Anvisa aprova a venda do Paxlovid no Brasil

Nesta segunda-feira (21), a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) aprovou a venda do Paxlovid nas farmácias brasileiras. O remédio possui dois antivirais em sua nomenclatura: o nirmatrelvir e o ritonavir, quando combinados bloqueiam uma enzima que o vírus da Covid-19 precisa para se replicar no corpo.

Segundo a Anvisa, o remédio poderá ser fornecido tanto para farmácias como para hospitais particulares do país. Porém, nas farmácias, é necessário a prescrição médica. O Paxlovid porém, estará com bula e rotulagem em português de Portugal e em espanhol.

O portal g1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Pfizer no Brasil sobre o preço estipulado para o medicamento, mas não obtiveram resposta, mas foi divulgado uma nota informando que será iniciado o processo de importação para posterior comercialização do produto, o que buscará fazer da forma mais célere possível.


Consumo de medicamento. (Foto: Reprodução/Instagram)


De acordo com a Agência, o remédio deverá ser utilizado somente por adultos e é indicado para o tratamento da Covid em pessoas que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado da progressão para Covid grave. Para que o tratamento seja satisfatório, é necessário que os dois comprimidos sejam tomados juntos por via oral, duas vezes ao dia, durante 5 dias.

A Anvisa explica que a aprovação do medicamento ocorreu levando em consideração a venda do produto no mercado privado em outros países, como Estados Unidos e Canadá. A medida levou em consideração também o atual cenário epidemiológico, com a circulação de novas subvariantes da Ômicron e o aumento dos casos da doença.

Meiruze Freitas, diretora relatora da Anvisa, afirma que a vacinação permanece sendo a melhor opção contra a doença, sendo responsável por evitar casos graves e mortes, mas explica que a venda do medicamento no mercado privado vai aumentar a facilidade do acesso para o tratamento contra a Covid.

Mas segundo a ANVISA, a Pfizer, vai priorizar o abastecimento do medicamento no SUS, pois o diagnóstico precoce e o tratamento ambulatorial são importantes para evitar a progressão da doença.

 

Foto Destaque: Medicamento Paxlovid. Reprodução/Instagram

Problemas de pele e queda de cabelo? Conheça o procedimento que irá resolver essa situação

Existem diversos fatores que nos deixam inseguros e insatisfeitos com a própria aparência. Estrias, linhas de expressão, calvície e cicatrizes são apenas alguns dos vários exemplos capazes de diminuir a autoestima de muita gente.

Esse tipo de sentimento, apesar de relativamente injusto com nós mesmos, é completamente natural e faz parte da vida. É por isso que os procedimentos estéticos existem, portanto, devem ser usados à vontade, desde que com orientação e acompanhamento médico e profissional.

O que é a Microinfusão Medicamentosa na Pele (MMP)?

A técnica MMP consiste num procedimento que é conhecido como drug delivery, ou seja, um meio de introduzir medicamentos diretamente na pele, diferente de ingerir via oral ou usando cremes. Com essa técnica a medicação atravessa melhor a superfície da pele e penetra mais profundamente, chegando em alvos específicos da derme e hipoderme, conseguindo direcionar tratamentos de doenças da pele ou do próprio envelhecimento.

A médica Dra. Kelly Pico, diretora da Clínica Adones, esclarece que a quantidade de agulhas varia conforme a região. Dessa maneira, quanto maior o espaço a ser tratado for, mais agulhas serão utilizadas no aparelho. A ponteira é ajustada referente a profundidade que deve atingir, conforme a doença ou então problema a ser tratado.

