Ex-presidente Fernando Collor é condenado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro

Na última quarta-feira (31), o Supremo Tribunal Federal (STF), condenou à pena de oito anos e dez meses de prisão no regime inicialmente fechado o ex-presidente da República e ex-senador, Fernando Collor de Mello pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


Fernando Collor, ex-presidente da República e ex-senador (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)


O caso, que é um desdobramento da Operação Lava-Jato, indiciou mais dois réus, os empresários: Luís Pereira Duarte de Amorim, apontado como administrador de empresas de Collor e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, que seria o operador particular do ex-parlamentar.

A denúncia contra o ex-presidente foi realizada pelo Ministério Público em 2015, e acusa Collor de receber R$ 29,9 milhões em propina negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. Os pagamentos teriam sido realizados entre 2010 e 2014 em negócios envolvendo a subsidiária, que na época, dois diretores indicados pelo senador. Para os ministros, a propina foi de R$ 20 milhões.

O plenário também condenou os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos.

Existiu também a denúncia de um terceiro crime de associação criminosa, onde Collor foi denunciado por organização criminosa, mas o Supremo considerou que houve prescrição, ou seja, já se esgotou o prazo para punir o delito.

Todos foram condenados a pagar R$ 20 milhões de indenização por danos morais coletivos. Os bens, direitos e valores fruto da lavagem de dinheiro deverão ser devolvidos à União e Collor se tornou inelegível para assumir e exercer cargo ou função pública.

Em nota, a defesa de Collor reafirmou a sua convicção sobre a inocência do ex-presidente e afirmou que vai aguardar a publicação do acórdão (decisão do STF) para apresentar os recursos cabíveis.

 

Foto destaque: Fernando Collor (Foto: Antônio Cruz/EBC)

Tina Turner: últimas aparições públicas foram em 2021, na Suíça

Nesta quarta-feira (24), a cantora Tina Turner faleceu aos 83 anos em sua casa na Suíça, onde morava com seu marido, Erwin Bach. Aposentada há quase dez anos da carreira musical, a última aparição pública da artista foi em 2021, através de um vídeo, onde agradece sua inclusão no Rock and Roll of Fame.

Como vocês podem ver pelo meu sorrisão: estou empolgada de ter sido oficialmente induzida no Rock and Roll Hall of Fame como artista solo. Que honra!“, escreveu Tina em outubro de 2021, posando com sua estatueta.

Além disso, no mesmo ano, ela publicou um vídeo onde promove o documentário “Tina”, produzido pela HBO, que aborda a vida e a trajetória da cantora durante seus 60 anos de carreira. “Estou muito animada para compartilhar este filme com vocês. Ver as cenas do show me fez reviver alguns dos momentos de maior orgulho da minha vida. Eu simplesmente tive que cantar junto e dançar na minha sala de estar”, escreveu ela.


Tina Turner em sua última aparição pública em 2019, na abertura do musical que levava seu nome (Foto: reprodução/Getty Images)


Antes disso, sua última aparição havia sido em 2019, onde participou do lançamento de “Tina – The Tina Turner Musical“, na Broadway, em Nova York. Na ocasião, a cantora foi aplaudida de pé pelo público e pelo elenco, além de ter posado com a atriz Adrienne Warren, que a interpretou no palco.

 

Quem era Tina Turner?

Nascida na pequena cidade de Nutbush, no estado norte-americano de Tennessee no dia 26 de novembro de 1939, Tina Turner nasceu como Anna Mae Bullock. Quando ainda era criança, ela e sua irmã mais velha, Aillene, foram separadas quando os pais se mudaram para trabalhar em uma fábrica de munições e a pequena Anna teve que morar com seus avós.

Uma noite, ela e sua irmã foram a uma boate para passar a noite, e foi nessa ocasião em que ela conheceu Ike Turner, quando ele e sua banda, a The Kings of Rhythm se apresentaram naquela noite.

Após isso, um dia, durante um intervalo, Anna recebeu o microfone performou aquela noite, e sua apresentação impressionou tanto que ela foi convidada para cantar com a banda. Ela fez sua primeira gravação como cantora de apoio em 1958, mas dois anos depois foi quando teve sua grande oportunidade de se destacar, ao gravar a música chamada “Fool in Love“, escrita por Turner.


Tina Turner e seu, na época, marido, Ike Turner (Foto: Reprodução/Getty Images)


Quando foi lançada, a música atingiu o número 27 nas paradas da Billboard e a sucessora, “It’s Gonna Work Out Fine“, alcançou o top 20, o que rendeu a ela e Turner um Grammy. Nessa época, por sugestão de Ike, Anne resolveu adotar o nome de Tina, e em 1962, os dois se casaram e após isso, ela passou a utilizar também o sobrenome de seu marido, assim, se surgiu o nome Tina Turner.

