Shenzhou-20, primeira espaçonave da China, retorna vazia após falhas técnicas

A Shenzhou-20, primeira espaçonave chinesa, considerada incapaz de retornar astronautas à Terra, deve voltar vazia após os tripulantes identificarem uma rachadura em uma de suas janelas, de acordo com informações divulgadas pela emissora CCTV nesta segunda-feira (1).

Programada para retornar com os tripulantes após estadia de 6 meses na estação espacial Tiangong em 5 de novembro, a cápsula demonstrou uma falha técnica, o que levou a China a recorrer ao adiantamento da missão de retorno dos astronautas.

Danos causados a espaçonave

De acordo com a CMSA (Agência Espacial Tripulada da China), há suspeita de que os danos foram causados por minúsculos detritos espaciais à Shenzhou-20. De acordo com Jia Qiming, porta-voz da CMSA, foi analisado que o pedaço de detrito espacial tinha menos de 1 milímetro, mas estava viajando em uma velocidade considerada muito rápida, o que causou o dano à janela da cápsula.

Diante do risco de que a rachadura na janela poderia se espalhar, quebrando o isolamento térmico e causando a despressurização da cabine, a CMSA decidiu por atrasar a missão de retorno da Shenzhou-20, retornando somente os tripulantes em outra espaçonave. Caso esse cenário ocorresse, as consequências poderiam ser fatais para os astronautas.

Qiming também disse à CCTV que a espaçonave deve retornar, portanto, sem a tripulação, e que após sua volta, a agência chinesa deve estudar e analisar a espaçonave.

Resgate dos tripulantes

Nove dias depois da data em que a Shenzhou-20 deveria retornar com os astronautas à Terra, uma outra espaçonave foi enviada pela China para realizar o resgate dos mesmos. De acordo com a CMSA, os três astronautas chineses Wang Jie, Chen Dong e Chen Zhongrui pousaram em uma cápsula em Dongfeng, na região da Mongólia Interior, no norte da China, às 5h40 (horário de Brasília).


Tripulantes retornam à Terra em 14 de novembro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/STR)


A tripulação foi enviada ao espaço no dia 24 de abril de 2025, e permaneceu em órbita por 204 dias, estabelecendo um novo recorde de permanência de astronautas chineses na órbita, segundo a CMSA.

Ponte recém-inaugurada na China desaba após deslizamento de terra

Uma parte da ponte Hongqi, recém-inaugurada na província de Sichuan, na China, desabou nesta terça-feira (11), segundo autoridades locais. O incidente ocorreu após deslizamentos de terra provocados pela instabilidade do solo. Apesar do incidente com a ponte, não há registros de vítimas.

A ponte, com 758 metros de extensão, faz parte da rodovia Nacional 317, uma rota estratégica que conecta o centro da China ao Tibete. A estrutura havia sido interditada na tarde de segunda-feira (10), depois que equipes de monitoramento identificaram rachaduras nas encostas e movimentações de terreno em uma montanha próxima, informou o governo da cidade de Maerkang.


 

Ponte desaba na China após deslizamento de terra (Vídeo: reprodução/YouTube/@otimesbrasil)


A região de Sichuan é conhecida por sua atividade tectônica intensa. Em 2008, um forte terremoto de magnitude 7,9 na cidade de Wenchuan, a cerca de 200 quilômetros de Maerkang, deixou mais de 80 mil mortos e devastou a infraestrutura local. Desde então, o governo chinês tem reforçado protocolos de segurança e monitoramento geológico em obras de grande porte.

Deslizamentos agravaram a situação

Durante a tarde de terça, as condições do terreno pioraram. O governo local relatou que a encosta da montanha cedeu, provocando novos deslizamentos de terra que destruíram parte do leito da estrada e a ponte de acesso. Técnicos e equipes de emergência foram mobilizados para conter os danos e investigar as causas do desabamento.

A região de Sichuan é conhecida por sua forte atividade sísmica, devido à proximidade com a cordilheira do Himalaia. Deslizamentos e tremores de terra são comuns na área, o que aumenta os desafios para grandes obras de infraestrutura.

Construtora ainda não se pronunciou

A Sichuan Road & Bridge Group, responsável pela construção, havia anunciado a conclusão da ponte no início deste ano. Em vídeos publicados nas redes sociais, a empresa destacava a obra como um marco de engenharia para o transporte na região. Até o momento, a construtora não se manifestou publicamente sobre o incidente.

