Após prisão, Diddy cumpre regras rígidas nos EUA

O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs terá que seguir regras rígidas por cinco anos depois de cumprir pena de prisão nos Estados Unidos. As regras foram determinadas pela Justiça para garantir que ele siga a lei e evite novos problemas. Entre as exigências estão participar de programas de reabilitação, permitir fiscalização de seus bens e seguir restrições pessoais impostas pelo tribunal.

O juiz responsável pelo caso, Arun Subramanian, explicou que essas medidas não são apenas punitivas, mas também servem para ajudar Diddy a se reabilitar e se reintegrar à sociedade. O período de liberdade supervisionada começa assim que ele deixar a prisão, e durante todo esse tempo ele terá obrigações que devem ser cumpridas à risca.

O que Diddy precisa fazer durante os cinco anos

Após deixar a prisão, Diddy terá uma lista de regras específicas que precisará seguir. A primeira delas é participar de programas de tratamento para problemas com drogas e saúde mental. Esses programas têm o objetivo de garantir que ele mantenha a saúde física e emocional em dia e evite comportamentos que possam levar a problemas legais.

Além disso, Diddy não poderá ter contato com as vítimas envolvidas no caso. Essa medida é importante para proteger as pessoas afetadas e evitar que qualquer tipo de conflito ocorra novamente. O rapper também terá que permitir que policiais e autoridades fiscalizem sua casa, carros e outros bens pessoais. Isso garante que ele esteja cumprindo todas as exigências da Justiça.

Outra regra importante é a proibição de posse de armas de fogo. Durante todo o período de cinco anos, Diddy não poderá portar, ter ou acessar armas, o que é uma medida preventiva para evitar qualquer risco de violência. Ele também precisará participar de programas obrigatórios de violência doméstica, relacionados a incidentes do passado, inclusive em casos envolvendo sua ex-namorada Cassie Ventura.

Todas essas regras podem parecer rígidas, mas elas têm o objetivo de proteger Diddy e a sociedade, ajudando o artista a reconstruir sua vida de maneira responsável e segura. Seguir essas medidas será essencial para que ele possa retomar sua carreira sem se envolver em novas polêmicas.


Sean “Diddy” Combs (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Shareif Ziyadat)

Reabilitação e desafios futuros

Além das regras da liberdade supervisionada, Diddy busca reduzir o tempo de prisão participando de programas de reabilitação dentro do sistema prisional. Ele solicitou ser transferido para o FCI Fort Dix, em Nova Jersey, uma prisão federal de segurança mínima que oferece o Residential Drug Abuse Program, conhecido como RDAP. Esse programa permite reduzir a pena em até um ano para detentos que participem e cumpram todos os requisitos.

O juiz recomendou a transferência para uma unidade próxima a Nova York, mas a decisão final sobre o local de cumprimento da pena cabe ao Bureau of Prisons. Há também rumores sobre a possibilidade de um perdão presidencial, mas até o momento nenhuma ação foi confirmada.

Enquanto enfrenta essas dificuldades, Diddy ainda é uma das maiores referências da música e do entretenimento mundial. O período de cumprimento das regras será decisivo para ele reconstruir sua imagem pública, retomar sua carreira e manter sua vida pessoal organizada. A sociedade acompanha o caso de perto, com opiniões divididas entre críticas à sua conduta e torcida para que ele se reabilite.

O cumprimento das regras ajudará Diddy a evitar novos problemas legais e a reconstruir sua vida de forma saudável. Seguir à risca cada exigência do tribunal será essencial para garantir que os próximos cinco anos sejam tranquilos e que ele consiga retomar seus projetos profissionais sem polêmicas.

Essa fase da vida do artista mostra que, mesmo pessoas famosas e influentes precisam enfrentar as consequências de suas ações e que a lei vale para todos, sem exceção. O caso de Diddy também serve de alerta para jovens artistas e fãs, destacando a importância de responsabilidade, disciplina e respeito às normas legais.

Advogado de Diddy conta reação de colegas de cárcere de rapper após absolvição em acusações

Em entrevista à Associated Press, o advogado de defesa de Sean “Diddy” Combs, Marc Agnifilo, contou a reação dos colegas de confinamento do rapper diante da absolvição em três das cinco acusações que o cantor respondia. Estas acusações envolvem tráfico sexual e outros crimes. De acordo com Agnifilo, os companheiros de prisão do artista o aplaudiram de pé.

