Moda e narrativa: Jonathan Anderson, da Loewe, detalha o processo criativo em ‘Queer’

A parceria entre Jonathan Anderson e Luca Guadagnino já se tornou uma tradição. Em 2024, o diretor de Me Chame Pelo Seu Nome trouxe ao público dois lançamentos cinematográficos de destaque: Rivais e Queer. Ambas as produções contaram com a colaboração criativa de Anderson, diretor artístico da Loewe, reafirmando a sinergia entre moda e cinema em obras que transcendem o visual e enriquecem a narrativa.

Atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, Queer apresenta Daniel Craig, conhecido por seu papel como 007, no papel principal. Ambientado nos anos 1950, o drama é inspirado no icônico livro de William S. Burroughs, trazendo uma narrativa densa e provocativa para as telonas.

Um pouco sobre a sinopse

O longa retrata a vida boêmia de William Lee, vivido por Daniel Craig, um expatriado norte-americano nos anos 1950 que enfrenta a dependência química enquanto reside na Cidade do México. A narrativa ganha intensidade quando Lee se apaixona por Eugene Allerton, um ex-marinheiro americano dispensado. A partir dessa relação complexa, a trama se desenrola.


Daniel Craig como Lee e Drew Starkey como Eugene em ‘Queer’ (Foto: reprodução/IMDb)

A visão de Jonathan Anderson

Jonathan Anderson partiu de uma abordagem autêntica ao desenvolver o figurino de Queer. Optou por utilizar roupas genuínas da época, que deveriam refletir a deterioração natural ao longo da trama. Além disso, a simplicidade era essencial: o guarda-roupa de William Lee e Eugene Allerton precisava transmitir a sensação de que todos os seus pertences caberiam em uma única mala, alinhando-se ao estilo de vida errante e expatriada que levavam na Cidade do México.


Figurino de Lee composto por Anderson (Foto: reprodução/IMDb)

Outro aspecto crucial na criação do figurino foi o caráter semibiográfico da obra. O visual de Daniel Craig foi fortemente inspirado em William S. Burroughs, autor de Queer. Para capturar a essência do escritor, Jonathan Anderson trouxe detalhes marcantes, como golas de camisa engorduradas e queimaduras de cigarro nas roupas, reforçando a autenticidade e a conexão visceral entre o personagem e seu criador.

Referências artísticas

Os filmes de Luca Guadagnino são conhecidos por serem intensamente imersos em referências artísticas, tanto clássicas quanto contemporâneas, sempre acompanhados por uma fotografia impecável e trilhas sonoras de tirar o fôlego. Queer não foge a essa regra, incluindo até mesmo a icônica e aparentemente clichê Come As You Are, do Nirvana, de uma forma surpreendentemente inovadora, estilosa e artística.

Alinhado à essência de Guadagnino, Jonathan Anderson também trouxe suas próprias inspirações artísticas para o figurino. Entre seus referenciais destaca-se o pintor britânico Glyn Philpot, o fotógrafo de moda George Platt Lynes e o mexicano Agustín Casasola, cujas obras contribuíram para a atmosfera visual única do filme.


À esquerda, vemos o quadro La Leçon Musique, de Francis Alÿs; à direita, os figurinos criados por Jonathan Anderson para recriar a pintura em uma cena do longa (Foto: reprodução/IMDb)

Queer nas lojas

Jonathan Anderson, além de diretor criativo da Loewe, também comanda sua própria marca, JW Anderson. Para celebrar o lançamento de Queer, ele desenvolveu uma coleção cápsula especial para sua grife, seguindo o sucesso de Rivais, que originou a icônica camiseta I Told Ya.

Caetano Veloso brilha com novos arranjos na trilha de “Queer”

Caetano Veloso volta a surpreender ao emprestar sua voz à trilha sonora de “Queer”, novo filme de Luca Guadagnino, com estreia no Brasil marcada para 12 de dezembro. O disco com as músicas do longa, lançado nesta sexta-feira (6) nas plataformas digitais, é assinado pelos renomados compositores Trent Reznor e Atticus Ross, já parceiros de Guadagnino em outros trabalhos.

