Volkswagen suspenderá temporariamente produção em fábricas no Brasil

A Volkswagen dará férias coletivas e suspenderá por 10 dias, emendados no Carnaval, a produção em três das quatro fábricas do Brasil por causa da falta de materiais para a fabricação dos veículos. 

O intervalo já estava previsto desde o ano passado. “Os dias de parada (…) fazem parte da estratégia da montadora de flexibilização nos processos produtivos devido ao fornecimento de componentes”, explicou a empresa.


Fábrica de Taubaté, responsável pelos veículos Gol e Voyage. (Reprodução/Volkswagen)


As unidades de São Bernardo do Campo (SP), São José dos Pinhais (PR) e São Carlos (SP) serão as fábricas suspensas temporariamente, deixando apenas a fábrica de Taubaté em funcionamento, com dois turnos de produção.

O período de parada nas unidades de São Bernardo do Campo e na de São José dos Pinhais, responsável pelo T-Cross, começarão na próxima quarta-feira (22) e acabará no dia 3 de março. Na fábrica de motores de São Carlos, o intervalo será de segunda-feira (20) até 1 de março.

A produção, nos últimos dias, foi acelerada para abastecer a rede com certos produtos durante o intervalo, de acordo com a Volkswagen.

Durante a pandemia da Covid-19, a distribuição de chips condutores, um dos componentes na fabricação de veículos, foi dificultada, logo, gerando um contratempo nas produções das montadores do mundo todo. Além disso, o aumento da demanda de semicondutores em empresas de eletrônicos de consumo também ajudou a piorar a escassez das peças. Mesmo com a ampla reabertura econômica, ainda não foi totalmente normalizada a questão.

Por causa da falta as peças eletrônicas, 250 mil veículos deixaram de ser produzidos no ano passado, segundo a Anfavea, associação representante das montadoras da fabricante alemã. 

A montadora, no ano passado, deu férias coletivas duas vezes em menos de um mês e reduziu o salário e a jornada dos funcionários na fábrica brasileira de São Bernardo do Campo, devido a carência de semicondutores. A unidade é a mais antiga da fabricante e é onde saem os modelos Virtus, Polo, Nivus e a linha Saveiro.

 

Foto destaque: Fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Reprodução/CUT Brasil.

Lula deve comparecer à cúpula da CPLP na África em julho

Há a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparecer à cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que será realizada em São Tomé e Príncipe, na costa africana, em julho.

Eu acredito, embora não esteja confirmada ainda, mas o Presidente Lula enquanto esteve no Governo participou de todas as cúpulas da CPLP, então é possível que ele também venha a São Tomé e Príncipe este ano”, disse, o embaixador brasileiro em São Tomé e Príncipe, Pedro Dalcero.


Embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe, Pedro Dalcero. (Reprodução/Edilson Rodrigues/Agência Senado)


O diplomata também defendeu que faz sentido a intensificação dos laços entre o Brasil e São Tomé e Príncipe, por falarem a mesma língua, as histórias estarem interligadas e pelos laços culturais e de sangue.

Pedro Dalcero afirmou que pretende trabalhar para “atrair empresários brasileiros para São Tomé e Príncipe”. “Nós temos uma tradição na área da cooperação, formação profissional, na saúde, gestão pública, e todas essas áreas o Brasil tem atuado com muita intensidade nos últimos 20 anos […] o meu desafio como embaixador é elevar essa relação à um novo patamar”, destacou. 

É previsto que essa seja a reestreia de Lula no continente, que foi prioridade do presidente nos próprios dois mandatos anteriores. O petista deseja ter uma ação específica na África, na estratégia de articulação com o chamado Sul Global. 

Foi durante o primeiro mandato de Lula, em 2003, que a embaixada brasileira em São Tomé e Principe foi aberta. O presidente visitou o arquipélago no mesmo ano.

O presidente deve aproveitar a viagem para visitar outros países, como a Angola e a África do Sul.

Além do Brasil e São Tomé e Principe, a Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste fazem parte da CPLP.

Fundada em 1996, a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa tem como objetivo a  a “concertação político-diplomática e a cooperação em todas as suas formas e a promoção e defesa da Língua Portuguesa, através de um intenso diálogo cultural”, de acordo com site do MEC. 

A cada dois anos é feita uma reunião com os países membros. 

