Amigo de Schumacher afirma que público nunca mais verá o ex-piloto: família mantém sigilo absoluto

Richard Hopkins, amigo pessoal de Michael Schumacher, afirmou que o público provavelmente nunca mais verá o heptacampeão mundial de Fórmula 1. Em entrevista ao portal SPORTbible, o ex-mecânico da McLaren disse acreditar que a reclusão do ex-piloto alemão é definitiva, mais de uma década após o grave acidente de esqui nos Alpes franceses, em dezembro de 2013.

Schumacher, hoje com 56 anos, segue afastado totalmente da vida pública desde então. Ele vive entre a mansão da família às margens do Lago de Genebra, na Suíça, e uma propriedade em Maiorca, na Espanha, onde recebe cuidados médicos constantes. A família mantém absoluto controle sobre qualquer informação relacionada ao estado de saúde do ex-piloto, e, segundo Hopkins, nada indica que esse cenário vá mudar.

Privacidade absoluta e controle familiar

A decisão de preservar a imagem e a intimidade de Schumacher foi tomada imediatamente após o acidente e permanece firme sob a liderança de sua esposa, Corinna Schumacher. Há mais de dez anos, nenhum boletim médico é divulgado, e apenas um círculo restrito de amigos tem acesso ao alemão — entre eles, Jean Todt, Ross Brawn e Gerhard Berger.

Hopkins, que conheceu Schumacher no início dos anos 1990, quando trabalhava como mecânico da McLaren, reforçou que não faz parte desse grupo. Ele também demonstrou desconforto ao comentar qualquer detalhe sobre o estado do ex-piloto, ressaltando o respeito ao sigilo imposto pela família. Para ele, a ausência de aparições públicas e a proteção rígida devem continuar indefinidamente.

Extorsão e vazamento de material privado

O nome de Schumacher voltou ao noticiário recentemente após um caso de extorsão envolvendo material íntimo da família. Três pessoas foram condenadas na Alemanha por tentar chantagear os Schumachers em troca de 13 milhões de libras. O grupo afirmava ter roubado mais de 900 fotografias, centenas de vídeos e registros médicos armazenados em discos rígidos e dispositivos USB.


Michael Schumacher durante o GP de San Marino (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ercole Colombo/ Studio Colombo)


Markus Fritsche, ex-funcionário da família, foi identificado como o responsável por repassar os HDs ao empresário Yilmaz Tozturkan e ao filho dele, que ameaçaram divulgar o conteúdo na dark web. Um desses discos jamais foi recuperado, e não se sabe se foi destruído ou disseminado. Fritsche recebeu uma pena suspensa de dois anos — punição considerada “vergonhosamente branda” pelos representantes da família Schumacher.

O episódio reforçou ainda mais a postura de isolamento adotada pela família, que segue determinada a proteger a imagem e a dignidade de um dos maiores nomes da história da Fórmula 1.

Léo Pereira e sua volta por cima no Flamengo

 

A frase “o mundo dá voltas” talvez nunca tenha feito tanto sentido para Léo Pereira quanto em 2025. O zagueiro, hoje um dos pilares defensivos do Flamengo e peça de confiança do técnico Filipe Luís, vive aquela que considera a melhor temporada da carreira. Capitão em diversas partidas, referência técnica e física, ele se consolida como líder de um elenco que disputa simultaneamente o Brasileirão e a Libertadores. No entanto, o caminho até esse cenário de protagonismo esteve longe de ser simples.

Início conturbado

Em entrevista exclusiva ao GE às vésperas da final continental, Léo relembrou o início turbulento no clube, marcado por críticas, questionamentos e até a possibilidade de deixar o Flamengo. O defensor também abriu o jogo sobre a frustração por nunca ter sido convocado para a Seleção Brasileira, mesmo vivendo um ano de altíssimo rendimento.

