Facebook: Rússia desativa acesso à rede social e gera prejuízos milionários à Meta

Após o boicote do Facebook sobre anúncios russos e fakenews a respeito da guerra contra à Ucrânia, o país russo decidiu, recentemente, vetar o acesso à mídia digital por acreditar que a censura imposta sobre a Rússia é injusta. A medida, instantaneamente, pode render um prejuízo de R$ 18,2 milhões por dia à Meta, dona do Facebook.

Segundo a Statista, empresa alemã de rastreamento de dados de consumidores, o aplicativo detém cerca de 66 milhões de usuários russos. De acordo com os dados do ano passado, o software ganhou US$ 19,68 (quase R$ 102) por usuário na Europa. Logo, deve perder, em média, US$ 3,6 milhões (R$ 18,22 milhões) por dia após a desativação do acesso ao site –– em torno de US$ 1,3 bilhão (ou R$ 6,58 bilhões) por ano. Em termos de comparação, o montante representa um pouco mais de 1% da receita total da Meta, que arrecadou US$ 117,9 bilhões (uma média de R$ 596,86 bilhões) no ano passado.

O Facebook vetou anúncios russos e publicações que disseminavam fakenews a respeito da invasão russa ao território ucraniano. Com isso, a Rússia tomou pequenas medidas para vetar alguns acessos à rede social após o site ter colocado rótulos de verificação em algumas postagens de organizações filiadas ao Estado; agora, a nação optou por banir efetivamente o acesso geral ao app.

Nick Clegg, presidente de assuntos globais da Meta, informou que o Facebook frustrou uma campanha de desinformação liderada pela Rússia contra a Ucrânia e tentativas de alguns hackers de atacarem contas de ucranianos famosos na rede social.


Ícone do Twitter em cima da bandeira russa (Foto: Reprodução/Reuters)


Boicote digital

O Twitter é outra rede social que sofreu um veto de acesso na Rússia. O motivo é o mesmo: a Rússia acusa o site de censurar postagens, contudo, os posts “censurados” contém fakenews e anúncios pró-guerra.

Há, ainda, relatos de que outros serviços ocidentais de informação também serão bloqueados, como canais britânicos de notícias, BBC, e o alemão Deutsche Welle. Ao que tudo indica, a plataforma Wikipédia também teria sofrido um bloqueio.

 

Foto de destaque: Facebook e bandeira da Rússia. Reprodução/DCM.

Rublo russo afasta-se das mínimas, mas segue em queda após rebaixamento de nota de crédito

Em virtude dos boicotes econômicos na Rússia devido ao conflito com a Ucrânia, as provedoras internacionais de crédito, Fitch e Moody’s, rebaixaram a dívida soberana da potência russa para o status especulativo. Com isso, o rublo russo abateu parte das perdas, depois da queda para novas mínimas recordes em relação ao dólar e ao euro, na última quinta-feira (3). A medida foi tomada pelas autoridades financeiras russas por não conseguirem, sozinhas, evitar a queda da moeda.

O rublo terminou estável no final do pregão na Bolsa de Moscou, no valor de 106,01 por dólar, após conquistar a mínima histórica de 118,35 por dólar em uma sessão de pouquíssima liquidez e muita volatilidade. Nesta quinta-feira (3), o dólar havia fechado em R$ 5,02.

Na Bolsa de Moscou, o rublo chegou a cair 1,9% parara 117,6 por euro, após ultrapassar 125 por euro pela primeira vez. Neste mesmo dia, 3, o euro havia fechado em R$ 5,55.

No mercado offshore, às 16h17 no horário de Brasília, a moeda russa caía em torno de 11%, a 108,39 por dólar, e cerca de 10% a 119,43 por euro.


Moedas de rublo russo (Foto: Reprodução/Coin Collection Market)


O rublo permaneceu em queda mesmo depois de o banco central da Rússia impor uma taxa de 30% em casas de câmbio para as compras de moeda estrangeira por pessoas físicas –– medida que, segundo os corretores, destina-se a evitar a demanda por dólares.

