Dólar sob pressão: por que o trono da moeda americana segue firme

O domínio do dólar no comércio internacional dura quase oito décadas, desde que Bretton Woods e o Plano Marshall consolidaram a moeda como pilar da economia global, ambos os planos refletem a ascensão dos Estados Unidos como potência mundial. Mesmo com o avanço da pauta pela desdolarização, liderada por países como Brasil, China e Rússia, especialistas alertam: tirar a moeda americana do trono é tarefa para décadas e exige mais que vontade política.

O dólar como pilar do domínio do dólar global

O domínio do dólar foi consolidado após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA emergiram como a maior potência industrial e militar. No acordo de Bretton Woods, a moeda americana foi equiparada ao ouro e se tornou referência para transações internacionais.

Poucos anos depois, o Plano Marshall despejou bilhões de dólares na reconstrução da Europa Ocidental. O objetivo era evitar o avanço soviético e manter o continente alinhado a Washington. Assim, boa parte do mundo passou a girar em torno do dólar.

Rede financeira e infraestrutura que sustentam o domínio do dólar global

O sistema criado após a guerra combinou confiança, liquidez e infraestrutura financeira sob liderança americana. E, embora ciclos de contestação surjam, como no recente encontro do Brics, onde Brasil e Rússia defenderam negociações em moedas locais, a substituição do dólar exige mais do que alianças políticas. É preciso uma alternativa igualmente robusta, estável e amplamente aceita.

Desafios da desdolarização e fortalecimento do domínio do dólar global

No século XIX, a libra esterlina era a moeda do comércio global, reflexo da supremacia britânica. Mas a Segunda Guerra mudou o tabuleiro. Com a Europa enfraquecida, o domínio do dólar consolidou-se como instrumento econômico e geopolítico.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o dólar ainda responde por 58% das reservas internacionais dos bancos centrais. Esse número caiu em relação aos 70% do início dos anos 2000, mas continua muito à frente de qualquer rival. Além disso, mais de 70% das transações internacionais passam pela moeda americana, reforçando seu papel no sistema Swift.

O peso político da moeda americana nas relações internacionais

Na cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, Lula e Putin defenderam o uso de moedas locais nas transações internas do bloco. A proposta irritou Washington. O presidente americano, Donald Trump, reagiu com ameaças de tarifas e, pouco depois, anunciou a taxação de 50% sobre importações brasileiras. Analistas interpretaram o gesto como retaliação.

Mas, para economistas, trocar o dólar por outra moeda é um processo muito mais complexo. “A substituição de uma moeda dominante exige mais do que vontade política: é necessário um emissor que ofereça estabilidade macroeconômica, segurança jurídica, infraestrutura financeira comparável e, acima de tudo, confiança dos agentes privados”, afirma Luis G. Ferreira, vice-CEO da EFG Asset Management.

O exemplo europeu e o avanço do yuan chinês

O euro é um exemplo claro dessa dificuldade. Criado em 1999 para integrar a União Europeia e rivalizar com o dólar, ele responde hoje por apenas 20% das reservas mundiais.

A China, por sua vez, elevou sua participação nas transações internacionais para 20% e utiliza o yuan em negociações com mais de 120 países. Ainda assim, a falta de convertibilidade plena e o risco político limitam o avanço da moeda.


Análise: Brasil busca países do Brics (Reprodução/CNN)

A dependência brasileira do dólar

No Brasil, a ligação com o dólar é profunda. Embora o Banco Central mantenha 5% das reservas em yuan, cerca de US$ 350 bilhões permanecem atrelados à moeda americana.

“Todas as transações internacionais do país são em dólar, inclusive com nossos principais parceiros, à exceção da China”, lembra Mauro Rochlin, professor da FGV. “Qualquer mudança significativa levaria décadas”, conclui.

Futuro incerto, mas o trono do dólar permanece firme

Defensores da desdolarização olham para alternativas como ouro e moedas fortes: franco suíço, libra esterlina e yen japonês. Porém, nenhuma reúne todas as condições para destronar a moeda americana. Como resume Matheus Spiess, economista: “Diferentemente da libra esterlina, que foi gradualmente substituída, o dólar não tem um concorrente à altura no curto prazo.”

