Sergio Mattarella chega ao Brasil para acordos do G20 e G7

A primeira visita de um chefe de estado italiano ao país em 24 anos terá destaque não só para acordo de agendas e de diálogos sobre o G20 e G7, como também para prestigiar o aniversário de 150 anos da imigração italiana no Brasil. O presidente italiano irá visitar Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

O encontro do presidente italiano com o presidente brasileiro será um grande fórum multilateral, já que o Brasil preside o G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) e a Itália, o G7 (grupo dos sete países democráticos mais ricos).

Acordos previstos

Outros temas de interesse são o acordo Mercosul-União Europeia, o combate às mudanças climáticas, a transição energética, o combate à fome e à desigualdade e a proposta brasileira de taxar os super-ricos, carro-chefe da presidência brasileira do G20. A visita ocorre de forma recíproca. Em junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Itália, onde o Brasil participou, como convidado, da reunião do G7.

Também é previsto que Mattarella assine a renovação do acordo sobre o reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação, e a assinatura de memorandos de entendimento entre a Universidade de Turim e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A visita do presidente italiano ocorre também para representar uma aproximação entre os dois países. No final dos anos 2000, Brasil e Itália enfrentaram tensões sobre o processo de extradição do terrorista Cesare Battisti, bem como disputas sobre as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza.


Lula e o presidente da Itália, Sergio Mattarella em 2023 (Foto: reprodução/Instagram/@ricardostuckert)

A Programação de Mattarella no Brasil

O presidente italiano desembarcou na noite deste domingo (14) em Brasília. Na segunda-feira (15), Mattarella e Lula realizam reunião de trabalho às 10h30. Os dois homens assinarão documentos conjuntos e farão declarações à imprensa, e logo depois iram almoçar no Palácio do Itamaraty.

Na terça-feira (16), Mattarella viajará para o Rio Grande do Sul, um dos principais redutos dos imigrantes italianos no Brasil, onde entregará uma mensagem de solidariedade à população afetada pelas enchentes no estado. Segundo a embaixada italiana no Brasil, o país europeu enviou mais de 25 toneladas de ajuda humanitária e equipamentos ao país.


Acompanhado do governador Eduardo Leite e do presidente Lula, Mattarella visitará o centro de acolhimento humanitário Recomeço, em Canoas.

Quarta-feira (17), o presidente italiano estará em São Paulo, visitando o Museu da Imigração e a organização Arsenal da Esperança, administrada pelo Serviço Missionário Juvenil de Torino, que atende a população em situação de rua. Às 16h, ele se encontrará com cerca de 200 representantes da comunidade italiana no Círculo Italiano San Paolo.


Na quinta-feira (18), Mattarella viajará para o Rio de Janeiro, onde palestrará no Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Na sexta-feira (19), o chefe de estado italiano encerrará sua viagem a Salvador, com visita à Comunidade Franciscana de Betânia.

Erdoğan faz discurso contra EUA por ajuda a Israel

O presidente da Turquia Tayyip Erdoğan, acusou nesta quinta-feira (11), em entrevista ao Newsweek, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden e membros de seu governo, de serem cúmplices de possíveis crimes contra civis cometidos por Israel desde que iniciou a ofensiva contra o grupo militar palestino, Hamas, na Faixa de Gaza.

Erdoğan criticou a administração do governo Joe Biden, afirmando que eles apoiam as supostas violações do direito internacional por Israel na Faixa de Gaza. Ele endureceu seu discurso ao acusar o exército israelense de cometer assassinatos brutais contra civis.

Pontos-chave da entrevista

O presidente turco está em Washington para a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em comemoração do aniversário de 75 anos da aliança. Ele concedeu uma rápida entrevista à Newsweek e fez duras acusações à ajuda dos Estados Unidos para Israel neste conflito contra o Hamas.

Erdoğan chamou os ataques do exército de Israel a hospitais, escolas e centros de ajuda a civis, de assassinatos brutais e os denominou como crimes de guerra.

Ao comentar sobre a ajuda do Governo de Joe Biden, que fornece armas para o exército de Israel, ele chamou a administração dos Estados Unidos de cúmplices de todas as possíveis violações do direito internacional.

Concluindo, Erdoğan fez um questionamento sobre possíveis sanções a Israel devido aos ataques a civis na Faixa de Gaza. Segundo o presidente turco, nenhum país do ocidente está levantando tal questão e permanecem de olhos fechados para a situação em Gaza.


