Kremlin avalia cortar relações diplomáticas com o Ocidente

Segundo um pronunciamento do Kremlin, nesta quinta-feira (27), a Rússia estaria considerando diminuir suas relações diplomáticas com o Ocidente, uma vez que cada vez mais o envolvimento dos Estados Unidos e seus aliados, é mais profundo na guerra da Ucrânia. Importante ressaltar que apesar de estar sendo considerado, nenhuma decisão foi tomada. 


Ameaças russas contra Estados Unidos (Vídeo: reprodução/Youtube/O Liberal)

Declarações do Kremlin

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse em resposta aos jornalistas sobre a possibilidade de tomar essa nova medida: “Reduzir o nível de relações diplomáticas é uma prática comum entre Estados que se encontram em meio a manifestações hostis”.

O porta-voz esclarece ainda que, com o envolvimento constante e cada vez mais profundo do Ocidente no conflito com a Ucrânia, a Rússia deve continuar considerando diversas possibilidades de resposta para tamanha hostilidade na intervenção Ocidental no conflito ucraniano.

Por fim, Peskov reafirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre o assunto e outras alternativas estão sendo consideradas resposta ao Ocidente. 


Vida de ucranianos após anos de guerra (Vídeo: reprodução/Youtube/Estadão)

Guerra na Ucrânia

O conflito no leste da Europa iniciou-se em 24 de fevereiro de 2022 quando tropas russas invadiram o território ucraniano com ataques a cidades próximas a capital Kiev, isso levou a um acirramento das tensões entre a Rússia e Ucrânia.

Um dos principais motivos para Guerra é a possível entrada da Ucrânia para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma vez que a Rússia demonstrava profundo interesse em recuperar o território que, uma vez havia lhe pertencido.

O comandante da Ucrânia é seu presidente Volodymyr Zelensky, com o Reino Unido, França, Japão, EUA, Alemanha, Canadá e Itália como seus aliados. Enquanto a Rússia tem Vladimir Putin em sua presidência, com Venezuela, Belarus, Síria, Cuba, Nicarágua e Cazaquistão dando apoio. 

Embora tenham acontecido alguns contra-ataques da Ucrânia, é possível afirmar que o governo russo possui mais pontos de domínio mesmo após um ano e meio de guerra. Até agora, a Guerra deixa milhões de mortos, feridos e refugiados com impactos econômicos e políticos em escala global.

Rússia vai desenvolver arsenal nuclear para preservar “equilíbrio global”

Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, anunciou nesta sexta-feira (21), que o país irá continuar a desenvolver seu arsenal de armas nucleares. Atualmente as armas podem ser usadas em resposta a um ataque nuclear ou que ameace a existência do Estado. A Rússia possui o maior arsenal do mundo e deverá fornecer o material, inclusive drones com tecnologia avançada, para a Coreia do Norte.

Objetivo

Putin discursou no Kremlin para futuros militares, policiais e integrantes de serviços de inteligência, compartilhando sua estratégia com o desenvolvimento contínuo de armas. “Planejamos desenvolver ainda mais a tríade nuclear como uma garantia de dissuasão estratégica e para preservar o equilíbrio de poder no mundo”, disse ele. Ou seja, criar um exército forte e bem armado, ao ponto de outros países pensarem muito bem antes de qualquer ataque.

Não é a primeira vez que o equilíbrio de poder do mundo é citado põe Putin, recentemente ele comentou sobre a relação da OTAN com a Ásia, “A Otan já está se ‘mudando’ para lá [Ásia] como se fosse um local de residência permanente. Isso, é claro, cria uma ameaça a todos os países da região, incluindo a Federação Russa.” Afirmou. A Rússia está em guerra contra a Ucrânia a pouco mais de dois anos, e vem sofrendo sanções de todo o Ocidente, o que explica a busca por defesa e poder.

A tríade a qual Putin se refere, são seus mísseis nucleares, que podem ser lançados por terra, mar e pelo ar.

