Neste domingo (06), centenas de socorristas e voluntários continuam uma corrida contra o tempo para localizar possíveis sobreviventes no centro do Texas, sul dos Estados Unidos, após fortes enchentes causarem destruição na região.
Desde a última sexta-feira, ao menos 80 pessoas morreram, entre elas, 28 crianças. Além de outras 41 pessoas seguem desaparecidas. Para auxiliar nas buscas, a Guarda Aérea Nacional do Texas está utilizando drones militares controlados remotamente.
Acampamento de crianças foi afetado
De acordo com o xerife do condado de Kerr, Larry Leith, entre os desaparecidos estão dez meninas e uma monitora de um acampamento cristão de verão exclusivo para meninas, o Mystic. Neste domingo, foram encontrados os corpos de outras 16 crianças, com idades entre 8 e 9 anos, que também estavam desaparecidas. O acampamento, situado às margens do Rio Guadalupe, abrigava cerca de 750 crianças quando foi surpreendido por uma tromba d’água.
Para ajudar nas operações de busca, está sendo usado o veículo MQ-9 Reaper, uma aeronave não tripulada e desarmada, equipada com tecnologia avançada para capturar imagens em alta definição e avaliar os danos provocados pelas enchentes nas áreas afetadas.
Kerr foi a área mais severamente afetada pelo desastre. No sábado à noite, o governador do Texas, Greg Abbott, declarou que o acampamento havia sido gravemente destruído pelas enchentes, de uma maneira que ele nunca viu em outros eventos naturais, as águas violentas chegaram inclusive até o alto das cabanas. Com a quase total retirada da água no local no mesmo dia, revelou-se um cenário de caos: dezenas de veículos ficaram presos, alguns suspensos em árvores, e a vegetação local foi completamente devastada.
Outras catástrofes
No meio de junho, 13 pessoas morreram em San Antonio, em consequência de enchentes provocadas por chuvas intensas. Inundações repentinas são fenômenos relativamente comuns nas regiões central e sul do Texas, já que o solo local tem baixa capacidade de absorção da água em casos de precipitação intensa.
No entanto, especialistas alertam que, nos últimos anos, as mudanças climáticas causadas por atividades humanas têm aumentado tanto a frequência quanto a intensidade de eventos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor.
