Piercings invadem a moda e transformam o guarda-roupa

A tendência dos piercings parece ter ressurgido com força total em 2025, mas não apenas na pele. O acessório metálico, símbolo tradicional de rebeldia e autoexpressão, migra agora para roupas, sapatos e acessórios. Marcas renomadas aproveitam essa reinterpretação para misturar atitude e moda, sem exigir perfuração corporal, o “piercing aplicado” oferece impacto visual sem dor ou compromisso permanente.

Essa volta também reflete os anseios da nova geração, que valoriza o bem-estar, mas não abre mão do estilo ousado. Em paralelo, a rapidez das tendências nas redes sociais torna arriscado apostar em algo muito definitivo, fazendo com que detalhes metálicos ou estruturados sejam a escolha ideal para experimentar e se posicionar.

A moda dos piercings não está mais só na pele, e sim nas roupas

A transformação mais notável dessa modinha é o deslocamento do piercing do corpo para os tecidos e acessórios. A marca Skims, por exemplo, relançou o Ultimate Bra com um detalhe embutido que simula pircings nos mamilos, acompanhado de um acessório removível de nylon no bojo, tornando a peça provocativa e simbólica.

Já Tory Burch, Rabanne e outras grifes têm incorporado argolas metálicas, alfinetes e apliques que imitam piercings em bolsas, mules e vestidos. Essa estética remete a décadas passadas, principalmente aos anos 90, mas é atualizada com formas sutis ou esculturais, dependendo da peça.


Piercings em sutiã para a marca de Kim Kardashian, Skims. (Foto: reprodução/Instagram/@skims)

Por que o piercing migrou da pele para as roupas?

Historicamente, piercings corporais simbolizam identidade, rebeldia, pertencimento. Com o tempo, deixaram de ser exclusividade de tribos urbanas ou subculturas, chegando ao mainstream. Porém, os desafios físicos como dor, higiene, risco de infecção e o fato de que perfurações são permanentes ou de longo prazo tornaram o uso corporal é algo que nem todos desejam.


Modelo vestindo uma T-Shirt da Mugler. (foto: reprodução/Instagram/@mugler)

Essa tendência reflete mudanças de valores: a estética continua importante, mas há uma demanda crescente por escolhas que conciliem estilo com bem-estar. O piercing na roupa resolve esse dilema: provoca visualmente, mas sem riscos físicos. Além disso, permite expressões de identidade de forma menos comprometida, o que agrada especialmente a quem está explorando suas referências pessoais.

Do ponto de vista de mercado, o setor de joias para piercings na América do Sul teve receita de US$ 2,39 bilhões em 2023, com previsão de crescimento até 2033. Isso mostra que o interesse permanece forte, seja para quem vai realmente perfurar, seja para quem prefere incorporar o visual por meio da moda.

Collina Strada apresenta “Shade”: um pôr do sol de moda, sombra e reflexão em Nova York

Na última quinta-feira, a Collina Strada transformou o East River em palco de um dos desfiles mais comentados da NYFW. Sob o comando da fundadora e diretora criativa Hillary Taymour, a coleção intitulada “Shade” foi apresentada no pôr do sol, em um cenário cinematográfico que incluía heliponto, barcos em movimento e a Estátua da Liberdade ao fundo. Mais do que moda, o desfile foi um convite à reflexão.

Moda com dualidade: luz e sombra

Fiel ao espírito lúdico e aspiracional da marca, Taymour trouxe nesta temporada uma proposta de dualidade: cada look apareceu em versão colorida, seguida de sua “sombra”, uma releitura all black, coberta por rendas ou bodysuits transparentes. A escolha reforça que a identidade da Collina Strada não se resume às cores vibrantes, mas às silhuetas arquitetônicas e volumes marcantes.


“Shade”, nova coleção da Collina Strada (Foto: reprodução/Instagram/@collinastrada)


As criações mesclaram tecidos leves e delicados, como chiffon pastel, a elementos de peso, como jeans cargo oversized. Babados, drapeados, mangas bufantes, plissados e balonês ampliaram ainda mais a sensação de movimento e exagero. O resultado foi uma coleção que transforma complexidade em delicadeza.