Caetano Veloso e a conexão com o cinema internacional

A faixa de abertura, “Vaster Than Empires”, destaca os vocais do brasileiro e é baseada em um trecho do livro de William Burroughs, obra que inspirou o roteiro do filme. Essa colaboração entre Reznor, Ross e Veloso reforça o caráter global da produção, que promete emocionar o público com sua sensibilidade artística e temática “Queer”.


Foto da capa da trilha sonora (reprodução/Instagram/@caetanoveloso)

Caetano está presente em produções de grande prestígio mundial. A canção “Pecado”, do álbum “Fina Estampa” (1994) marcou um momento íntimo entre Zendaya e Mike Faist. Além disso, no longa “Querr”, “Estranha Forma de Vida”, de Pedro Almodóvar, o cantor interpretou um fado de Amália Rodrigues, demonstrando sua versatilidade e conexão com diferentes estilos musicais e culturas.

Trilha sonora aclamada por talentos internacionais

Os consagrados compositores Trent Reznor e Atticus Ross, conhecidos por trabalhos como A Rede Social e Soul, trazem sua assinatura única para a trilha de “Queer”. A inclusão de Caetano Veloso aumenta ainda mais o impacto cultural da obra, evidenciando sua voz para além de gerações e fronteiras. A espera pela estreia promete ser recompensada com uma vivência memorável.


Cena do filme onde o cantor brasileiro Caetano Veloso canta “Queer”(vídeo: reprodução/Instagram/@tinomonetti)


“Vaster Than Empires”, interpretada por Caetano e Reznor, tem uma sonoridade envolvente, com sintetizadores turvos e orquestrações suaves, além de versos inspirados na última página do diário de William S. Burroughs, autor do romance homônimo que originou o filme.

“Queer”, filme estrelado por Daniel Craig tem data de estreia no Brasil

Luca Guadagnino, aclamado diretor de “Me Chame Pelo Seu Nome” e “Rivais”, está de volta com um novo projeto: “Queer”. Estrelado por Daniel Craig, o filme promete conquistar o público com sua trama envolvente e sensível. A boa notícia, confirmada pela Exibidor, é que a produção tem estreia marcada, nos cinemas brasileiros, para o dia 12 de dezembro.

Em breve disponível nos streamings

A MUBI, em parceria com a Paris Filmes, adquiriu os direitos de “Queer” para o Brasil, chegando a um consenso sobre a data de lançamento. Após sua exibição nas telonas, o longa também estará disponível no streaming, seguindo a mesma estratégia de lançamentos de sucessos como “A Substância”.

“Queer”, que é o mais recente trabalho de Guadagnino, fez sua estreia em grandes festivais internacionais, como Veneza e Toronto, onde foi aclamado pela crítica e gerou grande expectativa entre os cinéfilos. A produção, que conta com Daniel Craig em um dos papéis principais, ainda não tem uma data oficial de lançamento no circuito comercial ou nas plataformas de streaming.


Assista ao trailer de Queer (Vídeo/reprodução/youtube/@cinematododia)


Direção e roteiro

No novo filme de Luca Guadagnino, Daniel Craig assume o papel de um expatriado americano, que remete ao alter ego do escritor William S. Burroughs, autor do livro que inspira a obra. O personagem, um homem marginalizado e consumido pelo vício em heroína, vive isolado no México, lutando contra seus próprios demônios, enquanto se envolve em um turbilhão de emoções e relações complexas. A trama ganha ainda mais intensidade com a presença de Drew Starkey, de Outer Banks, que interpreta um jovem pelo qual o personagem de Craig se apaixona perdidamente.

O filme segue com uma colaboração de equipe criativa, que já trabalhou com Luca Guadagnino em Rivais, com o roteirista Justin Kuritzkes à frente do projeto, trazendo uma trama intensa e emocional. O elenco também é composto por nomes como Jason Schwartzman e Leslye Manville. A estética do filme ficará nas mãos de Trent Reznor e Atticus Ross, responsáveis pela trilha sonora imersiva, e do diretor de fotografia Sayombhu Mukdeeprom, que trará a visão atmosférica e única da Cidade do México nos anos 1940.