Acordo com a Coreia do Norte


Vladimir Putin e Kim Jong Un (Foto: reprodução/KRISTINA KORMILITSYNA/POOL/AFP via Getty Images Embed)


Na quarta-feira (19), a Rússia e a Coreia do Norte assinaram um pacto com promessa de defesa mútua em caso de ataque. A articulação foi considerada “preocupante” pela Casa Branca.

Com sua união com os nortes coreanos, Putin alegou que se a aliada do EUA, Coreia do Sul, resolver fornecer armas para os ucranianos, estará comentando um grande erro e que Moscou irá responder de maneira severa.

Romênia vence com placar elástico na estreia da Eurocopa

Uma das candidatas a surpresa da competição, Romênia, venceu a Ucrânia por 3×0, na partida de abertura do Grupo E, e se consolidou como uma real ameaça no torneio. Os dois primeiros gols, foram originados de dois imponentes chutes de fora da área, de Stanciu, capitão da seleção e Razvan Marin. O terceiro, que fechou o placar em Munique, foi construído a partir de uma jogada de escanteio curto, fazendo com que a seleção romena largasse na frente em um grupo que ainda possui Eslováquia e Bélgica.

Apesar do placar largo, quem dominou a posse foi a seleção ucraniana, que chegou a bater a marca de 72% de posse de bola. Isso, apenas provou, a grande solidez defensiva de Romênia, que não cedeu espaços suficientes para a construção de jogadas, com blocos muito bem organizados e postados. A imponência defensiva, consequentemente, gerou confiança na transição rápida e armação de contra-ataques, além da eficiência nas finalizações.


Momento do primeiro gol marcado pela Romênia (Foto: reprodução/SporTV)

Atenção aos resultados

Com os três pontos conquistados, a Romênia se estabelece na ponta da tabela do Grupo E. Dessa forma, a Ucrânia é atualmente, a lanterna da chave, com zero pontos somados. Vale destacar que, Eslováquia e Bélgica, que complementam o restante do grupo, já se enfrentaram, com surpreendente placar de 1×0 a favor da Eslováquia, o que por critério de desempate, a deixa na vice-liderança do grupo.

Um suspiro de esperança


Torcedores ucranianos se manifestando sobre conflitos com a Rússia (Foto: reprodução/EFE/EFA/Mohamed Messa)

Desde o mês de fevereiro de 2022, a Ucrânia vive uma tensão constante em seu país devido aos conflitos com a Rússia. Em sua quarta participação consecutiva na competição europeia, o elenco adotou a atitude de entrar em campo com a bandeira da Ucrânia sobre seus ombros. A equipe não joga mais em seu território devido ao confronto, trazendo uma grande massa de torcedores a Alemanha, que se manifestaram no jogo desta segunda.

Donald Trump critica auxílio financeiro de Joe Biden à Ucrânia

A atual presidência dos Estados Unidos, Joe Biden (presidente) e Kamala Harris (vice-presidente), é declaradamente aliada da Ucrânia e de seu líder, Volodymyr Zelensky, tendo em vista que nos últimos dias, foi anunciado o envio de um auxílio de US$ 1,5 bilhão para a capital Kiev, em reunião realizada na Suíça.

Em outra reunião feita na última semana, desta vez na Itália, o presidente norte-americano, junto a seus aliados do G7, destinou um empréstimo de 50 bilhões de dólares para os ucranianos, onde existia uma preocupação para a decisão rápida desta ajuda, para que não dependesse das eleições em novembro, nos Estados Unidos.

Declarações de Donald Trump

Sob o ponto de vista do ex-presidente e candidato republicano Donald Trump, Zelensky é visto como um inimigo, basicamente. Trump o definiu como “o maior vendedor de todos os tempos”, como forma de criticar as assistências recebidas pela Ucrânia do governo Biden.


Trump falando sobre Zelensky (Vídeo: reprodução/canal JP news)

Resultado das afirmações de Trump

O candidato republicano prometeu que em caso de eleição em novembro, deve estremecer as relações com Volodymyr e a Ucrânia, já que tem apoio declarado ao líder russo, Vladimir Putin, além das críticas exacerbadas à Ucrânia.

