Robinho se manifesta pela primeira vez sobre condenação

O ex-jogador de futebol Robinho falou pela primeira vez neste domingo (17) sobre sua condenação a nove anos de prisão pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa em 2013. Robinho foi às redes sociais para afirmar que possui provas de sua inocência e acusou o Tribunal de Milão de racismo. A Justiça italiana solicita agora ao Estado brasileiro que a sentença seja homologada, transferindo a execução da pena para o Brasil.

Robinho afirma ser inocente

Na próxima quarta-feira (20), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a julgar o pedido italiano para que o ex-jogador possa cumprir sua pena no Brasil. O caso não será revisitado, ou seja, não haverá nova avaliação de provas e testemunhos, pois Robinho já teve sua sentença decretada.

Segundo a publicação de Robinho via Instagram, a Justiça italiana “cometeu erros gritantes e gravíssimos” durante o seu julgamento. Robinho disse, ao narrar sua versão em vídeo, que não ficou com ninguém à força. “Como pode estar uma garota estar totalmente embriagada, como ela diz estar e, minutos antes, ela estava mandando mensagem dizendo que só se aproximaria quando a minha esposa não estivesse no local”, indagou o ex-jogador.

Ele disse ainda que após contato, a jovem estava “tranquila” e mandou mensagem para uma amiga pedindo para buscá-la, antes de ir para outra festa. Robinho afirma estar comprometido em provar sua inocência e lutar pela justiça verdadeira. De acordo com ele, a decisão feita pela justiça italiana foi baseada em racismo. 



Robinho faz um paralelo com a situação no país. “Só me leva a crer que esses mesmo que me condenaram são os mesmos que permitem com que aconteça inúmeras vezes histórias de racismo contra inúmeros estrangeiros fora do Brasil“. O ex-jogador afirma que se a situação fosse com um cidadão europeu branco, o julgamento teria sido completamente diferente.

O pedido da Justiça italiana

O crime de violência sexual ocorreu em 2013 na Itália, quando Robinho jogava pelo clube Milan. O ex-jogador foi acusado de estuprar, juntamente com outros cinco homens, uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima havia consumido álcool em grande quantidade, mas os condenados afirmaram que a relação foi consensual. Após nove anos do ocorrido, em 19 de janeiro de 2022, a justiça do país o condenou em última instância para cumprir a pena.


Robinho foi condenado enquanto jogava como atacante no Milan (Foto: reprodução/Giuseppe Cacace/AFP/Veja)

O ex-jogador veio para o Brasil antes da execução da ordem de prisão na Itália e tem vivido no país desde então, já que a legislação brasileira impede a extradição de brasileiro natos para cumprimento de penas no exterior. Em novembro de 2023, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que Robinho cumprisse a pena em solo brasileiro. Em fevereiro deste ano, o governo italiano apresentou pedido de homologação de sentença estrangeira promulgada em 2017. 

Por identidade de razões não se há de admitir que pena lá estabelecida seja simplesmente homologada e executada no Brasil“, afirmaram os advogados de Robinho. Ou seja, a defesa do ex-jogador afirma que a homologação viola a Constituição, proibindo, portanto, a extradição de brasileiro nato e o cumprimento da pena no Brasil. Essa argumentação foi incluída no conteúdo do processo.

“Pelo fim da cultura do estupro”, presidente do PT pede prisão de Robinho nas redes sociais 

Nesta quarta-feira (28), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann usou as redes sociais para cobrar a Justiça brasileira e pediu  a prisão do ex-jogador de futebol Robinho. Na Itália, o ex-atleta foi condenado por estupro em 2013, no entanto, por residir no Brasil, sua pena ainda não foi cumprida. 

Mais do que na hora o STJ julgar e punir o estuprador Robinho! Seu fim deve ser a cadeia, assim como foi com Daniel Alves. Que o rigor da lei seja aplicado e sirva de exemplo para outros homens. Pelo fim da cultura do estupro”, escreveu a deputada federal no X nesta quarta-feira (28). 

