Verde brat: estética de Charli xcx ganha destaque na moda

Uma nova tendência imprevisível tomou conta da internet recentemente. O impacto do “verde brat” é inegável e se expandiu para além de imagens na web. O tom “ugly-chic” está nas peças de roupa, na maquiagem dos olhos, nas unhas postiças e na boca do povo.

Carimba que é Brat!


Coleção de primavera/verão 1996 da Prada (Vídeo: reprodução/Youtube/FF Channel)

Com uma estética simples, a capa do álbum “Brat”, da cantora Charli xcx, foi revelada em fevereiro desse ano e rendeu muitos comentários, sejam positivos ou negativos. Porém a escolha do fundo verde neon reflete bem o seu título que, em inglês, intitula jovens desobedientes ou apenas “pirralhos”. Quando questionada, a cantora explicou que “queria algo ofensivo, um tom de verde fora de moda para provocar a ideia de que algo estava errado”.


Fãs posam com o vinil “Brat” de Charli xcx (Foto: reprodução/Instagram/@charli_xcx)


O verde canário, wicked, chromakey ou bottega também já foi destaque em outro grande momento da moda em 1996, quando o tom vibrante foi estrela na coleção de verão da Prada. Em meio a uma época de minimalismo, a grife escolheu o verde e o marrom para questionar o mau gosto. Agora, em 2024, a cor vem ganhando repercussão novamente. Marcas e empresas estão entrando na onda e provando para Pantone que talvez o Peach Fuzz não seja a cor do ano.

Party girl

A cantora Charli xcx, de 31 anos, lançou seu álbum pensado nas pistas de dança, inaugurando sua era com Von Dutch e 360, que refletem perfeitamente a cultura “clubber”. Com a jogada de marketing perfeita, as duas faixas ganharam vídeos super bem produzidos, contando até com a participação de figuras populares da internet, algumas intituladas “it girls”. Além disso, a música “Girl, so confusing” contou com uma nova versão, com a participação da cantora Lorde, parceria que era esperada há muitos anos pelos fãs das cantoras.

Tratando de tópicos como drogas, inseguranças e rivalidade feminina, as faixas do álbum refletem bem os anseios de toda uma geração. Tudo isso ao som de fortes batidas eletrônicas retiradas das raves de Londres.

Semana de moda masculina: 6 tendências que prometem bombar entre o público masculino

A semana de moda masculina de Milão chegou ao fim, mas os looks mais inovadores que abrilhantaram os quatro dias de evento marcaram o universo da moda e alguns já se destacam como desejos de consumo.


JW Anderson para semana de moda masculina de Milão, Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

Entre grandes nomes como Prada, Gucci e Fendi, foram desfiladas tendências que prometem emergir do público alvo masculino e alcançar o sucesso também entre o público feminino. Aqui estão algumas das tendências que mais prometem cativar os corações fashionistas. 

A grande micro novidade da Gucci

A semana de moda iniciou com uma grande adentrando as passarelas. A italiana Gucci trouxe o comprimento micro para a moda masculina. Desde que Sabato de Sarno assumiu a cadeira de diretor criativo da marca, peças curta vem marcando presença em suas coleções e nessa semana o estilista resolveu apresentar a opção para o público masculino com um micro shorts de couro avermelhado e calções estampados. 


Micro shorts da Gucci Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

Alfaiataria nada clássica da Moschino

Após a saída de Jeremy Scott do posto de diretor criativo da marca, o argentino Adrian Appiolaza mostrou para o que veio na sua primeira coleção apresentada na semana de moda de Milão. 

Com inspiração em um antigo emprego do estilista, no qual ele usava ternos todo dia, Adrian somou a natureza desvaira característica da Moschino e apresentou conjuntos de alfaiataria desconstruídos, decorados com elementos como ovos fritos e croissants. 


Terno desconstruído da Moschino Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

Prada e a ilusão de ótica

A italiana Prada apresentou a coleção denominada “Closer” (em português, “mais perto”), nome que reflete exatamente o movimento que os espectadores do desfile realizaram para entender melhor algumas peças da coleção. 

Os codiretories Miuccia Prada e Raf Simons apostaram em uma tendência que marcou muita presença nas últimas principais semanas de moda, a ilusão de ótica, quando os modelos entraram na passarela usando óculos de sol refratores, que na verdade, não refletiam o ambiente do desfile, mas sim paisagens de praias, obras de arte e imagens de televisão.


Óculos espelhado da Prada Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

O balonê de JW Anderson

Com sua marca homônima, Jonathan Anderson estreou em uma semana de moda trazendo a extravagância e exagero nas proporções. O estilista é conhecido por questionar a forma do vestuário masculino e nessa coleção apostou ainda mais em peças com babados e cheias de volume. 


O bufante de JW Anderson Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

Clima de Olimpíadas da Martine Rose

A também estreante Martine Rose decidiu trazer à passarela o sentimento esportivo, como uma forma de esquenta para as Olimpíadas de Paris que ocorreram esse ano.


