Aether: joalheria investe na extração CO2 e produz diamantes

A Aether, startup nos EUA que investe em tecnologia que transforma carbono em diamante. O dióxido de carbono (CO2) que contribui para o aquecimento global, agora pode ver visto a nosso favor, isso porque empresas como Climeworks na Suíça  e Carbon Engineering no Canadá fazem uso da DAC ou Direct Air Capture, inovação que extrai CO2 da atmosfera e transforma em outros objetos como calças e diamantes.

Apesar do avanço, olhar para os gases de efeito estufa de maneira produtiva, vale ressaltar que o processo de captura e extração possivelmente liberará parcelas de carbono no ar. Além disso, a ferramenta possui custo elevado e o resultado quanto a remoção dos gases poluentes do ar ainda é mínimo. Embora a ciência não exclua um colapso climático, especialistas acreditam que a remoção de dióxido de carbono denominada CDR na qual o DAC está inserido,  é uma das maneiras para evitar as catástrofes nos próximos anos. 


Fábrica Carbon Engineering no Canadá (Foto: Reprodução/Carbon Engineering/Via BBC)


Em relatório, no mês de abril de 2022, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU revelou que a implantação de CDR como mecanismo de controle dos resíduos no ar é inevitável. Ao reconhecer essa necessidade, startups procuram utilizar o elemento químico nas produções, veja alguns exemplos.

Aether e os diamantes: em parceria com a Climeworks que manuseia ventiladores gigantes para capturar CO2, em conjunto produzem diamantes, objetos basicamente carbono condensado. A joalheria em Nova York Aether garante que o processo das peças são feitas com energia sustentável, e ainda os diamantes cultivados em laboratório são idênticos quimicamente aos recolhidos das minas. A empresa defende que a única forma de diferenciá-los é  a partir de análise química minuciosa. A joia de laboratório é certificada pelo Instituto Gemológico Internacional, assim como a “natural”.

Na prática a produção do diamante acontece da seguinte maneira: o aspirador gigante puxa o ar da atmosfera, depois o filtro especial captura o dióxido de carbono e outros poluentes. O CO2 é convertido em metano de hidrocarboneto, como matéria prima, esta é levada para o reator onde calor e pressão ao extremo cultivam os diamantes. No geral, o que levaria um milhão de anos para acontecer na natureza é realizado entre três a quatro semanas. 

Além da Aether, a Vrai com o apoio de Leonardo DiCaprio produz diamantes a partir da fundição com emissão zero do Oceano Pacifico, energia hidrelétrica do rio Columbia nos EUA, e a SkyDiamond também investe na ideia com energia renovável, carbono e água da chuva no Reino Unido.

Outras empresas estão no ramo do carbono como a LanzaTech que transforma carbono em calças de ioga, recipientes para alimentos e sabão em pó. Assim como a Heirloom que investe na transformação de CO2 em concreto resistente em parceria com a CarbonCure. 

Segundo dados da Reuters, em 2021 as startups envolvidas com a tecnologia conseguiram US$800 milhões de investidores para a fabricação de produtos utilizando o CO2, valor três vezes maior que em 2020.

Foto destaque: Diamante cultivado em laboratório. Reprodução/Aether/Via BBC.

Google libera lançamento do chatbot Bard, concorrente do ChatGPT

O Google deu início nesta terça-feira (21) ao Bard, seu chatbot de inteligência artificial que promete bater de frente com o ChatGPT. A decisão do lançamento é um passo importante para ganhar espaço sobre a Microsoft, que disparou na frente na corrida dos avanços tecnológicos após o lançamento do chatbot de IA. 


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>Google lança Bard: seu concorrente na corrida para criar chatbots de inteligência artificial <a href=”https://t.co/mDBy02hhsv”>https://t.co/mDBy02hhsv</a></p>&mdash; Jornal O Globo (@JornalOGlobo) <a href=”https://twitter.com/JornalOGlobo/status/1638338597417000960?ref_src=twsrc%5Etfw”>March 22, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Google lança o Bard, chatbot de inteligência artificial (Reprodução/Twitter).


Com início nos Estados Unidos e no Reino Unido, o novo chat de inteligência artificial ficou disponível para uma fila de espera de consumidores que desejam acessar a nova ferramenta. Antes disso, o programa estava aberto apenas para analistas e testadores aprovados pela empresa. 