Segundo o advogado, os colegas de cela aplaudiram Combs por sua absolvição em acusações que o sentenciaram à prisão perpétua. “Todos disseram: “Nunca vemos ninguém que derrote a govemo“, contou o advogado.

Casos em que foi condenado

O rapper foi considerado culpado no caso de transporte para a prostituição das ex-namoradas, Cassie Ventura e uma mulher identificada como “Jane”. Além de suas condenações, Combs foi absolvido em três acusações: uma por associação criminosa que auxiliava o tráfico sexual e outras duas de tráfico sexual – que envolvem Cassie e outra ex – por força, fraude e coerção


P. Diddy e sua ex-namorada Cassie Ventura (Foto: reprodução/John Shearer/Getty Images Embed)


O advogado de Combs relatou que avisou o artista que ele poderia esperar ser preso por acusações de tráfico sexual depois que agentes federais invadiram as residências do cantor em março de 2024. “Eu falei: ‘Talvez seja o seu destino na vida ser o cara que vence”, contou. 

Depois do veredito, Combs murmurou aos jurados um “obrigado” e sorriu em meio ao aplauso de seus familiares e apoiadores. Os espectadores do julgamento aplaudiram os advogados do cantor e alguns gritaram “Equipe dos sonhos!” em comemoração

Integrante da equipe do Marc Agnifilo, Mitchell Epner, afirmou à Associated Press que o veredito foi uma grande vitória para a defesa e uma grande derrota para a acusação. Epner ainda disse que a equipe de defesa era realmente “dos sonhos” por ter vencido os promotores que quase não são derrotados.

Rapper continua preso

A Justiça de Nova Iorque recusou o pedido de fiança de Diddy horas após o veredito. O período de reclusão pelos crimes do rapper ainda não foi definido, mas a pena pode chegar a 20 anos. O juíz estabeleceu uma audiência de sentença para o dia 3 de outubro que pode ser antecipada caso haja pedido da defesa.


Sean “Diddy” Combs (Foto: reprodução/Shareif Ziyadat/Getty Images Embed)


Agnifilo contou que o rapper  “está indo bem” e afirmou que entra em contato com ele entre quatro a cinco vezes ao dia. O advogado revelou que o rapper “percebe que tem falhas, como todos os outros, nas quais nunca trabalhou”. Agnifilo ainda disse que Combs entende que suas falhas não podem ser apagadas por sua fama e sua fortuna.

Júri decide quatro acusações contra Diddy, mas a principal segue sem consenso

O júri federal responsável pelo julgamento de Sean “Diddy” Combs chegou nesta terça-feira (1º) a um veredito sobre quatro das cinco acusações que pesam contra o rapper e empresário. No entanto, o grupo segue em impasse quanto à denúncia mais grave, de conspiração para extorsão, prevista na Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Criminosos (RICO), que pode levar à prisão perpétua.

O caso corre no Tribunal de Manhattan, em Nova Iorque, e se tornou um dos julgamentos mais acompanhados do ano nos Estados Unidos, reunindo depoimentos fortes e alegações de abusos cometidos ao longo de décadas. O impasse na quinta acusação levou defesa e promotoria a pedirem mais tempo de deliberação, enquanto o juiz ainda avalia os próximos passos.

Parte do veredito é definida, mas impasse persiste

Na sessão de terça-feira (1º), o júri informou ao juiz Arun Subramanian que conseguiu alcançar uma decisão em quatro das cinco acusações, que incluem duas acusações de tráfico sexual e duas acusações de transporte para prostituição. No entanto, quanto à acusação de conspiração para extorsão sob a lei RICO, normalmente usada em casos de crime organizado, o grupo permanece dividido.

Segundo a Promotoria, Diddy comandava uma rede organizada que contava com seguranças e funcionários próximos para facilitar abusos e intimidar vítimas. Para sustentar a acusação de conspiração, a lei exige a comprovação de ao menos dois crimes relacionados cometidos em um intervalo de até dez anos, critério que, segundo os promotores, foi cumprido com os relatos e provas apresentados durante o julgamento.