“Shade”, nova coleção da Collina Strada (Foto: reprodução/Instagram/@collinastrada)


Entre política, poesia e crítica social

O texto do desfile destacava que o mundo atravessa “uma era de crise” e que “as nossas sombras”, uma metáfora para os problemas e falhas da sociedade, “já não se escondem mais”. Inspirada pela teoria da sombra de Carl Jung, Taymour levou à passarela uma reflexão sobre os lados obscuros da humanidade, que hoje se mostram de forma concreta. A estilista provoca: quantas sombras a moda insiste em ignorar?


“Shade”, nova coleção da Collina Strada (Foto: reprodução/Instagram/@collinastrada)


Ao mesmo tempo, ela aponta um caminho: questionar narrativas, trilhar rotas próprias e encarar as sombras sem perder o brilho. Assim, “Shade” se torna mais do que moda, é manifesto político e existencial.

Sustentabilidade e inovação

Reconhecida como uma das vozes mais fortes do upcycling em Nova York, Hillary manteve sua postura sustentável sem abrir mão da inovação. Camadas inesperadas, recortes assimétricos e a fusão de estilos de rua com toques de alta-costura evidenciam a ousadia criativa da marca.


“Shade”, nova coleção da Collina Strada (Foto: reprodução/Instagram/@collinastrada)


Os acessórios também chamaram atenção: uma colaboração com a Pro-Ked rendeu tênis de cano alto em tecidos cor-de-rosa, enquanto as icônicas sandálias da Collina Strada surgiram reinventadas com acabamentos em chiffon recortado.


“Shade”, nova coleção da Collina Strada (Foto: reprodução/Instagram/@collinastrada)


Um espetáculo de moda e libertação

O desfile foi embalado por uma trilha sonora que misturou boletins de notícias e finanças, em referência à vizinha Wall Street, a hinos de rock e à faixa “Friendly Fascism”, reforçando a crítica social presente na coleção. O momento mais simbólico veio no final: quando o sol se pôs atrás da Estátua da Liberdade, a apresentação ganhou contornos de libertação.


Desfile da nova coleção da Collina Strada (Vídeo: reprodução/Instagram/@collinastrada)


O desfile “Shade” da Collina Strada foi um espetáculo conceitual que uniu estética teatral, volumes exagerados, crítica social, sustentabilidade e inovação, reafirmando Hillary Taymour como um dos nomes mais relevantes da NYFW.

Off-White reacende o pop na NYFW com a coleção Pop Romance

A Semana de Moda de Nova York (NYFW) pode até ter sido considerada morna em sua edição atual, mas a Off-White provou que ainda sabe como devolver o brilho aos olhos do público. Com um desfile repleto de referências à cultura pop e ao legado multicultural da cidade, a marca reafirmou sua capacidade de se reinventar após a perda de seu fundador, Virgil Abloh.

Sob a direção criativa de Ib Kamara, a Off-White apresentou a coleção primavera 2026, intitulada Pop Romance. O show aconteceu no terraço da New Design High School, transformado em uma quadra de basquete grafitada em homenagem aos cinco distritos nova-iorquinos, criando uma atmosfera que uniu moda, esporte e arte em perfeita harmonia.

A força de Ib Kamara e a herança criativa

Kamara trouxe uma coleção marcada pela influência dos anos 70, reinterpretando o passado em uma leitura contemporânea. Ombreiras, boinas, calças flare, botas de bico fino, casacos de couro e jeans dividiram espaço com tecidos leves e transparentes, traduzindo a mistura entre o clássico e o moderno. O resultado foi um desfile que não apenas honrou a história, mas também apontou caminhos para o futuro da marca.

As cores fortes e vibrantes dominaram a passarela, acompanhadas de estampas tie-dye e faixas que remetiam às icônicas setas da Off-White, em movimento constante. As varsity jackets, outro clássico, ganharam novas releituras, reforçando a identidade da marca sem perder frescor. Além disso, algumas peças trouxeram estampas literais de Nova York, dos seus prédios ao próprio mapa-múndi, em um gesto que reafirma a vocação global da label.