Resultados eficazes em tratamentos como: 

  • Cicatrizes de acne e outras;
  • Excelente para Rejuvenescimento;
  • Melasma;
  • Manchas escuras;
  • Queloide;
  • Verruga;
  • ‘Sardas brancas’ ou leucodermias;
  • Estrias;
  • Psoríase;
  • Barba falhada;
  • Calvície, quedas de cabelo (excelente para tratamentos capilares)

(Foto/Reprodução)


Ainda que trate inúmeros problemas estéticos e doenças com extrema eficiência, essa técnica é muito utilizada, principalmente, para cuidar de doenças capilares, ajuda a combater a calvície ao aplicar medicamentos com microagulhas automatizadas nas camadas mais superficiais da derme no couro cabeludo. “Durante esse procedimento, feito com anestesia tópica, agulhas muito pequenas são usadas para perfurar a pele e injetar a medicação nos microfuros.” comenta a médica Kelly Pico.

O medicamento é absorvido pelo organismo e, em seguida, eliminado sem nenhuma toxidade sistêmica.

Cuidados para o pós-procedimento

O MMP é feito em mais de uma sessão. Geralmente, são indicadas de 3 a 10 sessões, que duram cerca de meia hora cada. O intervalo entre cada sessão dura, em média, 30 dias. Não existe um padrão específico para a frequência desse procedimento. Isso varia de acordo com cada paciente e a abordagem médica necessária. 

O inchaço e vermelhidão provocada pelas microlesões costuma ser moderada e desaparecem em alguns dias. Além disso, é comum que apareçam algumas “casquinhas” na região. Isso faz parte do processo de cicatrização da pele, portanto, é extremamente natural.

No mais, apesar de ser um procedimento simples e que não exige cuidados mirabolantes no pós-tratamento, algumas recomendações serão passadas como, por exemplo: 

  • evitar a exposição ao sol;
  • aplicar os produtos corretos sobre o local para agilizar a cicatrização;
  • não ficar encostando/esfregando a região tratada.

“É um tratamento rápido e eficaz, podendo ser realizado no próprio consultório, não prejudicando as atividades rotineiras do paciente.” finaliza a Dra. Kelly Pico.

Foto Destaque: Reprodução

Aumento de casos de câncer levanta sinal de alerta

O número de casos de câncer em adultos com menos de 50 anos tem aumentado drasticamente nas últimas décadas. É o que aponta um estudo publicado pela revista científica Nature Reviews Clinical Oncology e conduzido por especialistas do Hospital Brigham and Women’s, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, as pessoas nascidas em 1960 tiveram maior risco de câncer, antes de completar 50 anos, do que as pessoas nascidas em 1950. A tendência é que as futuras gerações tenham o risco de câncer cada vez mais cedo. Os pesquisadores encontraram o que chamaram de “incidência precoce” nos casos de câncer de mama, colorretal, endométrio, esôfago, ducto biliar extra-hepático, vesícula biliar, cabeça e pescoço, rim, fígado, medula óssea, pâncreas, próstata, estômago e tireoide.

Para o oncologista Daniel Gimenes, do Grupo Oncoclínicas, os principais fatores que podem ter levado às mudanças nas estatísticas da doença se devem a impactos externos à saúde, ou seja, comportamentais e culturais. Aumento do sedentarismo, obesidade, consumo de alimentos ultraprocessados, a poluição do ar e o uso de antibióticos em excesso são alguns dos “vilões” que podem ter impactado na equação do câncer nesses últimos tempos.

“Chama atenção também a mudança no padrão de sono, que se tornou, muitas vezes, ineficiente para o corpo. O que observamos é que a exposição a todos esses fatores durante a vida, ao longo do tempo, afetou o organismo, que passa a ficar mais suscetível ao desenvolvimento de câncer. Os fatores genéticos sempre existiram e, apesar de serem citados no estudo, não acredito que tenham influenciado esses índices”, explica.

Se o consumo de tabaco vem diminuindo drasticamente no Brasil nos últimos anos, o que deve reduzir a incidência de alguns tipos de câncer, o aumento no uso de cigarros eletrônicos preocupa Gimenes. Segundo ele, além de altamente danoso e viciante, pouco se sabe sobre o produto e como tem uso focado em adolescentes, os casos podem anular as conquistas na queda do tabagismo.