Em nota entregue ao juiz, os jurados afirmaram que há divergências “irreconciliáveis” sobre essa quinta acusação, o que impede a formação de um veredito completo. Tanto a promotoria quanto a defesa pediram que as discussões prossigam, na tentativa de alcançar um consenso. A deliberação começou na segunda-feira (30) e pode se estender caso o juiz opte por manter o grupo reunido.


Janice Combs, mãe de Diddy, junto com os filhos de Diddy, King Combs e Justin Combs, durante as deliberações no tribunal em 1º de julho (Foto: reprodução/TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images Embed)


Testemunhos dificultam defesa

Os relatos das vítimas foram essenciais para a construção do caso. Cassie Ventura, ex-namorada do réu, descreveu episódios de violência física e emocional, além de sessões de sexo não consensual que duravam dias e ocorriam sob influência de drogas. Outra mulher, identificada como “Jane”, narrou situações semelhantes, incluindo situações de submissão sexual com a participação de terceiros e a presença do acusado.

A defesa optou por não apresentar testemunhas nem colocar Diddy para depor. Alegou que as relações foram consensuais e usou mensagens antigas entre ele e as vítimas para tentar desacreditar os relatos. No entanto, a divulgação de um vídeo de 2016, em que Diddy agride Cassie em um hotel, dificultou a defesa. Ele admitiu o episódio e o classificou como “indefensável”. Em 2023, Diddy firmou um acordo financeiro com Cassie em um processo civil com acusações semelhantes.

O juiz Arun Subramanian ainda avalia se aceitará o veredito parcial ou se manterá o júri reunido até a definição sobre todas as acusações. Se condenado por conspiração, Diddy pode pegar prisão perpétua. As acusações de tráfico sexual preveem no mínimo 15 anos de prisão, enquanto as de transporte para prostituição podem resultar em até 10 anos de prisão por ocorrência.

Sean Diddy e filho Justin Combs estariam envolvidos em estupro coletivo que teria acontecido em 2017

Em documentos de um novo processo obtidos, Sean ‘Diddy’ Combs e seu filho Justin Combs são acusados de envolvimento em um estupro coletivo. Justin supostamente teria convencido uma mulher que seria estuprada por seu pai e dois homens mascarados a ir para Los Angeles. De acordo com a vítima, o crime aconteceu em 2017.

A mulher relata que Justin a induziu a viajar com a promessa de uma oportunidade de emprego na indústria do entretenimento. Eles entraram em contato através do Snapchat. Justin também teria pedido a ela fotos explícitas.


Sean Combs, de 55 anos e Justin Combs de 31 (Foto: reprodução/Johnny Nunez/Getty Images Embed)


Os documentos

Segundo os documentos, que foram obtidos pelo Page Six, Justin convidou a vítima dias depois para passar um fim de semana em Los Angeles. O objetivo do encontro seria discutir sua futura carreira. Ao chegar na cidade, a mulher, que tinha saído do estado da Louisiana, foi levada por um motorista para a casa em que passou a noite com o filho de P. Diddy.

A mulher conta que os dois ficaram à vontade e conversaram. O filho do rapper teria oferecido à suposta vítima álcool, pílulas, poppers e maconha. Ela conta que acredita que as drogas estavam adulteradas. Segundo a mulher, depois de usar as substâncias, três homens mascarados chegaram ao local. Segundo a vítima, um deles era o Sean Combs, que ela diz ter identificado por seu trejeito e contou que o filho o chamava de “pops”. 


Julgamento de P. Diddy entrou na reta final nesta quinta-feira (26) (Foto: reprodução/Paras Griffin/Getty Images Embed)


A mulher teria sido levada até um quarto e ameaçada. Os homens teriam revezado para abusar dela sexualmente. A vítima disse que o caso foi um “estupro coletivo brutal” que durou da noite de sábado até a tarde de domingo. Ela teria sido levada ao aeroporto na segunda-feira.

Manifestação da defesa

A defesa de Sean Combs se pronunciou sobre as acusações e negou que o crime tenha acontecido. “Não importa quantos processos sejam movidos, isso não mudará o fato de que o Sr. Combs nunca abusou sexualmente ou fez tráfico sexual de ninguém – homem ou mulher, adulto ou menor.“, declarou. A equipe jurídica ainda afirmou que qualquer pessoa pode entrar com um processo judicial por qualquer motivo, mas que a Justiça irá descobrir a verdade. De acordo com a defesa, P. Diddy está confiante de que vencerá no tribunal.

