O Governo Federal se pronunciou na última terça-feira (13) para rebater declarações feitas por Solange Couto no BBB 26 sobre políticas de assistência social. A fala da atriz foi interpretada pelo público como uma crítica direta ao Bolsa Família e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Durante uma conversa no reality, Solange afirmou ter ouvido de “uma pessoa de poder no país” que seria “melhor ter benefícios e filhos do que estudar”. Apesar de não citar o programa nominalmente, a declaração foi associada ao Bolsa Família, reacendendo um debate antigo marcado por informações falsas sobre o programa.
Governo nega incentivo ao abandono escolar
Em resposta, o perfil oficial do Governo Federal nas redes sociais esclareceu que o Bolsa Família não incentiva o abandono dos estudos. Pelo contrário: a permanência de crianças e adolescentes na escola é uma das principais exigências para a manutenção do benefício.
Segundo o governo, jovens de até 18 anos que não concluíram a educação básica precisam estar matriculados e apresentar frequência mínima de 75% nas aulas. A condicionalidade educacional é um dos pilares do programa e foi criada justamente para combater a evasão escolar.
O BBB voltou e tá na boca do povo.
Mas ao contrário do que disseram no programa, o Bolsa Família não tira ninguém da escola.
Na verdade os filhos menores de 18 que não concluíram a educação básica têm que estar matriculados e indo a 75% das aulas pro benefício ser pago.#BBB26
— Governo do Brasil (@govbr) January 13, 2026
Perfil oficial do Governo do Brasil rebate desinformação (Foto: reprodução/X/@govbr)
Além da exigência de frequência escolar, o Bolsa Família também estabelece outras condicionalidades, como acompanhamento de saúde, vacinação em dia e pré-natal para gestantes. O objetivo é garantir o acesso a direitos básicos e promover inclusão social.
Dados do IBGE e de estudos governamentais apontam, inclusive, redução da taxa de natalidade entre famílias beneficiárias, contrariando o senso comum de que o programa estimularia o aumento de filhos para obtenção de renda. Atualmente, o Bolsa Família atende mais de 20 milhões de famílias em todo o país.
Debate sobre desinformação
A repercussão do caso fora da casa levantou discussões sobre o impacto de falas não verificadas em programas de grande audiência. Especialistas destacam a importância de diferenciar opiniões pessoais de informações públicas baseadas em dados oficiais.
Ao rebater a fala de Solange Couto, o Governo Federal reforçou seu compromisso com o combate à desinformação e com a defesa de políticas públicas baseadas em evidências, destacando o papel do Bolsa Família na redução da pobreza e na garantia do direito à educação.
