Leila classifica decisão da Conmebol como “vergonhosa” por caso de racismo

A Conmebol aplicou uma multa de 50 mil dólares ao Cerro Porteño e determinou que o clube publique uma campanha contra o racismo nas redes sociais, além de vetar a presença de torcedores nos jogos da equipe na Libertadores Sub-20. O caso de racismo contra Luighi, do Palmeiras, motivou a decisão, mas a penalidade gerou insatisfação no clube alviverde e, especialmente, na presidente Leila Pereira.

Leila contesta punição

Leila Pereira classificou a decisão da Conmebol como “ridícula” e demonstrou sua indignação antes do Clássico São Paulo x Palmeiras, nesta segunda-feira (10), pela semifinal do Campeonato Paulista. “A penalidade que a Conmebol determinou foi ridícula”, declarou a dirigente à Cazé TV.

A presidente ainda comparou a sanção imposta ao Cerro Porteño com outras punições aplicadas pela entidade. “Para atrasos em início de jogos, a multa é de 100 mil dólares. Por sinalizadores, é de 78 mil dólares. Então vejam como a Conmebol trata esse crime de racismo. Achei uma vergonha”, criticou.

Diante da decisão, o Palmeiras enviou uma carta à Fifa solicitando intervenção. O documento também foi assinado por clubes da Libra e da LFU, entidades que representam equipes brasileiras na negociação de direitos de transmissão.

Destino da multa também gera revolta

Além de contestar a gravidade da punição, Leila Pereira criticou o destino do valor arrecadado com a multa. “Engraçado que os 50 mil dólares vão para a própria Conmebol. Não vão para a vítima. O valor é ridículo, e mesmo esse valor ridículo vai para os bolsos da Conmebol. Isso é um absurdo”, disparou.


Luighi, atacante do Palmeiras, sofreu racismo na Libertadores Sub-20 (Foto: reprodução/Lance)

Na última sexta-feira (7), a presidente do Palmeiras já havia convocado os clubes a se unirem na luta por sanções mais rigorosas contra o racismo em competições sul-americanas. “Eu concordo quando o torcedor cobra: ‘Leila, tem que parar com notas’. Mas às vezes me sinto impotente. Um clube não pode mudar a mentalidade, se os órgãos não tomam providências”, afirmou.

A dirigente reforçou que a principal falha está na postura da Conmebol. “O grande problema é a Conmebol, que ainda não se atentou que isso é gravíssimo. Mas se eles não se atentaram, vão se atentar, porque o Palmeiras vai pegar pesado. Já que não resolvem na Conmebol, vamos tentar resolver na Fifa”, garantiu.

Possível saída dos clubes brasileiros da Conmebol

Em entrevista à TNT, Leila Pereira sugeriu uma mudança radical na estrutura do futebol sul-americano. “Temos que tomar medidas firmes em relação à Conmebol. O Brasil representa 60% da receita da entidade e, mesmo assim, os clubes brasileiros são tratados dessa forma. Vou lançar uma reflexão: por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf?”, questionou.


Leila criticou postura da Conmebol (Vídeo: reprodução/YouTube/TNTSportsBrasil)

A presidente revelou que abordará o tema em reunião marcada com a CBF. “Tenho uma reunião na quarta-feira (12) com os clubes brasileiros e o presidente Ednaldo. Essa é uma semente que precisa ser plantada. Financeiramente, para todos os clubes brasileiros, seria muito melhor”, avaliou.

O caso de racismo

O episódio ocorreu durante uma partida entre Palmeiras e Cerro Porteño pela Libertadores Sub-20. Um torcedor paraguaio imitou um macaco na direção de Luighi, que denunciou o ocorrido à arbitragem, mas a partida seguiu normalmente.

Após o jogo, o atacante desabafou sobre o episódio e criticou a Conmebol por sua postura conivente. Ele também repreendeu a abordagem de um repórter que, ao entrevistá-lo, ignorou o caso de racismo e perguntou sobre a partida.