“Queer”: Novo filme de Luca Guadagnino é ovacionado em festival de Veneza

O ator renomado Daniel Craig surpreendeu o público no Festival de Cinema de Veneza ao estrelar “Queer”, o novo drama romântico dirigido por Luca Guadagnino. Na noite de terça-feira (3), o filme foi recebido em sua estreia mundial, com uma ovação entusiasmada de 9 minutos no Salão Principal do festival, destacando a transformação do ator britânico em um papel muito distante de seu icônico personagem James Bond.

A trama e elenco

Em Queer, Craig interpreta William Lee, um americano expatriado no México dos anos 50 e viciado em opiáceos e álcool, a vida de seu personagem se transforma quando conhece Eugene Allerton, interpretado por Drew Starkey, que desperta em William uma forte obsessão.

O filme, baseado no romance de William S. Burroughs, conduz o espectador por uma mistura de narrativa romântica e psicodélica, que lembra mais o tom de terror sobrenatural de “Suspiria” do que o drama romântico Me Chame Pelo Seu Nome”, que Guadagnino também dirigiu.


Ator Daniel Craig em cena do filme “Queer” (Foto: reprodução/Instagram/@lucaguadagninoarchive)

O elenco de “Queer” ainda conta com nomes como Lesley Manville de “The Crown”, Jason Schwartzman de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes“, o brasileiro Henrique Zaga de “Depois do ‘Universo‘” e o cantor Omar Apolo, que está fazendo sua estreia como ator.

O filme também conta com trilha sonora composta pelos premiados Trent Reznor e Atticus Ross, dupla vencedora do Oscar por “A Rede Social” e “Soul“, além de figurinos desenhados pelo diretor criativo da Loewe, Jonathan W. Anderson, já trabalhado. com o diretor no recente filme “Rivais” de 2023.

Exibição do filme em Veneza e reação do público

Durante a exibição do filme para a imprensa, algumas cenas explícitas, de nudez e sexo foram mostradas, levando alguns espectadores a deixarem a sala, mas o público presente na estreia oficial do filme no festival internacional de cinema de Veneza, permaneceu até o fim, demonstrando uma recepção calorosa aos trabalho de Craig e Starkey, com inúmeros aplausos Craig foi visto emocionado abraçando Guadagnino e retribuindo os elogios aos seus admiradores.

Nicolas Di Felice revoluciona passarelas no penúltimo dia de Alta-Costura

Nicolas Di Felice, diretor criativo da Courrèges desde 2020, revolucionou as passarelas, ao assumir a couture de Jean Paul Gaultier, nesta quarta-feira (26), penúltimo dia da Semana de Alta-Costura Outono/Inverno 2024-2025, que começou nesta segunda-feira (24) e se encerra hoje, 27.

As coleções “Les Touristes Japonaises au Louvre” e “Women Among Women” foram usadas como inspiração para Di Felice. O mesmo alega sua adoração ao trabalho de Jean Paul, conhecendo um mundo queer e diverso nunca apresentado antes aos seus olhos.

“Eu adoro o trabalho de Jean Paul Gaultier há muito tempo, então conhecia muitas peças. Encontrei até imagens da primeira coleção do Jean Paul – ele mesmo nem tem tantas fotos. De repente, eu estava assistindo a um show dos anos 70 que era realmente incrível. E ele fez tanta coisa que foi interessante. Não apenas a alta-costura, mas Junior Gaultier, Soleil, os jeans…”


Nicolas di Felice anunciando sua participação no desfile de Gaultier (Foto: reprodução/Instagram/@nicolas.difelice)

Geometria e tridimensionalidade

Sua nova coleção foi inspirada em criações dos anos 80 e 90 da maison e a música “How to do That” produzida por JPG em 1989. “Fiquei obcecado por uma frase da música: ‘Há um novo jeito, novo jeito, novo jeito.’

As roupas focam na geometria ao invés do maximalismo, com cortes de peças e drapeados de tecido sobre o corpo. Nicolas afirma que com a geometria voltando à alta-costura, um leque de possibilidades é aberto, afim de explorar grandes ideias, como a tridimensionalidade e caimento das roupas sob o corpo.


Peça da coleção de Nicolas (Foto: reprodução/Instagram/@courrege)

Carreira

O estilista ganhou visibilidade em meados de 2008, sendo contratado por Nicolas Ghesquière, na Balenciaga, passou pela Dior de Raf Simons, voltou para Ghesquière e migrou para a Louis Vuitton. Sua trajetória o tornou um designer sênior de moda feminina.