Desfile da Off-White na NYFW de 2025 (Foto: reprodução/Instagram/@off___white)


Desfile da Off-White na NYFW de 2025 (Foto: reprodução/Instagram/@off___white)


Pop Romance: cultura, memória e legado

Mais do que uma coleção de moda, Pop Romance foi uma declaração de amor à cultura pop e às suas raízes. A proposta trouxe à tona a importância da cultura negra na construção desse legado, com influências diretas do hip hop, da discoteca, do rock, do esporte e da arte.


Desfile da Off-White na NYFW de 2025 (Foto: reprodução/Instagram/@off___white)


Esse resgate emocional transformou o desfile em um verdadeiro manifesto cultural. Ao unir elementos nostálgicos e atuais, a Off-White mostrou que a moda pode ser tanto sobre estética quanto sobre memória e identidade.

Em meio a uma NYFW considerada por muitos excessivamente comercial, a Off-White se destacou ao oferecer um espetáculo vibrante, ousado e cheio de significado. A coleção Pop Romance deixou claro que a marca continua não apenas viva, mas relevante, honrando Virgil Abloh e projetando-se para o futuro com força renovada.

Calvin Klein Verão 2026: Veronica Leoni dá nova forma à sensualidade da marca em Nova York

Na última sexta-feira (12/09), a Calvin Klein apresentou sua coleção de verão 2026 durante a NYFW, em um desfile realizado na Brant Foundation, em Nova York. Foi a segunda apresentação da italiana Veronica Leoni como diretora criativa da marca e, desta vez, a estilista mostrou com mais clareza sua visão sobre os códigos essenciais da etiqueta norte-americana.

Da sobriedade à intimidade revelada

Se no inverno 2025 Leoni havia apostado em uma alfaiataria minimalista e sóbria, levantando dúvidas sobre sua capacidade de atualizar a sensualidade que tornou a Calvin Klein um ícone cultural, agora a resposta veio com mais firmeza.


Nova Coleção da Calvin Klein Verão 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@calvinklein)


Na prática, isso se traduziu em vestidos de alcinhas e decote quadrado, minissaias e casacos que deixam o sutiã propositalmente à mostra. O resultado é uma sensualidade mais sutil e contemporânea, que valoriza também o conforto e a autoconfiança.


Nova Coleção da Calvin Klein Verão 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@calvinklein)


Underwear como protagonista

O underwear, sempre central no universo da Calvin Klein, foi reinterpretado com novas leituras. Houve espaço para calcinhas largas com babados, vestidos construídos a partir do elástico das cuecas da marca, além de looks que remetiam ao pós-noite: peças de seda lembrando pijamas, ceroulas com blusas drapeadas e casacos que evocavam roupões ou lençóis amassados. Um dos momentos mais comentados foi o acessório irônico, óculos presos com o elástico das icônicas cuecas.


Nova Coleção da Calvin Klein Verão 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@calvinklein)


Bucolismo e códigos americanos

Para equilibrar a proposta urbana, Leoni também trouxe um frescor campestre: estampas florais, vestidos de silhueta quadrada com as costas abertas e lenços nos cabelos, como o usado por Rosalía, convidada do desfile. Ao mesmo tempo, revisitava os códigos clássicos da estética americana: a camiseta branca, o jeans uniforme e a camisa com bolsos duplos.


Rosália em desfile da Calvin Klein (Foto: reprodução/Instagram/@calvinklein)


Alfaiataria com nova força


Nova Coleção da Calvin Klein Verão 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@calvinklein)


A mão de Leoni apareceu de forma mais nítida na alfaiataria. Ombros aumentados, calças retas, saias e bermudas na altura dos joelhos reforçaram sua habilidade em trabalhar cortes precisos sem perder leveza. A alfaiataria dialoga com peças comerciais, trench coats, vestidos de decote em U, jeans e camisas, que mantêm a coleção alinhada ao DNA acessível e funcional da grife.

