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Cerca de 300 manifestantes judeus pró-palestinos ocuparam o saguão da Trump Tower, em Nova York, nesta quinta-feira (13), para protestar contra a prisão do estudante ativista Mahmoud Khalil. Pelo menos 98 pessoas foram presas enquanto pediam a libertação do estudante.
No momento, a prisão de Khalil está sob custódia imigratória na Louisiana. O estudante da Universidade Columbia havia sido detido no sábado (08) e gerou indignação por parte de legisladores democratas e representantes da esfera civil.
BREAKING: Hundreds of Jews and allies have taken over Trump Tower chanting “We want justice, you say how. Bring Mahmoud home now!” and “Fight Nazis, not students.”
The civil disobedience is spawned by the ICE arrest of Palestinian student Mahmoud Khalil. pic.twitter.com/eQLLfhrfmU
Vídeo do protesto realizado pelos ativistas pró-Palestina (Reprodução/X/@taliaotg)
Organização responsável pelo protesto
O protesto foi realizado pelo Jewish Voice for Peace, uma organização judaica progressista antissionista. De acordo com o grupo, eles estão “tomando a Trump Tower para registrar nossa rejeição em massa”.
Não vamos ficar de braços cruzados enquanto este governo tenta criminalizar os palestinos e todos aqueles que pedem o fim do genocídio financiado pelos EUA contra o povo palestino perpetrado pelo governo israelense
Jewish Voice for Peace via X (Antigo Twitter).
Apesar das prisões, o vice-prefeito da segurança pública de Nova York, Kaz Daughtry, garantiu à Fox News que não houve feridos e que todos os manifestantes foram retirados do prédio.
Trump quer usar Khalil como exemplo
Uma das promessas de campanha da campanha presidencial de Donald Trump foi a deportação em massa de ativistas estrangeiros que participaram da onda de protestos ativistas palestinos que ocorreram nas universidades americanas em 2024.
Assim, Trump afirmou que a prisão de Khalil foi a “primeira de muitas que virão”.
Os protestos criticam as medidas violentas que o exército de Israel usou na faixa de Gaza durante a guerra com a Palestina.
O estudante Mahmoud Khalil, que é residente legal dos EUA, tem sido o principal símbolo dos protestos pró-Palestina no país. As manifestações estiveram presentes em dezenas de universidades americanas durante o ano passado.
Especialistas das Nações Unidas afirmam, em um relatório divulgado nesta quinta-feira, que Israel cometeu ‘atos genocidas’ na Faixa de Gaza, destruindo sistematicamente instalações de saúde sexual e reprodutiva e utilizando a violência sexual como estratégia de guerra.
Além disso, a Comissão de Investigação da ONU declarou que o Estado judeu ‘atacou e destruiu intencionalmente’ o principal centro de fertilidade palestino.
No mesmo documento, a comissão confirmou que ‘mulheres e adolescentes morreram devido a complicações durante a gravidez ou parto, devido às restrições impostas pelas autoridades israelenses‘.
Abusos e destruição
A ONU afirma que a recente destruição foi uma medida direcionada a impedir os nascimentos de palestinos em Gaza, configurando assim um ato genocida. Em seu relatório, documentou abusos como estupro de detentos, tratamento humilhante em centros de detenção e a forçação de vítimas a se despirem ou serem fotografadas e filmadas em circunstâncias degradantes.
Apesar da possibilidade de um cessar-fogo, o relatório destaca que esse tipo de violência passou a ser uma estratégia de guerra de Israel para destruir o povo palestino.
Mulheres palestinas em luto (Foto: reprodução/Omar AL-QATTAA/AFP/O Globo)
Israel rebate
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou o relatório, chamando-o de ‘absurdo’. Em um comunicado divulgado por seu gabinete, Netanyahu acusou o Conselho de Direitos Humanos da ONU de atacar Israel com acusações falsas.
Assim, Netanyahu, recentemente apoiado por Trump, afirmou que a comissão optou mais uma vez por atacar Israel com acusações infundadas. Por fim, o governo israelense acusou a comissão de ter uma agenda política tendenciosa e pré-determinada, tentando incriminar as Forças de Defesa de Israel.