Recentemente, a China também inaugurou outra estrutura impressionante: a ponte mais alta do mundo, construída a 625 metros do chão, com 1.420 metros de extensão. A obra reforça o investimento do país em infraestrutura de transporte em áreas montanhosas e de difícil acesso.

Planeta em risco: poluição acelera crise ambiental e ameaça segurança humana

Um recente relatório de pesquisadores ligados ao Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK) revela que já ultrapassamos 7 dos 9 “limites planetários” considerados seguros para a manutenção do equilíbrio ecológico da Terra e a possibilidade de existência normal para os seres humanos. Esse dado é alarmante e cabe perguntar: por que isso está ocorrendo? E, mais importante, ainda há o que fazer para reverter este cenário?

As causas por trás do colapso gradual

A expansão da poluição em suas múltiplas formas é uma das linhas centrais que conectam os limites planetários que estão sendo rompidos. A queima desenfreada de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) é uma das principais responsáveis pelo avanço das mudanças climáticas e pelo aquecimento global. Em paralelo, o desmatamento em larga escala e o uso intensivo da terra (para agricultura, pecuária e urbanização) fragilizam ecossistemas, reduzem a biodiversidade, além de alterar ciclos naturais.

Outro vetor importante é a poluição química, a presença de microplásticos, substâncias tóxicas e outros compostos que escapam ao controle e se acumulam nos ecossistemas, afetando desde a saúde de organismos marinhos até a qualidade do solo e da água doce. A acidificação dos oceanos, por exemplo, avançou: desde o início da era industrial, o pH da superfície do mar caiu cerca de 0,1 unidade, o que representa um aumento de 30% a 40% na acidez das marés.


Vídeo da ONU explicando a degradação da garrafa no meio ambiente: (Vídeo/reprodução/Youtube/@ONUBrasil.)


Por que a terra pode deixar de ser segura?

Os limites planetários rompidos (como mudanças climáticas, uso de água, biodiversidade, poluição química, etc.) não são apenas conceitos acadêmicos: eles definem faixas dentro das quais as sociedades humanas conseguem operar sem provocar rupturas ecológicas graves. Ao ultrapassar esses limites, podemos entrar em zonas onde eventos extremos correlacionados com a movimentação de placas tectônicas (furacões, secas, inundações) se tornam mais frequentes, cadeias de produção colapsam e milhares de comunidades ficam vulneráveis. Em outras palavras: menos segurança para os seres humanos em acesso à água, alimentos, moradia e saúde.

A boa notícia, ainda que tardia, é que há precedentes positivos: a redução da poluição por aerossóis e a recuperação da camada de ozônio são citadas no relatório como exemplos de que o curso da trajetória ambiental pode ser revertido. Isso mostra que, embora o diagnóstico seja grave, ainda há margem de ação que possa reverter esse cenário ambiental.

Como evitar o colapso da Terra

Para reverter ou, ao menos, frear o avanço, são necessárias ações urgentes e conjuntas em múltiplas escalas, como, por exemplo, a transição energética, que consiste em migrar o uso de combustíveis fósseis para energias limpas (solar e eólica), diminuindo, dessa forma, as emissões de gás carbônico.

Outra maneira de evitar maiores danos é a proteção e o restauramento de ecossistemas. Investir em reflorestamento irá recuperar as áreas degradadas e proteger ecossistemas naturais, mantendo ciclos naturais e conservando a biodiversidade.

As políticas públicas e a cooperação global também são importantes neste processo, tendo em vista que os governos podem e devem criar marcos regulatórios rigorosos, além de incentivar economicamente a inovação ecológica, viabilizando as mudanças para uma menor taxa de poluição e, consequentemente, menor degradação do planeta Terra.

Segundo eclipse solar do ano acontece neste domingo

O segundo e último eclipse solar deste ano ocorrerá hoje (21), no penúltimo domingo do mês, a partir das 14h30, no horário de Brasília. Entretanto, sua visão será parcial, não podendo ser visto totalmente de nenhum lugar do mundo.

O fenômeno poderá ser visto parcialmente da Nova Zelândia, costa leste da Austrália, além de algumas ilhas do Pacífico e certas partes da Antártica, não sendo visível do Brasil.

Ainda assim, será possível acompanhar a transmissão ao vivo pelo YouTube, através pelo canal do portal “Time and Date”.