Mais do que pele à mostra ou fendas dramáticas, Veronica Leoni propôs uma noção de sensualidade ligada à intimidade, conforto e segurança pessoal. Um caminho que reposiciona a Calvin Klein no debate contemporâneo sobre desejo e estilo, mantendo a herança icônica da marca enquanto abre espaço para novas interpretações.

Kate Hudson revive look icônico em evento pré-Emmy

A atriz chamou a atenção no tapete vermelho de Beverly Hills ao recriar um dos visuais mais marcantes de sua carreira. Durante uma celebração do pré-Emmy 2025 da Warner Bros, Kate usou um vestido amarelo manteiga muito semelhante ao modelo Carolina Herrera de seda que vestiu em “Como Perder um Homem em 10 Dias”, uma das comédias românticas mais aclamadas dos anos 2000. 

Clássico revisitado

O vestido original, usado pela personagem Andie Anderson no longa, se tornou inesquecível por sua simplicidade e impacto visual. Na trama, Andie surge com o modelo para acompanhar o namorado Benjamin Barry, interpretado por Matthew McConaughey, em uma festa sofisticada. A cena consolidou o vestido amarelo como uma das maiores referências fashion do cinema no início do século, lembrado até hoje pelo público e pela crítica.


A personagem Andie Anderson deslumbrante em filme dos anos 2000 (Vídeo: reprodução/Instagram/@softdreamings)


Mais de duas décadas depois, Kate Hudson decidiu revisitar esse marco de sua carreira com uma versão repaginada. O tom manteiga e o corte similar ao da peça original trouxeram uma sensação de nostalgia, sem deixar de atualizar a estética para os padrões atuais. A escolha da atriz reforçou como determinados figurinos ultrapassam a ficção e permanecem relevantes por gerações.

Moda e memória

A aparição de Kate também evidencia a força da moda como ferramenta de memória afetiva. Assim como outros figurinos marcantes da história do cinema, o vestido amarelo de “Como Perder um Homem em 10 Dias” ultrapassou a tela e se transformou em referência cultural, especialmente no universo das comédias românticas. O fato de a atriz revisitá-lo em um grande evento reforça seu impacto duradouro.


Vestido de Kate Hudson (Foto: reprodução/Maya Dehlin Spach/Getty Images Embed)


Em entrevista ao programa “Watch What Happens Live” no fim do ano passado, Kate Hudson comentou sobre a possibilidade de uma continuação do filme. A atriz disse que está aberta à ideia: “Tudo o que importa seria um roteiro adequado e o retorno de Matthew, obviamente. Acho que eles estão sempre pensando nisso. Acho que nós dois estamos totalmente abertos, mas isso nunca aconteceu”, afirmou, reforçando que tanto o passado quanto o futuro do filme continuam vivos na memória do público.

Marcas impressionam no quarto dia da Nova York Fashion Week

Neste último domingo, 14 de setembro, aconteceu o quarto dia da semana da moda de Nova York. A Nova York Fashion Week iniciou na quarta-feira, 11 de setembro, estendendo-se pela semana e tendo seu término marcado para o dia 16 de setembro. Na edição atual, mais de 60 marcas se reúnem na cidade dos Estados Unidos, apresentando suas coleções para a Primavera/Verão 2026.

Ulla Johnson

Fundada em 1998 por Ulla Johnson, uma designer americana, a marca é conhecida por seu estilo boêmio e por ressaltar a feminilidade, com estampas coloridas, trazendo fluidez e um lado artístico para suas roupas. 


Ulla Johnson Primavera/Verão 2026 (Fotos: reprodução/Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images Embed)


Para a Primavera/Verão de 2026, a marca não perde suas características ao levar para a passarela modelos vestidos com visuais que continham cores, leve transparência e alfaiataria. Nesta temporada, Ulla decide mergulhar na arte de Helen Frankenthaler, que foi uma pintora americana, trazendo as pinturas da artista nas peças exibidas, demonstrando um ar artístico aos visuais, com cores brilhantes e peças que transmitem leveza, fluidez em uma aposta inteligente e criativa para o próximo verão.