Em conclusão, as autoridades do Estado judeu tentam argumentar que o país não está sujeito à jurisdição do TPI. No entanto, como os palestinos são signatários, isso significa que os crimes cometidos em seu território estão sob a competência do tribunal.
O presidente Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (05), utilizou suas redes sociais para enviar um recado ao Hamas, quebrando um protocolo antigo de Washington de não negociar com grupos considerados terroristas pelos EUA. Trump inicia a mensagem informando que trata-se de um “Olá ou um Adeus”, a depender das atitudes que o grupo islâmico terá daqui por diante. A postagem do presidente estadunidense é referente a situação dos reféns mantidos em Gaza e sua libertação.
Trump informa, ainda, que “um belo futuro aguarda Gaza”, porém caso o grupo Hamas não liberte os reféns, “haverá um inferno para pagar mais tarde” e que “está enviando a Israel tudo o que precisar para terminar o trabalho”.
Segundo informações das Forças de Defesa de Israel, ao todo são 59 pessoas mantidas em cativeiro, das quais 35 estariam mortas. Cinco desses reféns são israelenses com cidadania americana. O Mossad, inteligência israelense, tem motivos para acreditar que 22 reféns ainda estão vivos e que o paradeiro de outras duas pessoas é desconhecido
Postagem do presidente Donald Trump para o Hamas (Foto: Reprodução/ Instagram/ @potus)
Contato direto entre EUA e Hamas
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, não confirmou o contato entre EUA e Hamas, porém, em entrevista informou que Adam Boehler, um enviado especial dos EUA para assuntos estratégicos “tem autoridade para falar com qualquer um”. O que vai de encontro com informações publicadas pelo site Axio de que o governo de Donald Trump tem mantido conversas secretas com o grupo islâmico para a libertação dos reféns americanos em Gaza.
Karoline Leavitt – porta-voz da Casa Branca (Foto: Reprodução/ Andrew Harnik/ Getty Images embed)
O gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse estar a par das negociações e que Israel “expressou a sua opinião sobre a questão das negociações com o Hamas”. Os EUA, também, confirmaram que Israel foi consultado.
A atitude do governo americano, em Relações Internacionais, é chamada de “Diplomacia Secreta”. Utilizada para resolver conflitos e negociações sensíveis. Acontecem sem que o grande público ou até mesmo outros governos tenham ciência disso. No caso das reuniões entre EUA e Hamas, estas teriam acontecido em Doha, no Catar, nas últimas semanas.
Um dirigente do grupo Hamas, em condição de anonimato, também confirmou o contato e que a comunicação foi feita por diferentes canais.
Outro enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajaria esta semana para se encontrar com o Primeiro-Ministro do Catar e continuar com as tratativas para a libertação dos reféns em Gaza. No entanto, a reunião foi cancelada pois, segundo informações, não houve avanço nas negociações por para do Hamas.
Israel e a suspensão de ajuda para Gaza
No último domingo (02), o governo de Israel informou que suspendeu toda ajuda humanitária para Gaza com fechamento de fronteiras. Contudo, as autoridades israelenses pontuaram que os suprimentos enviados a Gaza nos últimos meses são suficientes para um período de quatro a seis meses.
לאור סירובו של החמאס למתווה ויטקוף, החלטנו למנוע כל כניסה של סחורות ואספקה לעזה.
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) March 2, 2025
Discurso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu suspendendo a ajuda humanitária em Gaza ( Vídeo: reprodução/ X/ @netanyahu)
A decisão da suspensão ocorreu após o grupo Hamas rejeitar a proposta de libertação de reféns, estendendo o cessar-fogo, apresentado pelos EUA.
Por outro lado, o grupo Hamas disse que a proposta é uma forma de “evitar a implementação do acordo de reféns e cessar-fogo e negociar a segunda fase”. O grupo informa, ainda, que interromper a ajuda humanitária é “chantagem e crime de guerra”. Sendo uma violação do acordo anterior.
Nesta segunda-feira(10), a agência Reuters informou que as autoridades do Egito falaram a respeito de um adiamento nas negociações relacionadas ao cessar-fogo, entre Israel e a Palestina. Conforme informado pelos egípcios, um dos motivos que levaram ao atraso das conversas entre os países teria sido uma declaração do presidente Donald Trump, sobre retirar os palestinos do território onde vivem. O governante disse, em entrevista a Fox News, os planos para assumir a Faixa de Gaza.