“Não é que doa, não é essa a palavra. Mas incomoda”, admitiu. “Me preparo toda semana para jogar no meu melhor nível. Quando vejo que estou pronto, vivendo o auge da carreira, começa aquela pergunta: o que posso fazer a mais? O que ainda falta? A concorrência é muito grande, tem jogadores da Europa, tem escolhas técnicas… mas eu sigo preparado. É um objetivo pessoal, como é para qualquer brasileiro.”

Trabalho mental foi muito importante

Léo Pereira destaca que a virada de chave aconteceu quando passou a investir de forma consistente no trabalho mental. Em 2020, ano de chegada ao clube, ele enfrentou enorme pressão ao entrar em um elenco que vinha do histórico 2019. “Até entender tudo aquilo foi desafiador. Cheguei a pensar em sair, mas graças a Deus fiquei. Hoje vejo o quanto aquilo me fez crescer. Tecnicamente e fisicamente eu estava pronto, mas mentalmente ainda não trabalhava como precisava.”

A temporada atual comprova essa evolução. Dos 66 jogos do Flamengo em 2025, o zagueiro participou de 57, foi titular em 56 e completou os 90 minutos em 51 deles. Também vive seu ano mais artilheiro, com cinco gols marcados. Segundo ele, nada disso aconteceu por acaso.


Léo Pereira e Filipe Luis (Foto: reprodução/Juan Mabromata/ Getty Images Embed)


Titular em toda a campanha rubro-negra na Libertadores, Léo Pereira novamente deve estar entre os protagonistas na final contra o Palmeiras, em Lima. Em meio ao período decisivo, ele descreve as sensações: “É uma semana de grandes emoções. Estou muito mais preparado em todos os sentidos. Tento aproveitar cada detalhe, cada conversa, cada aquecimento. É um momento único na minha carreira”.


Expulsão de Martinez e domínio do Cruzeiro marcam goleada sobre o Corinthians no Mineirão

O volante José Martinez acabou se tornando o protagonista negativo da derrota do Corinthians por 3 a 0 para o Cruzeiro, neste domingo (23), no Mineirão, em duelo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O meio-campista foi expulso na reta final da segunda etapa após acertar uma cotovelada em Matheus Pereira, lance flagrado pelo VAR e que rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando revolta entre torcedores e intensificando a pressão sobre o jogador e o próprio desempenho do time. O episódio, somado à atuação apagada da equipe, simbolizou uma tarde desastrosa para o Corinthians.

Jogo já estava decidido

A jogada ocorreu aos 38 minutos do segundo tempo, quando Martinez, em uma disputa pelo meio-campo, atingiu as costas de Matheus Pereira com uma cotovelada. Inicialmente, o árbitro Alex Gomes Stefano não percebeu a gravidade do contato e deixou o jogo seguir. No entanto, o VAR recomendou a revisão do lance, e após analisar as imagens, o juiz decidiu aplicar o cartão vermelho direto ao corintiano, que deixou o gramado sob protestos da torcida.


Kaio Jorge com a bola no pé e o zagueiro do Corinthians acompanhando(Foto: reprodução/ Pedro Vilela/Getty Images Embed)


A expulsão coroou uma atuação apagada do Corinthians, que foi dominado durante boa parte da partida. O Cruzeiro, jogando em casa e embalado pela boa fase, assumiu o controle desde os primeiros minutos. Logo aos 3, Arroyo recebeu passe de Matheus Pereira e finalizou cruzado, levando perigo ao gol de Felipe Longo. Pouco depois, Villalba desperdiçou outra boa chance ao chutar por cima após rebote na entrada da área.

O Cruzeiro foi dominante

Superior em intensidade e organização, a Raposa ampliou o placar logo no início do segundo tempo. Aos 3 minutos, Arroyo avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. João Pedro cortou mal e deixou a bola limpa para Kaio Jorge finalizar entre as pernas do goleiro corintiano. O Corinthians só conseguiu sua primeira finalização significativa aos 13, quando Yuri Alberto obrigou Cássio a fazer boa defesa após cabeceio.