Último eclipse solar do ano

O eclipse solar parcial de hoje (21), o último do ano, acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, cobrindo uma parte do astro com sua sombra, o que parece uma “mordida” no Sol.

Este fenômeno pode ser dividido em três partes: o Início, quando a Lua se move sobre o disco solar; o Máximo, quando o eclipse atinge seu ápice; e o Fim, quando a Lua segue seu fluxo, deixando de cobrir o Sol.

Tipos de eclipse

Um dos tipos e eclipse solar é o anular, também conhecido como “eclipse anelar” ou “eclipse em anel”, que acontece quando o diâmetro que vemos da Lua é menor que o do Sol, transformando o Sol em um grande anel ao redor.

É previsto que em 2027 ocorra este tipo de eclipse, o qual poderá ser visto inclusive do Brasil.


Eclipse solar anular previsto para 2027 poderá ser visível por todo o Brasil (Vídeo: Reprodução/X/@astronomiaum)

O eclipse total do Sol acontece quando os três corpos celestes, Lua, Sol e Terra, ficam em uma linha reta perfeita, fazendo com que a Lua bloqueie quase todos os raios solares que chegariam em nosso planeta. Assim, por alguns minutos, o dia vira noite.

No eclipse solar parcial, o alinhamento dos três corpos celestes não é perfeito, pois a parte central da sombra da Lua não atinge nosso planeta, tornando a visão parcial.

Segundo a Nasa, esse tipo de eclipse acontece pelo menos duas vezes no ano em algum lugar da Terra, enquanto que o eclipse total acontece a cada 18 meses, sendo difícil de acontecerem no mesmo local.

Missão Crew – 11 da Nasa tem lançamento adiado devido ao mau tempo

O lançamento da missão Crew -11 é adiado pela Nasa, por causa do mau tempo, nesta quinta-feira (31), no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, nos EUA O foguete da Spacex, que vai levar a tripulação para a Estação Espacial Internacional ISS, tem previsão de decolagem neste dia primeiro de agosto, no início da tarde.

Os astronautas

A missão Crew 11 da Nasa, em parceria com a Spacex, tem o objetivo de levar uma nova tripulação para a Estação Espacial Internacional (ISS). Sendo quatro cientistas para o Laboratório orbital.

O novo lançamento, agendado para este dia primeiro de agosto, está previsto para o início da tarde e as transmiso~es são estão nas redes sociais, no Streaming da Nasa, além da Netflix e Amazon Prime.
Os cientistas que se prepararam para a missão à Estação Espacial Internacional (ISS) são Zena Cardman e Mike Fincke, da NASA; Kimiya Yui, da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial); e o cosmonauta Oleg Platonov, da Roscosmos.

Os astronautas iniciaram o período de preparação no dia 17 de julho, no Centro Espacial Johnson, da própria NASA, em Houston.

Nessa etapa, o contato com outras pessoas é limitado, e a maioria das interações é feita remotamente, como parte do protocolo de quarentena pré-lançamento conhecido como health stabilization program.


Astronautas da Crew -11,em preparação para chegar a Estação Espacial Internacional (Foto: reprodução/Instagram/@SpaceX

A missão

Esta é a 12ª missão tripulada da SpaceX, empresa fundada pelo bilionário Elon Musk, como parte do programa de rotatividade de tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS).

A previsão é que os astronautas retornem à Terra em fevereiro de 2026, após cerca de 180 dias em órbita.
A nave Crew Dragon, fruto da parceria entre a NASA e a SpaceX, transporta não apenas os cientistas, mas também cargas de ida e volta entre a Terra e a ISS.

Aliás, a SpaceX tem se consolidado como uma das principais empresas de transporte espacial, com múltiplas missões bem-sucedidas e avanços tecnológicos significativos.


Nasa registra momento raro de eclipse solar no espaço

Um eclipse solar foi registrado nesta sexta-feira (25) no espaço, por meio de uma captura do Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa. O observatório verificou que o eclipse ocorreu parcialmente, com 62% do sol sendo coberto pela Lua, durando cerca de 35 minutos.

Captura foi feita pela visão do observatório

O SDO concluiu que o eclipse ocorreu após sua órbita ser deslocada para trás da Terra. O satélite observa o sol de maneira constante, e passou atrás da Lua e da Terra no mesmo dia, causando o eclipse a partir da sua observação.

