Tarcísio de Freitas afirma não ter intercedido por Bolsonaro no STF

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nega ter procurado os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e solicitado permissão para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajasse para os Estados Unidos a fim de negociar com o presidente Donald Trump a taxação de 50% imposta sobre os produtos brasileiros na última quarta-feira (9). 

Não houve isso.

Tarcísio de Freitas

O governador garante não ter havido nenhum contato com os ministros do STF, muito menos qualquer pedido para liberar o passaporte do aliado político. 

O documento do ex-presidente, que hoje é réu em ação penal do STF, foi apreendido em fevereiro de 2024 pela Polícia Federal (PF), por ordem da Corte, durante as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. 

Jair Bolsonaro já tentou a devolução do documento com o ministro Alexandre de Moraes diversas vezes, mas sem sucesso. 

Quem apurou a notícia

A informação de que Tarcísio de Freitas teria feito tal apelo foi publicada com exclusividade na coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (11), e foi replicada com rapidez nas redes sociais. 


A informação sobre o pedido de Tarcísio foi veiculada no meio da tarde da sexta-feira, dia 11 (Foto: reprodução/X/@monicabergamo)

O tema é manchete na primeira página da Folha de S. Paulo neste sábado (12). Segundo a reportagem, os ministros do STF consideraram o pedido um despropósito e fora do rito institucional. 

Segundo apuração do jornal, Tarcísio se reuniu nesta sexta-feira (11) com o chefe da embaixada dos EUA em Brasília, Gabriel Escobar. A matéria revela que o governador de São Paulo estaria tentando se colocar como negociador e diminuir o impacto da taxação, que ele vincula à atuação do governo Lula (PT). 


Edição da Folha do dia 12 de julho de 2025 (Foto: reprodução/X/@folha)

Tanto Tarcísio quanto o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro associam a negociação a uma “anistia ampla, geral e irrestrita” dos acusados pela tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. 

Investigação sobre o caso

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, repostou a notícia em sua conta no Instagram e a classificou como “surreal”. Para a ministra, “é muita lambança. Fizeram a caca toda pensando na família Bolsonaro, e cada vez mais se afundam com as espertezas que elucubraram”. Hoffman declarou que as consequências de terem submetido o Brasil a esse vexame não tardarão e que o governo continuará trabalhando na defesa dos interesses soberanos do Brasil com “responsabilidade, mas com determinação e destemor”

Nesta sexta-feira, o Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes uma apuração sobre a participação do governador de São Paulo neste caso. 


O analista de Política da CNN Caio Junqueira explica a situação que envolve Tarcísio de Freitas (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), também nesta sexta-feira, solicitando a investigação do envolvimento do governador de São Paulo na suposta tentativa de facilitação de fuga de Bolsonaro. 

Boulos solicitou abertura de inquérito penal, com base no artigo 348 do Código Penal. O artigo trata de crime de favorecimento pessoal, isto é, ajudar alguém a escapar de ação da Justiça. Além disso, Boulos acredita que Tarcísio de Freitas possa ter cometido outros crimes, como corrupção passiva, tráfico de influência e improbidade administrativa. 

No documento protocolado, Boulos alega que a participação de Trump seria uma tentativa para “afastar o ex-presidente e réu Jair Bolsonaro da jurisdição pátria do Supremo Tribunal Federal, impedindo a aplicação da lei penal”

Michelle Bolsonaro é cotada como vice de Tarcísio para eleições de 2026

De olho nas eleições presidenciais de 2026, o Partido Republicanos (PR), encomendou uma pesquisa de opinião sobre possíveis candidatos em substituição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a pesquisa, Michelle Bolsonaro é uma possível candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. 

A informação foi trazida na manhã desta quinta-feira (08), pela jornalista Brasília Rodrigues. e, conforme apuração, os dados serão apresentados a Tarcísio no próximo dia 19 de maio (2025), em convenção do partido. 

No cenário apresentado, a ex-primeira dama venceu na disputa de votos os filhos do ex-presidente, Eduardo e Flávio, aparecendo empatada com o governador de São Paulo. 

Coligação

De acordo com informações colhidas, os representantes do PR entendem que a ex-primeira dama valoriza a chapa, trazendo benefícios à candidatura de Tarcísio. Por esse motivo, não há possibilidade de um outro nome para concorrer à  vice-presidência nas eleições de 2026.

Caso a aposta nos dois candidatos seja efetivada, o Partido dos Republicanos (PR) fará uma coligação com o Partido Liberal (PL). Uma vez que Tarcísio de Freitas pertence à legenda e, Michelle Bolsonaro é líder do Partido Liberal Mulher.

Resistência

O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está relutante em assumir qualquer compromisso relacionado à sua candidatura à presidência da república pelo Partido Republicanos, do qual é filiado. A resistência do governador deve-se ao fato de que, ainda, não teve o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. 


Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo durante comício no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Mauro Pimentel /Getty Images Embed)


Em declarações, Tarcísio informou que aguardará o “sinal verde” de Bolsonaro até o mês de dezembro deste ano (2025). Caso não se concretize, o atual governador focará em sua reeleição ao governo do estado. 

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que não poderá se candidatar, ainda não bateu o martelo sobre um possível substituto seu. Em 30 de junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. 

Até as eleições presidenciais de 2026 muitas pesquisas e prováveis cenários se apresentarão ao povo brasileiro em todas as frentes ideológicas. Seja ela de direita ou esquerda política. 