O Cerro Porteño se desculpou pelo ocorrido e prometeu tomar medidas para identificar e banir o torcedor. Em carta enviada ao Palmeiras, o clube paraguaio afirmou que cooperará com a Polícia Nacional e o Ministério Público para garantir que o responsável seja impedido de frequentar estádios.


Carta enviada pelo Cerro Porteño ao Palmeiras (Foto: reprodução/GE)

A Conmebol, por sua vez, anunciou neste domingo (9) a suspensão do árbitro Jorge Daniel Achucarro por dois jogos, devido à sua postura durante o episódio. Além disso, manteve a multa de 50 mil dólares ao Cerro Porteño e a proibição da presença de torcedores nos jogos da equipe na competição. A punição, no entanto, ainda cabe recurso.


Árbitro Augusto Menendez foi o responsável por apitar a partida entre Cerro Porteño e Palmeiras (Foto: reprodução/SporTV / Jogada10/Terra)

A CBF também cobrou providências, enviando à Conmebol uma solicitação formal pela exclusão do Cerro Porteño da competição. O documento foi encaminhado também ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Enquanto o caso continua repercutindo, o Palmeiras segue pressionando por medidas mais severas. “O Palmeiras vai pegar pesado. Se a Conmebol não resolver, vamos levar o caso para a Fifa”, concluiu Leila Pereira.

Palmeiras pede exclusão de Cerro Porteño da Libertadores Sub-20

O caso de racismo do qual Luighi, jogador da base do Palmeiras, foi vítima, segue repercutindo. O Palmeiras quer a punição do Cerro Porteño e pediu que o clube paraguaio seja excluído da Libertadores Sub-20, além de outras sanções. O alviverde protocolou a Conmebol na última sexta-feira (7), um documento com 14 páginas após o caso de racismo contra seu atleta.

Palmeiras pede punição dura

Para o Palmeiras, o Cerro Porteño descumpriu os princípios de conduta nas competições e, por isso, entende que o clube deve sofrer punições pela ação do seu torcedor que cometeu o ato de racismo contra Luighi. O alviverde quer que o adversário sofra pena de multas e portões fechados no restante da competição.

Além disso, o Palmeiras foi além. O clube de São Paulo pediu a desclassificação imediata do Cerro Porteño da Libertadores Sub-20.


Luighi deixa campo chorando após caso de racismo (Foto: reprodução/X/@Palmeiras)

Os pedidos do Palmeiras de punição à Conmebol foram os seguintes:

  • Pede-se que o Cerro Porteño seja punido e jogue sem torcida na Libertadores Sub-20;
  • O clube deve ser responsabilizado pelos atos de seus torcedores;
  • O Cerro Porteño não seguiu as regras do Código Disciplinar da Conmebol e do Código de Ética, devendo responder por isso;
  • Por ser reincidente, sugere-se ainda uma multa de 400 mil dólares;
  • Por fim, considera-se justa a desclassificação do time da competição, conforme previsto no regulamento.

Cerro Porteño é reincidente

Para embasar o pedido de exclusão do Cerro Porteño, o Palmeiras considerou o histórico de racismo em competições organizadas pela Conmebol, a reincidência do Cerro Porteño e a impunidade de atos de racismo no Paraguai, onde não é previsto o crime de racismo.

O Palmeiras lembrou no seu pedido à Conmebola que o Cerro foi condenado a pagar multa de 100 mil dólares e a exibir frases contra o racismo. O alviverde ainda pede que o Código Disciplinar e o Código de Ética da Conmebol sejam cumpridos, eles apontam que as equipes são responsáveis pelas ações dos torcedores nos jogos.

O que aconteceu?

Na documentação enviada à Conmebola, o Palmeiras relatou que os jogadores Luighi e Figueiredo estavam saindo de campo após serem substituídos, por volta do minuto 79, quando foram alvos de insultos racistas por parte de torcedores do Cerro Porteño. Um deles chegou a fazer gestos imitando um macaco para ofender o brasileiro. O clube anexou imagens do momento, registradas pela transmissão oficial da Conmebol.