Os mercados financeiros da Rússia foram abalados pelas sanções impostas por causa da invasão da Ucrânia, o maior ataque a um Estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Já os swaps de crédito de cinco anos do país, os quais investidores utilizam a fim de se proteger contra o risco de prejuízos da dívida do país, entraram em queda para 1.250 pontos-base na quinta, 3, ante fechamento de 1.321 pontos-base na quarta, 2.

 

Foto de destaque: cédulas de rublo russo. Reprodução/Wikimedia.

Pesquisadores da UFMG desenvolvem novo método para tratamento de câncer cerebral

Recentemente, pesquisadores de doutorado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um novo método para tratar o câncer cerebral. O estudo tem autoria da doutora Isadora Carvalho e consiste na criação de um nanomaterial capaz de aplicar medicamentos nas células cerebrais infectadas por tumores.

Um dos focos da pesquisa era aprimorar a chegada do fármaco ao local do tumor de maneira a ocasionar menos efeitos colaterais, visto que o tratamento convencional para o câncer resulta em efeitos adversos ao organismo –– podendo ser, muitas vezes, bastante agressivo.

O aparelho foi produzido a fim de transportar dois remédios utilizados no tratamento do câncer no cérebro: KLA e doxorrubicina. Os pesquisadores fizeram testes bem-sucedidos in vitro, ainda sem usar seres humanos.

Cientista trabalhando em um laboratório. (Foto: Reprodução/Blog da Estácio)


Nestes ensaios clínicos, o nanomaterial atingiu as células tumorais sem danificar as saudáveis: a medicação é liberada assim que a tecnologia adentra na célula. Outro efeito interessante foi a habilidade de iluminar com fluorescências as áreas atacadas, permitindo a formação de bioimagens para visualizar onde se localiza cada componente no interior celular.

A nanotecnologia trabalha com estudo e soluções em dimensões minúsculas, invisíveis a olho. Nanômetro é uma medida equivalente a 1 metro dividido em 1 bilhão de partes.

A tese de Isadora Carvalho foi indicada na área de engenharias para o prêmio de teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mais importante concurso de pós-graduação do país.

Outros projetos da UFMG

A universidade ainda possui outros centros de pesquisas, responsáveis por conduzir estudos muito importantes para a área da saúde, como é o caso do ensaio clínico para entender o funcionamento de moléculas antivirais.

Atualmente, a UFMG busca por voluntários para dar continuidade a essa pesquisa, cujo intuito é entender estas moléculas a fim de desenvolver novos medicamentos para combater a Covid-19. O chamado é para quem tem entre 18 e 50 anos de idade, é saudável e apresentar sintomas da doença com início menos de quatro dias antes.

Os pesquisadores querem entender, por exemplo, como, e com que velocidade, ocorre a diminuição do vírus a partir do uso de antivirais. De acordo com a UFMG, a proposta é desenvolver uma plataforma de estudos antivirais, compreendendo o funcionamento das moléculas, e não apenas se elas são eficazes.

 

Foto de destaque: Universidade Federal de Minas Gerais. Reprodução/UFMG.

Nintendo encerra permanentemente atividades em 2 lojas virtuais

A desenvolvedora japonesa de games, Nintendo, divulgou na terça-feira (15) o plano de encerrar permanentemente as atividades de lojas virtuais para os consoles Wii e 3DS. Segundo a empresa, a partir de 23 de maio já não será mais possível adquirir qualquer artigo nessas lojas.

De acordo com a firma, a medida faz “parte do ciclo natural de vida de qualquer produto à medida que ele é menos usado pelos consumidores”.

O console Wii U é um dos aparelhos da marca que menos arrecadou lucro. Consoante os dados da empresa, foram comercializadas 13,56 milhões de unidades do dispositivo desde seu lançamento no ano de 2012 –– ao contrário de seu sucessor, o Switch, que vendeu 8 vezes mais unidades na metade do tempo. Segundo as estatísticas de mercado, nenhum jogo novo foi lançado para este dispositivo desde 2020.