Trump defende tarifas e papel global dos EUA

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de sexta-feira (27), na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom firme em relação à política comercial e à segurança nacional. Ele reafirmou que o país continuará a impor tarifas a nações que, segundo ele, “se aproveitam dos Estados Unidos”. Trump destacou que essas tarifas estão gerando receitas significativas para o governo e incentivando empresas a retornarem suas operações ao território americano, fortalecendo a economia interna.

Trump faz menção a Otan

O presidente também fez menção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dizendo esperar que a Espanha e outros membros que ainda não cumprem com o compromisso de aumento nos gastos com defesa passem a contribuir de forma mais significativa nos próximos anos. Segundo ele, os EUA têm arcado com uma parcela desproporcional dos custos da aliança militar e essa situação precisa mudar.

Em relação à economia doméstica, Trump defendeu seu projeto de reforma tributária, chamando-o de “grande e lindo”, e pediu que os impactos positivos das tarifas comerciais — como a geração de receita e a volta de investimentos — sejam levados em conta na sua aprovação. Ele também se posicionou sobre programas sociais importantes, como o Medicare e o Medicaid, garantindo que pretende fortalecê-los, diferentemente, segundo ele, dos democratas, que desejariam enfraquecê-los.

Mais sobre as criptomoedas

Sobre o mercado de criptomoedas, Trump surpreendeu ao afirmar que, embora não invista diretamente em bitcoin, enxerga valor estratégico no desenvolvimento desse setor. Ele afirmou que está empenhado em criar um ambiente favorável para a indústria de criptoativos nos EUA, considerando que essa tecnologia pode reduzir a pressão sobre o dólar e gerar novas oportunidades econômicas.


Criptomoedas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/koto_feja)


No cenário internacional, Trump se colocou como um mediador global da paz, mencionando sua atuação em conflitos como os do Oriente Médio, a tensão entre Índia e Paquistão e crises em países africanos. Ele chegou a afirmar que impôs sanções comerciais como forma de dissuadir uma possível guerra entre Índia e Paquistão, que, segundo ele, poderia ter escalado para um conflito nuclear. “Ambos os países têm líderes fortes, e conseguimos chegar a um entendimento”, declarou.

Em relação aos protestos domésticos contra políticas de imigração, Trump criticou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmando que a situação no estado estava fora de controle antes da intervenção da Guarda Nacional. Ele afirmou ainda que teria respaldo legal para usar forças militares mais pesadas, se necessário, para restaurar a ordem.

Escalada do dólar: como a moeda saltou de R$ 5,67 para R$ 6,09 em apenas um mês

O dólar voltou a subir significativamente em relação ao real. A moeda norte-americana avançou de R$ 5,67, registrados em 5 de novembro, para o valor recorde de R$ 6,09 nesta terça-feira (17), representando um aumento de 7,40% em apenas um mês. Desde que alcançou o marco inédito de R$ 6 no final de novembro, o dólar tem se mantido em alta, sem apresentar sinais de recuo.

A alta do dólar em relação ao real é resultado de uma combinação de fatores internos e externos que afetam a confiança no Brasil e no mercado global. No cenário interno, as incertezas políticas e fiscais têm grande influência. No cenário externo, as decisões do Banco Central dos Estados Unidos têm papel decisivo. O impacto dessas decisões ultrapassa as fronteiras dos EUA e influencia significativamente os mercados globais.

O dólar no sistema financeiro global


Disparada da cotação do dólar preocupa economia brasileira (Foto: reprodução/
MR.Cole_Photographer/Getty Images Embed)


O dólar é a principal moeda de reserva e meio de troca no comércio internacional. Ele é amplamente utilizado em transações globais, como o comércio de petróleo, commodities e contratos financeiros. Qualquer mudança nas condições econômicas ou na política monetária dos EUA afeta diretamente a oferta, a demanda e a valorização do dólar, refletindo no câmbio de outras moedas, como o real.

Mudança no cenário

Em 2023, o dólar teve uma queda acumulada de 8,06% ao longo do ano, marcando um início positivo para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse cenário foi impulsionado pela introdução de uma nova regra de controle de gastos públicos e pela proposta de reforma tributária. A desvalorização do dólar desempenhou um papel crucial no controle da inflação e permitiu o início de um ciclo de redução das taxas de juros.