Luighi no banco de reservas após episódio de racismo (Vídeo: reprodução/YouTube)Canal Goat)

Os atletas informaram o ocorrido ao árbitro da partida, o peruano Augusto Menendez. Um aviso foi emitido pelo sistema de som do estádio para que as ofensas parassem. No entanto, os agressores permaneceram no local e a partida seguiu normalmente, sem interrupção por parte do juiz do certame.

O Palmeiras apontou que isso violou o protocolo de racismo da Fifa, que desde 2019 prevê três medidas em casos de discriminação: primeiro, um anúncio público para pedir o fim das agressões, depois a suspensão temporária do jogo e, se necessário, a interrupção definitiva da partida.

Atacante do Palmeiras sofre caso de racismo na Libertadores Sub-20

O atacante Luighi, titular e um dos principais destaques da equipe sub-20 do Palmeiras, foi alvo de atos racistas durante a vitória sobre o Cerro Porteño, na última quinta-feira (6), no Paraguai, em partida válida pela fase de grupos da Copa Libertadores da categoria.

Mais um caso de racismo no futebol

Enquanto deixava o campo em direção ao banco de reservas, um torcedor adversário, que segurava uma criança no colo, fez gestos imitando um macaco em sua direção. Além dessa manifestação racista, Luighi também foi atingido por uma cusparada.

Indignado com a falta de questionamentos sobre o ocorrido, o jogador desabafou após o jogo: “Não! É sério isso? Vocês não vão me perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu comigo? É sério? Até quando vamos passar por isso? Me fala, até quando? O que fizeram comigo é crime, não vai perguntar sobre?”

O Palmeiras, por meio de nota oficial, condenou os atos racistas e garantiu que tomará todas as medidas cabíveis para que os responsáveis sejam punidos. “Racismo é crime! E a impunidade é cúmplice dos covardes. As suas lágrimas, Luighi, são nossas! A família Palmeiras tem orgulho de você.”, declarou o clube.


Nota do Palmeiras sobre o ocorrido (Foto: reprodução/X/@Palmeiras)

Em suas redes sociais, Luighi também se manifestou sobre o episódio: “Dói na alma. E é a mesma dor que todos os pretos sentiram ao longo da história, porque as coisas evoluem, mas nunca são 100% resolvidas. O episódio de hoje deixa cicatrizes e precisa ser encarado como é de fato: crime. Até quando? É a pergunta que espero não ser necessária em algum momento. Por enquanto, seguimos lutando.”

A Conmebol, responsável pela organização da Libertadores sub-20, informou ao portal Lance! que o caso será analisado. “Com certeza o caso será estudado. Após os laudos, será levado à unidade disciplinar. Tudo é um processo. Mas, como sempre, o estatuto é claro. A Conmebol é sempre contra todo tipo de discriminação.”, declarou a entidade.

Regulamento da Conmebol

Em maio de 2022, a Conmebol revisou o artigo 15 do seu código disciplinar, ampliando as sanções aplicadas a casos de discriminação. Veja:

1 – Qualquer jogador ou oficial que insulte ou ofenda a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, com base na cor da pele, raça, gênero ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, será suspenso por um mínimo de cinco jogos ou por um período mínimo de dois meses.

2 – Qualquer associação afiliada ou clube cujos torcedores insultem, ou ofendam a dignidade humana de outra pessoa, ou grupo de pessoas, por qualquer meio, com base na cor da pele, raça, gênero ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, será multado em pelo menos CEM MIL DÓLARES AMERICANOS (USD 100.000). O órgão judicial competente também pode impor a sanção de jogar uma ou mais partidas a portas fechadas, ou o fechamento parcial do estádio.

3 – E as circunstâncias particulares de um caso assim o exigirem, o Órgão Judicial competente poderá impor sanções adicionais à Associação Membro ou ao clube, jogador ou dirigente responsável.