Regata esportiva de Martine Rose Verão 2025 (Foto: reprodução/Elle Brasil)

Explorando peças banais do cotidiano, Martine elevou a relação entre o esportivo e a moda em peças como camisas de futebol remodeladas para o estilo baby tee e os sapatos sociais combinados a meiões esportivos. 

Vibrante e moderna: nova coleção masculina da Prada

Na passarela da Prada, durante a Milão Fashion Week que está acontecendo nesta semana, Miuccia Prada e Raf Simons, co-diretores criativos da grife italiana, apresentaram a coleção masculina para a primavera/verão 2025. Ela rompe de forma contundente com a estética da coleção anterior, que era focada na sobriedade, trazendo cores e jogos de perspectiva.

Adeus à sobriedade e ao minimalismo

A coleção anterior da Prada masculina se caracterizava por uma paleta de cores sóbrias, peças minimalistas e um foco no tailoring preciso. Essa estética séria e profissional agora dá lugar a uma explosão de cores vibrantes, estampas divertidas e silhuetas descontraídas na nova coleção, que busca celebrar a energia contagiante da juventude. 


Desfile da coleção primavera/verão 2025 da Prada Milano (Vídeo: Reprodução/Instagram/@prada)


Miuccia Prada e Raf Simons se inspiraram em memórias afetivas, na cultura jovem e na simplicidade para criar essa coleção vibrante. Casacos de couro, jaquetas utilitárias e suéteres de lã em proporções menores remetem à nostalgia, enquanto camisetas com estampas de Bernard Buffet, em vez de bandas famosas, reforçam a conexão com a cultura jovem. 

Tecidos leves como algodão, calças confortáveis e mocassins são outros elementos muito perceptíveis nos looks exibidos na passarela. O trompe-l’oeil, que se utiliza de ilusões de ótica, também é um elemento importante da coleção, enganando os olhos do público. Essa brincadeira com a ilusão deu o nome da coleção chamada de “Closer”, pois, ao ser observada mais de perto, ganha outra percepção.

Um olhar para o futuro

A nova coleção representa uma ruptura radical com o passado da Prada masculina, demonstrando a ousadia da marca em abraçar novas estéticas, ao mesmo tempo que recicla tendências passadas e nostálgicas. Esse é o grande lema da moda, afinal, nada é criado do zero, tudo se transforma conforme o tempo.


Um dos looks apresentados durante o desfile na Milão Fashion Week (Vídeo: Reprodução/Instagram/@prada)


Ao contrário da coleção anterior, que se caracterizava pelo minimalismo e pela sobriedade, a nova coleção da Prada masculina exibe cores, estampas e silhuetas descontraídas. Essa mudança parece refletir o desejo da marca de se conectar com as novas gerações, dar valor à juventude e demonstrar a capacidade da marca de se reinventar a cada coleção. 

75 anos de Miuccia Prada: relembre atitudes históricas e looks memoráveis

Nesta sexta-feira (10), a estilista italiana Miuccia Prada completou 75 anos de idade e possui feitos históricos durante a sua carreira na indústria da moda. Designer da grife Prada e fundadora da Miu Miu, Miuccia é um dos maiores nomes da moda internacional e é considerada uma mulher revolucionária.

História e carreira

Atualmente, Miuccia Prada é dona de uma das maiores grifes no mercado mundial, a Prada. Antes de ser da estilista, a marca era gerenciada por seu avô, Mario Prada, o qual não concordava que seu sucessor fosse uma mulher, já que, diferente de seus ideais, Miuccia era uma cientista política, ex-militante do Partido Comunista Italiano e uma mulher ativa na luta feminista.

Porém, as ideologias de Miuccia foram extremamente importantes na época, uma vez que ela conseguiu mudar a forma como as mulheres eram representadas e vistas no ramo da moda. Com isso, ela conseguiu mostrar ao avô que ele estava errado em não ser a favor de que ela fosse a próxima dona da Prada.


Miuccia Prada em desfile de moda de 1998 (Foto: reprodução/Catherine McGann/Getty Images Embed)


Mesmo com todas essas pautas, Miuccia não foi totalmente aplaudida pela população. Ela expandiu seu foco para bolsas e acessórios, além de propor a lona de lylon como matéria-prima da marca, assim que assumiu a posição de seu avô.

No início, essas ideias não foram bem aceitas pelo público e ela chegou a ser rebaixada profissionalmente, pois esse tipo de material era usado para fazer tendas militares. A partir de 1985, a população começou a se interessar pelos diferentes elementos da Prada, já que ela trouxe uma estética bela, feminina e sensual, um “feio chique”, em suas palavras.

Miuccia veio para a indústria da moda para revolucionar a estética da época. Tomando conta da Prada e da Miu Miu, a estilista e designer ainda causa grande impacto e será sempre memorável.

Looks marcantes

Desde o início de sua carreira na indústria da moda, Miuccia provocou questionamentos e revolucionou a maneira de se vestir. Seu primeiro desfile de apresentação da marca foi em 1988, com os icônicos looks “uniformes”.