“É um retrocesso muito grande ver adolescentes voltando a fumar e ainda se utilizando de um produto proibido, novo, ou seja, não sabemos sua procedência, conteúdo e o quão danoso é – só sabemos que faz mal e vicia, assim como cigarro comum. Esse consumo vai ser refletido em casos de câncer no futuro, o que é um cenário muito ruim”, comenta.

Câncer de mama

No caso do aumento dos casos de câncer de mama, alguns dos pontos citados pelo estudo – e corroborados pelo médico – são: uso de contraceptivos orais e mudanças na fertilidade, com mulheres não tendo filhos ou tendo filhos mais tarde, e queda na amamentação.

“Essa é uma mudança estrutural profunda na sociedade, que vai permanecer, a mulher no mercado de trabalho e com menos filhos – ou nenhum filho. É uma realidade que precisaremos nos adaptar para lidar, buscar soluções em diagnósticos, tratamentos e qualidade de vida”, explica.

Outro fator que ajuda a explicar o cenário se refere ao acesso a diagnósticos mais precisos. O fato dos exames para detecção da doença estarem mais acessíveis, pode ter contribuído para o aumento no número de registros dos tumores em idades mais precoces.

“Precisamos continuar atentos ao cenário e investir em programas de rastreamento com o objetivo de monitorar e melhorar o prognóstico da doença. Além disso, investir em hábitos mais saudáveis também pode ajudar a frear as estatísticas e contornar os riscos causados por fatores externos”, finaliza.

Foto Destaque: Reprodução

Ingerir probióticos compensa os danos causados pelo antibiótico, aponta estudo

Um estudo feito por pesquisadores americanos e mexicanos, relatou que ingerir probióticos pode compensar os danos causados pelo antibiótico no tratamento de infecções bacterianas. A pesquisa, publicada esta semana no Journal of Medical Microbiology, sugere que os probióticos podem prevenir, ou pelo menos diminuir, os efeitos negativos dos remédios na composição e diversidade da microbiota intestinal, reduzindo assim, o risco de diarreia associada a antibióticos.

Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), probióticos são microrganismos vivos que, quando ingeridos em quantidades adequadas, proporcionam um grande benefício para a saúde, pois são bactérias benéficas para o organismo humano. Iogurte e kefir, por exemplo, são alimentos probióticos facilmente encontrados para consumo.


Flora intestinal que é protegida pelos probióticos (Foto: Reprodução/G1)


Elisa Marroquín, professora da Texas Christian University e principal autora, relata sua avaliação e acredita que o estudo pode ajudar a diminuir as preocupações entre os profissionais de saúde sobre a prescrição concomitante de probióticos com tratamentos antibióticos.

“Embora haja uma preocupação em mudar a composição microbiana intestinal inicial tomando probióticos durante intervenções com antibióticos, com base nas evidências humanas disponíveis, sugerimos que os profissionais de saúde continuem recomendando probióticos quando antibióticos são prescritos”, disse a especialista, em comunicado.

Apesar dos antibióticos serem eficazes contra bactérias que fazem mal à saúde humana e causam infecções com potencial fatal, esses remédios também podem afetar e prejudicar a composição, além da função da microbiota intestinal. Devido a isso, o uso de antibióticos pode reduzir a diversidade e abundância de bactérias intestinais boas e permitir a infecção ou proliferação de bactérias que não pertencem ao corpo humano..

Estudos sugerem que as alterações na microbiota intestinal associadas a antibióticos podem provocar diarreia e outros sintomas gastrointestinais em até 35% das pessoas que fazem uso do remédio para combater uma infecção bacteriana. Embora os sintomas da diarreia associada a antibióticos sejam geralmente leves, os casos graves estão diretamente associados à descontinuação do uso de antibióticos e aumento da morbimortalidade.