CBF

Em comunicado oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) condenou as ofensas racistas dirigidas ao atacante Luighi e anunciou que apresentará uma denúncia formal à Conmebol, exigindo medidas rigorosas contra os responsáveis.

“A CBF repudia veementemente a ofensa racista sofrida pelo atacante Luighi, do Palmeiras, no Paraguai. A entidade já acionou sua Diretoria Jurídica e fará uma representação à Conmebol, cobrando punições severas. O protesto será encaminhado ao presidente Alejandro Domínguez e à Comissão Disciplinar da entidade que rege o futebol sul-americano.”, destacou a CBF em nota oficial.

O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, reforçou o posicionamento: “É revoltante testemunhar episódios como esse. Racismo é crime e precisa ser combatido por todos. Compreendo a dor sentida por Luighi. Basta de racismo no futebol. A CBF tomará providências junto à Conmebol para garantir punições exemplares.”

Apoio dos clubes brasileiros

Clubes brasileiros também demonstraram solidariedade ao jogador e exigiram medidas firmes para impedir que casos semelhantes se repitam. Entre eles, Corinthians, Santos e São Paulo, tradicionais rivais do Palmeiras, uniram-se em defesa do atleta e contra o racismo no esporte.

O Corinthians declarou: “O Sport Club Corinthians Paulista se solidariza com o atleta Luighi e reitera sua total repulsa aos atos racistas.”


Corinthians presta solidariedade à Luighi (Foto: reprodução/X/@Corinthians)

O Santos também se manifestou: “O Santos Futebol Clube presta apoio ao jogador Luighi, do Palmeiras. (…) Estamos juntos nesta batalha para que situações como essa deixem de existir.”

Santos presta solidariedade à Luighi (Foto: reprodução/X/@SantosFC)

O São Paulo reforçou o apoio ao atacante e cobrou providências: “Nossa solidariedade a você, Luighi. Sua coragem e posicionamento representam milhões que não suportam mais esses crimes. Que os responsáveis sejam punidos. (…) Basta!”


São Paulo presta solidariedade à Luighi (Foto: reprodução/X/@SaoPauloFC)

Outro clube que se pronunciou foi o Flamengo, também participante da Libertadores sub-20. Em nota, a equipe carioca repudiou o ocorrido e enfatizou a necessidade de um combate efetivo ao racismo: “O Clube de Regatas do Flamengo condena com veemência o crime de racismo sofrido pelo jogador Luighi, do Palmeiras, na partida da Libertadores Sub-20. Esse não é um caso isolado e continuará acontecendo enquanto a sociedade não entender que o racismo é crime e deve ser enfrentado de maneira firme. (…) Nos solidarizamos com Luighi e prestamos total apoio neste momento.”


Flamengo presta solidariedade à Luighi (Foto: reprodução/X/@Flamengo)

Outros clubes do futebol brasileiro também prestaram solidariedade ao atacante Luighi, do Palmeiras. Porém, o questionamento que fica é: até quando clubes brasileiros (jogadores e torcedores) sofrerão casos similares ao de Luighi em competições da Conmebol? O que não faltam são exemplos de casos de racismo em competições da entidade. Não é com nota de repúdio que isso vai se resolver.

LaLiga denuncia gesto racista contra Vini Jr no jogo entre Real Sociedad e Real Madrid 

Nesta quinta-feira (6), a LaLiga denunciou os insultos racistas que Vini Jr recebeu no jogo entre Real Sociedad e Real Madrid, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Rei. Após um vídeo nas redes sociais mostrar um torcedor do time basco imitando um macaco na direção de Vini, a liga afirmou que já tem as “provas necessárias” para levar o caso à Polícia do País Basco. 

