Rachel Scott assume a Proenza Schouler e traz cores, texturas e renovação para a marca

Ainda que a estreia oficial da recém-anunciada diretora criativa da Proenza Schouler, Rachel Scott, esteja marcada apenas para fevereiro do próximo ano, o público já pode ter um vislumbre de sua visão criativa.

Uma nova liderança na moda

A estilista jamaicana de 41 anos, que também comanda a Diotima, colaborou nos últimos meses com o estúdio interno da marca, prestando consultoria e preparando o terreno para uma transição suave após a saída dos fundadores Jack McCollough e Lazaro Hernandez, que estreiam sua nova fase na Loewe em outubro. “Essa é realmente uma colaboração com a equipe: conhecer a linguagem da marca, a silhueta e a cor, para então começar a injetar um pouco do meu ponto de vista”, afirma Scott.


Desfile de Primavera/Verão 2026 de Nova York da Proenza Shouler. (Foto: Reprodução/Instagram/@proenzashouler)


Rachel se junta a Louise Trotter (Bottega Veneta) como uma das únicas duas mulheres entre as quatorze estreias da temporada, além de ser a única estilista negra, reforçando a representatividade e diversidade na moda.

Cores, texturas e renovação

A prévia apresentada revela um passo ousado além do “quiet luxury” que dominou as últimas temporadas. Rachel Scott aposta em cores vibrantes, texturas variadas e uma sensibilidade artesanal que se torna sua assinatura. Saias de algodão revestido, retiradas dos arquivos da marca, foram cortadas a laser em formato de flores, enquanto jaquetas reinterpretam moldes clássicos de McCollough e Hernandez em novas proporções e com o verso do jacquard à mostra, permitindo fios soltos e detalhes inesperados.


Mais do desfile da Proenza Shouler de Primavera/Verão 2026. (Foto: Reprodução/Instagram/@proenzashouler)


Motivos florais, especialmente crisântemos descritos como “vistos através do vidro”, estampam vestidos leves, enquanto botas over-the-knee de organza convivem com sandálias adornadas por máxi flores. Essa estética não só celebra a passagem do tempo e a renovação, mas também simboliza o nascimento de uma nova fase para a Proenza Schouler.

Mais do que uma simples prévia, o trabalho de Scott representa um início promissor para a temporada de moda, marcando um capítulo que mistura tradição e experimentação, com olhar artesanal e contemporâneo. A expectativa é de que sua estreia oficial consolide a marca em um caminho de inovação e sofisticação, mantendo a identidade que conquistou fãs ao redor do mundo.

NYFW é marcada por inovações e influências da moda global

A recente edição da Fashion Week de Nova Iorque destacou-se pela apresentação das coleções de outono-inverno e primavera-verão, reafirmando a cidade como um epicentro da moda mundial. Estilistas como Christopher John Rogers, Brandon Maxwell e Todd Snyder trouxeram propostas que refletem a criatividade e a adaptabilidade da moda americana diante dos desafios atuais.

Estilistas apresentam novas tendências na passarela

Christopher John Rogers surpreendeu ao explorar novas texturas e estruturas em suas criações, utilizando materiais como cetim de viscose e gorgorão de seda. Além de suas tradicionais cores vibrantes, incorporou tons mais sóbrios, como preto e castanho, ampliando sua paleta habitual.


Styling casacos usados “escorregando” pelos ombros da semana de moda americana (reprodução/Instagram/@voguebrasil)

Brandon Maxwell apresentou uma coleção que equilibra elegância e casualidade, refletindo o dinamismo dos tempos atuais. O uso de couro em peças que remetem aos anos 1980 trouxe um contraste provocativo, estimulando reflexões sobre identidade e força através da moda.

Todd Snyder buscou inspiração na elegância parisiense dos anos 1920, especialmente na atmosfera artística de Saint Germain. Sua coleção fusionou elementos clássicos americanos com referências aos uniformes militares franceses, resultando em uma combinação de moda esportiva e sofisticação atemporal.

