Bernabéi se envolve em confusão com repórter durante comemoração do Inter

A vitória por 3 a 1 sobre o Bragantino, que garantiu a permanência do Internacional na elite do futebol brasileiro, parecia encerrar uma temporada marcada por altos e baixos com uma nota de alívio coletivo. Jogadores e torcedores vibravam juntos no Beira-Rio, transformando o estádio em um cenário de festa e emoção. No entanto, a celebração ganhou um capítulo controverso ao envolver o lateral-esquerdo Alexandro Bernabéi e a repórter Andreana Chemello, da Rádio Inferno.

O episódio ocorreu poucos instantes após o apito final. Enquanto os atletas agradeciam ao público e curtiram o clima efusivo, a jornalista registrava a movimentação para a rádio, posicionada atrás de um dos gols. Foi nesse momento que Bernabéi surpreendeu ao retirar o fone de ouvido da repórter e gritar ao lado de sua orelha: “Fala agora! Fala agora!”. A situação, registrada em vídeo por um torcedor na arquibancada, rapidamente repercutiu nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a postura do jogador argentino.

Reação imediata e relato da jornalista

Segundo relatou ao ge, Andreana afirmou que estava sorrindo e gravando a festa quando foi abordada de forma brusca. Ela destacou que a atitude destoou completamente do comportamento dos demais jogadores, que conversaram com naturalidade e até perguntaram sobre os resultados paralelos da rodada decisiva do Brasileirão. A abordagem repentina a deixou sem entender o motivo da provocação.

A repórter reforçou que não sofreu agressão física, mas se sentiu intimidada e profundamente desconfortável. Para ela, além de ter tocado em seu equipamento sem autorização, Bernabéi poderia ter atrapalhado uma possível transmissão ao vivo, o que torna a situação ainda mais séria. Em seu depoimento, ela destacou que o ato foi desrespeitoso e ultrapassou limites básicos de convivência profissional.


Momento que  Bernabéi chega na reporter (Vídeo: reprodução/X/@canaldotn)


Apoio interno e promessa de advertência

Após o ocorrido, Andreana procurou colegas de imprensa para relatar o episódio e recebeu apoio imediato. Segundo contou, dirigentes do Internacional também se manifestaram rapidamente. O Diretor Esportivo, Andrés D’Alessandro, assim como o diretor executivo André Mazzuco e o integrante do departamento jurídico, Jorge Roberto Cunha de Oliveira Filho, conversaram com a jornalista e pediram desculpas em nome do clube. Eles afirmaram que Bernabéi será advertido internamente por sua conduta.

A reação institucional foi vista como importante pela repórter, que ressaltou a necessidade de preservar a segurança e o respeito aos profissionais da imprensa que atuam diretamente nos gramados, muitas vezes em ambientes de intensa emoção e alta pressão.


Lateral-esquerdo Alexandro Bernabéi (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Eurasia Sport Images)


Vitalização do vídeo e ataques nas redes sociais

A gravação do momento, feita por um torcedor, rapidamente se espalhou pelas redes sociais, estimulando inúmeras reações. Enquanto muitos manifestaram solidariedade à jornalista, Andreana relatou ter recebido também ataques ofensivos, incluindo xingamentos e insultos de cunho racista. Uma das mensagens dizia: “bem feito sua macaca imunda”. Outras a acusavam de exagero ou de buscar atenção, o que intensificou ainda mais o desgaste emocional.

A repórter lamentou que uma ocasião que deveria marcar uma cobertura histórica — a permanência do Inter na Primeira Divisão — tenha sido ofuscada pela situação. Ela afirmou que o episódio gerou um volume de hate que a impediu de aproveitar um momento profissionalmente positivo.

Posição do atleta e do clube segue aguardada

A reportagem do ge entrou em contato com Alexandro Bernabéi e com o Internacional para obter uma manifestação oficial sobre o episódio, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Caso haja posicionamento, a notícia será atualizada.

O incidente reacende debates sobre o tratamento aos profissionais de comunicação no ambiente esportivo e reforça a importância de garantir respeito e proteção aos jornalistas, especialmente em momentos de grande euforia dentro de campo.

Repórter é atingida em protesto na cidade de Los Angeles nos EUA

A repórter australiana, Lauren Tomasi, foi atingida por uma bala de borracha, a repórter cobria os protestos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na transmissão ao vivo para o canal “9news” no domingo (8), ela estava de costas para uma linha de policiais quando um deles apontou sua arma e disparou, atingindo-a na perna. Os protestos, que ocorrem há dias, são uma reação às políticas do presidente Trump, que busca expulsar imigrantes. A cidade de Los Angeles, que abriga uma significativa comunidade latina, tem visto manifestações intensas.