Comunicado da Liga 

A LaLiga revelou em um comunicado oficial que depois de juntar as provas necessárias para que se prove a existência dos insultos racistas e sua autoria, que foi realizada através da localização e análise das imagens e da realização de perícia de leitura labial, a entidade denunciou à Ertzaintza (Polícia do País Basco), os responsáveis pelos insultos e gestos racistas contra Vinicius Jr, na partida da semifinal da Copa do Rei entre Real Sociedad e Real Madrid, que aconteceu no dia 26 de fevereiro. 

Os insultos racistas 

O momento que foi mostrado pelo vídeo ocorreu quando o brasileiro estava perto de uma das laterais do campo e virou alvo de xingamentos dos torcedores do time basco. Vini Jr reagiu às provocações pedindo mais barulho e mostrando um sorriso irônico. No momento em que o torcedor flagrado fez o gesto imitando um macaco, o jogador estva de costas. 

Desde que chegou no Real Madrid em 2018, Vini Jr já foi vítima de racismo em outros jogos na Espanha. Diante dos casos, o brasileiro reagiu e se tornou uma voz importante no combate ao preconceito no futebol local, cobrando ações de LaLiga e da Federação Espanhola. 


Vini Jr jogando pelo Real Madrid (Foto: Reprodução/Instagram/@vinijr)

Em maio de 2023, o caso mais grave aconteceu no jogo contra o Valencia, no Estádio Mestalla. O brasileiro foi alvo de torcedores imitando e fazendo sons de macaco, e se revoltou, reclamando com o árbitro do jogo e apontando para um fã nas arquibancadas. A partida foi interrompida, porém, voltou pouco tempo depois, e Vini Jr acabou sendo expulso depois de um lance. 

A reação do brasileiro gerou grande repercussão e incluiu até mesmo uma manifestação do governo brasileiro. A CBF fez uma campanha contra o racismo para se solidarizar com Vini Jr, e a LaLiga prometeu ser mais dura para combater o preconceito nos estádios. Este caso teve tanta repercussão, que aumentou a pressão sobre as autoridades espanholas para que os torcedores envolvidos em casos de racismo fossem presos e julgados. 

Vini Jr. sofre ataque racista de torcedor da Real Sociedad

Nesta quarta-feira (26), o atacante brasileiro do Real Madrid, Vinícius Júnior, sofreu, mais uma vez, ataques racistas durante a primeira partida da semifinal da Copa do Rei. No jogo contra o Real Sociedad, um torcedor imitou um macaco, na tentativa de ofender o jogador.

O que aconteceu

Em um vídeo publicado nas redes sociais, enquanto Vini Jr. estava na lateral do campo, de costas para a torcida, cerca de quatro torcedores começam a xingar o jogador com palavras e sinais. Um deles se levanta e faz um gesto conhecido por caracterizar um macaco em direção ao jogador.


Momento em que torcedor da Real Sociedad faz gestos ofensivos (Vídeo: Reprodução/X/@notasefofocas)

Além do gesto racista direcionado a Vinícius Júnior, alguns torcedores da Real Sociedad gritaram “vai morrer” para Asencio, do Real Madrid. O brasileiro, como o capitão da equipe, avisou ao árbitro, que paralisou a partida assim que uma mensagem foi exibida no telão. Ela dizia que os torcedores não poderiam agir ofensivamente nas arquibancadas.

O técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, disse que Vini Jr. fez o que deveria ser feito ao comunicar o juiz da partida sobre as ameaças de morte. Ainda explicou o porquê tirou Asencio no início do segundo tempo: “O tirei por isso e pelo cartão amarelo. Ninguém gosta que cantem “Vai morrer” em um estádio“.

Casos de racismo contra Vini Jr.

Desde que chegou ao Real Madrid em 2018, Vinícius Júnior já sofreu diversos ataques racistas por torcedores em jogos por diferentes ligas na Europa. São cerca de 17 casos de racismo notificados em apenas 7 anos. Além dos torcedores nos estádios, o brasileiro também é ofendido pela internet e por alguns jornalistas europeus.