A resposta celeste foi imediata. Cinco minutos depois, o Cruzeiro armou um rápido contra-ataque: Kaio Jorge roubou a bola no meio, tabelou com William e deixou Arroyo na cara do gol. O atacante bateu no ângulo, ampliando o placar e garantindo a vitória. Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos 68 pontos, segue na terceira posição e ainda mantém chances matemáticas de título. Já o Corinthians estacionou nos 45 pontos, caiu para 10º lugar e viu o rival São Paulo abrir vantagem na tabela.

Após um ano fora, Ederson volta ao gol e diz que Ancelotti recolocou Brasil nos trilhos

A caminho de disputar sua terceira Copa do Mundo pela seleção brasileira, o goleiro Ederson avaliou positivamente o momento da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti. Após voltar à titularidade na vitória por 2 a 0 sobre Senegal, no último sábado, em Londres, o camisa 1 elogiou o impacto do treinador italiano e afirmou que o Brasil está em “um bom caminho andado para o sucesso”.

Ederson sobre Ancelotti

Mesmo tendo sido convocado por todos os técnicos que passaram pela seleção durante o atual ciclo  Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, Ederson não hesitou em colocar Ancelotti em um patamar superior. Para ele, a chegada do multicampeão europeu representou exatamente o que o elenco precisava neste momento de reconstrução.


Ederson goleiro da seleção brasileira com a mão para cima (Foto: reprodução/ Harry Murphy/Getty Images Embed)


Em declaração, o goleiro afirmou: “Desde a chegada do Ancelotti, tudo foi muito positivo para a seleção. O Brasil precisava de um treinador com nome grande, alguém à altura da camisa da seleção brasileira. E o Ancelotti é esse cara. Não dá para discutir o quanto ele é vitorioso na Europa. Quando você tem um treinador como ele, já é meio caminho andado rumo ao sucesso.

O retorno de Ederson ao time titular encerrou um jejum de um ano. Sua última atuação havia sido contra o Uruguai, em novembro de 2024, antes de enfrentar um período de lesões que o afastaram do ciclo por alguns meses. Agora recuperado, o jogador celebrou o desempenho sólido da equipe sob o novo comando.

Ambiente leve

Com a proximidade da Copa do Mundo, Ederson também destacou a importância de manter um ambiente competitivo e saudável dentro do elenco. Segundo ele, a disputa pela posição de titular  que envolve nomes como Alisson e Bento  eleva o nível dos treinamentos e fortalece o grupo. O goleiro afirmou que todos estão comprometidos em absorver as ideias de Ancelotti e manter o padrão defensivo mostrado nos últimos jogos, reforçando que a união entre experiência e juventude pode ser um fator decisivo na busca pelo hexacampeonato.

Com Ancelotti, a seleção tem apresentado maior consistência defensiva. Em sete jogos, o Brasil não sofreu gols em cinco deles, exceção feita às derrotas para Bolívia e Japão.

Sobre sua atuação contra Senegal, Ederson destacou a importância do retorno e avaliou positivamente sua performance. “Foi um bom jogo, tirando um pequeno resvalo no segundo tempo, quando quase saiu o gol. Mas, no geral, foi tranquilo. É muito bom estar de volta depois das lesões, ainda mais tão perto da Copa do Mundo. Poder jogar 90 minutos novamente com a Seleção foi muito especial” completou.

Com a confiança renovada e o grupo se ajustando à filosofia de Ancelotti, Ederson acredita que o Brasil chega ao Mundial com evolução clara e uma identidade em construção.

Auditoria expõe descontrole milionário do Corinthians na gestão de materiais da Nike

Uma auditoria interna realizada no Corinthians revelou um grave descontrole na gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike, expondo falhas administrativas, riscos fiscais e um uso irregular da cota contratual. O relatório, obtido pelo “GE”, aponta que o vice-presidente Armando Mendonça, responsável pelo gerenciamento dos itens no clube, retirou 131 produtos entre junho e outubro sem os devidos registros e autorizações. Em paralelo, um funcionário do clube chegou a ser flagrado vendendo materiais, enquanto equipes de base e outras modalidades enfrentam escassez ou utilizam uniformes em condições precárias.

