004,68 e é financiado com recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Em maio de 2023, o MPRS autorizou a transferência de R$ 4 milhões. A Prefeitura contribuirá com os R$ 870 mil restantes. O prazo de conclusão é de 240 dias, ou seja, 8 meses.

O memorial ocupará um espaço total de 383,65m², dividido em um único piso. As áreas internas incluirão um escritório, uma sala multiuso, um auditório, banheiros masculinos e femininos, acessos ao auditório, um depósito, uma área técnica, além de uma varanda e um jardim. A edificação utilizará uma estrutura combinada de concreto armado e madeira laminada colada (MLC).

O incêndio

O incêndio na Boate Kiss, ocorrido na madrugada de 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, é uma das tragédias mais devastadoras da história do Brasil. Este sinistro causou a morte de 242 jovens e deixou mais de 600 feridos, abalando profundamente a cidade e o país.

A Boate Kiss era um popular ponto de encontro na cidade universitária de Santa Maria, atraindo uma grande quantidade de estudantes. Na noite do incêndio, cerca de mil pessoas estavam no local, muitas das quais participavam de uma festa universitária. O desastre teve início por volta das 2h30, quando um integrante da banda que se apresentava na boate acendeu um artefato pirotécnico que atingiu o teto. O material de revestimento acústico, composto por espuma de poliuretano, inflamou-se rapidamente, liberando uma fumaça tóxica que se espalhou pelo ambiente.

A falta de adequadas saídas de emergência e a superlotação da boate contribuíram significativamente para a magnitude da tragédia. Testemunhas relataram que muitos frequentadores, inicialmente, confundiram a fumaça com efeitos especiais do show, o que atrasou a evacuação. A situação foi agravada pela presença de apenas uma porta de saída, o que gerou pânico e tumulto, dificultando a fuga.


Ambiente interno da boate Kiss após incêndio (Foto: reprodução/Jefferson Bernardes/Getty Images Embed)


Além dos erros estruturais e de segurança, a resposta das autoridades e dos responsáveis pela boate foi alvo de críticas severas. Investigações subsequentes revelaram uma série de irregularidades, como a ausência de alvará de funcionamento e a utilização de materiais inadequados e inflamáveis na construção do local. A catástrofe evidenciou falhas gritantes na fiscalização e na aplicação das normas de segurança em estabelecimentos de entretenimento.

O impacto psicológico e emocional do incidente foi devastador. Famílias e amigos das vítimas enfrentaram um longo e doloroso processo de luto e busca por justiça. Movimentos de apoio e mudança, como a Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), foram criados para dar suporte às famílias e pressionar por melhorias na legislação e fiscalização de estabelecimentos similares, a fim de evitar que desastres semelhantes ocorram novamente.

O incêndio na Boate Kiss deixou uma marca indelével na história brasileira, gerando promulgação de leis mais rigorosas relacionadas à segurança em locais públicos e destacando a necessidade de uma fiscalização mais eficiente e rigorosa.

Santa Maria: memorial para vítimas da boate Kiss começa a ser construído

Nesta quarta-feira (10/07), iniciou-se em Santa Maria–RS, a demolição da boate Kiss, local onde há 11 anos aconteceu uma das maiores tragédias do Brasil, o incêndio da boate.

 A derrubada do prédio dará lugar para um memorial em homenagem às 242 pessoas que faleceram no acidente, e as 636 pessoas que acabaram feridas durante o incêndio, o memorial também será uma homenagem às famílias afetadas pelo ocorrido.

O presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes, Gabriel Rovadoschi Barros, revelou que vários objetos da boate, como o portão e o letreiro do local, serão recolhidos para fazerem parte do acervo do memorial.

Essa primeira parte do projeto planeja definir quais vão ser os itens que estarão no memorial, a remoção do telhado e a abertura de um espaço na entrada central para ser possível a passagem das máquinas necessárias para o andamento da obra. O prazo para a entrega do memorial é de pelo menos 8 meses.


A fachada do boate Kiss, local onde aconteceu o incêndio (Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil)

O projeto do memorial

O projeto foi desenhado pelo arquiteto paulista, Felipe Zene Motta, que definiu que o local do memorial terá um jardim na parte central e terá uma parte térrea que será fácil de fazer a manutenção. No jardim será colocado 242 pilares, que representa todas as vítimas do incêndio, nesse pilar será possível ver o nome de cada uma das vítimas e suporte para flores.

O projeto contará ainda com uma área de 383,65 metros quadrados. Nele será feito três salas, dentre elas uma sala multiúso, um auditório e a terceira será uma sede para a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes (AVTSM).

Caso da boate Kiss

O incêndio começou na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 na boate Kiss, o estabelecimento era localizado na região central da cidade de Santa Maria.

Um forte incêndio acabou atingindo a boate neste dia, por conta de faíscas de um objeto utilizado para shows pirotécnicos, o incêndio começou pelo teto e rapidamente se espalhou devido ao teto da boate ser feito de espuma, o estabelecimento não tinha permissão para este tipo de show.

Em dezembro de 2021 os parentes das vítimas conseguiram uma vitória na justiça que foi a condenação dos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann. Foram condenados ainda o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor da banda, Luciano Augusto Bonilha Leão.

No entanto, as penas foram anuladas em agosto do ano passado pelo Supremo Tribunal do Rio Grande do Sul. A atualização mais recente sobre as condenações é de que a PGR requisitou ao STF que retire a anulação sobre as penas.