Em março do ano passado, Vini Jr. concedeu uma entrevista coletiva onde desabafou sobre o racismo no futebol. O craque disse que tem cada dia menos vontade de jogar diante dos abusos que vem recebendo desde que chegou à Espanha. Vini assumiu que pediu ajuda às federações de futebol para que ajudem também na luta contra o racismo.

BBB25: Equipes de Vinícuis e Aline publicam nota de repúdio ao preconceito racial

Nesta terça-feira (21), a equipe responsável pelas redes sociais de Vinícius e Aline publicaram uma nota de repúdio ao racismo que Aline vem sofrendo na internet. Em nota, as equipes disseram que a diversidade humana é uma fonte de riqueza e não pode ser usada como justificativa para práticas de ódio.

A nota de Aline

A nota, publicada nas redes sociais de Vinícius e compartilhada pela equipe de Aline, inicia dizendo que repudia qualquer ataque discriminatório ou racistas, principalmente os que estão sendo direcionados à participante do BBB.

Na sequência, as equipes reforçam que o racismo continua presente na sociedade, principalmente nas redes sociais, onde os ataques tem sido muito comuns. Eles destacam que Aline é um ser humano como qualquer outro e merece respeito e dignidade, independente de qualquer característica.

Acentuaram também a importância da amizade entre Aline e Vinícius, que o apoio e o respeito mútuo é fundamental para o combate ao racismo.

Não podemos permitir que o racismo continue a ditar o comportamento de uma parte da sociedade, e é por isso que nossa luta é contínua e imperturbável. Aline, você não está sozinha. – concluíram em nota.


Nota de repúdio de Vinícius Nascimento (Foto: reprodução/X/@viniciusnascofc)


Anteriormente à nota de repúdio, a equipe de Aline compartilhou uma das postagens racistas direcionadas à sister. A legenda reforçava que racismo é crime conforme previsto pela legislação brasileira (Lei nº 7.716/1989). Por fim, a equipe afirmou que os comentários serão levados para o setor jurídico e que qualquer outro comentário preconceituoso também será levado ao setor.

Ananda faz pronunciamento após Ministério Público arquivar denúncia de racismo

A cantora Ananda se manifestou nesta quarta-feira (15), após o Ministério Público de São Paulo arquivar a investigação por injúria racial contra a influenciadora Ana Paula Minerato. Em um pronunciamento exclusivo à Marie Claire, Ananda comentou a decisão da Justiça paulista, que acatou o pedido do MP para encerrar o caso.

O que aconteceu

Em uma postagem no Instagram, a cantora Ananda expressou sua indignação ao ser surpreendida, logo pela manhã, com a notícia de que o processo por injúria racial contra Ana Paula Minerato havia sido arquivado por falta de provas. Ela afirmou que a decisão arruinou seu dia e destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres negras e pardas no Brasil, onde, segundo ela, o racismo continua sendo uma ferida aberta. Ananda também criticou a desumanização constante de pessoas negras, especialmente quando há espaço para que isso aconteça.

Em seguida, Ananda mencionou o vazamento de um áudio no qual Ana Paula Minerato proferia ofensas racistas, a chamando de “empregada do cabelo duro”. Ela comentou sobre o impacto do áudio, que foi amplamente divulgado na mídia nacional, e se mostrou frustrada ao perceber que, apesar da gravidade da situação, o outro lado celebrava a vitória.


Publicação de Ananda sobre o arquivamento do caso (Reprodução/Instagram/@anandacantora)


Na postagem, ela explicou que, por se tratar de um crime de ação pública incondicionada, a injúria racial não depende de representação da vítima, e que, por isso, havia deixado a questão nas mãos das autoridades competentes. No entanto, após a notícia sobre o arquivamento do caso, ela procurou assessoria jurídica e afirmou: “A luta não acabou! Todas as medidas necessárias serão tomadas para a mais justa apuração dos fatos”.