Negociações
Donald Trump, o atual presidente da terra do Tio Sam, começou recentemente a defender a retirada dos palestinos da Faixa de Gaza, alegando a proteção dos habitantes do local pertencente à Palestina. Segundo ele, os moradores da localidade em questão, teriam melhores condições de vida, se fossem enviados para outros países. As autoridades do grupo Hamas condenaram as falas e disseram que o cessar-fogo perdeu a validade, após o que fora dito por Trump.
Adiamento
Após falas do presidente dos EUA, os mediadores envolvidos nas negociações resolveram adiar as tentativas de resolver esse conflito que ocorre já há muitos anos, eles estão à espera de uma decisão do EUA, para saber se o local irá continuar envolvido nas tentativas de conversas para resolver essa guerra. O Hamas já havia dito que iria atrasar a libertação dos reféns, alegando que o país, liderado por Benjamin Netanyahu, teria violado termos do cessar-fogo.
Donald Trump e Benjamin Netanyahu em 4 de fevereiro de 2025 (foto: reprodução/Avi Ohayon/Getty Images Embed)
Etapas
Após estarem em Guerra por mais de 1 ano, com os conflitos iniciados em 2023, em janeiro deste ano o Hamas e Israel iniciaram um acordo para o cessar-fogo, funcionando da seguinte forma:
1° Fase
Com base no fim dos ataques, libertação de reféns que estão sendo mantidos pelo grupo terrorista do Hamas, e saída das tropas de Israel da faixa de Gaza.
2° Fase
Os reféns mantidos, tanto por Israel quanto por Gaza, serão soltos nesse segundo momento.
3° Fase
Neste terceiro momento, será feita a reconstrução de Gaza, sem a definição de quem irá assumir o território em questão.
Ainda não se sabe quando irão ocorrer novas conversas a respeito dessa negociação.
Milhares de palestinos deslocados pelo conflito entre Israel e o Hamas começaram a voltar para o norte de Gaza na manhã desta segunda-feira (27). A volta foi possível depois da liberação de Israel. O desbloqueio das vias foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no domingo (26), em uma publicação na rede social X.
A decisão ocorreu após um acordo entre o país e o Hamas. O grupo concordou em liberar a israelense Arbel Yehud e mais outras duas reféns até sexta-feira (31). Antes do entendimento, ambos os lados se acusavam de violar as tréguas e o primeiro-ministro se recusava a liberar os pontos da travessia.
Famílias palestinas voltam para a Cidade de Gaza
A agência de notícias Reuters registrou imagens de milhares de famílias palestinas na travessia para o norte de Gaza. Nas imagens, foi possível observar os palestinos sendo transportados por carros, caminhões e carroças, além de alguns que estavam a pé. As carroças continham colchões, alimentos e tendas que serviram de abrigo por mais de um ano.
Palestinos retornam para Gaza (Vídeo: Reprodução/Youtube/ CNN Brasil)
Apesar do clima de tensão por conta dos conflitos entre Israel e o Hamas, o retorno foi comemorado pelas famílias, que se abraçaram e tiraram fotos. Segundo testemunhas da Reuters, o primeiro ponto da travessia foi liberado às 7h do horário local (2h no horário de Brasília). Os primeiros palestinos chegaram à cidade nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira.
15 meses de conflito
A guerra entre o Hamas e Israel começou em outubro de 2023 após um ataque surpresa do grupo que resultou em 1,2 mil pessoas mortas e 251 pessoas tomadas como reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra o Hamas em Gaza, que neste momento está em ruínas.
No total, mais de 46 mil palestinos foram mortos durante as operações dos militares israelenses, segundo o ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. De acordo com um estudo realizado pela ONU em novembro de 2024, 70% dos mortos são mulheres e crianças. Em relação à infraestrutura de Gaza, a ONU afirmou que 68% das estradas foram danificadas ou destruídas e que 50% dos hospitais estão fechados ou funcionam parcialmente.