Diddy consulta advogados e decide não testemunhar em julgamento

O rapper Diddy optou por não testemunhar durante seu julgamento criminal, que deve condená-lo por tráfico sexual e demais crimes, após consulta a seus advogados. Apesar da conversa, o artista afirma que a decisão foi completamente sua. O depoimento, que deveria ocorrer nesta terça-feira (24), foi conduzido pelo juiz Arun Subramanian.

Depois de seis longas semanas, com depoimentos de 34 testemunhas, a acusação encerrou a apresentação do caso. A defesa, ao tomar o tribunal para si, disse que a acusação falhou em provar o caso contra Combs, e em seguida encerrou sua exposição.

Depoimento de Sean Combs

No início do depoimento desta terça-feira, o juiz Arun Subramanian perguntou a Combs como se sentia, ao que ele disse que estava muito bem, e agradeceu o excelente trabalho que vêm fazendo. Subramanian riu e disse apreciar o comentário do rapper.

Diddy afirmou ao juiz que compreendia seu direito de não testemunhar, e que nenhuma conclusão poderia ser feita caso ele não o fizesse. Foi indagado se houve conversa com seus advogados, o que ele confirmou, e destacou que a decisão de não testemunhar foi plenamente sua.


Julgamento de Diddy ganha contornos finais (Foto: reprodução/X/@folha)


O julgamento de Diddy

A acusação e a defesa finalizaram nesta terça-feira a exposição do caso, e o julgamento entrou na reta final. Na quarta-feira (25), o júri não estará presente, e as alegações finais contra Diddy devem ocorrer na quinta-feira com o retorno do júri. Segundo uma conversa de um dos promotores com o juiz, o veredito deve ser liberado a partir de segunda-feira (30).

O rapper está preso desde 16 de setembro de 2024, com acusações de estupro de menor e tráfico humano e sexual. Seus três pedidos de fiança, com valor superior a US$ 50.000 (aproximadamente R$ 275.615,00), foram negados pela justiça dos Estados Unidos, e um juiz havia informado na época que ele não seria solto, visando a segurança da sociedade.

Desde que foi preso sua permanência vem sendo vigiada, a fim de que não cometa suicídio. Em resposta, Combs disse que não acabará com a própria vida, pois aguarda justiça.

Acompanhante revela detalhes íntimos de encontros com Diddy e Cassie

Durante o 7º dia do julgamento de Sean “Diddy” Combs nesta terça-feira (20), o acompanhante masculino Sharay Hayes revelou novos detalhes íntimos sobre encontros com o rapper e a cantora Cassie Ventura. Segundo ele, Diddy controlava todas as interações, que seguiam um roteiro definido.

Hayes relatou que conheceu o casal em 2012, quando trabalhava como dançarino exótico. Segundo seu testemunho, participou de oito a doze encontros com o casal, entre 2012 e 2016. O acompanhante, atualmente com 51 anos, revelou que os encontros sempre aconteciam em hotéis de Nova York.

O acompanhante contou ser contratado para “criar uma cena sensual” com potencial de se tornar sexual, segundo a direção direta de Diddy.

“Cenas sensuais” com direção de Diddy

Com roteiro definido, as sessões começavam com Cassie e Hayes aplicando óleo de bebê um no outro, enquanto eram assistidos pelo rapper à distância, fazendo observações sobre iluminação, enquadramento e sugestões de interação à parceira.


  Diddy em corte para julgamento (Foto: reprodução/Instagram/@mary_v_valencia)

Segundo o depoente, Cassie era quem marcava os encontros, por meio de mensagens. Cada sessão durava cerca de quatro horas, com pagamento que variava entre US$ 1.200 e US$ 2.000 (R$ 6.800 a R$ 11.300), sem frequência regular.

Comportamento do casal

Destacou que não presenciou nenhum tipo de violência ou gravações, e que, apesar do casal oferecer álcool e maconha, ele não consumia. E que não viu o casal sob efeito de substâncias durante os encontros.

Em relação à postura da cantora, Hayes disse que às vezes Cassie demonstrava frustração com o excesso de instruções dadas por Diddy.