Nos tumultos, homens encapuzados incendiariam veículos, e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, resultando em pelo menos 27 prisões, conforme relatado pelo Los Angeles Times. Trump, em uma rede social, afirmou que “multidões violentas” estariam atacando agentes federais e prometeu restaurar a ordem, reafirmando sua intenção de expulsar imigrantes ilegais. Gavin Newsom, governador do estado da Califórnia, localizado nos Estados Unidos criticou a presença das tropas federais, na opinião de Gavin isso seria abuso de poder.

A chegada da força nacional aumentou a tensão

As tensões aumentaram após a chegada da Força Nacional, o que levou a novos confrontos no centro de Los Angeles, onde manifestantes se reuniram em apoio aos imigrantes. Segundo a polícia americana esses protestos são “reuniões ilegais”, eles informaram que foram atacados com pedras e garrafas. A situação ficou mais tensa quando centenas de pessoas se reuniram em frente a uma prisão, o que gerou confronto.


Lauren Tomasi antes de ser atingida no protesto em Los Angeles (Foto: reprodução/X/@g1)

Trump, que não invocou a Lei de Insurreição de 1807, ele apenas utilizou uma legislação federal que permite a federalização da Guarda Nacional em algumas situações específicas. Essa mobilização é controversa, pois, em geral, forças militares não deveriam atuar em segurança pública contra cidadãos americanos, exceto em emergências. A Guarda Nacional, uma força híbrida que pode operar sob comando estadual ou federal, é agora vista como uma ferramenta para enfrentar a “ilegalidade”.

Mais sobre a história do conflito

Històricamente, a mobilização de tropas nos EUA ocorreu em momentos de crise, como durante a luta pelos direitos civis e em resposta a distúrbios. Embora tenha sido usada em situações de emergência, geralmente ocorreu com o consentimento dos governadores estaduais. A posição de Trump sobre o uso de forças militares para controlar protestos e sua intenção de reforçar políticas de imigração têm gerado discussões acaloradas sobre a legalidade e a ética dessas ações.

Biógrafo diz que Donald Trump tem memória fraca

O candidato do partido republicano, Donald Trump, de 78 anos, que está concorrendo as eleições presidenciais deste ano, contra o atual presidente Joe Biden, de 81 anos, entre outros adversários políticos, recentemente recebeu acusações do biógrafo, escritor e jornalista Ramin Setoodeh, por supostamente apresentar problemas de memória. Setoodeh esteve apenas seis vezes com o ex-presidente, realizando entrevistas para escrever o livro Apprentice in Wonderland, que em português significa Aprendiz no país das maravilhas, no ano de 2021, período em que o republicano havia acabado de sair da Casa Branca.


Trump é acusado de problemas de memória por jornalista (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images Embed)


Uma entrevista repleta de revelações

Em conversa durante a apresentação do talk show de notícias matinais americano, Morning Joe, do canal de notícias MSNBC, o jornalista afirmou que Trump não se lembrava dos últimos encontros que tiveram e por isso o processo de escrita levou mais tempo do que o esperado. Além disso, Ramin disse que Trump achava que ainda possuía influência acerca da política internacional, como em um dia, afirmou que tinha que resolver problemas do Afeganistão, apesar de isto não ser possível na época. Segundo o escritor, em outro episódio, o republicano havia declarado que a apresentadora de TV e atriz, Joan Rivers, o havia apoiado com seu voto, para o cargo de presidente no período de 2016, entretanto, a artista já havia falecido em 2014.


Trump foi entrevistado por Ramin Setoodeh por seis vezes (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Os altos e baixos durante a corrida à Casa Branca

Antes mesmo do início das eleições presidenciais serem anunciadas, eleitores tanto de Trump, como de Biden, candidatos opositores que estão concorrendo a uma vaga na Casa Branca em 2024, têm utilizado da internet como ferramenta para atacar seus concorrentes. Apoiadores fanáticos e fiéis aos representantes de seus partidos, têm proporcionado a divulgação de fake news, espalhado boatos e disseminado rumores sem comprovação legítima, no intuito de prejudicar seus opositores, e tentarem obter vantagem na disputa eleitoral.

É um fato inegável que a sanidade mental e disposição para ocupar um cargo de grande importância, como a presidência dos Estados Unidos da América, é uma questão de principal interesse dos estadunidenses, segundo as pesquisas feitas aos eleitores do país. Contudo, é necessário cautela e ética para lidar com questões que possuem cunho político.