Nesta quarta-feira (15), o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, declarou que o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrará em vigor no domingo (19). No entanto, ele destacou que as negociações sobre os detalhes da implementação continuam em andamento. Israel informou que alguns pontos ainda precisam ser definidos, e uma votação no governo israelense está marcada para quinta-feira.
O acordo inclui um cessar-fogo temporário que, por enquanto, interromperá a destruição em Gaza, juntamente com a libertação de 94 israelenses mantidos em cárcere, e cerca de 10 mil prisioneiros palestinos. Além disso, permitirá que os palestinos deslocados retornem às suas casas, embora muitas delas tenham sido destruídas pela força israelense.
Anúncio do Primeiro Ministro do Qatar feito em conferência. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, interrompeu sua viagem à Europa, para retornar ao país e participar de uma reunião do governo sobre o cessar-fogo, marcada para quinta-feira (16). O ministro da Cultura e Esportes, Miki Zohar, afirmou que votará a favor do acordo, considerando ser dever de todo ministro apoiar a medida.
Mais cedo, o Hamas divulgou uma declaração sobre uma reunião entre um de seus líderes, Mohammed Darwish, e Ziad al-Nakhalah, chefe do grupo Jihad Islâmica, destacando os esforços conjuntos para o sucesso das negociações.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, acolheu positivamente a notícia do acordo, afirmando: “Nossa prioridade deve ser aliviar o tremendo sofrimento causado por este conflito. Peço a todas as partes que facilitem o socorro humanitário rápido, desimpedido e seguro para todos os civis necessitados.”
Fases do Acordo
O acordo de cessar-fogo será implementado em duas fases. Na primeira fase, Hamas concordou em libertar 33 prisioneiros israelenses, incluindo mulheres, crianças e civis com mais de 50 anos. Em contrapartida, libertará um número maior de prisioneiros palestinos. Além disso, as forças israelenses irão se retirar das áreas residenciais de Gaza, limitando sua presença a, no máximo, 700 metros dentro da fronteira de Gaza.
Outra medida importante será a permissão para o retorno de civis ao norte de Gaza, além do aumento significativo na ajuda humanitária, com até 600 caminhões podendo entrar diariamente no enclave. Também será autorizado que palestinos feridos deixem Gaza para tratamento médico, com a passagem de Rafah sendo aberta em até sete dias, após o início da implementação dessa primeira fase.
O acordo também prevê a redução da presença militar israelense no Corredor Filadélfia, a área de fronteira entre Gaza e o Egito, com a retirada completa das forças israelenses até o 50º dia pós-implementação do cessar-fogo.
Na segunda fase, caso todas as condições sejam atendidas, o Hamas comprometer-se-á a liberar todos os prisioneiros israelenses restantes, que são, em sua maioria, soldados. Em troca, Israel libertará mais prisioneiros palestinos. A segunda fase culminará com o início da retirada total das forças israelenses de Gaza.
Reações e Expectativas
Até o presente momento, nem Israel nem o Hamas confirmaram oficialmente o acordo, mas fontes próximas às negociações disseram à National Public Radio (NPR), que ambas as partes concordaram com um cessar-fogo provisório, procurando encerrar mais de 15 meses de combate intenso.
Segundo a Al Jazeera, veículos de mídia israelenses relataram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se dirigirá ao público, até que a votação sobre o cessar-fogo seja concluída e os processos formais sejam finalizados.
Anúncio Oficial do Presidente dos Estados Unidos para a imprensa. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)
Está prevista para amanhã uma reunião importante no gabinete de segurança de Israel. O acordo estabelece uma pausa no combate, mas ministros de extrema-direita temem que a guerra possa ser retomada após a primeira fase. “O público israelense quer um acordo de cessar-fogo para trazer de volta os prisioneiros, não para acabar com o sofrimento do povo palestino”, afirmou a repórter Hamdah Salhut.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, pronunciou-se nesta tarde, confirmando as tratativas de cessar fogo entre os dois países e que está em contato com os presidentes do Kuwait e Egito, para garantir que as negociações saiam nos conformes.
Na última segunda-feira (11), Mohammed bin Salman, durante a reunião que ocorria entre os líderes dos outros países muçulmanos, falou que as atitudes de Israel contra a Palestina são “genocídio”. Conforme o líder saudita, ele cogita a possibilidade de não criar relações com o país presidido por Benjamin Netanyahu.