 

Foto destaque: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Reprodução/Ricardo Stuckert/PR)

Israel bombardeia complexo subterrâneo do Hamas, em Gaza

Israel enviou um ataque aereo ao complexo subterrâneo do Hamas, em Gaza, na noite deste domingo (12), como resposta ao lançamento de foguetes do enclave palestino, de acordo com anuncio feito pelo Exército israelense na manhã desta segunda-feira (13).

Em resposta ao lançamento de foguetes no sábado de Gaza para Israel, os caças IDF atingiram durante a noite um complexo subterrâneo contendo matérias-primas utilizadas para o fabrico de foguetes pertencentes à organização terrorista Hamas”, o Exército israelense publicou no Twitter. Na rede social, ele também responsabilizou o Hamas por “toda a atividade terrorista proveniente de Gaza e irá enfrentar as consequências das violações da segurança contra Israel”.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”en” dir=”ltr”>In response to the Saturday rocket launch from Gaza into Israel, IDF fighter jets struck overnight an underground complex containing raw materials used for the manufacturing of rockets belonging to the Hamas terrorist organization. 1/2</p>&mdash; Israel Defense Forces (@IDF) <a href=”https://twitter.com/IDF/status/1624952026013569024?ref_src=twsrc%5Etfw”>February 13, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Tweet de Exército israelense. (Reprodução Twitter)


Sirenes soaram em cidades do sul israelense próximas à fronteira de Gaza depois do ataque de Israel. Porém, não há confirmação de uma retaliação palestina.

O Movimento Crescente Vermelho palestino acusou a morte de uma pessoa durante o ataque de Israel, no início da manhã (no horário local) em Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada, onde há um cenário de violência que continua desde o ano passado. O Exército israelense não comentou sobre o ataque à região.

Na primeira quarta de fevereiro, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Givr, afirmou que os ataques aéreos com foguetes feitos são motivados pela decisão dele de endurecer as condições dos detentos palestinos nas prisões israelenses. “Os lançamentos a partir de Gaza não abalarão a minha determinação de trabalhar para mudar as condições do acampamento de verão para os assassinos terroristas presos”, disse, o ministro.

Ocorreu um aumento da violência em grande parte da Cisjordânia, com o ano de 2022 tendo o maior número de mortes na área desde 2005, quando a ONU passou a registrar os números. No conflito israelo-palestino do ano passado, um total de 235 pessoas morreram, entre elas, algumas eram autores de ataques, combatentes e civis.

 

Foto destaque: Complexo subterrâneo do Hamas, em Gaza, é atingido por ataque aéreo de Israelcomp. (Reprodução/AFP)

Alta Costura não é para o dia-a-dia: Entenda

Os desfiles de alta costura — na tradução, ou Haute Couture — costumam ser questionados por apresentarem roupas consideradas estranhas por às vezes parecem fantasias, como o caso do Pyer Moss na coleção de inverno 2021, ou por apresentarem adornos não comuns, como a cabeça de leão no último desfile da Schiaparelli. Mas será que são mostradas roupas que as pessoas realmente usam para sair no dia-a-dia?

A resposta é não. O Haute Couture foi criado com o objetivo das marcas poderem apresentar as habilidades técnicas e criativas no design das roupas. Porem, as peças não podem ser produzidas de qualquer forma, é preciso que sejam criadas à mão, com materiais de qualidade e sob medida e encomenda, com ao menos uma prova de roupa, não podendo ser vendidas em escala. 


Look 24 do desfile de alta costura primavera 2023 da Fendi. (Reprodução/Vogue Runway)


A Federação da Alta Costura e da Moda (antiga Chambre Syndicale de la Haute Couture) que define o que é e o que não é alta costura. A federação revê anualmente quais casas poderão desfilar em Paris e poderão usar essa resignação pelo Ministro da Indústria na França. A marca precisa ter um ateliê em Paris, contratar ao menos um staff, de 15 pessoas, em tempo integral e apresentar as coleções publicamente pelo menos duas vezes por ano com ao menos 35 roupas para dia e noite.

O segmento não rende lucros para as empresas, mesmo podendo até ser utilizada como estratégia de marketing.. A temporada é usada principalmente como uma forma do designer expor o próprio posicionamento. Exemplo disso é o de inverno 2021 do Pyer Moss, em que Kerby Jean-Raymond, o primeiro designer preto estadunidense a se apresentar no calendário da alta costura, apresentou uma coleção homenageando inventores pretos e mostrando como as suas invenções mudaram a sociedade.