As falas do candidato à presidência dos EUA causaram aflição não só em Volodymyr Zelensky, como também em outros países europeus envolvidos na fala de Trump. As opiniões e afirmações de Trump repercutem na imprensa norte-americana, com a colunista do “The Atlantic”, Anne Applebaum, dizendo o seguinte sobre as declarações do ex-presidente:

“É um momento realmente extraordinário. Temos um ex-presidente fora do poder ditando a política externa americana em nome de um ditador estrangeiro ou tendo em mente os interesses de um ditador estrangeiro”

Anne Applebaum, do “The Atlantic”.

Ainda em 2023, Trump chegou a realizar algumas ameaças aos membros da Otan, que não tivessem quitado seus débitos na aliança militar ocidental, dizendo que iria estimular a Rússia a “fazer o que quiser” com os mesmos.

Ucrânia rejeita condições de cessar-fogo oferecidas pela Rússia

Nesta sexta-feira (14), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou um plano de paz para a Ucrânia. Durante um discurso no Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros em Moscovo, Putin afirmou que seria uma “resolução final” para o conflito.  A Ucrânia, por sua vez, rejeitou as condições, pontuando que são “absurdas” e que o presidente da Rússia estaria tentando ludibriar as potências mundiais e abalar os esforços genuínos de paz.

Proposta de Paz da Rússia

O resumo das condições impostas pelo governo Russo é que Kiev concorde em desistir de se integrar à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e em entregar quatro províncias reivindicadas por Moscou.


Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/Pool/AFP/Getty Images embed)


O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que as declarações são manipuladoras e destinadas a enganar a comunidade internacional, minando os esforços diplomáticos para alcançar uma paz justa.

“É absurdo que Putin, que planejou, preparou e executou, junto com seus cúmplices, a maior agressão armada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, se apresente como um pacificador.”

Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia

Os ucranianos não veem legitimidade na proposta da Rússia

Mykhailo Podolyak, assessor presidencial ucraniano, expôs que não vê uma possibilidade de acordo, levando-se em consideração as condições e a declaração de Putin.

“Ele está oferecendo à Ucrânia que admita a derrota… que legalmente entregue seus territórios à Rússia. Ele está oferecendo à Ucrânia que assine sua soberania geopolítica. Pela declaração de Putin, a Rússia está fazendo parecer que não foram eles que começaram a agressão, mas como se estivessem propondo a paz e a Ucrânia não a quisesse”.

Mykhailo Podolyak

A Rússia divulgou seu plano de paz às vésperas de uma conferência na Suíça. A Ucrânia está promovendo seu próprio plano de paz, no qual pede a retirada das tropas russas. Esse evento contará com a participação de mais de 100 países e organizações, incluindo chefes de Estado. Porém, o Kremlin não foi convidado.

Ucrânia anuncia ter atingido avião militar russo tecnológico pela primeira vez

Neste domingo (9), militares da Ucrânia relataram terem atingido um dos mais novos e tecnológicos caça russo em um ataque de drones, que foi contra a base militar no interior da Rússia. O caso aconteceu na base aérea no sul do país, na região de Astrakhan, a quase 600 quilômetros da linha de frente do combate. A motivação do ataque foi devido a concordância de aliados ocidentais para que Kiev usasse suas armas em ataques limitados dentro do território russo. 

O Serviço de Segurança da Ucrânia compartilhou fotos tiradas pelo satélite que mostrava as consequências do ataque. Na postagem das imagens, eles afirmaram: “As imagens mostram que em 7 de junho, o Su-57 ainda estava intacto, mas em 8 de junho, crateras da explosão e focos de incêndio distintos surgiram perto como resultado dos danos causados pelo fogo.”


Imagens de satélite com o antes e depois do ataque dos drones contra o caça SU-57 (Foto: reprodução/X/@DefenceU)


Caso seja confirmado os ataques de drones, esse seria o primeiro ataque com sucesso pela Ucrânia contra um avião de combate Su-57, que é um caça de dois motores e a aeronave militar mais avançada de Moscou.