Impacto da fashion week na indústria da moda

A Fashion Week de Nova Iorque continua a desempenhar um papel crucial na definição de tendências e na promoção de diálogos culturais no universo da moda. O evento serve como plataforma para que novos talentos se destaquem ao lado de designers consagrados, reforçando a posição de Nova Iorque como um centro vital para a indústria.


Styling “couro total” da semana de moda americana (reprodução/Instagram/@voguebrasil)

Embora não seja a principal lançadora de tendências do circuito global, a semana de moda nova-iorquina é reconhecida por suas coleções comerciais bem elaboradas e desejáveis.

Elementos de styling, como casacos usados de forma despojada sobre os ombros, looks completos de couro e acessórios ousados, como óculos de design futurista, destacaram-se como propostas para atualizar o guarda-roupa nesta temporada.

Com essas apresentações, a Fashion Week de Nova Iorque reafirma sua relevância e influência, contribuindo significativamente para os rumos da moda mundial.

Semana da Moda de Nova Iorque: confira detalhes do evento que começa nesta quinta-feira

O evento da New York Fashion Week começa nesta quinta-feira (06) e se estende até o dia 11 de fevereiro, apresentando a nova temporada ready-to-wear do inverno de 2026. Entre os destaques, estão a estreia da nova diretora criativa da Calvin Klein, a italiana Veronica Leoni, trazendo a marca novamente para as passarelas depois de seis anos, e os desfiles de Christopher John Roberts, Sandy Liang, e Carolina Herrera, além de outros nomes marcantes para a indústria da moda. 

A Patbo não irá participar dos desfiles na Semana da Moda, mas realizará um evento de gala para mostrar sua coleção feita em parceria com o joalheiro Eduardo Caires.

Calendário oficial

A Semana da Moda de Nova Iorque conta com as datas pré-definidas dos desfiles que tomarão conta das passarelas. Collina Strada, Anna Sui e Coach estarão presentes durante o evento.


NYFW (Vídeo: reprodução/Instagram/@nyfw)


Confira o calendário e a programação prevista para o evento:

6 de fevereiro

15h Brandon Maxwell

17h Todd Snyder

18h Christian Siriano

19h Gabe Gordon

20h Collina Strada

21h Jane Wade

22h Christopher John Rogers

7 de fevereiro

14h Calvin Klein Collection

15h AKNVAS

16h FFORME

16h Juzui

17h Lafayette 148

18h Ashlyn

19h CAMPILLO

20h SIMKHAI

21h Sergio Hudson

22h LEBLANCSTUDIOS

23h Kim Shui

• 8 de fevereiro

13h Altuzarra

14h Haleia

15h Eckhaus Latta

16h Anna Sui

17h Alice + Olivia

18h 5000

19h Prabal Gurung

20h Bevza

21h Khaite

• 9 de fevereiro

13h Ulla Johnson

13h Global Fashion Collective I

13h Sandy Liang

16h Melke

17h Global Fashion Collective II

17h LaPointe

18h Meruert Tolegen

19h Monse

20h Global Fashion Collective III

20h Tia Adeola

21h Elena Velez

• 10 de fevereiro

12h Carolina Herrera

13h TWP

14h Zankov

16h Coach

16h Zoe Gustavia Anna Whalen

17h Kobi Halperin

18h Bibhu Mohapatra

19h Diotima

20h Pamella Roland

21h Tory Burch

22h Luar

23h LaQuan Smith

• 11 de fevereiro

12h Norma Kamali

13h Michael Kors

14h Kallmeyer

15h Cucculelli Shaheen

16h Dennis Basso

18h Frederick Anderson

19h Thom Browne

21h30 One Night in Bangkok

Semana da Moda de Nova Iorque


Christian Siriano SS25 (Foto: reprodução/Instagram/@nyfw)

O evento conhecido como New York Fashion Week começou ainda durante o período da segunda-guerra mundial, em 1943, ocupando o espaço deixado por Paris como capital da moda. A Semana da Moda foi uma iniciativa da jornalista Eleanor Lambert, que já havia fundado o New York Dress Institute e o American Fashion Critics Awards. 