Algumas inconformidades graves

Os auditores identificaram sete inconformidades classificadas como graves. Entre elas, o acúmulo de materiais de coleções antigas sem destinação definida, a distribuição desigual dos uniformes e a ausência de um inventário físico formal no Parque São Jorge há mais de quatro anos. Também foram detectadas notas fiscais não registradas no sistema, o que gera inconsistências contábeis e amplia o risco de penalidades fiscais. Segundo o relatório, há ainda pedidos realizados à Nike sem planejamento e retiradas feitas antes da conclusão da cadeia de aprovações internas, enfraquecendo o processo de governança.

O documento coloca Armando Mendonça no centro de parte dessas falhas. Ele teria realizado retiradas diretas no almoxarifado sem registro formal e, segundo relatos, demonstrado resistência aos trabalhos de auditoria, adotando, inclusive, tom agressivo em conversas com Marcelo Munhoes, diretor de Tecnologia e responsável por conduzir a investigação. Mendonça nega irregularidades, afirma que não é responsável pela política de distribuição dos materiais e classifica o relatório como tendencioso.

Receberam mais produtos

Os números revelam a dimensão do problema. Entre janeiro e 10 de outubro de 2025, o Corinthians recebeu 41.963 itens da Nike, volume 24% superior ao de 2024. Somados os dois anos, o clube acumulou R$ 23,7 milhões em materiais  quase 300% acima da cota anual de R$ 4 milhões prevista em contrato. Ainda assim, há relatos internos de falta de camisas do uniforme principal para partidas oficiais.


Escudo do Corinthians (Foto: reprodução/Vanderlei Almeida/AFP/Getty Images Embed)


Outra irregularidade alarmante é o montante de notas fiscais não lançadas nos sistemas do clube: R$ 6,4 milhões somente entre 2024 e 2025. O relatório ressalta que o não registro compromete a precisão dos estoques e expõe a instituição a riscos fiscais significativos. Procurada, a diretoria do Corinthians não se manifestou. A Nike, segundo o clube, não cobra pelos itens excedentes solicitados. A investigação segue em andamento.

Mercados em alerta: bolhas de ativos e otimismo da IA desafiam sinais tradicionais da economia global

Desde a disparada das ações impulsionadas pela inteligência artificial até o ouro atingindo recordes históricos, praticamente todas as classes de ativos parecem estar em transformação. O cenário atual desperta uma dúvida antiga em Wall Street: estaríamos diante de um novo ciclo de prosperidade ou à beira de uma bolha prestes a estourar

IA ajuda a Impulsionar a ações

O índice S&P 500 chegou aos 6.700 pontos, quase o dobro do registrado há cinco anos. A explicação está, em grande parte, nos chamados “sete gigantes da tecnologia” empresas que concentram cerca de 40% do índice e que investem trilhões de dólares em inteligência artificial (IA), tecnologia vista como a principal força motriz dessa valorização.


Um gráfico do S&P 500 (Foto: Reprodução/Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images Embed)


Mas o fenômeno não se restringe às ações. O ouro opera próximo de suas máximas históricas, o café também registra valorização, e o bitcoin considerado o ativo de risco por excelência — já acumula alta superior a 130% desde que passou a integrar fundos negociados em bolsa (ETFs) no início de 2024.

No setor imobiliário, os preços residenciais seguem em ascensão, tornando-se cada vez mais inacessíveis para compradores comuns. Até mesmo os títulos de alto risco estão sendo negociados como se não existisse possibilidade de colapso. Esse comportamento generalizado de euforia reacende comparações com ciclos anteriores de bolhas financeiras.

O economista John Kenneth Galbraith já alertava

O economista John Kenneth Galbraith já alertava que as bolhas seguem um roteiro previsível: uma nova ideia encanta o mercado, o crédito se expande, os preços disparam e a confiança cresce até que a realidade se impõe. Para ele, o combustível essencial dessas euforias não é o crédito em si, mas a “esperança ilimitada e a memória curta” que fazem cada geração acreditar que “desta vez é diferente”.