Acordo
Após um histórico de tensões, Arábia Saudita e Israel vinham tentando se reaproximarem nos últimos anos, porém quando se iniciou o conflito contra o Hamas em 2023, o país saudita decidiu parar com as negociações. Salman disse em setembro que, se não for criado um estado palestino, Israel não terá o reconhecimento do reino. Ainda na reunião, ele disse:
O Reino renova sua condenação e rejeição categórica do genocídio cometido por Israel contra o povo palestino irmão.“
Benjamin Netanyahu discursando na Assembleia Geral nas Nações Unidas, no último dia 27 de Setembro (Foto: reprodução/Stephanie Keith / Getty Images embed)
Respeito
Mohammed solicitou à comunidade internacional, o impedimento para que Israel não continue a atacar o Irã, e que haja respeito com o país. O ministro de relações exteriores da Arábia Saudita voltou a falar sobre essa questão no final de outubro, reforçando o que foi dito anteriormente pelo bin em setembro. O país do Tio Sam tentou mediar as relações entre esses dois países. Dentro do Tratado que tinha sido feito, durante o período em que estavam acontecendo as negociações, havia garantias de segurança para os Estados Unidos.
Investigações
Mohammed bin Salman está sendo investigado por cometer crimes contra a humanidade. Ele estaria sendo acusado de assassinar um jornalista no ano de 2018, por estar fazendo críticas ao governo da Arábia Saudita. Ainda teria perseguido pessoas que eram ativistas em prol dos direitos humanos.
Recentemente, o Príncipe da Arábia Saudita condenou o país de Israel pelo que tem feito contra Gaza.
O nome de Kylie Jenner sempre reverbera no olhar público, principalmente quando o assunto são seus relacionamentos pessoais. Após chocar a internet dois meses atrás com o reencontro inesperado com sua ex-melhor amiga Jordyn Woods (que foi pivô do fim do relacionamento de Khloé Kardashian), agora Jenner, parece ter hasteado bandeira branca também com a modelo Bella Hadid. Em um vídeo publicado em na conta oficial da empresária no TikTok, ambas aparecem juntas, após burburinhos de uma relação estremecida desde 2023.
Bella Hadid e Kylie Jenner juntas após divergências políticas (Foto: reprodução/TikTok/@kyliejenner)
No vídeo, na companhia também de nomes como Kendall Jenner, Hailey Bieber e outras figurinhas carimbadas do alto escalão das it girls, Hadid e Jenner dublam de maneira descontraída um áudio da rede social.
As razões por trás do desentendimento
Muito se é especulado sobre o motivo concreto do afastamento entre Bella e Kylie. Ambas cresceram juntas pela alta classe da Califórnia e Hadid é uma das melhores amigas de Kendall Jenner, mas os fatos apontam precisamente para a divergência de opiniões políticas entre as fashionistas.
Bella Hadid, Kylie Jenner e Kendall Jenner juntas em um evento em 2015 (Foto: reprodução/Chris Weeks/Getty Images Embed)
Em meados de 2023, no auge do conflito em Gaza, a Jenner, magnata dos cosméticos, declarou publicamente seu posicionamento favorável a Israel, fato que entrou, em contrapartida, com clara posição política de Bella – filha do empresário Mohamed Hadid, que nasceu na Palestina e cresceu como refugiado na Síria. A modelo sempre se posicionou fortemente como apoiadora dos direitos humanos, tendo condenado publicamente as ações de Israel.
A modelo inclusive esteve recentemente envolvida em uma polêmica com a gigante do esporte, a Adidas, por seu posicionamento. Em julho deste ano, a marca lançou uma campanha com Hadid para o lançamento da releitura de seu clássico modelo do tênis SL 72.
O marketing gerou polêmica, já que o público associou com os Jogos Olímpicos Munique, em 1972, em que o modelo foi usado pela primeira vez. Durante os jogos, no entanto, israelenses foram assassinados pelo grupo palestino Setembro Negro. Assim, depois de muitas críticas, a Adidas tirou a campanha com a modelo defensora do movimento Palestina Livre do ar.