Drones para combate

No sábado, o Ministério da Defesa russo afirmou que as forças armadas conseguiram derrubar três drones ucranianos na mesma região do suposto ataque, onde fica a pista de Akhtubinsk. Uma fonte militar disse que o Exército ucraniano também conduziu um “ataque coordenado” contra um navio de desembarque russo. Até o momento, a Rússia não comentou sobre o ataque ao avião de guerra. 

Desde a invasão da Rússia na Ucrânia, que iniciou em fevereiro de 2022, Kiev aumentou a produção doméstica de drones, usando esses equipamentos para invadir e atacar o interior da Rússia. Um de seus alvos incluiu um terminal de gás, perto de São Petersburgo, em uma distância de mais de mil quilômetros ao norte da fronteira ucraniana.

Segundo Vyacheslav Gladkov, governador da cidade russa de Belgorod, três drones atingiram a província na noite de sábado (8), que danificou uma linha de energia e destruiu as janelas do local, sem deixar nenhuma vítima. No domingo, também foram registrados outros dois veículos aéreos não tripulados e um míssil de fabricação ucraniana, que foram derrubados pelos drones, de acordo com comunicado do Ministério da Defesa russo.

Joe Biden faz discurso direcionado à Rússia em celebração do Dia D

Nesta quinta-feira (6), Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, participou da celebração oficial dos 80 anos do Dia D, na França. Em seu discurso de abertura, Biden disse não ter futuro para a Rússia e declarou apoio à Ucrânia.

Dia D

Em 6 de junho 2024 comemoram-se os 80 anos do Dia D, dia que marca o desembarque e a histórica invasão das tropas aliadas (Reino Unido, Estados Unidos e França) à Normandia, na França, para libertar a Europa das tropas nazistas em 1944. Essa operação teve um grande efeito na história mundial e foi fundamental para pôr um fim na Segunda Guerra Mundial.


Tropas aliadas invadindo a França dominada por nazistas em 1944 (foto: reprodução/Keystone/Getty Images Embed)


Nesta quinta-feira (6), houve a celebração oficial das oito décadas do Dia D, em uma praia da Normandia, na França e contou com a presença dos representantes dos países aliados e do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso de abertura direcionado à Rússia. Em sua fala, Biden disse que continuará dando apoio à Ucrânia até a vitória.

Não se enganem, nós não nos curvaremos, não nos renderemos aos agressores, isso é simplesmente impensável. Se fizermos isso, toda a Europa estará ameaçada

Joe Biden, em discurso de abertura do Dia D

Outras figuras importantes presentes no evento foram o rei Charles III, do Reino Unido, e Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense. Junto com Biden, eles representaram as três grandes potências que participaram da invasão às praias normandas no dia 6 de junho de 1944.

A Rússia, antiga União Soviética, não foi convidada para o evento, mesmo que na época tenha lutado ao lado dos aliados (Reino Unido, Estados Unidos e França) contra os nazistas. Assim, o presidente russo, Vladimir Putin, representantes da oposição russa e da sociedade civil não estiveram presentes, sendo este um sinal de isolamento da Rússia pelos países do Ocidente.

De acordo com alguns dissidentes russos que estiveram presentes na comemoração do Dia D, a exclusão dos representantes de Vladimir Putin foi fundamentada, porém eles não concordaram com a falta de convite aos membros da oposição russa.

“Não é normal que representantes da Rússia, que sacrificou milhões de soldados nesta guerra, não estejam presentes. Os representantes da Rússia fascista não têm lugar lá, mas acredito que a oposição poderia e deveria ter estado lá”

Lev Ponomarev, co-fundador da ONG russa de direitos humanos

Em abril, as autoridades francesas mencionaram que convidariam as autoridades russas, sem incluir Putin, devido a contribuição soviética na luta contra a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Porém, esse convite não aconteceu por causa da guerra contra a Ucrânia.

A França indicou que a ajuda da URSS na vitória contra o nazismo seria citada durante as cerimônias e nos eventos que ocorrerão em cemitérios onde os soldados russos estão enterrados em terras francesas.