O observatório, se mantendo em órbita ao redor da Terra e se mantendo por meio da energia solar, sofreu uma queda de energia após registrar o eclipse, pois a bateria se esgotou durante o trabalho.

Além da captura feita pelo SDO, imagens de outro eclipse solar artificial foram feitas pela Agência Espacial Europeia durante a missão Proba-3, onde a agência fez o uso de satélites que bloquearam o sol e projetaram uma sombra sobre um telescópio posicionado em um dos satélites, fotografando a sombra em cima da coroa solar.

Eclipse solar total (Foto: reprodução/X/@cassianobdmais)

O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (SDO, em inglês) registrou, na sexta-feira (25), um momento raro de eclipse solar no espaço, fenômeno onde um objeto celeste passa pela sombra de outro objeto bloqueando parcial ou totalmente a luz do sol. O Eclipse, que agora está entre os diversos registros capturados pelo observatório, ocorreu parcialmente, com 62% do Sol sendo encoberto pela Lua, e durou cerca de 35 minutos. Como foi feita a captura do Eclipse

Datas para novos eclipses foram determinadas

Além do trabalho feito pelo SDO, capturas de eclipse estão sendo realizadas desde 1969, iniciadas com a missão Proba-3 da Agência Espacial Europeia que levou Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins para o espaço onde os astronautas fotografaram um eclipse solar total, enquanto a tripulação da Apollo 12 observou um eclipse solar total do espaço em 24 de novembro de 1969.

Em algumas regiões da Groenlândia, Islândia e Espanha, foi concluído que um novo eclipse total tem previsão para acontecer no dia 12 de agosto de 2026, durando aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, enquanto o próximo eclipse total parcial está previsto para o dia 21 de setembro, com 80% do Sol bloqueado pela Lua em regiões da Nova Zelândia, Tasmânia (na Austrália), Oceano Índico e Antártida. Os observadores que irão fazer o registro terão que usar óculos especiais e câmeras ou telescópios com filtros solares.

Ispace perde conexão com espaçonave durante pouso na lua

Durante uma missão espacial de envio de uma sonda à lua, pela empresa Ispace, a conexão entre a espaçonave e a central de comandos foi cortada. Não há mais informações sobre o estado do veículo desde que ele posou na lua, nessa quinta-feira (5). Há uma tentativa de reestabelecer a comunicação com a sonda, porém a empresa ainda não obteve sucesso.

Falha de comunicação

A empresa Ispace estava investindo em uma missão espacial com o objetivo de levar uma sonda, denominada Resilience, à lua. A empreitada estava sendo um sucesso até a última quinta-feira (5), quando a companhia perdeu o contato com a espaçonave no momento em que ela pousou na lua.


Vídeo demonstrando o momento que a comunicação entre a Resilience e a central de comandos é cortada (Vídeo: reprodução/X/@AvellSky)

Durante uma transmissão ao vivo, a comunicação entre a base de comandos e o módulo foi cortada, chocando a equipe e a audiência. Os apresentadores do evento afirmaram que não foi confirmada a chegada da Resilience ao seu destino, portanto não era possível atestar o sucesso da missão. Eles anunciaram que mais informações seriam divulgadas ao longo do tempo.

A missão da Ispace

Tendo começado em janeiro de 2025, a missão espacial da Ispace tinha como propósito levar a espaçonave Resilience à lua. O módulo lunar seguiu uma trilha mais calma e tranquila, com baixo gasto de energia, durando cinco meses.


Foto da Resilience ainda na Terra (Foto: reprodução/X/@ispace_inc)

O pouso, que estava previsto para acontecer às 16h24 (horário de Brasília), não conseguiu ser confirmado. Na transmissão, a altitude da Resilience de repente caiu para zero, no momento que estava prestes a atingir a superfície lunar.

Apesar de não ser confirmado, a sonda pode ter conseguido pousado em pé, e se isso realmente ocorreu, a Ispace se torna a primeira empresa não americana a pousar um veículo espacial autônomo. Ela se juntaria à Firefly, que conseguiu pousar a Blue Ghost em março deste ano. Elas seriam, então, as únicas companhias a conseguir tal feito.