Apesar dos sinais de alerta, muitos investidores ainda mantêm o otimismo. A curva de rendimento, que ficou invertida entre junho de 2022 e agosto de 2024,  um indicador tradicional de recessões, não se confirmou como prenúncio de crise. Segundo o Deutsche Bank, se não fosse pelos investimentos maciços em infraestrutura de IA, os Estados Unidos já estariam em recessão.

Essa coexistência de sinais contraditórios ajuda a explicar por que o ouro, símbolo de segurança, e as ações, termômetro de otimismo, sobem ao mesmo tempo. Enquanto alguns veem um mercado equilibrado e resiliente, outros enxergam investidores se protegendo de uma possível correção.

Kim Kardashian amplia fortuna com valorização recorde da Skims, agora avaliada em US$ 5 bilhões

Kim Kardashian está mais rica do que nunca. A empresária e influenciadora viu sua fortuna crescer significativamente após a nova rodada de investimentos em sua marca de roupas, a Skims, anunciada nesta quarta-feira (12). A empresa levantou US$ 225 milhões (R$ 1,19 bilhão), elevando seu valor de mercado para impressionantes US$ 5 bilhões (R$ 26,5 bilhões). O novo aporte acrescentou cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,06 bilhão) ao patrimônio de Kardashian, que agora soma US$ 1,9 bilhão (R$ 10,07 bilhões), segundo estimativas da Forbes.

Foi liderada pela Goldman Sachs Alternatives

A rodada de captação foi liderada pela Goldman Sachs Alternatives, com participação da BDT & MSD Partners, do bilionário Byron Trott. A valorização consolida a Skims como uma das marcas de moda mais bem-sucedidas dos últimos anos. Fundada em 2019 por Kim, Jens Grede e Emma Grede, a empresa começou com uma linha de modeladores corporais e expandiu seu portfólio para incluir roupas casuais, pijamas, jaquetas e até peças masculinas.

“Este marco reflete a confiança contínua na nossa visão de longo prazo e posiciona a Skims para desbloquear sua próxima fase de crescimento”, declarou Jens Grede, CEO da companhia.

Com projeção de alcançar US$ 1 bilhão em vendas líquidas ainda neste ano, a Skims reforça a posição de Kim Kardashian como uma das mulheres mais bem-sucedidas  e influentes  do mundo dos negócios.

Muitas lojas físicas

Com 20 lojas físicas nos Estados Unidos e no México, a Skims planeja se tornar um “negócio predominantemente físico” nos próximos anos. O novo investimento será usado para expandir a presença global da marca e lançar novas coleções. Em fevereiro, a empresa lançou a NikeSkims, uma parceria com a Nike voltada para roupas esportivas femininas. Uma nova coleção da collab, com meias, pochetes e luvas de treino, será lançada nesta quinta-feira (13).


Kim Kardashian comparece ao evento da NikeSKIMS (Foto: Reprodução/Kevin Mazur/Getty Images Embed)


Além do setor de moda, Kim Kardashian aposta também em beleza e cosméticos. Em março, a Skims comprou de volta os 20% de participação da Coty na linha SKKN by Kim, encerrando uma parceria iniciada em 2021. Recentemente, a marca contratou Diarrha N’Diaye, fundadora da Ami Colé, para liderar as novas iniciativas de beleza e fragrâncias.

Apesar da fama construída com programas como Keeping Up With the Kardashians e The Kardashians, Kim afirma que sua principal fonte de renda hoje é a Skims, na qual detém cerca de um terço das ações. “Eu faço tudo, desde o design até a escolha de todas as campanhas. Esse é o meu trabalho diário”, disse a empresária em entrevista recente ao The Graham Norton Show.

Crise entre Barcelona e seleção espanhola: Lamine Yamal é cortado após procedimento médico não informado à RFEF

A Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou, na manhã desta terça-feira (11), o corte de Lamine Yamal da convocação da seleção da Espanha para os jogos contra Geórgia e Turquia, válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. O motivo da decisão foi a realização de um procedimento invasivo de radiofrequência no atacante do Barcelona, que, segundo a entidade, não foi previamente comunicado pelo clube aos serviços médicos da seleção.

