EUA e China fazem acordo para reduzir tarifas por 90 dias

Após meses de tensões comerciais, os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo temporário para aliviar as tarifas que vinham impondo um ao outro. As negociações ocorreram durante o fim de semana em Genebra, na Suíça, e resultaram em uma redução significativa das tarifas recíprocas por um período de 90 dias. O objetivo é criar um ambiente mais favorável para futuras tratativas comerciais entre os dois países.

Sobre a possível trégua

De acordo com o que foi divulgado, os Estados Unidos vão diminuir suas tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%. A China, por sua vez, reduzirá suas taxas sobre mercadorias americanas de 125% para 10%. A medida deve entrar em vigor até quarta-feira (14), mas ainda sem uma data exata anunciada. O acordo é visto como uma tentativa de evitar um colapso comercial e restaurar parte da confiança mútua.


Presidente chinês Xi Jinping (reprodução/x/@g1)

Mesmo com a trégua, as negociações ainda não abordam temas setoriais específicos. Os Estados Unidos continuam a revisar suas cadeias de suprimento em áreas consideradas estratégicas, como saúde, tecnologia e indústria pesada. A expectativa é que representantes dos dois países voltem a se reunir em breve para discutir um acordo mais amplo e detalhado.

Existe um prazo para volta das tarifas

O presidente americano afirmou que não acredita em uma volta às tarifas mais altas após o prazo de 90 dias e demonstrou otimismo em relação a um entendimento duradouro com a China. Ele também mencionou que o mercado chinês deverá se abrir ainda mais para os produtos americanos, embora esse processo leve tempo para ser formalizado.

A reação do mercado internacional foi imediata. As bolsas asiáticas e americanas registraram altas expressivas, impulsionadas pela perspectiva de melhora nas relações comerciais. O dólar se valorizou frente a outras moedas, e o yuan atingiu seu maior patamar em seis meses. Analistas ficaram surpresos com a magnitude das reduções tarifárias, que superaram as previsões iniciais.

A guerra comercial entre os dois países vinha se intensificando desde abril, com aumentos sucessivos de tarifas de ambos os lados. A trégua, embora temporária, representa um avanço importante nas negociações e indica a possibilidade de um entendimento mais estável no futuro.

Vladimir Putin anuncia cessar-fogo temporário

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou neste sábado, 19 de abril, um cessar-fogo temporário na guerra contra a Ucrânia. A trégua de Páscoa, como foi chamada, deve durar 30 horas. Pelo horário de Moscou, ela começa às seis da tarde no sábado e vai até a meia-noite de segunda. Já no Brasil, essa pausa acontece do meio-dia de sábado até o fim da tarde de domingo, às seis.

Putin justificou a pausa nos combates com razões humanitárias e determinou a suspensão de todas as operações militares durante esse intervalo. Ele afirmou esperar que a Ucrânia também respeite a trégua, mas pediu que as forças russas permaneçam atentas a qualquer provocação ou possível quebra do acordo. Segundo ele, Kiev já desrespeitou mais de cem vezes os acordos para não atacar a infraestrutura energética, o que justificaria uma postura de vigilância.

Declarações ucranianas

Mas autoridades ucranianas afirmaram que a Rússia não cumpriu a pausa. O presidente Volodymyr Zelensky disse que drones russos foram detectados nos céus ucranianos às cinco e quinze da tarde, ou seja, quarenta e cinco minutos antes do início da trégua. De acordo com ele, a defesa aérea do país precisou agir para conter os ataques.


Soldados ucranianos (Foto: reprodução/x/@g1)

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, lembrou que em março o país já havia aceitado uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo de trinta dias, mas que a Rússia recusou. Agora, Moscou propõe apenas trinta horas. Sybiha disse que a Ucrânia continua aberta ao acordo mais duradouro.

Ministério da defesa russo

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que cumprirá a trégua, contanto que a Ucrânia também a respeite. Já a União Europeia respondeu com desconfiança, ressaltando que, se realmente quisesse, Moscou teria o poder de encerrar o conflito a qualquer momento.

Ainda no sábado, 246 soldados russos foram trocados por 246 prisioneiros ucranianos. Houve também a liberação de feridos em situação delicada. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio disseram que o país deixará de tentar mediar um acordo de paz caso não haja avanços concretos nos próximos dias.

Negociações para trégua na guerra entre Israel X Hamas terminam sem acordo 

Nesta terça-feira (13), as tentativas para promover trégua na guerra entre Israel X Hamas terminaram sem avanços em uma reunião entre os Estados Unidos, Egito, Israel e Catar. No Cairo, os países se mostraram intencionados em iniciar negociações após a intensificação dos bombardeios vindos de Israel à cidade de Rafah, localizada no Sul da Faixa de Gaza. 

A reunião foi mediada pelo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, que conduziu as tratativas com o diretor da CIA, William Burns, e com o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani. De acordo com o site de serviço de informações do Egito, a reunião tinha como objetivo chegar a um acordo sobre uma trégua em Gaza, proteger os civis e fornecer mais ajuda ao enclave. 

Após o fim do encontro, o site publicou uma declaração do presidente egípcio em que ele cita uma “vontade de continuar a consulta e a coordenação” sobre as principais questões que envolvem a guerra, indicando que nenhum avanço foi feito.

Ataques em Rafah

Após quatro meses do início da guerra, a cidade de Rafah, localizada no Sul da Faixa de  Gaza,  abriga mais de um milhão de civis palestinos que se deslocaram para o território para se proteger dos bombardeamentos israelenses. Isso porque, no início da guerra, os ataques eram mais comuns no norte de Gaza. No entanto, nos últimos dias,  o conflito vive a intensificação da atividade militar israelense sob Rafah. 



O território, que antes abrigava cerca de 300 mil pessoas, agora é habitado pelo triplo de moradores, praticamente todos os civis que sobreviveram desde o início da guerra. Agora, com bombardeamentos em Rafah, dezenas de desabrigados passaram a deixar o território em busca de novos abrigos em Gaza. 

Mesmo fazendo fronteira com Rafah, o Egito não permitirá a entrada de imigrantes palestinos que estão fugindo do conflito.

O conflito

Até o fechamento desta reportagem, 28.478 pessoas foram mortas em decorrência da guerra, destes, 133 foram mortos nas últimas 24h, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, autoridade controlada pelo Hamas. Além disso, estima-se que sejam 68.146 feridos, número que preocupa as autoridades visto que a superlotação dos hospitais é uma realidade em Gaza desde o início da guerra, no último dia 7 de outubro.