Já em 2024, a trajetória se reverteu. O dólar registra uma alta de 25,62% frente ao real, refletindo preocupações crescentes com a inflação e um ambiente de expectativas econômicas deterioradas. Como consequência, os juros no país mudaram de direção e estão em processo de elevação. Além disso, o arcabouço fiscal apresentado no ano anterior começou a enfrentar questionamentos, gerando incertezas no mercado.

O contexto desse cenário está diretamente ligado à agenda econômica de Trump, que priorizou um protecionismo vigoroso para a indústria nacional, incluindo o aumento de tarifas sobre produtos importados. A agenda de Trump incluiu cortes de impostos corporativos e incentivos para que empresas multinacionais repatriassem seus lucros para os Estados Unidos. Esses movimentos aumentaram a demanda por dólares, já que empresas precisavam converter lucros obtidos no exterior para moeda americana.

7 setores que são tendências para diversificar seus investimentos

O cenário de investimento evolui rapidamente, sendo impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos, avanços tecnológicos e mudanças nas tendências de consumo. Aqueles que investem ou que tem a intenção em investir precisam manter no radar todos esses aspectos e ter em mente de que é um mercado que exige rapidez e criatividade.

Esses pontos não só refletem, como também modelam as atitudes de consumidores trazendo também importantes inovações para diversos setores da indústria. Nos anos anteriores, presenciamos uma explosão tecnológica que revolucionou o comportamento de cada consumidor, onde as pessoas não ficaram só mais conectadas, mas também mais informadas e conscientes, fazendo com que as empresas se adaptassem o quanto antes para sobreviverem nesse novo cenário e se tornar um negócio de sucesso.

A mudança de cenário, trouxe consumidores mais preocupadas com o meio ambiente, tornando-os consumidores mais críticos e dando preferência a um mercado que se preocupa cada vez mais com o meio ambiente e mais responsável.

O que são e como identificar as tendências no mercado financeiro?

Os investidores geralmente acompanham de perto essas tendências para identificar oportunidades de crescimento, diversificação de portfólio e proteção contra riscos específicos. Sites e fóruns especializados e confiáveis bem como as plataformas de investimentos trazem informações e análises de dados, estatísticas e relatórios sobre o mercado, auxiliando os investidores sobre a melhor forma de investir com segurança. Acompanhar e observar os movimentos dos grandes líderes da indústria, além de acompanhar eventos e feiras do setor de interesse em investir pode trazer importantes informações para a tomada de decisão no momento de aplicar. 

As tendências de investimento referem-se às direções ou padrões percebidos no comportamento dos investidores em relação aos ativos financeiros ou setores específicos. Essas tendências são influenciadas por uma variedade de fatores, incluindo condições econômicas, avanços tecnológicos, mudanças regulatórias, preferências dos consumidores e eventos globais.Essas tendências podem abranger uma ampla gama de áreas, desde classes de ativos tradicionais, como ações e títulos, até setores emergentes, como criptomoedas, tecnologia disruptiva e energias renováveis.

Além disso, tendências relacionadas a questões ambientais, sociais e de governança (ESG), sustentabilidade, inovação tecnológica e mudanças demográficas também desempenham um papel importante na definição das tendências de investimento. É importante notar que as tendências de investimento podem ser voláteis e podem mudar ao longo do tempo à medida que novas informações e eventos influenciam o mercado financeiro. Trazemos sete principais setores que são tendência de investimento neste ano.

Tecnologias Disruptivas – Setores como inteligência artificial, computação quântica, biotecnologia e energias renováveis continuam a atrair investimentos significativos. Empresas que lideram inovações nessas áreas têm o potencial de gerar retornos substanciais para os investidores.

Criptomoedas e Blockchain – O interesse em criptomoedas e tecnologia blockchain continua forte em 2024. Além do Bitcoin e Ethereum, novos projetos e aplicações estão surgindo, especialmente nas áreas de finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos.

Digitalização e Transformação Digital – A pandemia acelerou a digitalização em todos os setores, e isso se reflete nas oportunidades de investimento. Empresas que oferecem soluções digitais, como fintechs, saúde digital, educação online e logística automatizada, estão atraindo grande interesse dos investidores.

Energias Renováveis e Sustentabilidade – Com o crescente foco na mitigação das mudanças climáticas e na transição para uma economia de baixo carbono, investimentos em energias renováveis, armazenamento de energia, mobilidade elétrica e soluções sustentáveis ​​podem permanecer em alta.