Na década de 70, seu relacionamento com Ike estava crítico, pois seu parceiro havia se tornado um alcoólatra e usuário de cocaína, e isso misturado a sua atitude abusiva e controladora faz com que ele começasse a agredir Tina fisicamente dentro de casa.

Em 1976, ela conseguiu fugir da casa onde vivia com Ike e enquanto se escondia na casa de amigos, ela processou o companheiro pelo divórcio. Após isso, com a ajuda de um executivo de sua gravadora, ela partiu em uma série de turnês solo que a estabeleceram como uma artista que tinha mérito próprio.

Em 1983, com o sucesso de “Let’s Stay Together“, Tina viu sua carreira renascer, após dois álbuns criados para entrar nas paradas falharam. Mas foi com o lançamento do seu álbum “Private Dancer” que a artista emplacou sete sucessos e lançou uma turnê mundial.

O sucesso continuou na década seguinte, incluindo uma gravação de GoldenEye, a música tema do primeiro filme de James Bond estrelado por Pierce Brosnan.

Aos 61 anos, ela anunciou que estava entrando em uma semi-aposentadoria, e em 2003, compareceu à noite do Kennedy Center Honors, onde estrelas como Oprah Winfrey, Al Green e Beyoncé se juntaram ao presidente George Bush para prestar homenagem.


Tina Turner no começo de 2021 (Foto: Reprodução/Instagram)


Em 2021, Tina vendeu os direitos de seu trabalho para a administração da BMG Rights por mais de $50 milhões (cerca de R$ 250 milhões) e foi incluída no Hall da Fama do Rock ‘n’ Roll.

 

Foto destaque: Tina Turner em sua casa 2021 com sua estátua após ser induzida ao Rock and Roll of Fame. Reprodução/Instagram/Alberto Venzago

James Gunn comenta diferença entre seu trabalho na DC e na Marvel

Em entrevista ao Wired, o novo co-chefão do DC Studios, James Gunn, fala sobre a diferença entre seu trabalho e o do chefão da Marvel Studios, Kevin Fiege. “Acho que é um pouco diferente, quero dizer… número um, DC Studios é um estúdio, então é um pouco diferente. Peter Safran [co-CEO da DC Studios] faz muito do que Kevin Feige faz”, disse Gunn.

“Muito do que faço é apenas trabalhar no lado criativo das coisas, então… mapear as histórias e o lado criativo do universo é meu trabalho, muito mais do que algumas coisas mais administrativas/executivas. Kevin tem que fazer as duas coisas”, afirmou o diretor.

Em outubro de 2022, o diretor famoso por seus filmes no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) foi anunciado como um dos novos responsáveis pelo DC Studios ao lado de Peter Safran.

Em seu tempo na Casa das Ideias, Gunn dirigiu todos os filmes da franquia Guardiões da Galáxia, tendo o último filme da trilogia lançado agora em maio de 2023. O novo longa conta com o retorno de Chris Pratt (Peter Quill/Senhor das Estrelas), Zoë Saldaña (Gamora), Dave Bautista (Drax), Vin Diesel (Groot), Bradley Cooper (Rocket), Karen Gillan (Nebulosa) e Pom Klementieff (Mantis).

Entre as novidades, destaque para Will Poulter como o herói Adam Warlock e para o ator Chukwudi Iwuji, interpretando o vilão do filme, o Alto Evolucionário.


Foto: James Gunn no set de gravação de Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Marvel Studios/Divulgação)


Já na DC, antes mesmo de assumir a liderança dos estúdios já trabalhou com a empresa no filme “Esquadrão Suicida” de 2021, estrelando Margot Robbie (Arlequina), Idris Elba (Bloodsport), Peter Davidson (Blackguard) e muitos outros, além de ter dirigido a série “Pacificador” de 2022, sendo um derivado de Esquadrão Suicida estrelado por John Cena.

 

Foto destaque: James Gunn (Foto: Getty Images)

Karl Urban estaria em negociação para interpretar Jonnhy Cage em “Mortal Kombat 2”

Karl Urban, ator conhecido por interpretar Billy Bucher na série The Boys, estaria nos estágios finais de negociação com a produção do filme “Mortal Kombat 2”, sequência do filme de 2021. Segundo o The Wrap, o ator interpretaria o personagem “Jonnhy Cage”, personagem icônico da franquia de jogos em que o filme se baseia.