O Google descreveu o Bard como um novo experimento que permite a utilização da inteligência artificial, que depende de dados anteriores para o funcionamento. A empresa ainda afirmou que pretende adicionar “pensativamente” a tecnologia da IA para pesquisar de uma maneira mais profunda, mas, em uma fase posterior. 

Com o lançamento e sucesso do ChatGPT, da OpenAI, com apoio da Microsoft, empresas do setor tecnológico iniciaram uma corrida para colocar a inteligência artificial nas mãos dos usuários. Espera-se que a ferramenta possa ser utilizada para agilizar e desenvolver diversos processos em profissões que necessitam do apoio tecnológico. 

Na semana passada, o Google também anunciou que em breve irá trazer o uso da IA para outras ferramentas da marca. Como informado, o Gmail, o Sheets e o Docs devem receber as atualizações. Logo em seguida, a Microsoft também anunciou uma atualização para suas outras ferramentas de produtividade.

Assim como o ChatGPT, a nova ferramenta do Google é construída por um amplo modelo de linguagem, que são treinados para responder os usuários de acordo com suas necessidades. Assim, a empresa também revelou as dificuldades para integrar essa tecnologia em seus produtos, pois, segundo eles, grandes modelos de linguagem podem perpetuar falas preconceituosas, incorretas ou responder de forma agressiva. 

Sendo uma novidade do mundo tecnológico, a empresa afirma que continua utilizando dos feedbacks dos usuários para melhorar o sistema operacional. Além disso, ainda em fase de testes, o sistema deve limitar o número de trocas em um diálogo, para tentar manter as interações úteis e dentro de cada tema abordado. 

Foto destaque: Logo do Bard, chatbot de inteligência artificial do Google (Reprodução/Twitter).

Bill Gates afirma que IA vai influenciar na assistência médica

Bill Gates atualizou ontem (21) seu blog de notícias para discutir sobre a importância da inteligência artificial no mundo tecnológico. O bilionário e ex-CEO da Microsoft referiu a IA como “o avanço mais importante” da tecnologia desde os computadores e smartphones, argumentando que a ferramenta poderá ajudar o mundo no acesso à saúde e educação, mas, para isso, é preciso solucionar algumas deficiências da ferramenta.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”zxx” dir=”ltr”><a href=”https://t.co/vK7FzFMzC5″>https://t.co/vK7FzFMzC5</a></p>&mdash; Jornal SOL (@SolOnline) <a href=”https://twitter.com/SolOnline/status/1638508900180803584?ref_src=twsrc%5Etfw”>March 22, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Bill Gates afirmou que a IA é o avanço tecnológico mais importante da década (Reprodução/Twitter).


Entre os diversos avanços possíveis com a IA, Gates citou que a ferramenta pode melhorar a produtividade no local de trabalho, reduzindo mortes globais evitáveis de crianças, além de melhorar a desigualdade na educação americana, desenvolvendo melhor as habilidades matemáticas dos alunos. 

“[A IA] mudará a maneira como as pessoas trabalham, aprendem, viajam, obtêm assistência médica e se comunicam”, disse Gates. “Indústrias inteiras vão se reorientar em torno disso. As empresas se distinguirão pela forma como a usam”, afirmou o empresário.

No campo da saúde, o bilionário afirmou que com a ferramenta irá reduzir a carga de trabalho dos profissionais, podendo realizar tarefas que hoje são feitas manualmente, como preencher pedidos de seguro e redigir notas de consultas médicas, por exemplo. 

Visando um avanço ainda maior, Gates analisa a IA como uma forma de reduzir a mortalidade de crianças, principalmente em países menos desenvolvidos, que possuem um sistema de saúde precário. Segundo o bilionário, a ferramenta poderá indicar à população quando devem buscar por um tratamento eficiente, além de realizar exames por meio da tecnologia.

Gates ainda utilizou sua publicação para afirmar as prioridades da Fundação Gates, que irá trabalhar para que as IA avance para países mais pobres, principalmente àqueles que enfrentam problemas de doenças como AIDS, Tuberculose e Malária, disse o empresário.