Setor Imobiliário Alternativo – Com as mudanças no estilo de vida e no trabalho impulsionadas pela pandemia, o mercado imobiliário está passando por transformações. Investimentos em propriedades residenciais alternativas, como residências para idosos, espaços de coworking e habitação sustentável, estão em ascensão.

Sustentabilidade e ESG – Investimentos alinhados com critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), estão ganhando cada vez mais destaque. Os investidores estão buscando empresas comprometidas com práticas sustentáveis e responsáveis, o que pode impulsionar o crescimento de setores como energia limpa, reciclagem e tecnologias verdes.

Saúde e Bem-Estar – Com o envelhecimento da população e um foco renovado na saúde mental e física, investimentos em empresas de saúde e bem-estar, incluindo telemedicina, dispositivos médicos inovadores e nutrição funcional, estão atraindo atenção considerável.

Mercados Emergentes – Investidores estão cada vez mais voltando sua atenção para mercados emergentes, onde o crescimento econômico e as oportunidades de investimento podem ser especialmente atrativos. Países como Índia, Brasil, Indonésia e Nigéria estão no radar de muitos investidores globais.

As tendências de investimento são padrões percebidos no comportamento dos investidores em relação aos diferentes ativos financeiros e setores da economia, e entender essas tendências pode ajudar os investidores a tomar decisões mais informadas e estratégicas. No entanto, é importante manter uma abordagem equilibrada e diversificada ao investir, considerando tanto o potencial de retorno quanto os riscos associados a cada classe de ativos.

Banco Central estreia moeda comemorativa dos 200 anos da Constituição

Na última quinta-feira (11), o Banco Central lançou uma moeda para comemoração dos 200 anos da Constituição Brasileira de 1824. O item, destinado para colecionadores e entusiastas, tem a composição de prata e com o valor de face de R$ 5. Entretanto, aqueles que quiserem adquirir o item deverão pagar R$ 440 para tê-la.  

De acordo com a instituição, serão 3 mil unidades neste primeiro momento, mas pode subir para 10 mil peças dependendo do público. 

Interessados deverão acessar o site do Clube da Medalha, gerenciado pela Casa da Moeda, para efetuar a compra.

Diretor reconhece a relevância do período histórico para o Brasil

Durante o evento de lançamento, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados em Brasília, o atual diretor de Administração do órgão frisou que a moeda tem como intuito lembrar o documento redigido em 1824 e também marcar um momento da memória nacional.


Um dos prédios do Banco Central presente em território brasileiro (Foto: reprodução/Bloomberg/ Getty Images Embed)

“Presente e passado se encontram nessa moeda, que, de um lado, mostra o Palácio do Congresso Nacional, símbolo do Poder Legislativo; e, de outro, o livro aberto da primeira Constituição, com a pena, como foi escrito 200 anos atrás”,  lembrou.

A Constituição foi assinada pelo imperador Dom Pedro I e também o documento que mais duradoura da história do Brasil, cerca de 65 anos em vigência. 

Moeda faz referência à lei e também ao prédio do Congresso Nacional

Na frente da moeda, é possível notar a existência do livro da primeira Constituição brasileira. Com as páginas abertas e na cor sépia, uma indicação da passagem do tempo. Além disso, uma pena estilizada e um texto redigido como manuscrito ornam este lado do item. 

A parte de trás, no entanto, mostra o prédio do Congresso Nacional. Uma clara referência às duas cúpulas sendo o Poder Legislativo bicameral e também as duas Câmaras com deputados e senadores. 

O evento também contou com a  presença de demais representantes do Banco Central e da Casa da Moeda e da Câmara.

Moeda de Prata Comemorativa dos 200 Anos da Constituição Brasileira

O Banco Central do Brasil revelou uma iniciativa marcante para celebrar os 200 anos da primeira Constituição do país: o lançamento de uma moeda especial feita de prata, com valor facial de R$ 5. Esta homenagem à Constituição de 1824 visa preservar e destacar um marco crucial na história política brasileira, que estabeleceu os fundamentos legais e institucionais durante o período imperial.

Moeda produzida em quantidade limitada

A moeda, inicialmente produzida em uma quantidade limitada de três mil unidades, tem potencial para aumentar para até 10 mil, conforme declarado em comunicado oficial. Destinada principalmente a colecionadores, ela será vendida exclusivamente pelo site Clube da Medalha, com preço de R$ 440 por unidade. A Casa da Moeda do Brasil será responsável pela produção, assegurando padrões de qualidade e autenticidade.