Look 11 do desfile de alta costura inverno 2021 de Pyer Moss. (Reprodução/Vogue Runway)


Os valores das roupas não são um problema para os cerca de quatro mil consumidores globais da temporada. De acordo com uma rtigo do “The Telegraph”, uma peça mais simples, sem muitos ornamentos, pode custar em torno de 10 mil dólares. Alguns outros modelos podem até bater na casa dos milhões.

Os clientes, podendo ser celebridades que usaram uma das roupas desfiladas em premiações ou eventos, costumam ser colecionadores. Os desfiles costumam terminar apresentando um traje de noivado, logo, alguns compradores investem em vestidos de noiva ou para outras celebrações. Algumas clientes podem começar a ser “paparicadas” por grifes, sendo chamadas à desfiles para logo fazerem as próprias encomendas. Além disso, ter uma peça da alta costura é um sinal de status, por ser uma vestimenta original e feita sob medida.

As casas que fazem parte da Federação Francesa de Alta Costura são:

  • Chanel
  • Dior
  • Schiaparelli
  • Maison Margiela
  • Valentino
  • Givenchy
  • Atelier Versace
  • Zuhair Murad
  • Elie Saab
  • Bouchra Jarrar
  • Stéphane Rolland
  • Jean Paul Gaultier
  • Viktor & Rolf
  • Adeline Andre
  • Ulyana Sergeenko
  • Fendi
  • Giorgio Armani Privé
  • Alexis Mabille
  • Maurizio Galante
  • Alexandre Vauthier
  • Giambattista Valli
  • Ralph & Russo
  • Franck Sorbier
  • Iris Van Herpen

 

Foto destaque: Look 15 do desfile de alta costura de primavera 2023 da Schiaparelli. (Reprodução/Vogue Runway)

A chegada do verão pode modificar a necessidade de alguns dermocosméticos

A estação mais fria já foi embora e a mais quente chegou para ficar. Com isso, será que é preciso mudar a rotina de skin care para combinar com o verão?

Existem cosméticos que podem ser usados durante o ano inteiro, mas fazer algumas mudanças de acordo com as estações não é uma má ideia. De acordo com a dermatologista Karine Okamoto, em entrevista à L’Officiel, “as temperaturas mais elevadas e a maior incidência da radiação ultravioleta contribuem para o risco de queimaduras solares e câncer de pele”. Podendo causar acne, sardas brancas, manchas, miliária e micoses, por exemplo. 


Mulher fazendo a rotina de skin care e bebendo água (Reprodução/Pinterest)


O filtro solar é indispensável. Não é preciso mudar o tipo do produto para a temporada de Sol, mesmo que existam opções variadas para desde peles oleosas a secas. É recomendado a utilização de proteção solar (FPS 30) ou superior para o uso diário e deve conter proteção contra raios UVA. É necessária a reaplicação a cada duas horas, mas esse tempo pode diminuir se houve contato da pele com água ou se houver transpiração excessiva. 

A escolha de um protetor com cor também ajuda, já que ele bloqueia a luz visível, que pode auxiliar na piora de certas doenças, como o melasma. Caso não consiga se adaptar, a aplicação de um protetor sem cor e de um BB Cream ou uma camada de base também é uma possível substituição.

O uso de qualquer cosmético deve ser consultado previamente com uma dermatologista, pois, dependendo da pele e da forma usada, pode ocasionar problemas.

Alguns ácidos promovem uma maior renovação epidérmica, podendo deixar a pele mais sensível e propensa a inflamações e manchas. É apropriado o uso de ácidos menos agressivos e mais seguros durante o verão, como os ácidos glicólico, cítrico, málico, láctico, ascórbico e o hialurônico.

Hidratar a pele é necessário em qualquer época do ano, mas é preciso consultar um dermatologista para descobrir qual a melhor opção para o seu tipo de pele. Alguns produtos podem deixar a pele oleosa mais oleosa assim como outros produtos podem piorar a pele seca ou até ocasionar uma irritação em peles sensíveis. Além disso, o hidratante labial com FPS é uma opção que não pode ser substituída apenas pelo gloss ou batom e não é recomendado o uso em conjunto dos produtos, pois pode interferir na proteção solar.

A vitamina C, em sérum ou creme, é perfeita para todas as épocas do ano. Ela auxilia no clareamento de manchas e na uniformização da pele, corrige rugas e linhas de expressão, ilumina a pele e evita o envelhecimento precoce.

