Sean Diddy mantém fortuna mesmo após prisão

Embora esteja enfrentando acusações graves de tráfico sexual e extorsão, o magnata da música e empresário Sean “Diddy” Combs ainda mantém um patrimônio multimilionário, que preocupa promotores e advogados devido ao risco de fuga antes do julgamento. Avaliado em cerca de US$ 400 milhões pela Forbes, seu portfólio sofreu quedas enormes desde o auge em 2019, quando sua fortuna estava estimada em US$ 740 milhões. Esse declínio foi causado por uma série de processos, parcerias quebradas e perdas financeiras, impactando a imagem do império que Diddy construiu ao longo de décadas.

Fortuna em declínio e perda de parcerias

Mesmo com a queda de sua fortuna, Combs ainda é dono de um patrimônio milionário que pode ajudar em uma possível tentativa de fuga. Diddy, além de ser um dos grandes nomes do hip-hop dos anos 90, também construiu um império com múltiplos investimentos, principalmente no setor de bebidas e mídia. No entanto, com o avanço das denúncias e processos envolvendo acusações de abuso sexual, ele decidiu encerrar sua parceria com a gigante de bebidas Diageo, com quem mantinha a marca de tequila DeLeón. A Diageo preferiu cortar relações, comprando as ações de Diddy em um acordo avaliado em cerca de US$ 200 milhões. Esse rompimento, junto à pressão pública e à repercussão das acusações, também levou o magnata a se afastar da presidência de sua empresa de mídia, Revolt, com o objetivo de tentar reduzir o impacto negativo sobre suas empresas.

Com a saída de grandes parcerias, ele viu uma grande redução em sua receita, que depende agora dos empreendimentos restantes e de seu legado musical. Mesmo com uma fortuna considerável, a perda de contratos e marcas têm diminuído seu alcance e influência nos setores onde antes dominava. A origem da fortuna de Diddy está em sua gravadora, Bad Boy Records, que foi lar de artistas icônicos como The Notorious B.I.G. e Faith Evans. Apesar de um legado musical, sua coleção de direitos autorais tem gerado uma receita baixa em comparação com o passado. Estimativas recentes apontam que seu catálogo gera cerca de US$ 1,25 milhão por ano, um valor que reflete a publicidade negativa ao redor de seus problemas judiciais e os recentes casos.


P.Diddy junto com Kanye West e os príncipes Willian e Harry em 2007 no evento “Concert for Diana” em 2007 (Foto: Reprodução/Tim Graham Picture Library/Getty Images Embed)


Riqueza, conexões e risco de fuga

Os advogados de Combs enfrentam desafios em convencer o tribunal a aceitar uma fiança milionária, dado o tamanho de sua fortuna e suas extensas conexões na indústria. Com várias propriedades de luxo, incluindo mansões em Los Angeles e Miami, e milhões de dólares em contas bancárias e reservas de dinheiro, promotores dizem que ele ainda possui recursos para planejar uma fuga. Enquanto ele aguarda julgamento em uma prisão no Brooklyn, suas posses e história de vida são agora as principais evidências de acusação e defesa.

Mesmo encarcerado no Brooklyn, as conexões de Diddy e sua imensa fortuna, fazem parte das discussões entre promotores e advogados sobre a concessão ou não da fiança. Com várias propriedades de luxo, incluindo mansões em Los Angeles e Miami, e milhões de dólares em contas bancárias e reservas de dinheiro, promotores dizem que ele ainda possui recursos para planejar uma fuga. Para a defesa, no entanto, Diddy é retratado como um empresário que, apesar dos erros, ainda possui interesse em provar sua inocência e recuperar parte de sua reputação, mesmo que todas as provas atuais e sua relação com outros famosos como Tupac, Eminem e 50 Cent digam o contrário. O julgamento de Sean Combs foi marcado para 5 de Maio de 2025.

Sean “Diddy” é acusado de vingança sexual após ligação com caso Tupac

Sean “Diddy” Combs, uma das maiores figuras da música americana, enfrenta novas acusações graves. A denunciante Ashley Parham registrou uma queixa na Justiça da Califórnia, alegando que o rapper a estuprou como “vingança” por ela fazer comentários ligando-o ao assassinato de Tupac Shakur, ocorrido em 1996. Parham afirmou que, além da agressão sexual, Diddy a ameaçou com uma faca, prometendo cortar seu rosto como represália por suas declarações.

Encontro com Diddy e ameaça

Conforme os documentos apresentados na Justiça nesta terça-feira, Parham contou que conheceu Diddy em 2018, por meio de um amigo em comum. Durante uma chamada de vídeo organizada pelo amigo para impressioná-la, ela recusou participar ao expressar que acreditava no envolvimento de Diddy no assassinato de Tupac. Segundo ela, o comentário foi ouvido pelo artista, que garantiu que ela “pagaria por isso”.

Parham afirmou que, mais tarde, esse mesmo amigo a convidou para sua casa com a justificativa de precisar de ajuda com medicamentos para câncer. Quando chegou ao local, Diddy teria aparecido de surpresa, já segurando uma faca. Ele então ameaçou cortá-la no rosto, referindo-se a um “sorriso de Glasgow”, uma prática de desfiguração, e em seguida, a violentou com um controle remoto.


Tupac, Diddy e Big (Foto: reproduçaõ/Instagram/@iamdiddy)

Tentativa de silenciamento

Parham relata que tentou fugir diversas vezes, mas sem sucesso. Ela também alegou que, após o ataque, foi oferecido dinheiro para que afirmasse que a relação sexual foi consensual. Os vizinhos, que ouviram a confusão e acionaram a polícia, foram os primeiros a intervir. No entanto, segundo Parham, as autoridades não tomaram medidas significativas na época.

Agora, Parham está processando Diddy e outras seis pessoas por crimes como agressão sexual, cárcere privado e sequestro. Ela pede que os envolvidos sejam levados a julgamento. Diddy, até o momento, não se pronunciou sobre as acusações, mas tem negado consistentemente qualquer envolvimento no assassinato de Tupac ou em crimes sexuais. O julgamento do ex-membro de gangue Duane “Keffe D” Davis, que alegou ter recebido US$ 1 milhão de Diddy para matar o rapper, está marcado para março de 2025.