 

Foto Destaque: Probióticos e Antibióticos. Reprodução/BioLogicus

Rotina saudável: Saiba o que comer antes e depois do treino

Umas das dúvidas mais frequentes de quem faz exercício ou que deseja começar a praticá-lo é: devo comer antes ou depois de treinar? Bom, chegou o momento de descobrir a resposta certa! 

Segundo a nutricionista Lily Chapman, o ideal é sempre comer antes de treinar. “Nas horas anteriores ao treino, é essencial consumir energia para ajudar a dar combustível às sessões de exercícios, retardar o início da fadiga, reduzir a taxa de esforço percebido — que é o quanto você sente que seu corpo está trabalhando — e aumentar sua capacidade de exercício”, explica Chapman ao portal “Woman & Home”.

Contudo, a nutricionista ressalta que comer após o treino também é essencial. Pelo fato de ao se alimentar – reabastecer o corpo dos substratos usados durante as atividades – e, dessa forma, renovar e reparar os músculos além de trazer hidratação ao corpo. 

O que comer no pré-treino? 

De acordo com a Lily, é recomendável que o seu pré-treino comece por alimentos leves, com o objetivo de evitar dores abdominais e náuseas, durante o exercício. “As causas suspeitas de dores abdominais incluem beber muito líquido ou comer muito perto do início do exercício, bem como sangue reduzido para o diafragma”, explica para Woman & Home.

Carboidratos são fonte de energia 


Mel e alimentos saudáveis. (Foto: Reprodução/Pexels)


A nutricionista explica que, os carboidratos são os principais recursos para obter energia e, dessa forma, é recomendado que os praticantes de atividades físicas consumam entre 1 e 4 gramas de carboidratos por quilo de peso corporal. Por exemplo, com lanches como: pães integrais, bolos integrais, barras de cereal, mel, mingau e geleias naturais. (que podem ser escolhidos ao seu gosto.)

Segundo a Lily, deve ser evitada a hidratação excessiva e todos os alimentos que forem ricos em gorduras, fibras ou proteínas no pré-treino. Com o propósito de evitar problemas gastrointestinais por serem alimentos gordurosos e difíceis de digerir no metabolismo.

O que escolher para o pós-treino?


Mulher caminhando. (Foto: Reprodução/Pexels)


Para o pós-treino é recomendado que seja personalizado, por exemplo: “Se houver um curto tempo de recuperação entre os treinos, 1 a 1,2 gramas de carboidratos por quilo de peso corporal nas primeiras horas deve ser adequado, antes de voltar à ingestão alimentar regular”, explica Lily.

No entanto, se você tiver mais tempo para repousar entre diferentes treinos, poderá continuar com a mesma dieta regular, dando prioridade para os carboidratos e proteínas. Segundo a nutricionista, “lanches e refeições com cerca de 0,3 gramas de proteínas de alta qualidade por quilo de peso corporal podem ajudar a estimular a síntese de proteína muscular”, explica ao portal Woman & Home. 

Por fim, agora que todas suas dúvidas foram esclarecidas é só começar a preparar sua rotina saudável e escolher seus alimentos favoritos para o pré-treino. Vale ressaltar que em casos de dores gastrointestinais ou qualquer problema em sua alimentação que seja na prática de exercícios, procure imediatamente um profissional da saúde para te orientar e fazer um acompanhamento!

Foto destaque: Uma mulher preparando o pré-treino. Reprodução/Pexels

Pesquisas apontam que a COVID-19 pode deixar sequelas depressivas em infectados

Uma pesquisa brasileira reconhece a problemática da crescente de doenças psicológicas após infecção pelo coronavírus e descobre o mecanismo que pode estar por trás de quadros de depressão, ansiedade e perda de memória. O estudo oferece fatos de que o Sars-CoV-2 atinge os neurônios, mas principalmente, os astrócitos – que são uma espécie de bomba de combustível para o cérebro. O fenômeno supostamente produz um efeito em cadeia no sistema nervoso central.

A revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), teve seu estudo recentemente publicado e foi ministrado não só por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como por representantes da USP também. A análise da pesquisa teve início no primeiro ano da pandemia, e agrega pacientes afetados de formas diversas pela doença. 

Além da covid afetar pacientes com quadros graves, também atinge aqueles que têm poucos sintomas durante a doença. 

Thiago Mattar Cunha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) e coautor do estudo, declarou para o site Exame como se chegou à conclusão do estudo. Segundo ele, foram realizadas biópsias em 26 vítimas fatais da covid, e partir disso, coletaram amostras do pulmão e de material cerebral. 


Paciente realizando exame para diagnóstico da COVID-19 (Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil). 


Nos resultados, foram detectadas alterações neuronais em cinco dos pacientes analisados, e o Sars-CoV-2 foi identificado no cérebro de todos. “Foi aí que nós identificamos os astrócitos como as principais células que abrigavam os vírus no sistema nervoso central”, relembrou ele, que ressaltou a importância dos astrócitos, afirmando que eles não só dão suporte para a célula neuronal, como têm outras funções de apoio. “Qualquer distúrbio que aconteça nos astrócitos afeta, de alguma forma, os neurônios e, consequentemente, o sistema nervoso central.”

Os pesquisadores começaram a observar, e chegaram à conclusão que pode haver uma correlação entre o pós-covid e quadros de perda de memória, depressão e ansiedade. “Pacientes com covid tinham uma redução de massa, ou de tamanho, de determinadas estruturas cerebrais, como córtex pré-frontal e hipocampo”, disse Cunha.

Foto Destaque: Vírus da COVID-19. Reprodução/Saúde da mulher.

Isabel Salgado tem a causa de morte confirmada pela síndrome pulmonar SARA

A ex-jogadora de vôlei foi primeiramente diagnosticada com pneumonia, quadro que acabou evoluindo para uma infecção no pulmão conhecida como SARA

Na última terça-feira (15) Isabel do Vôlei foi internada no Hospital Sírio-libanês, São Paulo, e chegou a ser intubada numa máquina que auxilia na respiração pulmonar (ECMO), porém ela não resistiu e faleceu aos 62 anos na quarta (16), da Síndrome Aguda Respiratória do Adulto (SARA). A doença pulmonar é provocada por vírus ou bactérias que causam lesões nos pulmões, dificultando a respiração. Nessa quinta (17) o corpo de Isabel foi cremado no Rio de Janeiro, sua filha Carol Solberg afirmou que suas cinzas serão jogadas no mar.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, médica no Hospital Alvorada em Brasília (DF), a SARA é causada por múltiplos sintomas que levam a uma insuficiência pulmonar grave. “Ela não aparece sozinha. No quadro da Isabel, aparentemente foi a pneumonia que levou ela a ter SARA“, explicou Ana Helena.


Velório de Isabel Salgado aconteceu no Rio de Janeiro para familiares e amigos (Reprodução/AG News)


Parentes da ex-atleta afirmaram que ela foi contaminada com uma bactéria e o vírus influenza ao mesmo tempo, o que provavelmente pode ter agravado mais sua saúde. A assessoria de imprensa da família também confirmou que Isabel contraiu o vírus da gripe, que evoluiu para um quadro de pneumonia.”Todo paciente com SARA deve ser considerado um paciente grave. Cada hora que o paciente perde de atendimento hospitalar, conta muito. Dentro da gravidade da síndrome, a Isabel deve ter evoluído para a forma aguda“, comentou Ana Helena.

A SARA é uma doença que tem uma mortalidade média de 30% a 50% em todas as faixas etárias explicou a médica. Ela é muito semelhante a outra síndrome que ficou conhecida durante a pandemia de Covid-19, à SRAG, Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nas duas enfermidades, pessoas imunossuprimidas, idosos e com comorbidades tem maior risco de desenvolver seus quadros mais graves.