Em contrapartida, o console 3DS, oficialmente lançado em 2011, vendeu mais de 75,9 milhões de unidades e recebeu novos jogos até o ano passado. Contudo, desde o lançamento do Switch, em 2017, o número de lançamentos de novos games vem caindo exponencialmente.


Console do Nintendo Switch. (Foto: Reprodução/Magazine Luiza).


Para colecionadores e pesquisadores da história dos games, a decisão do encerramento das lojas é motivo de preocupação, isso porque pode implicar que centenas de jogos desapareçam do mercado para sempre.

Segundo o levantamento elaborado pelo site Videogame Chronicle, mais de mil jogos exclusivos dos modelos Wii U e 3DS, lançados apenas em versão digital, ficarão fora do mercado. Alguns exemplos são os jogos: Dr Luigi, Pokémon Rumble U, e Pokémon Picross.

Ainda, as versões físicas dos jogos também correm perigo: os discos, componentes eletrônicos dos consoles, e cartuchos podem se tornar inutilizáveis dentro de 15 a 20 anos em virtude da degradação natural da matéria utilizada para produzi-los.

Uma das respostas para resolver este problema seria se as grandes empresas resolvessem investir em emuladores para os consoles antigos. Tais programas de computador dariam a possibilidade dos games serem reproduzidos em diferentes dispositivos eletrônicos.

O CEO da divisão de jogos da Microsoft, Phil Spencer, disse em entrevista à Axios que vê nesses programas um bom caminho para a indústria preservar melhor o seu passado.

 

Foto de destaque: logo da Nintendo. Divulgação/Nintendo.

Nestlé: investimento no Brasil quase dobra em 2022 para R$ 1,8 bilhão

A multinacional Nestlé divulgou recentemente que investiu mais de R$ 1,8 bilhão no Brasil a fim de construir uma nova fábrica para ração de pets. Aportes externos também influenciaram o valor total de investimento a alcançar quase o dobro daquele referente ao ano passado.

Segundo entrevista da empresa à agência de notícias Reuters, o desenvolvimento da nova fábrica de ração, intitulada de Nestlé Purina, já começou e corresponde a cerca de 40% da verba investida no país em 2022, de aproximadamente R$ 730 milhões.

Já o montante de R$ 1,1 bilhão será aplicado nas operações industriais, como novas tecnologias, logística, e em sustentabilidade. Deste todo, a fração de 90% será encaminhada a novas linhas para ampliação de capacidade, maior produção e inovação em produtos, e ainda em investimentos voltados à eficiência energética e uso de biomassa em substituição ao gás.


Caixa de chocolates, uma das especialidades da Nestlé. (Foto: Reprodução/Farmácia Indiana).


As produtoras de café, as quais simbolizam a ação prioritária da companhia no Brasil, receberão R$ 160 milhões neste ano, aporte que desconsidera outros investimentos, como canais de venda e distribuição.

“Será um ano de muito investimento em inovação, aumento de eficiência e produtividade nas linhas, além da sustentabilidade das operações. Estamos acelerando os investimentos e antecipando projetos em novas linhas e tecnologias que vão nos permitir ampliar capacidades e suportar as estratégias de negócios que desenhamos para o período”, informou em nota o CEO da Nestlé Brasil, Marcelo Mechior.

A empresa já havia anunciado anteriormente os investimentos de, ao menos, R$ 1 bilhão para a fábrica de ração para pets em Santa Catarina no intuito de assumir a liderança de um mercado de forte crescimento no país. O montante previsto para este ano deve representar parte importante dos aportes totais.

 

Foto de destaque: logo da Nestlé. Divulgação/Nestlé.

Nubank totaliza 53,9 milhões de clientes e triplica receita para o 4º trimestre

O Nubank (NUBR33) divulgou durante a noite da última terça-feira (22) que o banco atingiu o número de 53,9 milhões de clientes e triplicou a receita da instituição durante o quarto trimestre de 2021. Este é o primeiro balanço financeiro publicado pela fintech desde a abertura de capital na Bolsa de Nova Iorque em dezembro passado.