Joe Biden e Erdogan se cumprimentam (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Beata Zawrzel/NurPhoto)


Israel responde

O governo israelense nega qualquer acusação de violação do direito internacional ou de cometer crimes de guerra no conflito contra o Hamas. Referente ao ataque aos civis, o exército afirma que faz as averiguações internas necessárias.

Desde o início do conflito em 07 de outubro de 2023, entidades não-governamentais e a Cruz Vermelha afirmam que mais de 38 mil palestinos, de maioria civis inocentes, foram mortos.

Vários países acusam Israel de cometer crimes de guerra, entre eles o Brasil. Todas as propostas de cessar-fogo enviadas para as partes envolvidas no conflito foram negadas, e não existe no momento perspectiva para retirada do exército de Israel da Faixa de Gaza.

Matéria por Mauricio França (Lorena R7)

Lula chama de ‘insanidade’ punir mulher estuprada

Em entrevista concedida após compromissos na Suíça e Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que considera uma “insanidade” a possibilidade de punir uma mulher estuprada que comete aborto com uma pena maior do que a aplicada ao estuprador.

“Eu sou contra o aborto. Entretanto, como o aborto é a realidade, a gente precisa tratar o aborto como questão de saúde pública. Eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior do que o criminoso que fez o estupro. É no mínimo uma insanidade isso”

Presidente Lula em declaração

Presidente estava na reunião do G7

Essa foi a primeira manifestação do presidente sobre o processo. Ela foi concedida logo após ele encerrar os compromissos na Itália, onde participou da reunião do G7, um grupo que reúne as nações democráticas mais ricas do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.


Entrevista concedida por lula após compromissos na Itália (reprodução/X/LulaOficial)

Caso aprovada, a lei tornaria o aborto equiparado ao crime de homicídio simples do artigo 121 do Código Penal, cuja pena varia entre 6 e 20 anos de prisão. No entanto, em caso de estupro, a pena mínima é de 6 anos quando a vítima é adulta, mas pode chegar a 10 anos.

Projeto ainda precisa passar por algumas etapas

No entanto, para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pelos deputados, seguido pelo Senado, e posteriormente sancionado pela Presidência da República. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já afirmou que, caso o tema chegue à casa, ele não será tratado com pressa.

O presidente ainda afirmou que, por estar na Europa, não acompanhou os debates no Congresso, mas pretende buscar informações sobre o tema. Lula também defendeu a manutenção da legislação atual, que assegura o direito da vítima de estupro de interromper a gravidez.

A legislação brasileira atualmente diz que o aborto é crime; no entanto, há situações em que a prática se torna legal.

Conheça a primeira mulher presidente do México 

A maioria dos cidadãos mexicanos elegeu, neste domingo (02), Claudia Sheinbaum Pardo, de 61 anos, como a primeira mulher presidente da história do país. Ela também é a primeira pessoa de herança judaica a se tornar presidente do México. A futura presidente nasceu na Cidade do México em 24 de junho de 1962 e veio de uma família judia.

Formada em física pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), Sheinbaum Pardo se envolveu em atividades políticas estudantis e se empenhou em protestar contra a privatização da educação pública. 

Chegou a organizar uma greve para protestar contra o aumento de mensalidades, em 1987. Ela também dedicou seus estudos à engenharia energética nos Estados Unidos, pela Universidade da Califórnia em Berkeley.

Trajetória na política


Claudia Sheinbaum Pardo tem 61 anos e é mãe de dois filhos (Foto/Instagram/@claudia_shein)


Sua carreira política teve início em 2000 ao ser nomeada como secretária do meio ambiente da Cidade do México. Participou ainda do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU (IPCC) que em 2017 ganhou um Prêmio Nobel da Paz.

Ela foi a primeira mulher eleita chefe do distrito de Tlalpan na Cidade do México em 2015 e ficou no cargo até 2017. Depois foi a primeira mulher chefe do governo de toda a cidade e precisou deixar o cargo para direcionar esforços para sua candidatura à presidência do México, apoiada pelo atual presidente em fim de mandato Andrés Manuel López Obrador.

Projetos na política e desafios

Uma das mudanças que Sheinbaum Pardo deseja pôr em prática é no sistema judiciário para que membros sejam nomeados através do voto direto. Caso o projeto seja aprovado, todos os que estão no cargo atualmente deverão renunciar. Para acontecer, é necessário que dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado sejam favoráveis à proposta.