Argumento russo

Ao contrário do que foi relatado pela França, Dmitri Peskov negou que tenha havido qualquer conversa ou menção sobre a participação russa nas cerimônias do Dia D. O porta-voz do Kremlin disse que não houve contato sobre o assunto nos últimos meses.

Para Dmitri Muratov, co-fundador do jornal independente Novaya Gazeta e jornalista russo, a única presença russa importante nas comemorações dos 80 anos do Dia D foi estimada de ser a dos veteranos da Segunda Guerra Mundial. Além disso, ele implorou para que os veteranos peçam um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia.

Guerra na Ucrânia: em meio ao conflito, Zelensky vai à França celebrar Dia D

Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, chegou à Normandia nesta quinta-feira (6) marcando o 80º ano desde os desembarques do Dia D  quando mais de 150.000 soldados invadiram a França pelo mar e pelo ar para expulsar a força militar da Alemanha nazista, em 6 de junho de 1944.

Em meio ao cenário da guerra na Ucrânia acontecendo nas fronteiras do continente europeu, a comemoração deste ano celebrando esse momento de virada da Segunda Guerra Mundial tem um significado especial.

Dia D

Também conhecido como “Operação Overlord” ou “Operação Netuno” aconteceu na manhã do dia 6 de junho de 1944, tendo sido planejado com um ano de antecedência. As tropas aliadas responsáveis por invadir o território francês ocupado pelos nazistas eram formadas por tropas dos Estados Unidos,  Grã-Bretanha e do Canadá.

A tropa utilizada durante a invasão incluia milhares de navios, aviões e milhões de soldados que atravessaram o Canal da Mancha, localizado entre a Inglaterra e a França para atacar a costa da Normandia.


Soldados ameicanos desembarcam na Normandia no Dia D
(Foto: reprodução/Exército dos EUA/AFP/Arquivo)

O conflito durou várias semanas com bombardeios até o início de agosto, porém a rendição nazista só aconteceu em maio do ano seguinte após a morte de Adolf Hitler e da queda do Muro de Berlim poucos meses antes.

80 anos depois

Para a celebração da data histórica, diversos líderes mundiais se reúnem na Normandia, na França para homenagear a data marcante e que foi um ponto de virada no conflito mundial da época. 

Entre esses líderes, está o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, principal aliado da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Apesar de ser a principal celebração, a Inglaterra também comemora a data com a presença da família real britânica e de veteranos de guerra.


Rússia repreende EUA por promessas de sanções à China

Nesta quarta-feira (05), o Kremlin respondeu aos comentários de Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos.

Janet Yellen afirmou que Washington não aceitaria que a China aumente suas exportações de bens de “dupla utilização” para a Rússia, e que responderia com sanções.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, considerou o tom de Washington inaceitável.
“Estamos bem cientes de que os nossos camaradas chineses não aceitam tal linguagem, não aceitam tais mensagens e tais ameaças, tais chantagens”, pontuou ele. Peskov também reforçou que Moscou era solidária com Pequim.

O que diz os EUA

Os Estados Unidos bate na tecla que ao oferecer bens com aplicações civis e militares (os chamados de “dupla utilização” por Janet), a China estaria contribuindo com a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia.

“A China é o principal fornecedor de ferramentas e maquinário usados em microeletrônica e nitrocelulose, que são fundamentais para a fabricação de munições e propulsores de foguetes, e outros itens de dupla utilização que Moscou está usando para aumentar sua base industrial de defesa”, comentou o secretário de Estado Antony Blinken em abril, quando visitou Pequim.

A fala do secretário reforça as consequências das exportações no “esforço de guerra” da Rússia.

“Fui extremamente clara aos mais altos níveis do governo chinês que isto é algo que não toleraremos e que pretendemos sancionar esta atividade”, disse Yellen sobre as exportações, reforçando que o Tesouro dos Estados Unidos também está bastante preocupado com a relação dos países.

Peskov não baixa a guarda


Secretário de imprensa presidencial russo, Dmitry Peskov (Foto: reprodução/ Embed from Getty Images).