RFEF ficou brava com a postura do Barcelona

Em nota oficial, a RFEF expressou indignação e surpresa com a postura do Barcelona, afirmando que só foi informada sobre o procedimento horas depois de sua realização. “Os Serviços Médicos da RFEF desejam expressar sua surpresa e desconforto após tomarem conhecimento, às 13h47 da segunda-feira, 10 de novembro, dia do início do estágio oficial com a seleção nacional, de que o jogador Lamine Yamal havia sido submetido a um procedimento invasivo de radiofrequência na região púbica”, diz o comunicado. Segundo o relatório recebido às 22h40 do mesmo dia, o tratamento exige repouso entre 7 e 10 dias, inviabilizando a presença do atleta nas próximas partidas.

Diante da situação, a Federação optou por liberar Yamal da convocação, alegando que a prioridade é o bem-estar do jogador. “Priorizamos sempre a saúde, a segurança e a integridade física do atleta. Confiamos em sua recuperação e esperamos vê-lo em breve de volta aos gramados”, acrescentou o texto.

Crise no relacionamento entre a Seleção e o Clube

O episódio, no entanto, aprofundou a crise de relacionamento entre o Barcelona e a seleção espanhola, que já vinha se desgastando nos últimos meses. Em setembro, o técnico do Barça, Hansi Flick, havia criticado publicamente o treinador da Espanha, Luis de la Fuente, acusando-o de não preservar o jovem atacante em compromissos da seleção.


Lamine Yamal apontando para o símbolo do Barcelona (Foto: Reprodução/Bruno Penas/Quality Sport Images/Getty Images/Embed)


Lamine Yamal, de apenas 17 anos, é considerado uma das principais promessas do futebol mundial e vem sendo peça fundamental no elenco do Barcelona. O corte inesperado reacende o debate sobre a gestão física dos jovens talentos e o conflito recorrente entre clubes e seleções quanto ao controle médico e à carga de jogos dos atletas.

Com a ausência do jogador, a Espanha perde uma de suas principais armas ofensivas nas rodadas decisivas rumo à Copa, enquanto o Barcelona tenta justificar o procedimento que, até o momento, gerou mais ruído do que resultados.

Avanço da inteligência artificial expõe desigualdade digital entre Norte e Sul Global

Em menos de três anos, a inteligência artificial (IA) se consolidou como a tecnologia de adoção mais rápida da história, superando marcos anteriores como a internet, o computador pessoal e o smartphone. De acordo com o AI Diffusion Report, elaborado pela iniciativa AI for Good Lab, da Microsoft, mais de 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo já utilizaram ferramentas de IA  um crescimento impressionante que, ao mesmo tempo, escancara uma nova forma de desigualdade tecnológica global.

IA cada vez maior no Norte Global

O estudo revela que o uso de IA no Norte Global é aproximadamente o dobro do registrado no Sul Global. Países como Singapura, Emirados Árabes Unidos, Noruega e Irlanda lideram o ranking mundial, com mais da metade de suas populações economicamente ativas utilizando algum tipo de ferramenta baseada em inteligência artificial. Em contrapartida, em diversas nações da África Subsaariana e do Sudeste Asiático, a taxa de adoção ainda é inferior a 10%. Essa disparidade, segundo o relatório, segue o mesmo padrão observado na disseminação de outras inovações tecnológicas, impulsionada por fatores como infraestrutura, renda e barreiras linguísticas.


O logo do ChatGPT da OpenIA (Foto: Reprodução/ Nikolas Kokovlis/NurPhoto/Getty Images Embed)


A relação entre PIB per capita e uso de IA é direta. Em países com renda acima de US$ 20 mil anuais, a taxa média de adoção chega a 23%, enquanto nas nações mais pobres cai para 13%. Isso significa que quase metade da população mundial ainda não dispõe de infraestrutura básica, como energia elétrica estável, internet de alta velocidade e capacitação digital, para explorar o potencial dessas tecnologias.