A água termal é uma aposta certeira para o verão. Mesmo não sendo uma opção de substituição do hidratante, pois não repõem a barreira cutânea, a água ajuda na maior hidratação da pele. Isso porque ela tem ação calmante e antioxidante — podendo até ser usada após procedimentos mais agressivos, como o peeling —, protege a pele de agressões diárias, refresca e suaviza irritações. Uma dica é colocar o produto na geladeira para, quando for ser utilizado, a água estar mais refrescante.

Um lembrete é de não utilizar sempre o esfoliante, porque poder irritar a pele, provocando a piora de certos casos — como um possível efeito rebote na produção da oleosidade. Quando for fazer a esfoliação, é apropriado que a faça no máximo duas vezes por semana e que não seja em dias seguidos.

 

Foto destaque: Mulher, com copo de água, fazendo a rotina de skin care. (Reprodução/Pinterest)

Entenda os motivos do terremoto na Turquia e na Síria ter sido tão destrutivo

O terremoto que ocorreu na fronteira da Turquia com a Síria, na madrugada, às 4h17, desta segunda-feira (6), causou, até atualizações recentes, mais de 5 mil mortes. O tremor de magnitude 7,8, que durou 1 minuto e meio, foi o mais forte que já atingiu o território turco desde 1939.

De acordo com explicação dada à AFP pelo investigador do Serviço Geológico britânico, Roger Musson, o local, a hora, os antecedentes e as medidas de segurança pouco rigorosas para as construções na área explicam o número de vítimas.


Equipes de resgate buscam sobreviventes em escombros após terremoto na cidade de Jandaris, na Síria. (Reprodução/Reuters)


A Turquia está localizada na Placa de Anatólia, uma das zonas mais propensas a tremores no mundo. Essa área tem duas grandes falhas: a oriental, que faz fronteira com as placas Africana e Arábica, e a setentrional, que atravessa todo o território turco, estando conectada à placa Euro-Asiática, onde ocorrem os maiores desastres naturais nos últimos anos.

Os tremores na Falha Setentrional da Anatólia acontecem principalmente pelo movimento da placa Arábica contra a da Euro-Asiática, logo, “pressionando” a microplaca turca para o oeste. Umas das últimas tragédias no país foi causado nessa falha em 1999, deixando 17 mil pessoas mortas nos arredores de Istambul. 

Em 2020, 33.000 terremotos ocorreram na Turquia, com 322 tendo magnitude igual ou maior a 4, segundo a Autoridade de Gerenciamento de Desastres e Emergências (AFAD).

Carmen Solana, vulcanóloga da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, explicou que os terremotos não podem ser previstos. “As infraestruturas adaptadas são raras no sul da Turquia e especialmente na Síria, portanto agora a prioridade é salvar vidas”, disse. 

O país turco aprovou, em 2004, uma lei, após os tremores de 1999, para reforçar os critérios de construção, porém “muitas estruturas já estavam fragilizadas após um uma década de guerra”, como o vulcanólogo da University College London, Bill McGuire destacou.

Foto destaque: Escombros após terremoto que atingiu Turquia e Síria, nesta última segunda-feira (6). Reprodução/Ercin Erturk/Anadolu Agency.

Terremoto que atingiu Turquia deixa brasileiros desabrigados

O terremoto que atingiu a Turquia e a Síria, nesta segunda-feira (6), deixou brasileiros desabrigados no território turco, segundo o conselheiro da Embaixada do Brasil na Turquia, Marcelo Viegas. Não há informações sobre brasileiros feridos ou mortos pelo abalo. 

Dos brasileiros sob nossa jurisdição, a grande maioria vive em Ancara e seu entorno, que não foi diretamente atingida pelo sismo. Temos noticias de famílias com brasileiros na região atingida que estão desabrigadas, mas felizmente não há registro de brasileiros mortos ou feridos”, explicou, o conselheiro, que afirmou que a Embaixada já pediu ao Itamaraty para disponibilizar auxílio aos brasileiros afetados.


Equipes buscando por sobreviventes em Diyarbakir, na Turquia. (Foto: Reprodução/Ilyas Akengin/AFP)


Aproximadamente 350 pessoas do Brasil estão registradas em Ancara, capital turca, onde Marcelo Viegas compõe o setor consular. Existe um número maior vinculado ao Consulado-Geral em Istambul, que cobre Izmir também, dois dos maiores centros urbanos do país. “Lá, no entanto, a possibilidade de que haja vítimas diretas do terremoto é menor, dada a maior distância [do epicentro do tremor]”, disse, Viegas.