Rússia entrega proposta de cessar-fogo à Ucrânia

Nesta segunda-feira (2), em Istambul, Turquia, negociadores da Rússia entregaram um documento detalhado à delegação ucraniana com os termos propostos por Moscou para um possível cessar-fogo total. A informação foi divulgada por Vladimir Medinsky, assessor do Kremlin e chefe da delegação russa nas negociações de paz.

Declaração de Medinsky

Segundo Medinsky, além do plano principal de cessar-fogo, a Rússia propôs uma pausa temporária nos combates, sugerindo um cessar-fogo localizado com duração de dois a três dias em determinadas regiões. A agência de notícias russa RIA informou que foram apresentadas duas alternativas principais: a primeira exige que a Ucrânia retire completamente suas tropas de quatro regiões que a Rússia considera como parte de seu território; a segunda proposta envolve um acordo mais amplo, que incluiria um pacote de condições para avançar com o cessar-fogo.

A Ucrânia afirmou que ainda está analisando o conteúdo do documento. O principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, explicou que a delegação só teve acesso ao memorando russo durante a reunião desta segunda-feira e que a análise deve levar cerca de uma semana. Umerov também criticou o fato de que a Rússia segue rejeitando um cessar-fogo incondicional, o que, segundo ele, dificulta avanços mais significativos nas negociações.

Sobre a reunião

As conversas em Istambul começaram com quase duas horas de atraso, sem que houvesse explicação oficial, e duraram apenas cerca de uma hora, de acordo com autoridades turcas. Apesar da breve duração do encontro, houve um avanço humanitário: Rússia e Ucrânia concordaram com uma nova rodada de troca de prisioneiros, priorizando aqueles que estão gravemente feridos ou que têm menos de 25 anos. Também foi acordada a repatriação dos corpos de soldados mortos em combate. Medinsky afirmou que a Rússia pretende devolver cerca de 6 mil corpos à Ucrânia.


Foto da reunião em Istambul (Foto: reprodução/x@Margth9)

Rustem Umerov destacou ainda que os temas mais importantes só poderão ser resolvidos em um encontro direto entre os presidentes dos dois países. Por isso, propôs que uma reunião entre os líderes ocorra entre os dias 20 e 30 de junho. Ele sugeriu também que outros líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, participem do encontro.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reforçou essa ideia e afirmou que trabalhará para organizar uma reunião entre Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Donald Trump, possivelmente em Istambul ou Ancara, com o objetivo de destravar o processo de paz.

Voyager 1 consegue voltar a funcionar após falha na comunicação

Os engenheiros da NASA conseguiram reativar os propulsores da Voyager 1, que estavam desativados desde 2004. Essa ação foi feita pouco antes de uma falha na comunicação entre a base de operações e o satélite. Os cientistas esperam que essa nova mudança nos propulsores seja o suficiente para manter o satélite estável, até conseguirem se comunicar com ele novamente.

O feito da NASA

A sonda espacial Voyager 1 teve uma nova melhoria em seus sistemas recentemente, após 21 anos em que estava com problemas. Engenheiros da NASA obtiveram sucesso em reativar os propulsores originais do satélite, que não funcionavam desde 2004. Esse feito ocorreu justamente minutos antes de um apagão na comunicação com a sonda.


Representação da sonda espacial Voyager 1 no espaço (Foto: reprodução/X/@JCGRELET)

Esse problema pode ter sido causado pois estavam sendo feitos aprimoramentos em uma antena que mantinha contato com as sondas Voyager 1 e Voyager 2. Caso isso não fosse resolvido a tempo, a missão histórica poderia ter sido arruinada.

Essa nova solução dos propulsores originais pode ser a chave para manter a nave estável até os cientistas conseguirem entrar em contato com ela novamente, no próximo ano.

A famosa sonda espacial

A Voyager 1 foi lançada ao espaço em setembro de 1977, estando no espaço a quase 40 anos. Os propulsores são de grande importância, pois são eles que posicionam a antena do satélite em direção à Terra. Isso é o que permite a transmissão de dados entre a sonda e a base de operações.


Representação do satélite Voyager 1 com o tempo que foi lançado no espaço (Foto: reprodução/X/@forallcurious)

Dentro das partes principais da nave estão os motores de rotação que servem para mantê-la alinhada com uma estrela guia, mantendo uma orientação no espaço. A sonda está atualmente a 25 bilhões de quilômetros da Terra.

