Empresas Sustentáveis: Caminhos Práticos para Reduzir Impactos Ambientais e Inspirar Transformações no Mercado, Por Elaine Cristina Almeida Mueller Lima

Em um mundo marcado por crises climáticas, escassez de recursos e exigências cada vez mais conscientes por parte da sociedade, a sustentabilidade corporativa deixou de ser um diferencial e tornou-se um imperativo estratégico. Mais do que cumprir obrigações legais ou responder a pressões de mercado, adotar práticas sustentáveis é uma escolha inteligente que agrega valor à marca, fideliza consumidores e fortalece a posição da empresa em um ecossistema cada vez mais competitivo.

Por que ser sustentável agora?
A transição para modelos de negócios mais sustentáveis está diretamente associada à resiliência empresarial. Empresas que integram critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) em sua gestão apresentam melhor desempenho financeiro a médio e longo prazo. Além disso, investidores, consumidores e talentos do mercado priorizam organizações comprometidas com um futuro mais justo e equilibrado.


Elaine Cristina Almeida Mueller Lima (Foto: reprodução/divulgação)


Passos práticos rumo à sustentabilidade empresarial
A seguir, apresento caminhos práticos que qualquer empresa pode seguir para iniciar — ou aprofundar — sua jornada sustentável:

1. Diagnóstico ambiental do negócio
O primeiro passo é mapear os impactos ambientais diretos e indiretos da operação. Isso inclui consumo de energia, uso da água, geração de resíduos, emissões atmosféricas e impacto sobre comunidades locais. Um bom diagnóstico permite identificar os pontos críticos e priorizar ações com base em dados.

2. Redução de resíduos e reaproveitamento de materiais
Pequenas ações, como substituir copos descartáveis por reutilizáveis, incentivar a separação correta do lixo ou estabelecer parcerias com cooperativas de reciclagem, já promovem mudanças significativas. No setor industrial, implementar logística reversa e reaproveitamento de insumos pode reduzir custos e impactos ambientais ao mesmo tempo.

3. Eficiência energética e fontes renováveis
Trocar lâmpadas por versões LED, investir em equipamentos de baixo consumo e adotar sistemas de energia solar ou eólica são exemplos de medidas que reduzem drasticamente o consumo energético e as emissões de gases do efeito estufa.

4. Gestão hídrica consciente
Reaproveitamento da água da chuva, instalação de redutores de vazão e monitoramento de consumo são iniciativas que promovem o uso racional da água, especialmente relevante em regiões de escassez hídrica.

5. Cultura organizacional verde
A sustentabilidade precisa estar no DNA da empresa. Isso significa envolver lideranças, capacitar equipes e reconhecer boas práticas internas. Campanhas de conscientização, comitês ambientais e programas de voluntariado corporativo fortalecem a adesão coletiva à causa.

6. Engajamento da cadeia produtiva
É fundamental estender os princípios sustentáveis aos fornecedores, parceiros e clientes. Exigir critérios ESG em contratos, fomentar práticas éticas e transparentes e desenvolver produtos ou serviços sustentáveis promovem um impacto ampliado e duradouro.

7. Transparência e comunicação de resultados
Empresas que medem e comunicam seus avanços sustentáveis com clareza ganham credibilidade junto ao mercado. Relatórios de sustentabilidade, certificações ambientais e campanhas educativas são ferramentas eficazes para esse fim.


Elaine Cristina Almeida Mueller Lima (Foto: reprodução/divulgação)


Sustentabilidade como estratégia de inovação e liderança
Empresas que colocam a sustentabilidade no centro de sua estratégia têm mais chances de inovar, conquistar mercados e atrair talentos. Elas não apenas reduzem seus impactos negativos, mas também se tornam agentes de transformação positiva no setor em que atuam.

A construção de um futuro sustentável exige coragem, visão de longo prazo e compromisso real com a mudança. Não se trata de modismo ou de marketing verde, mas de uma reinvenção necessária, ética e economicamente inteligente.


Elaine Cristina Almeida Mueller Lima (Foto: reprodução/divulgação)


Seja qual for o tamanho ou o ramo do seu negócio, sempre haverá um ponto de partida. E cada passo conta.

Elaine Cristina Almeida Mueller Lima é especialista em sustentabilidade corporativa, inovação social e educação ambiental, com atuação destacada em projetos de impacto no Brasil e no exterior.

? Instagram: @Elaine_camlima

Chanel lidera nova era sustentável com criação da Nevold

A Chanel entra de vez no mercado da sustentabilidade com a criação da Nevold, uma nova empresa voltada para o desenvolvimento de soluções circulares e responsáveis na indústria da moda e do luxo. A maison francesa reforça, com essa iniciativa, seu compromisso com práticas que unem inovação, responsabilidade ambiental e excelência.