O diretor da sequência é Simon McQuoid, mesmo diretor do primeiro filme e o roteiro é assinado por Jeremy Slater, mesmo roteirista de séries como “Cavaleiro da Lua, da Marvel” e “The Umbrella Academy”.

Mortal Kombat de 2021 acompanha a história de Cole Young (Lewis Tan), um dos escolhidos para defender a Terra com a ajuda de Sonya Blade (Jessica McNamee),  e do soldado Jax (Mehcad Brooks), contra a invasão do exército da Exoterra, liderados por Shang Tsung (Chin Han), e seu guerreiro Sub-Zero (Joe Taslim).

Apesar de se basear em uma franquia de jogos de sucesso com mais de 76 milhões de unidades vendidas ao longo de mais de 30 anos, o filme teve uma recepção de crítica e público bem ruim, sendo muito criticado pelas mudanças na história, na personalidade dos personagens, e pelo fraco roteiro e sem desenvolvimento adequado.

Mesmo com as críticas, o filme de 2021 rendeu mais de 80 milhões de dólares em bilheteria e garantiu uma sequência sem data de estreia anunciada até o momento.

Quem é Jonnhy Cage?


Jonnhy Cage – Mortal Kombat 11 (Reprodução/ Divulgação/ Warner Play)


O personagem existe desde a estreia do jogo, em 1992, sendo originalmente interpretado Daniel Pesina nos jogos. O personagem é um ator de filmes de ação de Hollywood e artista marcial, convocado por Raiden, um dos defensores da Terra, para participar do torneio “Mortal Kombat” e impedir a invasão da Exoterra, liderada por Shao Khan, ao planeta.

O personagem é um dos mais queridos pelos fãs da franquia, trazendo um certo alívio cômico e leveza para a história. Em 2015, durante o jogo Mortal Kombat X, é revelado que Cage se casou com Sonia Blade e teve uma filha, chamada Cassandra Cage, também conhecida como Cassie Cage.

Foto de destaque: Montagem com ator Karl Urban (esquerda) e o personagem Jonnhy Cage (direita). Reprodução/ Astrid Stawiarz / Getty Images for Variety

Governo russo acusa EUA de suposto ataque de drones ao Kremlin

A Rússia acusou, nesta quinta-feira (4), o governo dos Estados Unidos de planejarem o suposto ataque de drones que teria ocorrido ao Kremlin, que teria como objetivo de assassinar o presidente Vladmir Putin. O ataque teria sido impedido por Moscou, que abateu dois drones ucranianos que teriam o Kremlin como alvo. O governo ucraniano nega ter conhecimento sobre o ataque e sobre os drones.


O presidente da Rússia, Vladmir Putin (Foto: reprodução/Sputnik/Alexei Babushkin/Kremlin via REUTERS/UOL Notícias)


O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em entrevista que “Os esforços de Kiev e de Washington para negar qualquer responsabilidade são totalmente ridículos”.

A Ucrânia negou envolvimento no suposto ataque e o porta-voz do Pentágono, John Kirby, negou o envolvimento dos Estados Unidos no ataque e acusou Dmitry de estar mentindo, já que o governo russo não teria apresentado provas do envolvimento dos EUA no incidente.

Eu apenas diria a você que o senhor [Dmitry] Peskov está mentindo. Quero dizer, é obviamente uma afirmação ridícula. Os Estados Unidos não tiveram nada a ver com isso. Nós nem sabemos o que aconteceu. Mas posso garantir que os EUA não tiveram nenhum papel nisso”, disse Kirby.

 

E a guerra continua

A guerra entre Ucrânia e Rússia já dura mais de um ano, tendo começado em 24 de fevereiro de 2022, quando o presidente russo, Vladmir Putin, enviou tropas e disparou bombas contra a capital ucraniana, Kiev, alegando estar realizando uma “operação militar especial”.

Atualmente, a Rússia ocupa 18% do território ucraniano, em uma guerra onde já foram confirmadas mais de 8 mil mortos e mais de 14 mil feridos, segundo dados do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgados no dia 10 de abril de 2023.

A crise humanitária na Ucrânia também é um grande desafio. Milhões de pessoas estão em necessidade de assistência humanitária, incluindo alimentos, água e serviços médicos. O país também enfrenta dificuldades econômicas, com a instabilidade política e o conflito segue prejudicando a economia do país.

 

Foto Destaque: momento em que drone é abatido pelo Kremlin em tentativa de ataque. Reprodução/Ostorozhno Novosti/Handout via REUTERS/CNN Brasil