Vettese

A marca foi fundada por Kai Vettese em 2022, conhecida por suas peças luxuosas e, por mais que tenha pouco tempo no mundo da moda, a marca já conquistou um grande público com suas roupas acinturadas no corpo, valorizando o corpo feminino, vestindo inclusive celebridades como a empresária Kylie Jenner e a cantora Charli XCX.


Vettese Primavera/Verão 2026 (Fotos: reprodução/Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images Embed)


Na semana da moda, a marca apresentou uma coleção com peças que não continham cores exuberantes, apostando em tons clássicos e sem erro, como preto e branco. Mas, ousando nos decotes, peças curtas e algumas peças contendo transparência. Além disso, a marca trouxe uma passarela no mínimo curiosa, com modelos apresentando-se em movimentos semelhantes ao balé e, em outro momento, uma das modelos carregava uma boneca, atraindo a atenção do público.

Monse

A marca de luxo foi fundada em 2015 por Laura Kim e Fernando Garcia, a dupla também atua como diretores criativos na marca Oscar de la Renta. Monse é conhecida por suas propostas inovadoras para o mundo da moda, trazendo a alfaiataria clássica de maneira moderna. 


Monse Primavera/Verão 2026 (Fotos: reprodução/Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images Embed)


No último domingo (14), a marca trouxe para as passarelas visuais modernos apostando na alfaiataria e cores mais neutras, um palpite inteligente para a época do verão e primavera. Além disso, a marca trouxe ao público uma variedade em recortes com roupas que valorizam a época do ano e o corpo feminino.

Margot Robbie chama atenção na estreia de “A Grande Viagem da Sua Vida” em NY

Margot Robbie brilhou no tapete vermelho de Nova York durante a premiere do filme “A Grande Viagem da Sua Vida”. A atriz australiana escolheu um vestido preto e branco da grife francesa Mugler, que unia corset estruturado, decote profundo e fendas marcantes, ressaltando sua ousadia fashion. O look reforçou a versatilidade da atriz, que transita com naturalidade entre papéis de destaque no cinema e aparições marcantes como referência de estilo.

Estilo ousado

A escolha reforça a imagem de Margot como um verdadeiro ícone de estilo. Em Londres, durante a turnê de divulgação de “A Grande Viagem da Sua Vida”, ela já havia causado impacto com um vestido transparente da Giorgio Armani Privé, adornado com pedrarias. O visual, que levou o naked dress ao extremo, foi considerado um dos mais comentados da temporada, tanto pela ousadia quanto pela sofisticação. Com essas aparições, a atriz mostra confiança em arriscar e habilidade em ditar tendências na moda internacional.


Margot Robbie e Colin Farrell na premiere de ‘A Grande Viagem da Sua Vida’ (Foto: reprodução/Taylor Hill/Getty Images Embed)


Na estreia em Nova York, a atriz manteve a fórmula que vem marcando suas aparições recentes: unir sensualidade e elegância em uma produção equilibrada. O vestido Mugler, com corset branco e sobreposição preta, valorizava sua silhueta e transmitia força e presença. Sua passagem pelo tapete vermelho chamou a atenção não apenas pela peça em si, mas também pela naturalidade com que a atriz a incorporou. Assim, ela reforça seu papel como estrela de cinema e como referência fashion de peso.

Tendência crescente

A aposta da atriz também se conecta a uma tendência cada vez mais forte em Hollywood: a valorização da transparência, das fendas e dos cortes ousados. Essas escolhas, antes vistas como arriscadas, hoje são interpretadas como afirmações de autenticidade e empoderamento. Na mesma semana, Dakota Johnson apareceu com um vestido Gucci que deixava sua lingerie à mostra, reforçando como essa estética tem se consolidado entre atrizes renomadas e admiradas pelo público.


Look de Margot no tapete vermelho (Foto: reprodução/Noam Galai/Getty Images Embed)


Esse movimento vem se espalhando para além do cinema. No Video Music Awards, artistas como Tate McRae e Zara Larsson também optaram por produções que destacavam as curvas e brincavam com a ousadia. Assim, fica evidente a ascensão de um estilo que mistura provocação e elegância, apontando para uma nova fase da moda feminina. Nesse cenário, Margot Robbie se firma como uma das principais referências, consolidando seu nome como exemplo de inovação e liberdade estética.

