O Flamengo segue em compasso de espera nas tratativas com o West Ham pela contratação de Lucas Paquetá. Embora haja sinalizações positivas de ambas as partes e um alinhamento inicial sobre valores e condições, a diretoria rubro-negra ainda não oficializou uma proposta ao clube inglês. A decisão faz parte de uma estratégia calculada, que envolve tanto o posicionamento do jogador quanto a necessidade de segurança financeira antes de dar um passo definitivo.
Nas últimas semanas, representantes de Paquetá estiveram em contato frequente com dirigentes do Flamengo e do West Ham. As conversas avançaram em diferentes frentes, com troca constante de informações e avaliações sobre o melhor formato para viabilizar a transferência. Havia a expectativa de que um acordo fosse encaminhado em uma reunião nesta sexta-feira, mas o encontro formal acabou não acontecendo, o que não significa um esfriamento do negócio.
Pressão do jogador e divergência sobre o tempo da transferência
Um dos pontos centrais da negociação tem sido a postura de Lucas Paquetá. O meia, que construiu sua carreira na Europa após deixar o Flamengo, tem manifestado o desejo de retornar ao Brasil e faz pressão junto ao West Ham para ser liberado ainda nesta janela de transferências. Essa movimentação interna do atleta tem surtido efeito, e o clube londrino já sinalizou que aceita negociá-lo com o Flamengo.
A principal divergência, neste momento, está relacionada ao prazo para a liberação. O West Ham gostaria de contar com Paquetá até o mês de maio, entendendo que o jogador ainda é peça importante no elenco para a reta final da temporada europeia. O Flamengo, por sua vez, deixou claro que não trabalha com essa possibilidade e quer o reforço de imediato, para integrá-lo ao grupo e utilizá-lo nos principais compromissos do calendário nacional e continental.
Paquetá atuando com a camisa da Seleção Brasileira (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Marc Atkins)
Valores debatidos e cautela antes da oferta oficial
Apesar de ainda não ter enviado uma proposta formal, o Flamengo já discutiu números em reuniões informais, sempre em caráter de sondagem. Em uma dessas conversas, o clube carioca ouviu valores que considera possíveis de serem alcançados: 35 milhões de euros fixos, acrescidos de 5 milhões de euros em bônus por metas. Esses parâmetros serviram como base para o departamento de futebol estruturar os termos finais da oferta.
A cautela da diretoria se explica pela dimensão do investimento. O Flamengo trabalha internamente para ajustar detalhes financeiros, jurídicos e esportivos antes de levar a proposta ao presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, responsável por dar o aval final. A intenção é ter absoluta clareza sobre o impacto da operação no orçamento do clube, evitando riscos e garantindo que a proposta esteja dentro do que o West Ham considera aceitável.
Trajetória de Paquetá e impacto histórico da negociação
Revelado nas categorias de base do Flamengo, Lucas Paquetá estreou no time profissional em 2016 e ganhou protagonismo no ano seguinte. O desempenho o levou ao Milan, em janeiro de 2019, iniciando uma trajetória internacional que incluiu passagem pelo Lyon antes de chegar ao West Ham, em 2022. Agora, um eventual retorno ao clube de origem representaria não apenas um reforço técnico de peso, mas também um movimento simbólico para a torcida.
Caso a transferência seja concretizada nos valores discutidos, a contratação se tornará a mais cara da história do futebol brasileiro, superando negociações anteriores de grande impacto no mercado nacional. Enquanto isso, o Flamengo já se movimentou nesta janela, anunciando o zagueiro Vitão e o goleiro Andrew, mas trata a possível chegada de Paquetá como prioridade máxima. A expectativa é que, com os últimos ajustes internos, a proposta oficial seja finalmente colocada na mesa.