28 grandes cidades dos EUA estão afundando — e 34 milhões de pessoas podem ser afetadas

Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Cities revela um alerta preocupante: 28 das maiores cidades dos Estados Unidos estão afundando, afetando potencialmente cerca de 34 milhões de pessoas — o equivalente a 12% da população do país. O fenômeno, conhecido como subsidência, é causado principalmente pela extração excessiva de água de aquíferos subterrâneos, que acabam se compactando e desestabilizando o solo.

Entre as cidades mais afetadas estão Nova York, Dallas-Fort Worth, Houston e Seattle. Em todas as 28 metrópoles analisadas, pelo menos 20% da área urbana está afundando. Em 25 dessas cidades, esse número ultrapassa 65%. As taxas de afundamento variam entre 2 e 10 milímetros por ano, mas em locais específicos, como Houston, o solo pode ceder até 5 centímetros anualmente.

Segundo os pesquisadores, mais de 29 mil edifícios estão localizados em áreas classificadas como de alto ou altíssimo risco estrutural. Pequenos deslocamentos do terreno já são suficientes para comprometer a estabilidade de construções, estradas, pontes e represas.

As cidades analisadas incluem: Austin, Boston, Charlotte, Chicago, Columbus, Dallas, Denver, Detroit, El Paso, Fort Worth, Houston, Indianápolis, Jacksonville, Las Vegas, Los Angeles, Memphis, Nashville, Nova York, Oklahoma City, Filadélfia, Phoenix, Portland, San Antonio, San Diego, São Francisco, San Jose, Seattle e Washington, D.C.

O estudo foi baseado em medições de radar realizadas pela constelação de satélites Sentinel-1, que utiliza tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR) para monitorar alterações de elevação do solo. A equipe de pesquisadores mapeou com alta resolução as áreas de subsidência em todas as cidades americanas com mais de 600 mil habitantes.

Essa mesma tecnologia já é empregada para detectar mudanças no gelo marinho, vazamentos de óleo e transformações no uso do solo — e agora mostra como o crescimento urbano desordenado está colocando em risco a infraestrutura urbana de forma silenciosa, porém constante.

Houston lidera a lista


Cidades do Estados Unidos em alerta (Foto:/Reprodução/Jamie Carter/Forbes)

Houston é a cidade que mais preocupa os pesquisadores: mais de 12% de sua área urbana está afundando a uma taxa superior a 10 milímetros por ano. Fort Worth e Dallas, também no Texas, enfrentam problemas semelhantes. Em outros pontos do país, áreas localizadas próximas ao Aeroporto LaGuardia, em Nova York, partes de Las Vegas, Washington, D.C., e São Francisco também registram subsidência acelerada.

Embora cidades como Nova York, Chicago, Seattle e Denver apresentem taxas menores — em torno de 2 milímetros por ano — a ameaça permanece, especialmente em áreas críticas com grande densidade populacional e infraestrutura vital.

Causas e riscos

O principal fator por trás da subsidência é a superexploração dos aquíferos subterrâneos. Em 80% dos casos, o bombeamento excessivo de água doce, impulsionado pelo crescimento urbano acelerado, está ocorrendo em ritmo superior à capacidade natural de reposição. No Texas, o problema é agravado por atividades de extração de petróleo e gás.

O estudo também aponta que as oito cidades mais populosas — Nova York, Chicago, Los Angeles, Phoenix, Houston, Filadélfia, San Antonio e Dallas — concentram mais de 60% da população que vive em áreas que estão afundando. Essas mesmas cidades enfrentaram mais de 90 inundações significativas desde o ano 2000, sendo a reconfiguração do relevo uma das principais causas.

Apesar do cenário preocupante, os autores do estudo defendem uma abordagem proativa. Eles sugerem a adoção de políticas mais rígidas para o gerenciamento da água subterrânea, o investimento em construções mais resilientes e a ampliação do monitoramento de áreas urbanas vulneráveis.

“Não basta apontar o problema — precisamos responder, mitigar e nos adaptar”, afirmou Victor Ohenhen, um dos autores do estudo. Ele lembra ainda que a incessante verticalização de cidades como Nova York também contribui para a subsidência, ao adicionar peso significativo sobre um solo já fragilizado.

O estudo soa como um alerta urgente para que governos, urbanistas e a sociedade repensem o modelo de expansão das cidades e priorizem a sustentabilidade dos recursos naturais — antes que o chão desapareça sob os nossos pés.