Claudia Sheinbaum Pardo terá que enfrentar alguns desafios em seu mandato como presidente, principalmente pelo patriarcado no país. Alguns mexicanos acreditam que pode ser complicado para Sheinbaum Pardo se desprender da imagem de seu apoiador López Obrador. A futura presidente do México contará com uma equipe que atuou junto a ela na prefeitura da Cidade do México.

Claudia Sheinbaum é eleita presidente do México

As eleições presidenciais mexicanas tiveram seu resultado até mesmo antes da apuração da totalidade dos votos na noite deste domingo (02). A nova presidente do país é Claudia Sheinbaum, com vantagem significativa nas urnas. Apadrinhada pelo atual presidente Andrés Manuel López Obrador, a política é a primeira presidente mulher a ser eleita no país, alcançando um feito e uma vitória histórica.

A eleição da primeira presidente mulher

De acordo com as projeções feitas pelo Instituto Nacional Eleitoral, Sheinbaum derrotou sua principal adversária, a candidata Xóchitl Gálvez, obtendo entre 58,3% e 60,7% dos votos dos eleitores mexicanos. Gálvez chegou a desconfiar da demora do anúncio dos resultados oficiais, mas reconheceu a derrota em discurso, chegando a ligar para a nova presidente eleita para parabenizá-la.


A população mexicana foi em peso às urnas para escolher o novo presidente da nação (Foto: reprodução/Hector Vivas/Getty Images embed)


Claudia Sheinbaum teve grande popularidade desde o início, sendo apoiada por uma coalizão de partidos, incluindo Morena, Trabalhista e Ecologista Verde, além do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador, que não pôde concorrer, pois no México não há reeleição. 

Hoje é um dia de glória porque o povo do México decidiu livre e democraticamente que Claudia Sheinbaum se torne a primeira mulher presidente em 200 anos de vida independente da nossa República. Parabéns a todas e todos nós que temos a alegria de viver nestes tempos estelares de orgulho e transformação”, escreveu Obrador em sua conta oficial no X.

Em seus discursos, Sheinbaum afirmou que pretende dar continuidade ao legado de Obrador, que inclui projeto que traz benefícios sociais às populações de baixa renda. Sheinbaum afirma que deseja dar estímulo à economia, promover políticas de energia renovável, lutar contra a corrupção e apaziguar a violência ligada ao narcotráfico, que é um dos maiores problemas do país. Ela se diz contra às políticas de punição mais severas, que teriam aumentado a violência no país, e advoga por uma proposta de construção de paz. 

De acordo com o Instituto Nacional Eleitoral, a eleição de domingo foi “o maior processo eleitoral que o México já teve”, com cerca de 98 milhões de mexicanos indo às urnas. Além da presidência, o país elegeu mais de 20 mil cargos neste fim de semana, incluindo assentos na Câmara dos Deputados e no Senado. Governadores, chefes de governo e vários outros cargos nas várias cidades dos 32 estados mexicanos também foram eleitos pela população.

Quem é Claudia Sheinbaum

Antes de entrar para o mundo da política, a primeira presidente mulher do México construiu uma carreira acadêmica. Graduada em física e com doutorado em engenharia ambiental em uma das mais prestigiadas universidades mexicanas, a presidente tem uma conceituada carreira como cientista. Sheinbaum também fez pós-doutorado nos Estados Unidos e participou do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU em 2007, que inclusive ganhou o Prêmio Nobel da Paz naquele ano. O prêmio de 1,5 milhão de dólares foi dividido entre o painel e o ex-vice-presidente Al Gore.

Os pais de Sheinbaum eram cientistas e ativistas de esquerda, então ela cresceu ouvindo discussões políticas em casa. “Essa dualidade entre fazer política para transformar o mundo e, ao mesmo tempo, esse senso acadêmico, científico, foi onde eu cresci“, disse Sheinbaum em um documentário sobre sua vida lançado ano passado.