Os desfiles começaram como uma tentativa de trazer visibilidade ao mercado norte-americano da moda, sob o nome de New York Press Week, o público convidado fazia parte da imprensa, com a intenção de midiatizar o evento. A Semana da Moda de Nova Iorque cresceu progressivamente e seu modelo foi adotado também em outros países. Hoje, ela representa o crescimento de uma indústria fashion pelo mundo.

Matéria por Isabela Bitencourt (Lorena – R7)

Conheça Diddy: magnata do Hip-hop preso acusado de tráfico sexual

Na última segunda-feira (16), Sean ‘Diddy’ Combs, também conhecido como Puff Daddy ou P. Diddy, foi preso em um hotel em Manhattan, Nova Iorque, e levado sob custódia. O produtor musical, rapper e empresário de 54 anos enfrenta sérias acusações, incluindo agressão física, abuso e tráfico sexual.

O advogado de Diddy, Marc Agnifilo, declarou que a prisão é “injusta” e defendeu a inocência de seu cliente, afirmando que ele não tem nada a esconder. Mesmo se declarando inocente, o pedido de fiança de Diddy foi negado duas vezes pela Justiça, o que o mantém detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, aguardando o início do julgamento.


Sean ‘Diddy’ Combs no palco do Billboard Music Awards de 2022 (Foto: reprodução/Ethan Miller/Getty Images Embed)


A trajetória de Diddy

Sean John Combs nasceu no Harlem, bairro de Manhattan, Nova Iorque, e iniciou sua carreira musical como estagiário na Uptown Records, em 1990. Na gravadora, ele rapidamente se tornou diretor artístico na empresa. Porém, após ser demitido em 1993, ele fundou sua própria gravadora, a Bad Boy Records.

Com a Bad Boy, Diddy conquistou notoriedade na indústria musical sendo referência do Hip-hop da Costa Leste dos Estados Unidos, especialmente com o sucesso do rapper Notorious B.I.G., considerado um dos melhores rappers de todos os tempos. Mesmo após a trágica morte de Biggie, Diddy continuou relevante na indústria musical, colaborando com diversos artistas como Mary J. Blige, Usher, Lil’ Kim, TLC, Mariah Carey e Boyz II Men. Ele também alcançou sucesso solo, ganhando Grammys pelo single “Can’t Nobody Hold Me Down” e pelo álbum “No Way Out”.

Magnata do Hip-Hop

Além de seu impacto na música, Diddy expandiu seus negócios para outras áreas. Ele é proprietário da Revolt TV, um canal de televisão focado em música e cultura, e possui as marcas de roupas e acessórios Sean John e Sean by Sean Combs. Também tem investimentos em startups tecnológicas e é embaixador das marcas de bebidas Ciroc e DeLeon. Em 2022, a Forbes listou Diddy como o terceiro artista do Hip-hop a se tornar bilionário, com uma fortuna estimada em 1 bilhão de dólares, ficando atrás apenas de JAY-Z.

Acusações graves e futuro incerto

Diddy enfrenta uma acusação federal detalhada em um documento de 14 páginas, que o descreve como líder de uma organização criminosa responsável por abusar e explorar sexualmente mulheres durante anos. Segundo o processo, ele obrigava supostamente as vítimas a participar de orgias movidas a drogas, ameaçando-as com violência ou com a retirada de apoio financeiro caso resistissem.

As primeiras denúncias vieram à tona em novembro de 2023, quando sua ex-namorada, a cantora Cassie Ventura, entrou com um processo alegando que foi traficada, abusada fisicamente e estuprada durante o relacionamento de uma década com o magnata. O caso foi rapidamente encerrado com um acordo financeiro no dia seguinte, sem que Diddy assumisse qualquer culpa.

Desde então, outras acusações surgiram. De acordo com relatos, Diddy organizava festas chamadas de “Freak Offs”, onde as mulheres, muitas vezes sob efeito de drogas, eram forçadas a realizar atos sexuais que eram gravados e utilizados para chantageá-las. Um vídeo de 2016, recentemente divulgado, mostra o rapper agredindo Cassie em um hotel de Los Angeles.

Se condenado por todas as acusações, Diddy pode enfrentar penas que variam de 15 anos até prisão perpétua, colocando em risco toda a sua trajetória como um dos maiores nomes do Hip-hop e empresário de sucesso.