Entre as deficiências atuais da IA, Gates citou a falta de raciocínio abstrato, a possibilidade de desenvolver algo fictício e a incapacidade de compreender o contexto das solicitações humanas, argumentando que nenhuma desses problemas são limitações fundamentais da tecnologia e que os desenvolvedores estão trabalhando para resolvê-los.  

Foto destaque: Bilionário e ex-CEO da Microsoft, Bill Gates (Reprodução/Twitter).

Privacidade em risco nas escolas com Reconhecimento Facial

A tecnologia do reconhecimento facial tem sido usada na sociedade brasileira com inúmeras funções. Mas é nas escolas onde seu uso tem sido mais criticado pelos pesquisadores que assinam o relatório Tecnologias de vigilância e educação: um mapeamento das políticas de reconhecimento facial em escolas públicas brasileiras, do InternetLab, um centro de pesquisa interdisciplinar que promove debates acadêmicos e a produção de conhecimento nas áreas de direito e tecnologia, pois além do controle da frequência dos alunos nas aulas essa tecnologia tem sido utilizada para prever quem são os alunos com mais chance de reprovação de ano, isso sem especificar os critérios para definir esse diagnóstico. 

Em entrevista à Agência Brasil, Clarisse Tavares, coordenadora da área de Desigualdades e Identidades do InternetLab, as empresas que prestam esse serviço as escolas deveriam usar os estereótipos para trabalhar. “É um pouco difícil não pensar que isso não esteja associado a essa predição sobre quem tem mais tendência a ser reprovado na escola ou cometerem atos que reprovam na escola a questões mais estruturais, como raça, classe e gênero. Como essas tecnologias são construídas também para prever possíveis ações, isso é um pouco preocupante, principalmente quando se fala em crianças e adolescentes, que são populações que precisam ser mais protegidas ainda”, afirmou. 


Possível sistema de Reconhecimento Facial. (Foto: reprodução/Tilt Uol)


Ainda conta, nesse documento, uma lista de iniciativas encontradas pela equipe do centro de pesquisa. E são 15 o número de casos, reduzido de acordo com os pesquisadores. Os Autores do relatório chegaram de um modo aos projetos implementados que indica o problema da falta de transparência no caso. 

“Esse foi um dos principais achados. Não existe um projeto muito claro, entre todos esses municípios, de informar ao cidadão como estão fazendo essas políticas. Muitas vezes, no próprio site das prefeituras, a gente encontra pouquíssima informação. Então, a gente precisa olhar em portais mais locais. E, em alguns casos, a gente fez pedido via LAI (Lei de Acesso à Informação) e não obteve resposta ou obteve respostas um pouco vagas. Isso indica uma necessidade de melhora desses mecanismos de transparência, principalmente no âmbito municipal”, disse Clarice. 

O projeto foi feito no Tocantins e nas capitais Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro e Porto Alegre, e nos municípios de Mata de São João (BA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Águas Lindas (GO), Morrinhos (GO), Betim (MG), Angra dos Reis (RJ), Itanhaém (SP), Potirendaba (SP), Santos (SP) e Xaxim (SC). 

Foto destaque: Reconhecimento facial sendo aplicado em escola de Pernambuco. (Foto:reprodução/Ascom/ Prefeitura de Jaboatão)

EUA chegam a marca de 150 milhões de usuários mensais no TikTok, apesar da possível proibição

Como muitos sabem o aplicativo chines TikTok é, atualmente, um dos mais populares no mundo inteiro. Isso porque são inúmeras possibilidades de conteúdo a serem criados, como danças e receitas de comida, por exemplo, ou simplesmente mostrar seu dia e tudo isso de uma forma curta de vídeos.

Além de ser um dos mais populares também é um dos que mais crescem, e de acordo com a empresa, o TikTok agora tem 150 milhões de usuários ativos mensais nos Estados Unidos, acima dos 100 milhões que afirmaram ter em 2020. O aplicativo de propriedade chinesa informou na última quinta-feira (16), que o número foi confirmado antes do depoimento de Shou Zi Chew, CEO do TikTok, diante do Comitê de Energia e Comércio da Câmara.


Além de sua enorme popularidade o TikTok vem crescendo muito não só nos EUA como no mundo inteiro. (Foto: reprodução/tudocelular.com)


O aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos que vem sofrendo grande pressão pelo seu banimento nos EUA. Isso se deve ao fato de alguns parlamentares americanos estarem com receio de que os dados de usuários nos EUA possam ser repassados ao governo da China. Para isso cada vez mais senadores estão reunidos para apoiar um projeto de lei bipartidário para dar a Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, novos poderes para proibir o TikTok por motivos de segurança nacional.