Essa iniciativa não apenas oferece uma peça colecionável, mas também serve como uma lembrança tangível dos princípios e valores que moldaram a nação ao longo dos séculos. É uma oportunidade única para os interessados em possuir um pedaço da história do Brasil em suas mãos.

A Constituição de 1824 desempenhou um papel fundamental na estruturação do sistema político do país durante o período imperial. Ela estabeleceu as bases para a organização do Estado, definindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de abordar questões como direitos civis e religiosos.


Notas de Real (Foto: Reprodução/Getty Images/Priscila Zambotto)


Ao destacar a importância desse documento histórico, o lançamento da moeda comemorativa ressalta a relevância de celebrar e honrar os eventos e documentos que ajudaram a formar a identidade nacional. Além disso, reforça o compromisso do Brasil em preservar seu patrimônio histórico e cultural para as gerações futuras.

Significado simbólico

A escolha da prata como material para a moeda também possui significado simbólico, uma vez que este metal precioso é frequentemente associado à durabilidade e à intemporalidade. Assim, a moeda não apenas representa um tributo à Constituição de 1824, mas também serve como um símbolo da permanência e da continuidade dos valores fundamentais que regem a nação brasileira.

Essa iniciativa do Banco Central do Brasil destaca a importância de manter viva a memória dos eventos e documentos que moldaram o país. Ao oferecer uma forma tangível de lembrança e celebração, a moeda comemorativa da Constituição de 1824 convida os brasileiros a refletirem sobre sua história e a valorizarem o legado deixado pelos seus antepassados.

Em um mundo onde a história muitas vezes é relegada ao esquecimento, iniciativas como essa são essenciais para preservar e transmitir o patrimônio histórico e cultural de uma nação. A moeda comemorativa da Constituição de 1824 não é apenas uma peça de coleção, mas também uma porta de entrada para o entendimento e a apreciação do passado do Brasil.

Mercado de criptomoedas passa por novo momento de alta após quedas consideráveis

Depois de um momento de crise, as principais criptomoedas em circulação voltaram ao processo acelerado de recuperação, o que foi ajudado pela contínua estabilização das retiradas do ETF de Bitcoin à vista da Grayscale.

Bitcoin chega ao valor de US$ 43 mil

Ontem, o Bitcoin, por exemplo, subiu 2,96% para atingir o total de US$ 43.052,35, enquanto outra criptomoeda que teve um forte aumento foi o Ethereum, que avançou 1,67% e passou a valer US$ 2.300,62, de acordo com a Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo.


Após momento de queda criptomoedas vivem bom momento (Foto: reprodução/X/@Bitcoin)

Ainda segundo estimativas da CoinShares, o Grayscale Bitcoin Trust enfrentou resgates de US$ 2,2 trilhões na semana passada. Segundo a empresa, esse movimento vem esfriando o mercado, com o volume diário experimentando uma queda progressiva nos últimos dias.

O mercado agora deve experimentar um melhor sentimento de melhora, principalmente após um período em que os contratempos de algumas grandes empresas relacionadas diretamente ao mercado de criptomoedas criaram uma certa insegurança.

Um fator que também pode ser observado é a maior instabilidade nas transações recentes, que, mesmo com alguns eventos recentes, têm proporcionado uma maior segurança para os investidores em potencial e, assim, impulsionando o valor dos criptoativos.

Mercado volátil

No entanto, o analista da corretora FxPro, Alex Kuptsikevich, não está convencido de que a retomada seja sustentável. “O gatilho para o declínio pode ser a volatilidade nas ações antes dos lucros corporativos, dos resultados da reunião do Fed e do relatório de emprego payroll”, advertiu Kuptsikevich.

A expectativa, no entanto, ainda é positiva, com o Bitcoin buscando um crescimento para a casa dos US$ 44 mil, já que atualmente o mercado deve continuar nesse momento de forte recuperação, enquanto as criptomoedas continuam em alta.

Porém, mesmo com o otimismo generalizado, ainda é recomendável ter cuidado. Os investimentos em criptoativos são considerados de alto risco, e vários fatores devem ser levados em consideração, mesmo com o atual bom momento que o mercado vive.