Reação dos fãs
Mesmo se tratando de um assunto grave e, ao mesmo tempo, delicado, muitos fãs celebraram a reunião de Hadid e Jenner. As redes sociais bombaram de comentários como: “Bella e Kylie? Uau!”; “Bella o que você está fazendo aí?”; “Meu Deus, aquela é a Bella Hadid?”. A surpresa e felicidade foram tão comoventes que os nomes das duas foram parar nos assuntos mais comentados das redes sociais na manhã dessa sexta-feira (25).
Nesta quarta-feira (9), dois ativistas pertencentes ao grupo Youth Demand, cobriram a obra de Picasso na National Gallery, em Londres, com uma foto de uma mãe e seu filho, vítimas dos ataques Israelenses em Gaza.
Ativistas em Londres
A foto de uma mãe com o filho ensanguentado nos braços foi colocada na frente do quadro “Maternidade”, pintado pelo artista em 1901. O protesto organizado pelo grupo ativista durou apenas alguns segundos, tempo necessário para que o segurança do museu retirasse a foto e interrompesse o protesto.
Momento em que ativista derrama tinta vermelha no chão da National Gallery (Foto: reprodução/Instagram/@_youthdemand)
Segundo os vídeos publicados pelo próprio grupo, além da foto, uma das ativistas joga uma lata de tinta vermelha no chão enquanto os seguranças já estavam no local.
Um dos manifestantes, enquanto era apreendido pelos seguranças, gritava “Palestina livre”. A outra manifestante no chão, dizia em alta voz: “O governo do Reino Unido é cúmplice de genocídio. As armas fabricadas no Reino Unido estão a ser utilizadas para matar crianças palestinas, as suas mães e famílias inteiras (…)”
A National Gallery, através do jornal britânico Daily Mail, afirmou que não houve estrago nas obras de arte do museu e a sala onde aconteceu o protesto estava, até o momento da publicação, fechada ao público.
O grupo ativista Youth Demand vem protagonizando diversos protestos contra o governo do Reino Unido. A última grande manifestação havia acontecido em julho, em frente ao Cenotáfio de Londres.
Números da Guerra
Neste domingo (06), o governo do Hamas divulgou um balanço com cerca de 42 mil mortos e 100 mil feridos desde o início dos ataques, há mais de um ano. Entretanto, os números podem ser maiores, visto que há uma grande dificuldade de busca nos escombros.
O Hamas anunciou, nesta segunda-feira (30), a morte de seu líder no Líbano, Fatah Sharif Abu al-Amine, em um ataque aéreo no país. De acordo com um comunicado do grupo palestino, a esposa e os dois filhos de al-Amine também morreram no bombardeio, que atingiu sua residência na zona rural de Al Bass, perto da cidade de Tiro, no sul do Líbano. A agência oficial de notícias libanesa, ANI, confirmou o ataque aéreo na área, localizado em um campo de refugiados palestinos.
Segundo o Hamas, o ataque foi classificado como um “assassinato terrorista e criminoso”. Até o momento, nenhum país ou organização reivindicou oficialmente a responsabilidade pelo bombardeio e não foram fornecidos mais detalhes sobre a autoria do ataque, embora o histórico do conflito sugira a possibilidade de envolvimento de forças israelenses.
Contexto do conflito
O ataque ocorre em um momento de crescente tensão entre Israel e grupos militantes no Líbano, incluindo o Hamas. Desde o início do conflito em Gaza, há quase um ano, Israel tem direcionado seus ataques a líderes do Hamas em território libanês. Esse tipo de ataque faz parte de um cenário mais amplo de confrontos, que frequentemente se intensificam com ataques aéreos e operações militares, especialmente quando figuras de liderança são alvos.
A morte de al-Amine acontece poucas horas após outro ataque, que vitimou três membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), em Beirute, grupo secular de esquerda que também atua na resistência palestina.
Fatah Sharif Abu al-Amine, líder do grupo Hamas no Líbano (reprodução/gpsbrasilia)
Escalada de Ataques no Líbano
Esse acontecimento marca a primeira vez que o campo de refugiados de Al Bass, perto de Tiro, foi alvo direto de bombardeios. A escalada de violência na região preocupa analistas que veem o Líbano como um possível novo foco de confrontos entre Israel e facções palestinas, especialmente após o aumento das tensões em Gaza.