Relembre o caso

Em novembro de 2024, um áudio vazado trouxe à tona comentários de Ana Paula Minerato sobre Ananda. Em um trecho, a influenciadora se referia à cantora de forma racista, dizendo: “A empregada [doméstica], a do cabelo duro. Você gosta de cabelo duro, KT? Eu não sabia que você gostava de mina do cabelo duro.”

Naquele período, Minerato enfrentou consequências profissionais, perdendo uma vaga como apresentadora em um programa de rádio e sendo afastada do cargo de musa da Gaviões da Fiel. A repercussão das declarações também a levou a ser internada em um hospital.

O episódio gerou uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo, que, nesta terça-feira (14), decidiu arquivar a investigação por falta de provas. Minerato celebrou a decisão em suas redes sociais, afirmando: “É que no final… O bem sempre vence o mal”, sem fazer referência direta ao caso.

Claudia Leitte traz polêmica de volta, ao alterar letra de música

A cantora Claudia Leitte, uma das principais cantoras brasileiras, voltou a ser alvo de críticas após alterar a letra da música “Caranguejo”. A canção, lançada em 2004, já foi modificada pela cantora outras vezes.

A polêmica gira em torno da remoção do nome “Iemanjá” da música, uma orixá feminina de religião de matriz africana. Claudia troca o trecho “Saudando a rainha Iemanjá”, para “Eu canto meu Rei Yeshua”. “Yeshua” significa Jesus em hebraico. Durante show recente, cantora tornou a fazer essa alteração.

Claudia diz que se tornou evangélica

Claudia Leitte assumiu-se cristã e convertida ao evangelho, apesar de afirmar não ser muito religiosa. Embora denomine-se evangélica, Claudia permaneceu cantando Axé, ritmo conhecido pela influência das religiões de matriz africana. Isso explica a alteração constante na letra da música.

O alarde acontece novamente, contudo a cantora vem feito essa modificação desde 2014.

Criticada nas redes sociais

Pedro Tourinho, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, repudiou a ação em postagem no Instagram e acusou Claudia de racismo. Ivete Sangalo, constantemente, posta comparação com Claudia Leitte, e entre boatos de rivalidade das duas, reagiu ao comentário do secretário com palmas.

“Quando um artista se diz parte desse movimento, saúda o povo negro e sua cultura, reverencia sua percussão e musicalidade, faz sucesso e ganha muito dinheiro com isso, mas de repente, escolhe reescrever a história e retirar o nome de Orixás das músicas, não se engane: o nome disso é racismo”

Pedro Tourinho

Postagem polêmica do secretário em seu perfil do Instagram (Reprodução/Instagram/@pedrotourinho)


Apesar da postagem confiante, Tourinho trancou os comentários e acrescentou que a intenção não é “alimentar hate” contra ninguém, mas sim gerar a reflexão do reconhecimento do que é axé.

Fechei comentários porque a discussão estava indo na direção errada.

declarou Tourinho

Até o momento, Claudia Leitte não se pronunciou sobre as críticas recentes, e continuou fazendo postagens sobre o show normalmente.

Ana Paula Minerato reaparece nas redes sociais após falas racistas

Ana Paula Minerato estava afastada das redes sociais desde que foi vazado um áudio em que ela faz ofensas racistas à cantora Ananda. Nesta quarta-feira (11), a influenciadora usou o Instagram para contar que está se sentindo melhor.

Ana Paula publicou uma selfie que fez no treino de jiu-jitsu. “1% melhor”, escreveu a influenciadora, mas apagou a postagem poucos minutos depois.


Publicação que Ana Paula Minerato deletou (Foto: reprodução/Instagram/@apminerato)


Falas racistas

No final de novembro, vazou um áudio onde a modelo profere ofensas racistas contra a cantora Ananda, do grupo Melanina Carioca, durante uma conversa com seu ex-namorado, o rapper KT Gomez. “ Você gosta de mina cabelo duro, de neguinha? Por isso, ali é neguinha, né? Alguém ali, um pai ou a mãe, veio da África. Tá na cara”, declarou Ana Paula.