A Nevold, cuja origem do nome vem da junção de “Never Old” (nunca velho), nasce como um hub independente e colaborativo. Seu foco é claro: inventar, produzir e estruturar os materiais do futuro. A proposta é ambiciosa, criar um ecossistema com empresas, start-ups e instituições acadêmicas que desenvolvam fibras recicladas e sustentáveis sem comprometer a qualidade que o mercado de luxo exige.


Penelope Cruz para Chanel (Foto: reprodução/Anthony Kwan/Getty Images Embed)


Hub B2B impulsiona inovação sustentável na moda

Apesar de ligada à Chanel, a Nevold opera de forma autônoma e aberta a colaborações com outros setores, como o esporte e a hotelaria. O objetivo é dar uma nova vida a materiais nobres como couro, lã, seda, algodão e caxemira que não atendem mais aos padrões do mercado de luxo.

Além da Nevold, a Chanel já investe em outras iniciativas sustentáveis por meio de empresas como a L’Atelier des Matières, Filatures du Parc e Authentic Material. Todas compartilham o propósito de restaurar o valor dos têxteis e couros descartados, reafirmando o esforço contínuo da grife em reduzir sua pegada de carbono e aumentar seu impacto social positivo.


Sophie Brocart (Foto: reprodução/John Phillips/Getty Images Embed)


Liderança de Sophie Brocart impulsiona sustentabilidade

Desde janeiro, quem está à frente da Nevold é Sophie Brocart, ex-executiva da House of Patou e engenheira de formação. Reconhecida por sua abordagem inovadora em sustentabilidade, Brocart traz uma visão moderna e estratégica para a liderança da nova empresa. Sua liderança promete impulsionar o desenvolvimento de soluções sustentáveis e eficazes dentro e fora da indústria da moda.

Com a criação da Nevold, a Chanel mostra que tradição e inovação podem caminhar juntas, promovendo um futuro mais sustentável para a moda de luxo.

Gisele Bündchen revela ser adepta da tendência “Slow Morning”

Gisele Bündchen possui um estilo de vida saudável e natural, com prática de meditação e exercícios como yoga em sua rotina. Gisele já é adepta de um estilo de vida mais moroso há bastante tempo e posta constantemente fotos que refletem essa tranquilidade. Uma tendência da qual ela é adepta, é iniciar o dia de forma mais devagar, um comportamento chamado de “slow morning”, ou manhã lenta, em português. Uma tendência que tem tudo a ver com a supermodelo brasileira.

Estilo Slow Morning

A tendência “slow morning” também ganhou espaço e popularidade no mundo da moda. As roupas são confortáveis e reconfortantes, que promovem a sensação de um abraço. As cores são neutras, dando uma sensação natural e relaxante. Esse estilo vem angariando fãs nas redes sociais e combina perfeitamente com o estilo de vida de Gisele, que adotou uma postura mais conectada com o conforto e a natureza há anos, sempre promovendo mais consciência ecológica e bem-estar em seus posts.


O slow morning tende a trazer leveza em suas peças (Foto: reprodução/Instagram/@gisele)

Como Gisele é seguidora de um estilo de vida sustentável, com cuidados em sua alimentação e saúde, ela incorpora o que o “slow morning” representa. Desde a pandemia da Covid-19, houve uma procura maior por bem-estar não apenas no estilo de vida, mas também na moda, com roupas mais confortáveis e texturas e tecidos mais aconchegantes e com cores suaves. Recentemente, houve um aumento de 60% nas buscas pelo termo no Pinterest, evidenciando que as pessoas estão mais interessadas em mudarem suas rotinas, dar uma desacelerada e ter mais autocuidado. É uma forma de dar a si mesmo um tempo antes de se dedicar às responsabilidades do dia à frente.

Itens e cores slow morning

A tendência tem feito bastante sucesso na internet. Tiktokers adoram promover o “slow morning” em vídeos que detalham suas rotinas matinais. Essa onda sustentável e de bem-estar é acompanhada pelo vestuário ideal para a prática.


Gisele com tom terroso e look reconfortante (Foto: reprodução/Instagram/@gisele/Montagem por Fernanda Eirão)

Tons terrosos caem como uma luva para a prática do “slow morning”. Esses tons, como o próprio nome diz, trazem cores relacionadas com a terra e com a natureza. São cores mais neutras que podem harmonizar com peças de várias outras cores. A paleta terrosa inclui bege, verde musgo, marrom, terracota, caramelo e mostarda, que provam ser cores muito versáteis. Quando combinadas com tecidos mais leves ou sportswear, ajudam a dar a vibe “slow morning” ao usuário.