 Observei, às vezes, um suspiro, uma careta, que parecia ser de frustração com a frequência das instruções”, afirmou.

Sharay Hayes

Em episódio inusitado, ele relatou que, durante ato sexual com Cassie, Diddy jogou dinheiro sobre a cama, o que o surpreendeu. Cassie, segundo ele, chegou a questionar o rapper se estava bem, ao que Diddy respondeu que sim. Aquele dinheiro foi usado para o pagamento de Hayes naquela ocasião.

Ao ser questionado pelo promotor se Cassie parecia se divertir nos encontros, ele respondeu:

 “Meu entendimento era que estávamos criando uma cena sexy, que fosse agradável para o parceiro dela.”

A última interação do acompanhante com o casal foi em 2016. Por não ter uma performance satisfatória, Hayes nunca mais foi chamado.

Defesa de Diddy admite histórico de violência doméstica e reconhece ações como “indefensáveis”

A defesa do influente rapper e produtor musical Sean Combs, mundialmente conhecido como Diddy, emitiu um comunicado público no qual assume o histórico de violência doméstica do artista, classificando suas ações como “indefensáveis”. A declaração ocorre após a divulgação de um vídeo chocante, obtido exclusivamente pela CNN, que mostra o magnata da música agredindo fisicamente sua ex-namorada, a cantora e modelo Cassie Ventura, em um corredor de hotel em 2016.


Vídeo flagra Diddy agredindo mulher (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

As imagens, que corroboram as denúncias feitas por Cassie em um processo judicial movido em novembro de 2023 – posteriormente encerrado em um acordo confidencial –, mostram Diddy perseguindo a artista, agarrando-a pelo cabelo, jogando-a ao chão e chutando-a enquanto ela tenta se proteger.

Teny Geragos, advogada de defesa de Sean “Diddy” Combs, admitiu publicamente parte das alegações contra o magnata da música durante os procedimentos legais. Geragos confirmou que seu cliente possui um temperamento explosivo, apresenta comportamento violento sob influência de álcool e drogas, e de fato cometeu atos de violência doméstica no passado. Em menção ao vídeo divulgado, em que mostra Diddy agredindo sua ex-namorada Cassandra Ventura, Teny disse que a violência divulgada era “desumanizadora”, “horrível” e “indefensável”.

No entanto, a defesa argumenta veementemente que essas admissões não significam que Combs seja culpado das acusações mais graves que enfrenta atualmente. “Ele será responsável, ele será responsabilizado pelas coisas que fez, mas lutaremos por sua liberdade pelas coisas que ele não fez”, acrescentou ela.

Relacionamento Cassie Ventura e Sean Combs

Cassie (Cassandra Ventura) conheceu Diddy em 2006, quando tinha apenas 19 anos e iniciava sua carreira como modelo e cantora. Ele, já uma lenda da música hip-hop com 36 anos, a contratou para sua gravadora Bad Boy Records. O relacionamento romântico começou um ano depois e se estendeu, de forma intermitente, até 2018, período em que, segundo as autoridades, Combs exerceu controle físico, emocional e profissional sobre ela.


Cassie Ventura e Puffy Diddy (Foto: reprodução/X/@ListinDiario)

Entenda o caso

O caso ganhou proporções ainda maiores por envolver uma personalidade de enorme influência na cultura pop, dono de uma fortuna estimada em centenas de milhões de dólares e com vasta rede de conexões no entretenimento.

De acordo com a promotora federal Alicia Johnson, o magnata da música Sean “Diddy” Combs teria submetido múltiplas mulheres a situações degradantes, incluindo a participação forçada em encontros sexuais conhecidos como “Freak Offs” – eventos que duravam dias e ocorriam em diferentes cidades dos EUA.

Testemunhas e documentos apresentados pelo Ministério Público afirmam que a equipe de Combs organizava logística, incluindo voos privados e hospedagens, enquanto empresas ligadas ao artista bancavam todas as despesas. Os promotores classificam essa estrutura como parte de uma “organização criminosa” voltada à exploração sexual.

Ainda segundo os promotores, Combs agredia Cassie com frequência. Em 2009, ele a derrubou dentro de um SUV e “pisou várias vezes em seu rosto”, relatou Johnson. Noutra ocasião, ao descobrir que Ventura se relacionava com outro homem, ele a teria espancado, “dando chutes violentos em suas costas e arremessando seu corpo como um objeto“, conforme descrição da promotora.