O rapper tentou interromper a ex-fazenda, que continuou ofendendo a cantora. Em outro momento, Ana Paula fala sobre a aparência de Ananda. “Ela é feia, hein. Ela é feia. Essa faixa de nega aqui que ela usa”, acrescentou a modelo.

Após a repercussão do caso, Ana Paula utilizou as redes sociais para se manifestar. A influenciadora pediu desculpas à Ananda e a todos que se sentiram ofendidos. A modelo acusou o ex-namorado de ter vazado as gravações para prejudicá-la e revelou que teve um relacionamento abusivo com o rapper.


Ana Paula se pronuncia após falas racistas (Vídeo: reprodução/X/@alerdasdoclima)


Consequências

Após o caso de racismo, Ana Paula foi demitida da Band. A modelo apresentava um programa de rádio na estação Band FM. Em comunicado, a empresa afirmou que as declarações da modelo não estão alinhadas com os valores da emissora. A escola de samba Gaviões da Fiel também anunciou o desligamento da ex-Fazenda. Ana Paula era musa da escola de samba.

A modelo também poderá responder na justiça por injúria racial. A deputada federal Erika Hilton solicitou que o Ministério Público investigue a influenciadora e a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania de São Paulo abriu um procedimento para apurar as falas de Ana Paula.

Ananda vai à delegacia após ser vítima de falas racistas de Ana Paula Minerato

Nesta quarta-feira, 27, a cantora Ananda usou suas redes sociais para revelar que esteve na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio de Janeiro, para registrar um boletim de ocorrência após ser alvo de ofensas racistas feitas por Ana Paula Minerato.

Declaração de Ananda

A integrante do grupo Melanina Carioca disse em seu Instagram que fará um pronunciamento sobre o caso de racismo em breve e explicou o motivo de ainda não ter se manifestado publicamente. Em seu breve discurso, ela revelou que está tentando assimilar a situação antes de se pronunciar de maneira mais detalhada.

“Logo volto para fazer um pronunciamento. Mas precisava desse tempo para poder digerir o que está acontecendo na minha vida e tudo que vou precisar falar. Para que eu possa me pronunciar de maneira adequada”, afirmou.


Ananda fala sobre o caso em suas redes sociais (Reprodução/Instagram/@anandacantora)

A cantora também agradeceu a paciência de seus seguidores e enfatizou a necessidade de tempo para se expressar de maneira apropriada em consideração aos desdobramentos mais amplos do caso. Ela explicou que esse período de reflexão é essencial para garantir que seu pronunciamento seja feito de forma cuidadosa e responsável.

Entenda o caso

Na madrugada de segunda-feira (25), áudios contendo ofensas racistas de Ana Paula Minerato contra a cantora Ananda foram vazados. Nas gravações, feitas em conversa com o rapper Kt Gomez, a modelo se referiu à cantora de forma pejorativa, utilizando expressões como “neguinha” e “cabelo duro”.

O vazamento dos áudios resultou em sérias consequências para Ana Paula: perdeu o título de musa da Gaviões da Fiel, escola de samba da qual era parte, e foi demitida da Band, onde apresentava o programa “Estação Band FM” desde 2015. Na terça-feira (26), a modelo se desculpou publicamente em um vídeo, afirmando estar profundamente arrependida e esclarecendo que estava em um relacionamento abusivo com o rapper.

Ela explicou que o ex-namorado a manipulou, usando a cantora Ananda como um alvo para criar conflitos, revelando que ele frequentemente a colocava contra Ananda, mostrando vídeos e fazendo comentários negativos sobre ela.

Após o episódio, a Band e a Gaviões da Fiel tomaram a decisão de romper seus contratos com Ana Paula. Além disso, a Secretaria de Justiça e Cidadania de São Paulo abriu um processo para investigar as falas racistas, enquanto a Coordenadoria de Políticas para a População Negra (CPPN) iniciou uma apuração do caso por meio da Ouvidoria.