O debut dessa coleção intitulada como uniformes para os ligeiramente marginalizados” ocorreu na passarela de Milão. Todos os looks possuiam tons neutros, mescladas em marrom e preto, com diferentes tipos de cortes, mas sempre fechando o corpo.


Estreia da marca Miu Miu em Nova York em 1993 (foto: reprodução/Rose Hartman/Getty Images Embed)


Em 1993, ocorreu a estreia da marca Miu Miu na passarela de Nova York, que possuia como foco o público jovem. O objetivo era produzir peças modernas e descoladas, mas ao mesmo tempo acessíveis. O nome da marca é uma homenagem à própria Miuccia Prada, já que era como a estilista era chamada carinhosamente.


Na coleção primavera-verão de 2022 da Miu Miu, a marca fez um grande sucesso com uma minissaia de apenas 20 centímetros, já que a peça permanece sendo usada por muitos.



Depois da pandemia da Covid-19 que se alastrou ao redor do mundo, em 2021, a coleção da Prada foi desenvolvida e motiva por essa situação. Em parceria com Raf Simons, a coleção explorou aspectos tecnológicos em conjunto com a humaindade, vistos nos casacos usados como escudos, transmitindo uma sensação do “fechado”, associado ao isolamento necessário da época da pandemia.

Essa coleção trouxe à tona a maneira como a estilista sempre encontra uma forma de incluir em suas peças questões sociais na moda. Miuccia Prada usa seus looks para expressar e criticar tudo o que está acontecendo no mundo ao redor em um determinado momento.

Pela primeira vez, Bloguerinha participa da Lisboa Fashion Week

Neste sábado (9), Blogueirinha fez sua estreia na Lisboa Fashion Week. A influenciadora, personagem interpretada por Bruno Matos, foi convidada para assistir ao desfile da marca Gonçalo Peixoto, em Portugal. O vestido escolhido é da marca lusitana e o casaco foi feito especialmente para Blogueirinha, em uma confecção que durou 15 horas. O sapato é Prada e a bolsa é Jacquemus.

Sobre a experiência, ela, que já desfilou na São Paulo Fashion Week, conta: “Essa é a minha primeira semana de moda internacional e eu estou super animada! Que venham outras fashion weeks mundo afora”.


Blogueirinha (Foto: reprodução/divulgação)

Blogueirinha (Foto: reprodução/divulgação)

Prada apresenta sua nova coleção de inverno na Semana de Moda de Milão 2024

O desfile da Prada na Semana de Moda de Milão 2024 chamou muita atenção dos admiradores da marca nesta quinta-feira (22). Miuccia e Simons trouxeram uma coleção robusta, cheia de dualidade e com um apelo muito forte à compreensão do público. 

A dupla de estilistas deixou bem claro que essa nova coleção não é somente sobre roupas, mas sobre como os seres humanos utilizam as vestimentas como uma forma de se comunicar e expressar sentimentos. Trazendo as roupas como uma arma poderosa para comunicar ao mundo a nossa mensagem através do que vestimos.


Raf Simons e Miuccia Prada (Foto: reprodução/Getty Images/Elle)

O pensamento por trás da coleção solidifica o posicionamento da marca, que não visa apenas vender roupas, mas também conscientizar quem as utiliza de que o que veste diz muito sobre si e revela ao mundo sua identidade. 

Em entrevista, os estilistas disseram que o inverno da Prada é composto de fragmentos da história e de belezas. Um estudo sobre como tudo que o ser humano faz é pautado em memórias, emoções e fatos passados. 

Ao longo do desfile foram vistas peças que combinam, alteram e se misturam umas às outras. Usando peças e tecidos tradicionalmente masculinos com toques femininos, questionados a todo momento.

Os looks são duais, pois por fora se vê uma coisa e ainda é possível perceber que há algo por dentro que é completamente oposto ao exterior. Trazendo as roupas como um disfarce, uma fantasia para coisas mais profundas que escondemos. A alfaiataria é usada por fora como um avental para cobrir peças inspiradas em lingeries do século passado.

Referências da nova coleção

A dualidade foi uma das principais referências, com looks formais e masculinos na parte da frente seguidos por uma parte traseira completamente feminina. Por exemplo, um terno de blazer oversized com uma saia midi e as costas de um vestido camisola. 


Terno oversized (Foto: reprodução/Getty Images/Elle)

Costas vestida camisola (Foto: reprodução/ Getty Images/Elle)

As bolsas estavam sendo carregadas como um chaveiro penduradas por uma alça extra. Uma referência a como as mulheres usavam o acessório nas décadas de 1940 e 1950.

É possível perceber como parte do desfile foi usado para mostrar uma evolução nas formas, silhuetas, tecidos e peças que foram a base para os looks contemporâneos.

Os laços que são um elemento que está perdurando ao tempo, foi usado como uma forma de feminilidade e como questionamento do motivo de ter persistido como uma forma de expressar o feminino.


Laços no desfile da Prada (Foto: reprodução/Getty Images/Elle)

Miuccia apaixonada pelos laços não tem uma resposta ao questionamento, mas muitas ideias de onde mais pode usar o elemento.