Dmitry não aceitou o tom dos Estados Unidos e expressou a importância da economia chinesa no mundo. “Mesmo os Estados Unidos dificilmente se podem dar ao luxo de falar nesse tom. Talvez nem todos na liderança da América tenham compreendido isto neste momento, mas com o tempo irão compreender”, respondeu duramente o porta-voz.

Peskov afirmou que os chineses não gostam dos pronunciamentos dos EUA e que o Kremlin é solidário e considera “tal tom, tais ameaças, inapropriadas”.

Enquanto a Rússia sofre sanções em quase todo o Ocidente pela guerra com a Ucrânia, a China mantém uma forte relação comercial com o país, estima-se que o comércio bilateral atingiu US$ 240,1 bilhões no ano passado.

Zelensky critica governo Lula por posicionamento sobre a guerra da Ucrânia

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, afirmou em uma coletiva de imprensa com jornalistas latino-americanos, que Lula prioriza a relação com a Rússia, que de acordo com Zelensky, é um país agressor. 

De acordo com o Jornal O Globo, o presidente da Ucrânia criticou o posicionamento do governo atual em relação ao combate entre a Rússia e a Ucrânia, que já perdura há dois anos. 

Ainda de acordo com o Jornal O Globo, Volodymyr Zelensky reitera que entende que o governo brasileiro esteja ao lado da Ucrânia neste embate, porém afirma que parcerias econômicas não podem se sobressair às violências. Zelensky ainda pediu para que Lula dê um ultimato a Vladimir Putin, presidente da Rússia.

“A economia é importante até que chega uma guerra, e quando a guerra chega os valores mudam. Pesam mais as crianças, a família, a vida, só depois está o comércio com a Federação Russa”, afirma Zelensky.  Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre as questões apresentadas pelo presidente da Ucrânia. 

Posicionamento da Ucrânia e crítica ao governo Lula

De acordo com O Globo, os funcionários e diplomatas ucranianos acreditam que o governo brasileiro tem seu apoio à Rússia, assim como a China. Eles também acreditam que Lula não comparecerá à reunião para discussão sobre a guerra na Ucrânia, que acontecerá na Suíça em junho deste ano. 

Zelensky ainda questionou o posicionamento do Brasil em relação à reunião, já que o governo brasileiro afirmou que estariam dispostos a participar da reunião se a Rússia também fosse. “A última sinalização é de que Brasil e China estariam dispostos a participar se a Rússia participar. Mas a Rússia nos atacou. Por acaso o Brasil está mais próximo da Rússia do que da Ucrânia? A Rússia é hoje um país terrorista”.

De acordo com a Globonews, fontes da área internacional do governo afirmaram que reuniões como essa que acontecerá na Suíça, não costumam trazer grandes resultados para este tipo de embate, já que o outro país participante da guerra, neste caso a Rússia, não participará da discussão. Os representantes do governo brasileiro participaram de pelo menos cinco reuniões presenciais e virtuais para discutir assuntos relacionados à guerra da Ucrânia. 

Os representantes do governo Lula entendem que a Ucrânia está tentando conseguir mais aliados, mas reiteram que é necessário ouvir todos os lados deste embate. 

Embate entre Lula e Zelensky 

Desde 2023, o governo Lula tem tentado mediar a situação entre a Rússia e a  Ucrânia, sem qualquer sucesso para o fim da guerra. 

O presidente Lula afirmou que, durante sua viagem aos Emirados Árabes e à China, observou que a Ucrânia tinha sua responsabilidade na guerra e que a União Europeia e os Estados Unidos contribuíram para o armamento.


Presidente Lula e presidente Zelensky em Nova York para discussão sobre a guerra da Ucrânia (Foto: reprodução/Ricardo Stuckert)

Após ser criticado internacionalmente, o presidente brasileiro amenizou seu discurso, afirmando que não igualou Rússia e Ucrânia e trouxe destaque para a integridade ucraniana. 

Em setembro de 2023, Lula e Zelensky se encontraram em Nova York e em outubro, o presidente do Brasil se encontrou com Vladimir Putin. Celso Amorim, chefe da assessoria especial de Lula, compareceu à Rússia e à Ucrânia para discutir o conflito entre ambos os países.