Impacto grande no idioma

Outro ponto de destaque no relatório é o impacto do idioma. Em países onde predominam línguas com pouca presença digital  como o Chichewa, no Malawi, ou o Lao, no Laos , o uso de IA é significativamente menor, mesmo em regiões com níveis de renda semelhantes. A escassez de conteúdo online e o baixo desempenho dos modelos em idiomas pouco representados ampliam o fosso digital e limitam o acesso equitativo à IA.

Enquanto Estados Unidos e China concentram 86% da capacidade global de data centers e dominam o desenvolvimento de modelos avançados como o GPT-5 e o DeepSeek V3, outros países menores mostram caminhos alternativos. Singapura e os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, tornaram-se referências em democratização tecnológica, combinando políticas públicas de longo prazo, investimentos em educação digital e infraestrutura de ponta. O resultado é um avanço consistente que demonstra que, com planejamento e inclusão, é possível reduzir as distâncias na corrida global pela inteligência artificial.

Lula promete nova ligação a Trump se negociações comerciais não avançarem até o fim da COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (4) que pretende entrar novamente em contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso as negociações comerciais entre os dois países não avancem até o encerramento da COP30, conferência climática da ONU que está sendo realizada em Belém (PA). A declaração reforça o tom diplomático adotado por Lula diante do recente aumento das tarifas impostas por Washington sobre produtos brasileiros.

Lula lembrou do encontro com Trump

O petista relembrou o encontro que teve com Trump em outubro, na Malásia, quando ambos tentaram amenizar as tensões bilaterais criadas após o governo norte-americano elevar de 10% para 50% as tarifas de importação da maioria dos produtos vindos do Brasil. Segundo Lula, a conversa foi positiva, e houve um compromisso mútuo de buscar um entendimento comercial. Em entrevista, o presidente declarou ter saído do encontro com o presidente Trump com a convicção de que um acordo será firmado. Ele também ressaltou a urgência de iniciar imediatamente as conversas entre os negociadores.

A nova ofensiva diplomática de Lula também reflete uma tentativa de recolocar o Brasil em posição de destaque nas relações internacionais, após anos de distanciamento com os Estados Unidos em temas comerciais e ambientais. O presidente tem buscado reforçar o papel do país como protagonista na transição para uma economia sustentável, tema central da COP30, e aposta que um acordo equilibrado com Washington poderia abrir portas para novos investimentos estrangeiros e parcerias tecnológicas. Assessores do Planalto acreditam que o diálogo direto entre Lula e Trump, mesmo com eventuais divergências políticas, é fundamental para garantir estabilidade nas trocas comerciais e fortalecer a imagem do Brasil como um ator global disposto a negociar com diferentes blocos de poder.

O governo está confiante para um acordo

O governo brasileiro acredita que um novo acordo pode restabelecer o fluxo comercial afetado pelas medidas unilaterais de Trump, especialmente nos setores agrícola, siderúrgico e de manufaturados. Lula destacou ainda que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão preparados para retomar as discussões e, se necessário, viajar aos Estados Unidos nas próximas semanas. Ele afirmou que, se a reunião entre as equipes de negociação não estiver agendada até o final da COP, ele ligará novamente para Trump para resolver a situação.


Lula atual Presidente do Brasil (Foto: Reprodução/PABLO PORCIUNCULA/AFP/Getty Images Embed)


Fontes próximas ao Planalto avaliam que Lula busca equilibrar firmeza e diálogo para evitar um agravamento nas relações com os EUA, país que figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil. A expectativa é de que as negociações avancem ainda neste mês, aproveitando o ambiente diplomático da COP30 e o protagonismo brasileiro nas discussões sobre sustentabilidade e economia verde. Para o governo, um eventual acordo pode fortalecer a imagem do Brasil como mediador global e ampliar as oportunidades de exportação em meio ao cenário de incerteza econômica internacional.