Pucci Girl traz cores e estampas psicodélicas para a moda italiana

Na reta final do verão europeu, uma nova tendência ganha destaque para as apaixonadas por estampas coloridas e moda psicodélica: o Pucci Girl Summer. Com referências aos anos 1970, o estilo surge como um contraponto vibrante ao minimalismo, trazendo um toque personalizado e cheio de cor às produções da temporada.

Resgate fashion

A tendência retoma as estampas coloridas e geométricas da marca Emilio Pucci e com isso, une moda, memória e o desejo de escapar da rotina. As peças, feitas com tecidos leves e padrões ondulados, criam composições visuais marcantes. Dessa forma, a proposta faz referência ao estilo de vida ligado aos verões europeus dos anos 60, marcados por lazer à beira-mar e viagens entre destinos turísticos.


Ginevra Mavilla em look Pucci Girl na Itália (Foto: Reprodução/Jacopo Raule/Getty Images embed)


Atualmente, esse visual vem sendo reinterpretado para um público mais jovem e conectado, que acompanha tendências principalmente pelas redes sociais. Por meio de postagens de celebridades como Hailey Bieber, esse grupo passou a demonstrar interesse pelo estilo e a se inspirar em uma moda com referências nostálgicas.

Estilo versátil para diferentes momentos

A estética do Pucci Girl Summer se manifesta em peças como biquínis com estampas psicodélicas, vestidos longos, saias leves e acessórios como lenços e bolsas. A paleta de cores é composta por tons intensos como rosa, turquesa, verde-limão, lilás, laranja e amarelo. Além disso, são frequentemente combinados para criar a sensação de movimento visual, seja em visuais mais urbanos ou produções mais tropicais.


Lennon Sorrenti prestigia o desfile de Pucci na Itália (Foto: Reprodução/Vittorio Zunino Celotto/Getty Images embed)


Importância para a moda atual

O Pucci Girl Summer não se limita a um retorno estético, mas também destaca a história e a criatividade da marca Emilio Pucci ao reinterpretar suas estampas clássicas para o público contemporâneo. Assim, a tendência demonstra como a moda revisita o passado para se reinventar, atendendo às demandas culturais e emocionais do momento atual.

Em meio a uma fase marcada pela busca por escapismo e pela valorização da expressão individual, essa proposta surge como uma alternativa ao minimalismo, utilizando o vestuário para comunicar alegria, personalidade e identidade.

Colman Domingo aposta em look Valentino para o Emmy 2025

Neste domingo (14), a 77ª edição do Emmy Awards reuniu os principais nomes da televisão norte-americana e destacou os grandes vencedores da noite. O ator Colman Domingo se destacou não apenas pela atuação, mas também pelo visual escolhido para a cerimônia, chamando atenção no tapete vermelho.

O ator chamou atenção no tapete vermelho com um look autêntico da grife Valentino, que refletia seu estilo único. Mais tarde, ele subiu ao palco para receber o prêmio de “Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia” pelo trabalho em “The Four Seasons”, reafirmando seu lugar de destaque na indústria do entretenimento.

A conquista de Domingo foi celebrada por fãs e críticos, que elogiaram sua habilidade de misturar emoção e humor na sua atuação.

Criatividade e estilo único

O visual do ator era composto por um paletó xadrez azul-claro com cristais franjados, combinado com uma camisa de gola estampada com bolinhas e calças marrons. Para completar, ele optou por acessórios discretos e sapatos de couro em uma escolha que equilibrou sofisticação com toques de ousadia.


Colman Domingo no tapete vermelho do Emmy Awards 2025 (Foto: Reprodução/John Shearer/WireImage/Getty Images embed)


Unindo criatividade a referências clássicas, como a estampa de poás, o contraste de tecidos e os cortes tradicionais, ele consolida sua presença de destaque nas principais premiações da indústria.