Claudia Sheinbaum era uma das candidatas mais populares dentre as escolhas à presidência mexicana (Foto: reprodução/Manuel Velasquez/Getty Images embed)


Sheinbaum teve seu primeiro cargo na política em 2000, como secretária do Meio Ambiente da Cidade do México, sob a liderança de Andrés Manuel López Obrador, que era prefeito na época. A aliança dos dois vem desde essa época e Sheinbaum o acompanhou em todas as suas candidaturas presidenciais. Sheinbaum foi eleita chefe de governo da Cidade do México em 2018, a primeira mulher a assumir o cargo, mas deixou o cargo no ano passado para se concentrar em sua campanha para presidente.

Ao longo de sua campanha, Sheinbaum se mostrou como alguém forte e capaz de lutar pelo direito das mulheres, usando o slogan “México se escreve com ‘M’ de ‘Mãe’ e de ‘Mulher”. Apesar de ter semelhanças com Obrador, Sheinbaum disse querer ter uma “marca própria” que, ao que tudo indica, terá um apego à ciência e uma empatia mais feminina, que valoriza a conciliação ao invés do confronto.

Mohammad Mokhber pode assumir presidência do Irã após morte de Ebrahim Raisi

O primeiro-vice-presidente Mohammad Mokhber deve assumir o governo do Irã após a morte do presidente Ebrahim Raisi em uma queda de helicóptero que aconteceu neste domingo (19). Raisi tinha mandato até 2025.

Contudo, a sucessão só poderá acontecer com a aprovação do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que decide todos os assuntos de Estado. O governo do vice é transitório, já que a Constituição do Irã determina que novas eleições devem ser organizadas em até 50 dias. 

Mohammad Mokhber

Mohammad Mokhber, de 69 anos, nasceu na cidade Dezful, localizada a cerca de 680 km da capital iraniana, Teerã, em 26 de junho de 1955.

Ele trabalhou no corpo médico durante a Guerra Irã-Iraque, através do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica. Mokhber já foi chefe da Execução da Ordem do Imam Khomeini (EIKO), uma paraestatal que atua em quase todos os setores da economia do Irã, e presidente do conselho do Banco Sina, onde foi acusado de corrupção.

Antes da eleição, em 2021, o vice foi alvo de sanções internacionais pela sua participação na Eiko. Para os Estados Unidos, a entidade viola os direitos de alguns grupos, como minorias religiosas, iranianos exilados e dissidentes políticos, por meio de confiscos de bens. Já Mokhber acredita que a Eiko serve para promover uma economia de resistência no Irã.

Ebrahim Raisi


Ebrahim Raisi (Foto: reprodução/Getty Images Embed/AFP/Atta Kenare)


Ebrahim Raisi tinha 63 anos e havia sido eleito em 2021 para um mandato que duraria 4 anos. Ele venceu no primeiro turno, em 18 de junho, com abstenção recorde e muitos adversários foram impedidos de participar pelo Conselho de Guardiães da Constituição.

O presidente era considerado um ultraconservador e se declarava partidário do regime atual do país. Raisi era visto como um protegido do líder supremo Ali Khamenei e tinha fortes chances de suceder o aiatolá.

Raisi participou das comissões da morte, na década de 1980, que causaram a execução de 5 mil militantes que eram opositores ao regime dos aiatolás. 

Durante o seu governo, em 2022, cerca de 500 manifestantes foram executados em um protesto realizado pela morte da jovem Mahsa Amini, presa por não usar o véu em local público, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana). 

Tensões entre Irã e Israel

Em 1° de abril deste ano, 7 membros da Guarda Revolucionária foram mortos durante um ataque à embaixada iraniana na Síria promovido por Israel. O Irã realizou ataques aéreos com mísseis direcionados para Israel, no dia 13 de abril, que respondeu ao ataque cinco dias depois.

Presidente português reconhece culpa por crimes cometidos na era colonial do Brasil

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma conversa na noite de terça-feira com correspondentes estrangeiros, destacou que Portugal é apontado como protagonista de uma série de transgressões contra escravos e indígenas durante o período colonial no Brasil. Ele não só reconheceu essa responsabilidade, mas também enfatizou a necessidade de seu país arcar com as consequências desses atos.

Rebelo de Sousa assumiu a total responsabilidade pelos crimes cometidos, incluindo os massacres de indígenas, a escravidão de milhões de africanos e o saque de bens. Além disso, ele mencionou que o governo português considera a possibilidade de reparar os danos causados pela escravidão.