Jantar com Bolsonaro em evento conversador contará com mais de cem convidados

Agendado para nesse fim de semana, o jantar com o ex-presidente Jair Bolsonaro após o evento CPAC Brasil, deve conter a presença de mais de cem pessoas da direita e da extrema direita em Balneário Camboriú (SC), um dos nomes esperado é do presidente argentino Javier Milei. 

Informações sobre o Jantar

O CPAC (Conservative Political Action Conference) busca reunir intuições e políticos conservadores desde 1974, a primeira edição no país ocorreu em outubro de 2019 na cidade de São Paulo, neste ano, o evento ocorrerá nos dias seis e sete de julho. 

O ingresso para o jantar custa R$ 5 mil, cada mesa terá seis lugares e o cardápio será divulgado no momento, os organizadores revelaram que a adesão foi maior que o esperado e que o valor arrecadado será utilizado para contribuir com instituto e o evento. 

O evento entre os conservadores ocorrerá no pavilhão 2 do Expocentro, em um auditório com a capacidade 3.000 pessoas que foi reservado para o congresso, já o jantar vai acontecer em um espaço reservado no próprio local, conforme confirmado pela assessoria do espaço. 

Mensagem de Bolsonaro

A palestra de Bolsonaro ocorreu neste sábado (06), durante a abertura do evento, onde fez críticas à imprensa, mencionando que, por conta das mídias sociais, alguns veículos buscam o censurá-lo, mesmo assim, ele diz que está disponível para fazer sabatinas. 


Bolsonaro critica imprensa durante palestra (Foto: Reprodução/REUTERS/Ueslei Marcelino)

“Sem falar o nome [dos veículos], mas a imprensa que me critica, aquela grande imprensa, mais uma vez, estou à disposição de vocês para duas horas, ao vivo, ser sabatinado, sobre qualquer coisa”. Disse Bolsonaro no evento. 

Nomes confirmados

Além do ex-presidente, o evento conta com a presença de seu filho, Jair Renan que pretendente se candidatar a vereador na cidade do evento, os governadores Jorginho Mello (SC) e Tarcísio de Freitas (SP), o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira e de outros deputados de direita e extrema direita no Brasil. 


Javier Milei fará palestra no domingo (7) ( Foto: Reprodução/Reuters)

Já entre os conservadores dos outros países da América Latina, foram confirmados o presidente do Partido Republicano do Chile, José Antonio Kast, o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, o cantor que tenta o pleito de presidente do México e Milei, que fará sua palestra no domingo (7). 

Jair Bolsonaro fala em pacificação e não cita STF durante manifestação em São Paulo

Aconteceu neste domingo (25), durante a tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo, uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Presente em trio elétrico com apoiadores, Bolsonaro afirmou em discurso para eleitores, que “busca pacificação e deseja borracha no passado”, além de ressaltar que não houve tentativa de golpe no atentado de 8 de janeiro de 2023.

Durante as suas falas, Bolsonaro não citou o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes ou a Polícia Federal, e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro disse: “Com essa fotografia, mostramos que podemos até ver um time de futebol sem torcida ser campeão, mas não conseguimos entender como existe um presidente sem povo ao teu lado”, sem mencionar os nomes dos concorrentes. Também pediu ao Congresso que faça nova análise para os “pobres coitados do 8 de janeiro”, avaliando que as penas contra aqueles que invadiram as sedes dos Três Poderes “fogem ao mínimo da razoabilidade”.

“Saí do Brasil e essa perseguição não terminou. É joia, é questão de importunação da baleia, dinheiro que teria mandado para fora, é tanta coisa que eles até mesmo acabam trabalhando contra si. O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar uma maneira de continuarmos em paz. Não continuaremos sobressaltados”

Jair Bolsonaro em discurso na Avenida Paulista, em São Paulo

Revista Veja mostra a manifestação completa (Vídeo: reprodução/YouTube/vejapontocom)


No final da fala, o ex-presidente também pediu que os eleitores “caprichem no voto”, fazendo referência as eleições municipais de 2024. E falou aos apoiadores, também, sobre “nos prepararmos para 2026“, a qual Bolsonaro não poderá se candidatar pois foi considerado inelegível por oito anos.

Informações gerais do evento

A ideia do evento foi rebater todas as acusaões à Bolsonaro. O ex-presidente é investigado em um inquérito que apura suposto plano golpista para mantê-lo à frente do Palácio do Planalto após a derrota nas eleições de 2022 e em outros casos, como suposto desvio de jóias, a acusação de que ele teria participado de um plano de golpe de Estado nos atentados de 8 de janeiro de 2023, e a exaltação o estado democrático de direito. 

Apoiadores de Bolsonaro estiveram ao lado do ex-presidente

Dois trios elétricos foram alugados pelo pastor Silas Malafaia para que Bolsonaro e outras figuras políticas pudessem discursar. O evento começou com oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e seguiu com discursos dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do senador Magno Malta (PL-ES) e do pastor Silas Malafaia.

Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também estiveram presentes. Tarcício de Freitas, governador de São Paulo discursou: “Minha gente, quem eu era? Eu não era ninguém, e o presidente apostou em pessoas como eu. Como tantos outros que surgiram, que tiveram posição de destaque, que ele acreditou”.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também marcou presença, além de vários deputados distritais: o líder da bancada o PL na Câmara Legislativa, Joaquim Roriz Neto; Thiago Manzoni (PL); Iolando Almeida (MDB); Paula Belmonte (Cidadania); Pastor Daniel de Castro (PP); e Roosevelt Vilela (PL). Entre os deputados federais pelo DF, estavam: Bia Kicis, presidente do PL no DF, e Alberto Fraga (PL).

Matéria por Carol Aguilera (Lorena – R7)