Sei de grupos de bombeiros voluntários, por exemplo, que já entraram em contato com a Agência para se colocar à disposição para virem prestar assistência por aqui [Turquia], mas este é um pacote que ainda está sendo estudado e elaborado dentro das capacidades e possibilidades do Estado brasileiro neste momento”, contou, o conselheiro.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil está em reunião debatendo uma forma do governo poder ajudar a Turquia após os terremotos. Essas informações, de acordo com Viegas, já foram transmitidas ao governo turco.

O terremoto:

Até atualizações mais recentes, mais de 5 mil pessoas morreram no terremoto que ocorreu na fronteira da Turquia com a Síria, na madrugada, às 4h17, desta segunda-feira. O tremor, que durou 1 minuto e meio, tinha magnitude 7,8, sendo o mais forte já registrado no país turco desde 1939. Horas depois, a região sofreu outro tremor, com magnitude 7,5.

O alto número de vítimas é explicado pelos antecedentes, as medidas de segurança pouco exigentes para as construções, a hora e o local, atingindo uma região densamente povoada. O investigador do Serviço Geológico britânico, Roger Musson, esclareceu à AFP que os métodos de construção “não eram realmente adequados para uma área propensa a grandes terremotos”, deixando a maioria das vítimas “bloqueadas quando suas casas desabaram”.

A Turquia é uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Musson disse que, pela região chamada falha da Anatólia Oriental não ter sofrido um terremoto com magnitude maior a 7 há mais de 200 anos, talvez foi por isso que os habitantes da área terem sido “negligentes”. 

 

Foto destaque: Prédios destruídos por terremoto em Kahramanmaras, na Turquia. Reprodução/Ihlas News Agency (IHA)/Reuters.

Busca por desaparecidos em naufrágio de traineira na Baía de Guanabara chega ao segundo dia

As buscas por três desaparecidos — entre eles, uma criança e um adolescente — em naufrágio de uma traineira com 14 pessoas na Baía de Guanabara chegaram, nesta segunda-feira (6), ao segundo dia. Seis pessoas morreram — quatro homens e três mulheres. 

Os Bombeiros trabalharam sem interrupções à noite e de madrugada, quando encontraram um cachorro morto dentro da embarcação próximo de onde os corpos de três passageiros estavam. Seis tripulantes foram resgatados com vida e, no início da manhã, receberam alta. 


Bombeiros buscam desaparecidos em naufrágio na Baía de Guanabara. (Reprodução/TV Globo)


Cinco dos corpos resgatados foram levados, às cerca de 1h30, ao Grupamento Marítimo (G-Mar) de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em nota do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), é informado que “segundo relatos atualizados, havia 14 pessoas a bordo da embarcação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h25, quando a traineira Caiçara, que voltava de um passeio entre amigos no entorno da Ilha de Paquetá, acabou emborcando — virando de cabeça para baixo dentro da água — por causa de uma tempestade com ventos fortes. Os seis sobreviventes foram resgatados por um barco que estava passando pela região na hora. Equipes do 19º Grupamento de Bombeiros (GBM) — da Ilha do Governador —prestaram os primeiros socorros e levaram as vítimas ao píer da Ilha do Governador.

A Marinha do Brasil, em nota, informou que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ)tomou conhecimento da ocorrência de um emborcamento de uma traineira na altura da Ilha do Governador (RJ)” e que um procedimento interno seria realizado para “apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente”. 

Concluído o procedimento e cumpridas as formalidades legais, os documentos serão encaminhados ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação, o qual dará vista à Procuradoria Especial da Marinha para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei nº 2.180/54.”, diz, a nota da CPRJ.

Das vítimas resgatadas e liberadas, estão: Ana Nilda dos Santos Soares, de 43 anos; Ana Paula de Souza, 46 anos; Caíque Gomes da Silva, 10 anos; Cauã Gomes da Silva, 14 anos; Erick Pereira da Silva, 38 anos; Everson Costa de Assunção, de 45 anos; Juliana Gomes Delana da Silva, de 35 anos; Marcos Paulo da Silva Correia, 45 anos.

Dos desaparecidos, constando com três mortos não identificados, estão: uma criança de 3 anos; um adolescente de 14 anos; Evandro José Sena; Fábio Dantas Soares, de 46 anos; Isabel Cristina de Souza Borges, de 38 anos; Michele Bayerl de Moraes de Sena.