A soma dos 53,9 milhões de usuários no fim do quatro trimestre representa um avanço equivalente a 61,9% na base anual. Em comparação com o ano anterior, durante o mesmo período, o crescimento havia sido de 65,8%, contudo, apenas 41,1 milhões de clientes possuíam contas ativas –– isto é, realizavam movimentação financeira ou contratação de serviços.

As receitas, ainda, subiram 214% para a base anual, arrecadando US$ 365,9 milhões em meio ao quarto trimestre.

“O Nu teve um forte começo como companhia de capital aberto, como ficou claro no nosso desempenho no quarto trimestre. Estamos agora acelerando os esforços para crescer o ecossistema do Nu, aprimorar nossa plataforma bancária digital líder e expandir para novos mercados geográficos de forma a melhorar o acesso financeiro para muitas outras pessoas”, explicou o CEO e cofundador da empresa, David Vélez, no release de resultados.


Nasdaq dando os parabéns ao Nubank pela incorporação da empresa na bolsa de valores. (Foto: Divulgação/Nubank).


Indicadores financeiros são cruciais para análise do desempenho das ações de uma empresa. Um em particular, intitulado de ARPAC (receita média mensal por cliente ativo), indicou US$ 5,6 no trimestre final de 2021, representando um avanço de 66,2% com relação ao mesmo período de 2020 (US$ 3,3). Importante destacar que esse cálculo não exclui os efeitos de variação do câmbio no referente período.

Esses dados são relevantes por demonstrarem a eficácia do banco quanto a rentabilizar a operação em cima de sua extensa base de usuários. Geralmente, bancos incumbentes geram receitas dez vez maiores por cliente.

Além disso, a própria carteira de crédito, um artigo financeiro responsável por rentabilizar a operação, alavancou de US$ 500 milhões para US$ 2 bilhões no período de um ano em meio ao quarto trimestre do ano passado.

O banco digital revelou, ainda, que o sinalizador de inadimplência –– atrasos acima de 90 dias –– está sob controle, demonstrando uma pequena alta de 3,4% no terceiro trimestre para 3,5% no quarto; valor inferior às médias de mercado.

 

Foto de destaque: divulgação Nubank. Divulgação/Nubank.

Corbevax: vacina anticovid deve ser doada à Índia para uso emergencial

O governo indiano divulgou recentemente que a vacina anticovid Corbevax foi aprovada para uso emergencial no país após entidades estadunidenses, responsáveis pela criação do imunizante, terem cedido, sem custo, o direito de produção à Índia.

O gesto de doar a receita de produção da vacina é uma tentativa de combater a distribuição desigual de imunizantes a qual ocorre nos 52 países mais pobres, os quais abrigam mais de um quinto da população mundial e só receberam menos de 6% do total de vacinas aplicadas pelo mundo.

A vacina recebeu o aval para uso emergencial na Índia no mês de dezembro de 2021, e a expectativa é de que ao menos 100 milhões de doses sejam fabricadas mensalmente pelo laboratório indiano elegido para a produção, o Biological E.


Cientistas desenvolvendo pesquisas em um laboratório. (Foto: Reprodução/Portal Connected).


As instituições norte-americanas responsáveis pelo desenvolvimento da Corbevax são a Baylor College of Medicine e o Texas Children’s Hospital. A produção foi elaborada sem o intuito de ser patenteada. Ainda, o desenvolvimento em laboratório é barato e os imunizantes podem ser armazenados em geladeira comum e transportados –– ideal para países pobres.

A novidade percorreu um caminho singular do laboratório até a fábrica. Foi criada com tecnologia já tradicional (subunidades de proteína) e contou com investimento de fundações empresariais como JPB, Kleberg e John S. Dunn. A Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) contribuiu com US$ 5 milhões e o governo dos Estados Unidos prometeu US$ 50 milhões para ampliar a capacidade do Biological E.