Presidente português fala sobre o passado

Ressaltou o presidente português a urgência de lidar com as consequências desses atos, mencionando a ausência de punição para os culpados e a não devolução dos bens saqueados. No entanto, ele não detalhou os planos específicos para implementar essas reparações.


Presidente português admite a responsabilidade do país nos crimes coloniais, como tráfico de pessoas e massacres indígenas (Fotografia: Reprodução/Presidência da República Portuguesa/Rui Ochôa)

Um ponto significativo marca essa declaração, sendo a primeira vez que um presidente de Portugal reconhece a culpa do país nesse contexto. No entanto, Rebelo de Sousa sublinhou que, mais do que pedir desculpas, é crucial reconhecer o passado e assumir a responsabilidade por ele.

Papel de Portugal no tráfico de escravos

Nas escolas, o papel de Portugal na escravidão é pouco abordado, apesar de o país ter sido responsável pelo transporte de quase 6 milhões de africanos durante o período colonial, tendo um papel central no tráfico transatlântico de escravos. Apesar disso, Portugal tem sido discreto em discutir esses crimes.

Muitas vezes, a era colonial portuguesa é retratada como motivo de orgulho, especialmente em relação a territórios como Angola, Moçambique, Brasil, Cabo Verde e Timor Leste. No entanto, a discussão sobre o impacto negativo desse período está ganhando espaço globalmente, com movimentos que buscam reparação e justiça para as vítimas da escravidão transatlântica.

Argentinos protestam novamente após apresentação de nova versão da Lei Ônibus

Nesta quarta-feira (10), a Argentina enfrentou novos protestos contra as medidas econômicas impostas pelo presidente Javier Milei. A manifestação se deu pela apresentação final da Lei Ônibus, documento que defende reformas no estado argentino. 

Os manifestantes reuniram-se por volta das 11h no antigo local do Ministério de Desenvolvimento Social e foram caminhando até chegarem num trecho da Avenida 9 de Julho, principal passagem do centro de Buenos Aires. Eles foram imediatamente parados pela polícia, que utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de jatos d’água para conter as pessoas. 


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Policiais contendo manifestantes (Foto: reprodução/Matias Baglietto/NurPhoto/Getty Images Embed)


 Os participantes do protesto defendiam também o auxílio a refeitórios populares revogado em dezembro, em nota, o estado afirma que busca uma forma de ajudar diretamente os necessitados sem o intermédio de organizações.  

Greve e demissões

O novo governo enfrenta diversas manifestações diárias desde o seu início no ano passado, uma das medidas tomadas para evitar essas ações foi um protocolo para impedir que participantes bloqueiem estradas e tráfego. 


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Presidente Javier Milei discursando em evento (Foto: reprodução/Tomas Cuesta/Getty Image Embed)


Os acontecimentos de ontem, além de serem contra o presidente, também evidenciavam demissões de funcionários públicos ocorridos na semana passada que afetou cerca de 15 mil servidores. A operação terminou com 11 presos e vários feridos, segundo Waldo Wolf, ministro de Segurança de Buenos Aires, os policiais também foram atacados com pedras pelos manifestantes. 

Lei Ônibus

A Lei Ônibus foi apresentada pela primeira vez por Javier Milei em dezembro, e estabelece que na atual emergência pública nas áreas econômicas, fiscal, financeira, segurança e defesa, Milei teria o direito de intervir em diversos aspectos do governo até o fim do seu mandato, mas mudou alguns aspectos devido a negociações. 

A versão, entregue na última terça-feira (09), afirma o poder do presidente de governar sem o Congresso nos campos do administrativo, energético, financeiro e econômico.  Além de definir a diminuição de 40 empresas estatais para apenas 18, e o desconto do salário de trabalhadores que participarem de protestos. 

Tribunal determina afastamento de filho de Lula após acusação de violência doméstica

O Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu uma ordem determinando que Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se afaste de sua ex-mulher, a médica Natália Schincariol. A decisão veio após Natália registrar um boletim de ocorrência acusando Luís Cláudio de violência doméstica.

Segundo relatos de Natália, ela teria sido agredida fisicamente por Luís Cláudio durante uma briga ocorrida em janeiro deste ano.

Além das agressões físicas, Natália também alegou ter sido vítima de abusos verbais e psicológicos por parte do ex-companheiro. Ela afirmou ter sido chamada de “vagabunda, gorda, feia e doente mental” por Luís Cláudio.