Caso Robinho

Em 2013, Robinho foi condenado, pela Justiça italiana,  por participar de um  estupro coletivo. No entanto, o ex-jogador recorreu a sentença diversas vezes e, em 2022, quando sua condenação entrou em trânsito em julgado, ou seja, quando a sentença final não pode ser mais recorrida por ambas as partes do processo, Robinho já havia fugido para o Brasil e, portanto, o ex-atleta nem chegou a ser preso. 


O ex-jogador revelado pelo Santos foi condenado a 9 anos de reclusão pela Justiça italiana. (Foto: reprodução/Toru Hanai/Reuters)

Na época, a Justiça da Itália solicitou ao Brasil a extradição de Robinho para que ele pudesse pagar por sua condenação em solo italiano, no entanto, a Justiça brasileira não permite extradição de cidadãos natos. Dessa forma, o pedido passou a ser para que a pena seja cumprida em território nacional, mas, para que isso aconteça, cabe ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a validação da condenação de Robinho, decisão que, até o fechamento desta matéria, ainda não foi concluída. 

Validação da sentença de Robinho no Brasil

A colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, apurou que o STJ marcou, para o próximo dia 20 de março, o julgamento para validação ou não da sentença que a Justiça italiana concedeu sobre o caso de Robinho. De acordo com a apuração, o  relator do caso, ministro Francisco Falcão, está preparando seu voto para que a condenação que o  ex-jogador teve em 2013 seja validada pela Justiça brasileira. 

No entanto, vale ressaltar que a decisão será tomada por outros 14 ministros, além do relator. Por isso, Robinho somente terá sua sentença validada pela Justiça brasileira caso haja maioria de votos no STJ.

STJ julgará pedido da Itália para Robinho cumprir pena no Brasil por crime de violência sexual

No próximo dia 20 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estará em sessão para deliberar sobre o pedido da Itália para que o ex-jogador de futebol Robinho cumpra no Brasil a pena de nove anos de prisão por crime de violência sexual de grupo. O caso remonta a 2013, quando Robinho, então atleta do Milan, foi acusado de participar de um estupro coletivo em uma boate de Milão.

Condenação confirmada e pedido de extradição

A condenação de Robinho foi confirmada em várias instâncias judiciais na Itália, e em janeiro de 2022, a mais alta corte do país encerrou todas as possibilidades de recurso. Desde então, as autoridades italianas solicitaram a extradição do jogador para cumprir a sentença, o que não foi possível devido à política brasileira de não extraditar cidadãos nacionais.

Parecer do Ministério Público Federal e possíveis decisões do STJ

O Ministério Público Federal emitiu parecer favorável ao pedido italiano, argumentando que isso está em conformidade com a Constituição Federal e os compromissos do Brasil no combate à criminalidade e na cooperação jurídica internacional. Augusto de Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça, explicou que o STJ pode decidir de três maneiras: concordar com o pedido italiano, rejeitá-lo ou transferir o processo para o Brasil, possivelmente reiniciando-o do zero perante a justiça brasileira.


Foto: Robinho em julgamento (Reprodução/Uol)

Detalhes do crime e expectativas para o julgamento

O crime ocorreu na boate Sio Café, onde Robinho e outros brasileiros foram acusados de agredir sexualmente uma mulher albanesa. O caso ganhou destaque pela brutalidade do crime e pelas tentativas de Robinho e seus amigos de manipular a verdade. Apesar das expectativas em torno do julgamento, especialistas ressaltam que não há prazo definido para uma decisão final, uma vez que o processo pode ser alvo de recursos adicionais no próprio STJ e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Posição de Robinho e desfecho judicial

Enquanto aguarda o desfecho judicial, Robinho, que já passou por diversos clubes após deixar o Milan, incluindo times brasileiros, mantém sua posição de negar as acusações, mesmo diante das evidências apresentadas durante o processo na Itália.