As agressões ocorriam até por motivos banais – como não atender ligações rapidamente ou demorar no banheiro. O caso mais extremo envolveu um suposto episódio de humilhação sexual: Johnson afirmou que Combs obrigou Cassie a receber urina de um profissional do sexo em sua boca, deixando-a com sensação de asfixia.

Os promotores afirmam que Sean usou de seu poder e controle para “fazer sua vontade naqueles quartos de hotel escuro“. As demais vítimas envolvidas no caso, incluindo Cassie Ventura, não se manifestaram publicamente sobre as últimas declarações da defesa.

Famosos são citados em julgamento de Diddy

O julgamento do artista e bilionário Sean Combs, conhecido como P. Diddy, começou na cidade de Nova York nesta segunda-feira (5), a primeira etapa deve ser a de seleção do júri. Ele será julgado sob a acusação de ter usado a influência e os recursos de seu império empresarial para abusar sexualmente de mulheres e crianças.

A seleção começou pela parte da manhã e pode levar até vários dias. As declarações iniciais dos advogados e o início dos depoimentos são esperados na semana que vem. Em uma lista longa de acusações, alguns nomes famosos são citados, é o caso do atore Michael B. Jordan e o comediante Mike Myers, outros famosos também foram citados ao longo da extensa lista, porém ainda sem divulgação.


Filho do Rapper fez post com saudades do pai (Foto: Reprodução/Instagram/@kingcombs)


As acusações contra o artista

O documento do processo contra Diddy contém 17 páginas e envolve acusações como envolvimento em tráfico sexual e de presidir uma conspiração de extorsão.

A acusação afirma que, com a ajuda de pessoas próximas e funcionários de sua rede de negócios, Combs se envolveu em um padrão de duas décadas de comportamento abusivo contra mulheres e outras pessoas.


Jay-Z e Beyoncé estiveram em festas de Diddy (Foto: Reprodução/Instagram/@beyonce)


Segundo os promotores do caso, mulheres e crianças buscando a fama nos Estados Unidos eram manipuladas para participar de performances sexuais movidas a drogas com profissionais do sexo, que Sean Combs chamava de “Freak Offs”. Festas contavam com listas de celebridades, como Beyoncé e seu marido, Jay-Z, que foi acusado de participar ativamente, mas teve as acusações retiradas.

Como Diddy evitou acusações durante anos

Para evitar vazamentos, P. Diddy usava de sua influência: ele se oferecia para impulsionar suas carreiras no entretenimento se elas fizessem o que ele pedia, ou as cortava se não fizessem o combinado.


Mesmo preso, rapper participou de aniversário da filha por ligação (Vídeo: Reprodução/Instagram/@diddy)


Quando não conseguia o que queria, a acusação também afirma que Combs e seus associados recorriam a atos violentos, incluindo espancamentos, sequestros e incêndios criminosos. Certa vez, de acordo com a acusação, ele chegou a pendurar alguém em uma sacada.

O rapper, produtor musical e empresário norte-americano P. Diddy Combs e seus advogados afirmam que ele é inocente, e que qualquer sexo grupal era consensual. Eles dizem que não houve esforço para coagir as pessoas a fazerem coisas que elas não queriam, e nada do que aconteceu representou uma organização criminosa. O julgamento deve durar pelo menos oito semanas.

Matéria por Pedro Ferrão (replicada do Lorena R7)

Kim Kardashian avalia tomar decisão judicial sobre a guarda dos filhos

Kim Kardashian, supostamente, considera entrar na justiça para alterar o acordo de guarda de seus filhos com Kanye West. A decisão veio após Ye divulgar no sábado (15), a música “Lonely Roads Still Go to Sunshine”, que conta com a participação de North West, a primogênita de 11 anos do ex-casal , além de Sean “Diddy” Combs e seu filho King Combs.

A empresária pode solicitar a um juiz que tire de Ye o direito à guarda legal compartilhada, já que, apesar da existência de um acordo prévio, que determina que North não deve aparecer em nenhuma versão da música, o cantor ignorou os termos e a faixa foi lançada com a presença da filha do ex-casal e sem a autorização de Kim.