Aos 39 anos, filho do presidente Lula publicou foto no Instagram dizendo que está vivendo sua melhor fase (Foto: reprodução/Instagram/Luís Cláudio Lula da Silva)

Ordem de distanciamento

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo inclui a proibição de Luís Cláudio de se aproximar de Natália a menos de 200 metros, além de não frequentar seus locais de trabalho, estudo ou culto religioso. Ele também está proibido de entrar em contato com ela por qualquer meio, incluindo telefonemas, mensagens e redes sociais. Além disso, Luís Cláudio foi ordenado a deixar o apartamento onde vivia com Natália, podendo retornar apenas para retirar seus pertences pessoais.

A defesa de Luís Cláudio negou veementemente as acusações, classificando-as como “fantasiosas” e ameaçou buscar medidas legais contra Natália. Enquanto isso, a defesa da médica enfatizou sua coragem em enfrentar a violência doméstica e sua determinação em buscar justiça, ressaltando que não busca vantagens financeiras com a exposição do caso.

Processo judicial

Normalmente, casos de violência doméstica passam por uma série de procedimentos legais, incluindo investigações policiais, coleta de evidências e depoimentos de testemunhas. Em muitos países, são concedidas medidas protetivas às vítimas enquanto o processo está em andamento, visando garantir sua segurança.

Os acusados têm o direito de se defender e apresentar evidências em sua defesa. O processo judicial pode incluir audiências, julgamentos e, em casos mais complexos, apelações. As medidas protetivas concedidas pelo Tribunal visam garantir a segurança e integridade física e psicológica de Natália enquanto aguardam o processo judicial.

Ex-Presidente Barack Obama recebe pedido de ajuda Joe Biden para vencer campanha eleitoral 

Nesta quinta- feira (28) o atual presidente dos EUA, Joe Biden pediu ajuda a Barack Obama, para conseguir derrotar Trump, na disputa pelo cargo na presidência. Algumas fontes próximas informaram ao site CNN que Joe Biden teria convidado Obama para conversar na última semana e estariam se preparando para a campanha eleitoral.


Foto de uma capa de jornal com o atual presidente Joe Biden na capa ( reprodução/ Jon Tyson/Unsplash)

Segundo informações na última sexta- feira (22) O ex-presidente Barack Obama teria ficado várias horas na Sala de Jantar da Casa Branca junto a Joe Biden. Também é comentado que o clima entre ambos era alegre.

Sobre a Participação de Obama na candidatura 

Nos últimos meses Obama reafirmou aos associados, que acredita que a revanche entre Biden e Trump, será totalmente acirrada.  O Comentário teria sido feito e compartilhado a CNN, por pessoas  que compartilhavam a mesma opinião do ex-presidente. Joe Biden, Nancy Pelosi e Barack Obama fizeram um anúncio a respeito do 14° aniversário da Lei de cuidados acessíveis, durante chamada realizada na Casa Branca.

Durante o pronunciamento Obama comenta que eles têm a oportunidade de realizar ainda mais desde que Joe Biden e Kamala Harris consigam voltar à Casa Branca em Novembro. Pessoas próximas a ambos, relataram que Obama teria dito a Biden, que os comentários realizados pelo presidente ao estado da União estariam sendo eficazes.

O ex- presidente também alertou ao atual, sobre acreditar que Cuidados da saúde serão questões políticas muito abordadas nas próximas eleições. Segundo fontes, Joe Biden e Barack Obama teriam gravado alguns conteúdos que iriam ao ar nas próximas semanas. 

Outras fontes de informação próximas ao atual presidente, também afirmaram que Obama estaria entrando em contato com Biden com bastante frequência, e que ele estaria mantendo contato com alguns dos funcionários da Casa Branca, como o Chefe de gabinete Jeff Zients.

Sobre as ajudas recentes de Obama 

O ex- presidente Barack Obama vem ajudando o atual presidente Joe Biden, durante a reeleição desde o último ano, participando de arrecadações de dinheiro e conversas com outros democratas. Segundo assessores próximos, Obama teria concordado em realizar várias aparições durante a campanha.

Nesta quinta- feira (28) O atual Presidente Joe Biden, Barack Obama e Bill Clinton foram vistos conversando durante um evento de arrecadação de fundos. Segundo relatos, Obama não tem planos de intensificar a campanha de Biden até o outono, quando acontecerá a votação antecipada.