Dados sobre a desigualdade na distribuição de vacinas contra a Covid-19

Dados mostram que só uma campanha efetivamente global dará fim à pandemia:

– Dos 9,3 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas até hoje, menos de 6% foram destinadas aos 52 países mais pobres, que abrigam 20% da população mundial;

– Cerca de 35 milhões de pessoas recebem a primeira, a segunda ou a terceira dose de vacina por dia, mas a grande maioria delas vive nos países mais ricos;

– Dos US$ 251 bilhões que serão gastos com o desenvolvimento e a compra de vacinas até 2026, uma parte mínima contempla países mais pobres, como os da África;

– A falta de uma campanha de imunização que atenda a todo o conjunto de países expõe o mundo inteiro ao surgimento de variantes com alto risco de contágio, como a ômicron, que está colocando em xeque a economia global.

 

Foto de destaque: Vacina anticovid. Reprodução/Johns Hopkins Medicine

SUS: atendimento a cidadãos com transtornos psicológicas sobe 11% em 2021

O Ministério da Saúde anunciou no último domingo (20) que o atendimento a cidadãos com transtornos psicológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) subiu 11% no ano de 2021. O aumento na procura por assistência psicológica se justifica pelo uso abusivo de drogas ou mesmo pela dependência de álcool e outros entorpecentes.

De acordo com o parecer do Ministério, a rede pública ofereceu assistência a 400,3 mil casos no ano passado, número superior aos 356 mil atendimentos registrados em 2020. Em ambos os anos, as estatísticas expressam dependentes químicos e doentes mentais a procura de ajuda.

Na soma de todos os atendimentos ofertados no ano passado, cerca de 159,6 mil são relativos ao uso abusivo do álcool. Posteriormente, 31,9 mil casos são sobre transtornos mentais e comportamentais provocados pela utilização de cocaína, e 18,8 mil referentes ao fumo.

Consoante as informações captadas pelo levantamento, substâncias como opiáceos, canabidioides, sedativos, hipnóticos, alucinógenos, solventes voláteis, e estimulantes (até mesmo a cafeína) também fazem parte daquelas utilizadas de maneira abusiva pelos usuários, contudo, representam uma estatística inferior aos demais casos. Nisso, o uso de inúmeras drogas e demais substâncias psicoativas não listadas individualmente correspondem a 151,3 mil atendimentos.

Ainda segundo o relatório, pacientes do sexo masculino representam a maioria dos casos atendidos pelo SUS, independentemente do tipo de droga utilizada. Referente à faixa etária, a maioria das assistências foram ofertadas a jovens entre 25 e 29 anos (cerca de 303,7 mil casos registrados), seguidos pela faixa de 10 a 24 anos (49,4 mil), e os cidadãos com 60 anos ou mais (38,4 mil).


Paciente sendo atendido por um psicólogo. (Foto: Reprodução/Vittude)


Os dados foram divulgados no Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, marcado em 20 de fevereiro, como numa forma de advertência que o Ministério classificou como “um problema global”.

Os especialistas de saúde teorizam que o aumento do ano passado seja um indicativo que muitas pessoas decidiram retomar o tratamento em 2021, após o número de atendimentos ter caído em 2020 devido ao medo das pessoas em se infectarem com o novo coronavírus.

“Importante lembrar que esses números não são suficientes para retratar o problema da dependência química no país, tendo em vista que estamos falando especificamente da quantidade de atendimentos e não do total de pessoas dependentes”, explica, na nota, o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Rafael Bernardon.

“Além disso, muitas pessoas com transtornos decorrentes do uso dessas substâncias não procuram os serviços de saúde por fatores diversos, como o estigma e a falta de informação”, pontua.

 

Foto de destaque: Sistema Único de Saúde. Reprodução/SUS.

Galp busca novas oportunidades de investimento em energia solar e eólica no Brasil

O CEO Andy Brown da companhia portuguesa Galp Energia, focada em petróleo e gás, divulgou na última segunda-feira (14) que considera o Brasil um país atraente para prosseguir com sua aposta em energia solar e eólica. Atualmente, a empresa procura por oportunidades de investimentos no país.

A Galp havia acordado em outubro do ano passado em adquirir e desenvolver dois projetos solares no Brasil. Com uma capacidade de 600 megawatts (MW), o projeto reforma o portfólio da firma e reduz a parte da emissão de carbono.