Nicolas chegou em seu cargo final de diretor criativo em 2020 sendo convidado pela Courrèges, reinventando o cenário da marca, com as jaquetas de vinil e os microvestidos, chegando a vestir artistas, por exemplo, a Beyoncé.

Trailer e data de estreia de ‘Lil Nas X: Long Live Montero’ já estão disponíveis

Nesta quarta-feira (05), o Omelete publicou, com exclusividade, em seu perfil do X, que o documentário “Lil Nas X: Long Live Montero”, cujo enredo é a vida do rapper de “Old Town Road”, ganha trailer e data de estreia no Brasil, 04 de julho.

Projeção do eu interior do rapper e seu lugar na sociedade

A assessoria da produção descreve o documentário como um retrato íntimo do rapper. No desenrolar dos fatos, temas como identidade, família, expectativa e aceitação são explorados. Como pano de fundo, há uma reflexão sobre o seu lugar no legado dos artistas negros e queer dos EUA.

A trajetória do rapper é acompanhada, mostrando um artista revolucionário que navega em sua ascensão meteórica à fama, cujo desejo é inspirar seus fãs em sua posição dos ícones queer negros.

O set é a própria turnê do artista

O excepcional poder criativo e o cativante poder estelar de Lil Nas X são capturados pela produção, enquanto ele embarca em sua primeira turnê como atração principal nos EUA. Ao longo de 60 dias, o rapper é acompanhado pela produção. O artista passou pelo Brasil, no Lollapalooza 2023, mas não foi registrado no filme.

“Lil Nas X: Long Live Montero” é apresentado pela HBO Documentary Films, juntamente com a Sony Music Entertainment e a Columbia Records, como uma produção da RadicalMedia em associação com a Museum & Crane.

Carlos López Estrada e Zac Manuel são os Diretores. Como produtores, temos Dave Sirulnick, Caryn Capotosto, Saul Levitz, Adam Leber, Gee Roberson, Adriana Arce e Hodo Musa. Meredith Bennett, Jon Kamen, Frank Scherma, Tom Mackay, Ron Perry e Krista Wegener são os produtores executivos.


Anúncio do documentário de Lil Nas X (Reprodução/X/@omelete)


“Lil Nas X: Long Live Montero” estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em setembro do ano passado. Cameron Bailey, CEO do TIFF, descreveu o documentário como “uma ode triunfante ao extraordinário poder da autoexpressão, música e identidade”.

‘Pillion’: romance queer ganha destaque com Skarsgård e Melling

“Pillion” marca sua estreia impactante no prestigiado Festival de Cannes, atraindo olhares internacionais com sua narrativa ousada e contemporânea. O filme, dirigido pela talentosa Kathleen Crawford, conhecida por “Lost Daughter”, explora a vida de Colin, um jovem cuja existência monótona é transformada após o encontro com Ray, interpretado por Alexander Skarsgård, o carismático líder de um clube de motociclistas. Harry Melling entrega uma performance reveladora como Colin, cuja jornada de autodescoberta e aceitação é o cerne do filme.


Harry Melling e Alexander Skarsgård, atores do filme Pillion (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Sobre o filme

Ambientado em um mundo de liberdade e desafios, “Pillion” é um romance que se destaca pelo seu tom irreverente e emocionante. A química entre Skarsgård e Melling é palpável, proporcionando profundidade aos seus personagens e destacando o filme como um marco no cinema queer. A trama se desenrola em meio a cenários de corridas e festas, onde Colin mergulha em uma vida até então desconhecida, explorando sua sexualidade e enfrentando seus medos.

Lançamento comercial

A decisão de Crawford de apresentar a história em Cannes não é apenas um passo estratégico para a distribuição internacional, mas também um testemunho da qualidade e do impacto potencial do filme no mundo cinematográfico. Ainda sem data confirmada para o lançamento comercial, “Pillion” já está gerando expectativas e discussões acaloradas sobre como o cinema pode abordar temas de amor, aceitação e a busca pela própria identidade de maneiras inovadoras e tocantes.

Espera-se que, após sua exibição em Cannes, “Pillion” conquiste não apenas a crítica, mas também um público diversificado, ansioso por histórias que desafiem convenções e celebrem a diversidade humana.