Colman Domingo no Emmy Awards 2025 (Foto: Reprodução/Stefanie Keenan/Getty Images embed)


Carreira em ascensão

Colman Domingo se destaca pelo estilo e pela carreira em crescimento no cinema e na TV. Ele começou nos palcos da Broadway, com papéis em “Passing Strange” e “The Scottsboro Boys”, e depois atuou em filmes como “Selma e Lincoln”.

Em 2023, recebeu sua primeira indicação ao Oscar por “Rustin” e voltou à premiação no ano seguinte com Sing Sing. Além das telas, Colman segue atuante em projetos que promovem inclusão e diversidade, sendo uma voz ativa na luta por mais representatividade para as comunidades negras e LGBTQIA+.

Para 2025, Colman vai interpretar Joe Jackson na cinebiografia “Michael” e no momento negocia novos projetos com Steven Spielberg e Marvel Studios.

Mais que tendência: Bermudas com botas são estratégia de estilo

Quando o conforto encontra a ousadia, nasce uma equação de estilo que desafia a lógica e conquista as ruas. Bermudas com botas podem soar, à primeira vista, como um erro de styling ou uma escolha de última hora, mas em setembro de 2025 — mês em que o clima se recusa a tomar partido entre as estações — essa dupla improvável se afirma como protagonista de uma nova estética urbana: precisa, estratégica e absolutamente cool.

Não se trata mais de escolher entre pernas à mostra ou calçados à prova d’água. Agora, é possível ter tudo: funcionalidade, conforto e informação de moda em uma só equação. As ruas viraram passarelas de transição, e nelas, silhuetas soltas ganham presença com botas gráficas que ancoram a produção sem pesar. Bermudas com botas não são acidente — são uma resposta estilística a um mundo em constante reconfiguração climática, estética e cultural.

Mais que tendência, uma estratégia de vestir

Não se trata apenas de estilo. Trata-se de linguagem visual. Em um cenário onde os termômetros oscilam e as regras climáticas perdem força, bermudas com botas se tornam solução inteligente e visualmente poderosa. As pernas ficam livres, mas os passos ganham peso. A leveza encontra estrutura. E o look inteiro ganha voz.

A estética urbana se transforma: silhuetas relaxadas, cores neutras, volumes bem posicionados. A bermuda deixa de ser coadjuvante e assume papel central — estruturada, plissada, ou em tecidos com caimento fluido. As botas, por sua vez, completam o discurso: sejam envernizadas, western, de salto baixo ou cano alto, elas dizem muito sem dizer nada.

Foto destaque: Combinações de bermudas e botas encantam a internet (Foto: Reprodução/Pinterest/@calu/@marin/@StoryArchive)

Dualidade das peças: O que elas representam?

Bermudas pedem sol. Botas resistem à tempestade. E, juntas, criam uma linguagem que traduz o agora — complexa, versátil e pensada. Em um tempo onde o clima muda de ideia a cada esquina e a cidade exige presença, a combinação se firma como um novo pilar do street style: funcional, elegante e inesperado.

O sucesso dessa dupla também revela uma mudança de mentalidade no vestir urbano: a moda não está mais interessada apenas em peças “certas para o momento certo”. Ela quer peças que atravessem momentos. E nesse sentido, bermudas e botas se tornam protagonistas de uma estética híbrida — entre o casual e o refinado, entre o masculino e o feminino, entre o verão e o inverno.

Liberdade para criar

Mais do que um truque de styling, essa combinação traduz uma nova leitura de proporção, volume e presença. As bermudas retornam com cortes precisos e tecidos estruturados, ganhando espaço em produções urbanas. As botas, por sua vez, adicionam peso visual e ritmo ao look, criando um contraste poderoso. É nesse jogo de opostos que a tendência revela sua força.

O apelo da dupla também reflete um tempo em que as fronteiras entre estações, gêneros e estilos se dissolvem. A combinação transita entre o minimalismo, o western, o utilitário e o romântico com toque subversivo. É moda feita de contrastes: entre o leve e o denso, o clássico e o ousado. E talvez por isso continue ganhando as ruas — com estilo e significado.