“Esses 600 MW são apenas o começo, estamos analisando oportunidades em diferentes locais do país. Queremos expandir nossa posição em renováveis e o Brasil é um país rico em oportunidades, tem uma estrutura atraente para investirmos”, assumiu Brown.

Ainda segundo o empresário, a Galpa se concentra em projetos solares e eólicos, e acrescente que o Brasil é um “lugar muito atraente para o hidrogênio competitivo” – uma área que a Galp “vai considerar em tempo oportuno”, paralelo à construção de sua posição renovável.


Funcionários instalando plascas de energia solar. (Foto: Reprodução/Energy Brasil).


No mês de junho do ano passado, a companhia informou que planejava reforçar o foco em energias renováveis e limitar os gastos com combustíveis fósseis, o que gerou um corte de 20% equivalente a montantes entre €800 milhões e €1 bilhão em capex –– “capital expenditure”, o montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital de uma determinada empresa –– até 2025.

Também em 2025, o negócio de upstream (exploração e produção de petróleo) representará cerca de 40% do capex líquido da empresa, abaixo dos 70% e 88% entre 2016 e 2020.

A companhia gastará principalmente em empreendimentos já sancionados, como o projeto Bacalhau 1, no pré-sal brasileiro, na Bacia de Santos.

Brown acrescentou que a Galp, depois de ter investido cerca de US$ 5 bilhões nos últimos 20 anos no upstream do Brasil, “já tem 50 anos de oferta” garantidos com as reservas descobertas e não planeja perfurar mais poços no país.

Foto de Destaque: prédio da Galp. Reprodução/Admirals Market

 

Neon atinge status de unicórnio brasileiro após investimento de R$ 1,6 bilhão do BBVA

A fintech de pagamentos Neon divulgou nesta segunda-feira (14) que recebeu um aporte de R$ 1,6 bilhão do BBVA, transformando a empresa no novo unicórnio brasileiro.

Segundo os dados da empresa, a quantia será investida nas áreas de tecnologia, marketing, produtos e capital. A Neon triplicou de tamanho no ano passando, alcançando a marca de 15 milhões de clientes, sendo 88% destes cidadãos das classes C, D e E. A estimativa da companhia para esse ano é dobrar a receita.

A principal estratégia da fintech é a de lançar novos artigos baseados na plataforma Democredit, a qual utiliza a inteligência artificial para conceder crédito aos clientes. “Daremos a todos os nossos clientes caminhos simples e sustentáveis para obter crédito de forma justa. A captação nos permite acelerar esse propósito e atender cada vez mais trabalhadores”, afirmou em comunicado o fundador da empresa, Pedro Conrade.

O presidente do conselho do BBVA, Carlos Torres Vila, justificou o investimento dizendo que a Neon possui uma oferta “conectada às necessidades financeiras dos brasileiros”, além de capacidade para continuar crescendo rapidamente. “A Neon também tem um potencial de lançamento de produtos com muita agilidade em um mercado com tanto potencial como o Brasil”, disse ele em nota.


Pedro Conrade: fundador e CEO da Neon. (Foto: Reprodução/Neon)


Juntando o novo aporte com os investimentos passados, a Neon soma o equivalente a R$ 3,7 bilhões. O primeiro investimento foi realizado na série A em um total de R$ 72 milhões, contando com a participação da Propel Venture Partners, Monashees, Quona Capital, e Flourish Ventures.

De modo geral, o Brasil viu um investimento acelerado de R$ 3 bilhões só no mês de janeiro desse ano. Já em novembro de 2019, na série B, a empresa levantou cerca de R$ 400 milhões em uma rodada liderada por General Atlantic e Banco Votorantim, mas também contou com investimentos de alguns acionistas como a Propel.

Já em setembro de 2020, na Série C, a Neon recebeu R$ 1,6 bilhão liderado pela General Atlantic, que teve ainda a participação dos investidores BlackRock, Vulcan Capital, PayPal Ventures, Endeavor Catalyst e Propel.

Foto de Destaque: cartão da Neon. Reprodução/Neon