Fontes ligadas ao caso relataram ao TMZ que o termo de divórcio entre Kardashian e West prevê que os dois tenham poder igual sobre decisões que envolvem seus quatro filhos. Quando não há concordância, o ex-casal deve recorrer a um juiz particular para tentar chegar a um acordo. No entanto, apesar de Kanye ter aceitado não incluir a filha na música, em menos de 24 horas depois do combinado, o rapper descumpriu o trato e publicou a faixa. 

Manobra de Kim

Kim, que foi contrária à inclusão de North na canção, transformou o nome da filha em marca registrada para impedir o uso comercial, de acordo com o TMZ. Em conversa de texto entre o ex-casal, West teria reagido de forma irritada com a ex-mulher “Nunca mais vou falar com você”, teria escrito o rapper. Kim teria afirmado que enviou a documentação para que North não estivesse na música com Diddy, a fim de protegê-la. West respondeu a ex-esposa “Corrija ou eu vou para a guerra. E nenhum de nós vai se recuperar das consequências públicas. Você vai ter que me matar”, ameaçou.


Kim Kardashian, 44 (Foto: reprodução/Instagram/@kimkardashian)

Ye, através do X (antigo twitter) afirmou em post, com teor machista, que tomaria a decisão final “O HOMEM TEM A PALAVRA FINAL”, escreveu na rede social

Desacordo de Ye com a justiça

Segundo o portal, a empresária tem sido aberta sobre o convívio de Kanye com as crianças, mesmo com seus comportamentos questionáveis nos últimos tempos. Apesar do rapper ver pouco os filhos, Kim sempre possibilitou os encontros entre eles, ainda que tenha proibido em situações como o evento que Ye organizou, onde participantes foram incentivados a usar camisas com suásticas.


Ye, antes conhecido como Kanye West, 47 (Foto: reprodução/Robyn Beck/Getty Images Embed)


Ela acredita que o rapper não tem cumprido seu papel com a custódia dos filhos. O cantor já demonstrou algumas vezes que não obedece as regras impostas pela justiça. Por conta desse histórico, ela, supostamente, avalia a entrada de um pedido na justiça para tirar de Ye o direito da guarda compartilhada. Se aceita, a solicitação permitirá que Kardashian tenha controle total sobre as decisões que envolvem a vida dos filhos.

P. Diddy recebe mais uma acusação de estupro de menor de idade

O site americano TMZ revelou, nesta segunda-feira (13), mais uma acusação contra o rapper Sean “Diddy” Combs por estupro. O caso teria ocorrido no ano 2000, na cidade de Nova York. A suposta vítima em questão tinha 16 anos na época.

Entenda o caso

A mulher alega que, quando estava saindo de seu trabalho como babá no bairro de Manhattan, Diddy e outros dois homens a ofereceram carona para voltar ao seu prédio. Depois de muita insistência, a jovem acabou aceitando.

Após isso, ela teria ficado assustada quando eles não a deixaram em casa e seguiram caminho e o rapper deu-lhe uma bebida para supostamente acalmá-la. No entanto, segundo os relatos, essa bebida a deixou grogue e ela teria sido levada até um local para ser violada por Sean Combs. 

Ao final, os papéis oficiais do processo indicam que ela disse ter sido deixada no saguão do prédio onde morava.


Sean Combs em uma de suas “festas brancas” (Foto: reprodução/Stuart Morton/Getty Images Embed)


Defesa de Diddy

O time de advogados do rapper entrou em contato com o TMZ e afirmou:

“Não importa quantos processos sejam arquivados, não vai mudar o fato de que o Sr. Combs nunca violou ou traficou sexualmente nenhuma pessoa — homem ou mulher, adulto ou menor de idade. Nós vivemos num mundo em que qualquer um pode arquivar um processo por qualquer razão. Por sorte, um justo e imparcial processo judicial existe para que a verdade venha à tona, e o Sr. Combs está confiante de que ele vai triunfar na corte.”

Sean Combs continua preso no centro de detenção metropolitana do Brooklyn, acusado de extorsão, conspiração, tráfico sexual e abuso. O rapper foi detido no dia 16 de setembro de 2024 e recebeu denúncias de mais de 120 vítimas.