Não tem como evitar ou prever a SARA, mas existem métodos para evitar determinadas doenças que podem levar à SARA. Existem vacinas para a Covid-19, para a influenza, para pneumonia… São prevenções indiretas“, afirmou a infectologista.

“pneumonia (como foi o caso de Isabel), trauma, pancreatite e outras agressões como afogamento e queimaduras podem causar a SARA“…”Nestes casos, ocorre lesão dos alvéolos (as unidades de troca gasosa nos pulmões), com grande formação de fluidos que acabam dificultando a troca de oxigênio nos pulmões. Esse tipo de lesão alveolar difusa gera queda importante da saturação de oxigênio no sangue. Essa falta de oxigênio, se não for revertida rapidamente, acarreta isquemia de diversos órgãos, incluindo cérebro, rins e coração, o que pode gerar óbito“, explicou Renata Castro, especialista em clínica médica e diretora executiva da Ipanema Health Club.

Foto destaque: Ex-jogadora de vôlei Isabel Salgado. Reprodução/Tomzé Fonseca/Futura Press

OMS revela que morrem mais de 10 milhões de pessoas devido ao câncer

Segundo o último levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 10 milhões de pessoas morrem, todos os anos, devido a diferentes tipos de tumores malignos. Os mais comuns são pulmão, mama, colorretal, próstata e o de pele.  Atualmente, entre 30 e 50% dos casos poderiam ser evitados reduzindo os vetores de risco como obesidade, baixo consumo de frutas e vegetais,falta de atividade física além do alto consumo de cigarro e álcool.

“Diferente dos vírus que se proliferam, por exemplo o HIV, que tem pouca variação, o câncer não é assim.No câncer, não necessariamente as células herdam as mesmas características da célula-mãe. Essa doença, à medida que ela se prolifera e vai ganhando volume, apresenta características diferentes das células no mesmo paciente” – diz Fernando Maluf que é diretor médico associado do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do gestor Comitê e Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

No Brasil, deverá registar 625 mil novos casos de câncer para cada ano triênio 2020/2022 segundo informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer), sem contar os casos de câncer de pele não melanoma,serão registrados  450 mil casos. Ainda no Brasil, no ano de 2020 foram registrados 29,7% casos de câncer de mama em mulheres, já o maior índice masculino é de 29,2% dados que se referem ao câncer de próstata.

Os sintomas decorrentes do câncer de mama são: desconforto, mamilo dolorido , mamilo invertido, nódulos ou secreção mamilar sanguinolenta, além de fadiga relacionada ao câncer, inchaço dos gânglios e perda de peso.


Exames de rotina contribuem para um diagnóstico precose. Na foto, uma mulher realiza o exame para dectar possíveis nódulos (Foto:Repreodução//chniteroi)


Já os sintomas relacionados ao câncer de próstata dificuldade em iniciar e manter um fluxo constante de urina, fluxo urinário fraco, micção excessiva a noite, micção durante o dia além de retenção de urina. Vale ressaltar que ao apresentar qualquer sintoma, deve-se procurar suporte médico imediatamente.

 

 Capa Destaque: Prevenção e Diagnóstico precoce aumentam as chances de cura do paciente Foto: Reprodução/gov.br.

 

Novo sintoma grave pode se manifestar após Covid 19, informa cientista

Pessoas que já foram infectadas pela Covid-19 possuem maior probabilidade de desenvolver convulsões ou epilepsia nos próximos seis meses depois de terem contraído o vírus. é o que aponta um estudo realizado pela Associação Americana de Neurologia e o mesmo foi publicado na última quarta-feira dia (16/11).