 

Foto destaque: Busca por três desaparecidos de naufrágio na Baía de Guanabara chega a 2 dias (Reprodução/G1)

Washington debate implantação de mísseis no Japão para reforçar defesas contra a China

Com a recente tensão entre os Estados Unidos e a China, Washington sugeriu a implantação, no Japão, de mísseis de médio alcance a fim de reforçar as defesas contra a China nos mares do Leste e do Sul chinês, informou o jornal japonês Sankei, neste sábado (5).

É possível que a implantação dos EUA no território japonês inclua armas hipersônicas de longo alcance e Tomahawks. Tóquio, segundo o jornal, que não citou fontes, está prestes a iniciar uma discussão sobre se aceitará o ato.

De acordo com o Sankei, mesmo que a localização da implantação seja incerta, o Japão está considerando a ilha de Kyushu, no sul. O objetivo do governo estadunidense é reforçar as ilhas que separam o mar da China Oriental do Pacífico Oriental, pela proximidade com Taiwan, ilha governada democraticamente pela China. Além disso, a área faz parte do chamado por militares de “Primeira Cadeia de Ilhas”, que se estende até a Indonésia, que cerca as forças chinesas.

A tensão atual entre as duas potências mundiais acontece por causa de um suposto balão chinês identificado no território estadunidense, na última quinta-feira (2). Enquanto os EUA creem se tratar de um balão de espionagem, a China diz ser um instrumento meteorológico que desviou da rota original e viajou até o céu americano.


Balão sobrevoando o território dos Estados Unidos. (Reprodução/Chase Doak/AFP)


O balão que sobrevoava o estado de Montana, nos EUA, foi informado em comunicado. O Pentágono — sede da defesa do país — disse que já havia alguns dias que o objeto estava em território estadunidense e que estava já sendo monitorado pela aeronáutica. 

No sábado (4), o balão foi derrubado sob as águas territoriais dos EUA. O ato foi criticado pelo Ministério das Relações Exteriores da China, no domingo (5), que acusou os Estados Unidos de “exagerarem” e “violarem seriamente a prática internacional”.

O lado chinês informou repetidamente o lado dos EUA após a verificação de que o dirigível é para uso civil e entrou nos EUA devido à força maior – foi completamente um acidente”, disse, o comunicado do ministério chinês.

 

Foto destaque: Mísseis de médio alcance estadunidenses Pershing II prontos para serem disparados em campo de testes McGregor em 1987. (Reprodução/Frank Trevino)

Victoria Beckham cria vestido exclusivo para a filha Harper

Victoria Beckham é um nome que muitas celebridades e it girls desejam ter nas etiquetas das roupas, mas foi a filha da estilista de marca homônima que se tornou a musa e ganhou um vestido. Em postagem feita na última terça-feira (31), a empresária compartilhou uma selfie espelhada de si com a filha Harper Seven Beckham, que está usando um vestido exclusivo para ela.

Na legenda da foto, Victoria escreveu “Meu número um #VBMuse #HarperSeven! Mamãe adorou criar este vestido para você


Victoria posa com filha Harper Beckham em postagem com vestidos da marca Victoria Beckham (Reprodução/Victoriabeckham/Instagram)


O vestido longo tomara que caia tem uma estampa ombrê com as cores roxo, azul-ciano e branco. O que poderia ser um look delicado, com o colar com corrente simples e a bolsa de ombro azul pastel, se tornou um visual mais jovem e focado no street style com o tênis usado pela Harper.

Harper, que é a filha de 11 anos de Victoria e David Beckham, tem um futuro promissor na indústria da moda, principalmente com a nova onda de Nepobabies (celebridades que tiveram uma ajuda para construir a própria carreira por causa do sobrenome). O casal também tem três filhos: Brooklyn Peltz Beckham, de 23 anos, Romeo James Beckham, 20 anos, e Cruz Beckham, 17.

Victoria Beckham ficou conhecida por ser a Posh Spice no famoso girlgroup pop Spice Girls. Com o fim do grupo e a após a gravação de algumas músicas em carreira solo, a nossa Posh Spice seguiu a carreira da moda. “Eu gosto do fato de que eu não sabia muito. Porque se eu soubesse o que sei hoje, será que teria a coragem que tive na época? Provavelmente, não. Acho que eu era muito inocente.  Mas acho que isso era bom, porque provavelmente [se soubesse mais] estaria assustada. A indústria da moda é muito assustadora, e eu era uma popstar dizendo “Gente, eu desenhei um vestido!”, disse, a estilista, em entrevista à Forbes Women’s Summit, em 2018.

 

Foto destaque: Victoria Beckham e filha Harper. (Reprodução/Marc Piasecki)