De acordo com os resultados da pesquisa, o aumento de risco foi mais perceptível em crianças e adultos que não foram hospitalizados. Mas, os cientistas ressaltam que a ocorrência de episódios de epilepsia e convulsão após a Covid foi baixa, alcançando cerca de 1% das pessoas que tiveram Covid-19.


A tramissão do virús ocorre diariamente por meio de pessoas já infectadas ou pelo uso de objetos de pessoas que já contraíram a doença. Foto do virús Reprodução/minhavida


“Embora o risco geral de desenvolver convulsões e epilepsia seja baixo, menos de 1%, de todas as pessoas com Covid-19, dado o grande número de pessoas infectadas com covid- 19, isso pode resultar em aumento no número de pessoas com convulsões e epilepsia” – disse o autor do estudo Arjune Sen, professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em comunicado à imprensa. 

Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram registros de saúde de pessoas com infecções pela covid-19. Os dados foram comparados com de pessoas que contraíram a influenza durante o mesmo periodo e que eram semelhantes em idade, sexo e condições médicas. Os participantes desta parte do estudo haviam sido diagnosticados previamente com epilepsia ou convulsões.

Os voluntários que participaram, foram separados em dois grupos com 150 mil pessoas em cada. Um dos grupos tinha passado pela infecção da covid enquanto o outro por uma gripe. Sendo assim, de acordo com o estudo, os participantes que contraíram o vírus apresentaram 55% de chances de desenvolver epilepsia ou convulsões nos seis meses seguintes em comparação ao segundo grupo.

“As pessoas devem interpretar esses resultados com cautela, pois o risco geral é baixo. Recomendamos porém, que os profissionais de saúde prestem atenção especial aos indivíduos que podem ter características mais sutis de convulsões, como convulsões focais conscientes especialmente nos três meses seguinte as infecções menos grave.” – completa o professor Arjune Sen.

Foto Destaque: Diante do resultado da pesquisa realizada, os profissionais de saúde devem ficar atentos. Foto: Reprodução/dralanchester.

Entenda os sintomas e tratamentos contra a gordura no fígado

A esteatose hepática é o acúmulo de gordura no fígado. É estimado que atinja pelo menos 30% da população. Ela pode ser leve ou gerar uma hepatite crônica ou uma cirrose hepática. Os principais causadores da condição são o sobrepeso e a obesidade, a diabetes ou pré-diabetes e a presença de outros distúrbios metabólicos, como hipertensão arterial e dislipidemia (alteração dos níveis de colesterol).

A gastroenterologista e hepatologista Perla Oliveira Schulz Mamone, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, informa que a esteatose hepática pode colaborar para o desenvolvimento de câncer no fígado. “A doença gordurosa hepática é uma condição muito frequente, atingindo cerca de 25 a 30% da população. Destes, cerca de 15 a 20% evoluirão para um quadro mais sério de inflamação do fígado, a esteato-hepatite, podendo assim chegar ao quadro de cirrose hepática e sofrer maior risco de desenvolvimento de câncer no fígado”, disse a A Gazeta. 


Foto: Mulher correndo. Reprodução/Runners Up


Alguns sintomas são cansaço, mal-estar e dores abdominais, mas eles nem sempre aparecem, a maior parte dos casos são assintomáticos. É comum que a doença seja diagnosticada por acaso, durante a realização de exames para identificar outras questões. Ela pode evoluir para uma inflamação no fígado, correndo o risco de se tornar uma cirrose hepática.

As principais causas da esteatose hepática são o consumo crônico de álcool, a hepatite crônica pelos vírus B ou C e alguns tipos de hepatopatias (medicamentosas ou autoimunes). Os exames que costumam identificar a gordura no fígado são a ultrassonografia abdominal e exames de sangue que revelam aumento de enzimas hepáticas.

O tratamento mais indicado pelos médicos não é feito por remédios. Os casos são individuais e o mais recomendado é a mudança do estilo de vida do paciente para a perda de gordura. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado.

Foto destaque: Dor no fígado. Reprodução/iStock