Um dos agravantes desse movimento de banimento foi a conversa no café da manhã do Christian Science Monitor onde o presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, e que está copatrocinando o projeto de lei para dar ao governo Biden mais poderes para proibir o uso do aplicativo, Mark Warner, disse que achava que os que os dados do TikTok nos EUA não estavam seguros.

Em sua defesa o TikTok afirmou que gastou mais de US$ 1,5 bilhão para reforçar rigorosamente sua segurança e dos usuários e disse que não aceita alegações de espionagem, e afirmou também que “se proteger a segurança nacional é o objetivo, o desinvestimento não resolve o problema: uma mudança de propriedade não imporia novas restrições aos fluxos de dados ou acesso”.

Os números não mentem em relação ao crescimento e da popularidade do aplicativo nos EUA, principalmente entre os mais jovens. Dito isso alguns criadores de conteúdos estão se reunindo para ir a Washington esta semana para defender o TikTok de sofrer um banimento.

Foto destaque: EUA podem banir o TikTok no país. (Foto: reprodução/Olhar Digital)

Comissão do Senado vota projeto sobre simplificação do sistema tributário

A criação de um estatuto para simplificar o sistema tributário é uma das pautas que está na agenda de reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para a próxima terça-feira (21), às 9h. Para o autor do projeto, senador Efraim Filho (União-PB), criação de um estatuto irá facilitar o cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes.

O projeto de Lei Complementar nº 178/2021, batizado de “minirreforma tributária”, traz como objetivo a simplificação das obrigações acessórias. Segundo o senador Efraim Filho, a ideia é padronizar uma nota fiscal única para todo o País, desburocratizando, assim, o sistema tributário brasileiro.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>Estatuto de simplificação de obrigações tributárias está na pauta da CAE – Projeto de nossa autoria, simplificação tributária digital, vai a voto no Senado. <a href=”https://t.co/MkLGQ1M5ls”>https://t.co/MkLGQ1M5ls</a></p>&mdash; Senador Efraim (@efraimfilho) <a href=”https://twitter.com/efraimfilho/status/1637861692087361553?ref_src=twsrc%5Etfw”>March 20, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Projeto será votado nesta terça-feira (21) pela comissão no Senado . (Reprodução/Twitter)


De acordo com o senador Efraim Filho, autor do projeto, um dos itens do estatuto, que é a criação de uma Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e), irá eliminar muitos documentos fiscais, além de auxiliar no combate à sonegação fiscal. “A NFB-e vai eliminar um grande número de documentos fiscais eletrônicos, principalmente no âmbito municipal, possibilitando uma melhor atuação dos fiscos no combate à sonegação fiscal”, explica o senador.

A partir da unificação e compartilhamento de dados, será possível fornecer declarações pré-preenchidas, além de guias de recolhimento e apuração de tributos. O projeto prevê ainda a criação de um registro unificada, por meio do Registro Cadastro Unificado (RCU) para identificação das pessoas jurídicas no banco de dados públicos.

O projeto passou pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados no ano passado, como a relatoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania – DF), que deu um parecer favorável ao p projeto. Para a deputada, esse projeto significa um grande avanço na simplificação da vida dos contribuintes. “O mundo caminha hoje para a facilitação do cumprimento das obrigações acessórias. A proposição irá trazer segurança jurídica aos contribuintes e facilidade aos órgãos fiscalizadores”, disse a deputada, relatora do projeto na Câmara.

Agora o próximo passo será dado nesta terça-feira (21) no Senado Federal, sob a relatoria do senador Alan Rick (União-AC). O projeto prevê ainda a criação de um comitê para simplificar os cumprimentos das Obrigações Tributária Acessórias, por meio da instituição da Declaração Digital (DFD) em até 90 dias da publicação da lei.

Foto destaque: Proejto preve a criação de uma Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e). Reprodção/Twitter

Governo americano apoia projeto de lei que pode banir TikTok do país

O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, anunciou que os Estados Unidos apoiam o projeto de lei “Restrict Act”, que pode conceder ao presidente Joe Biden novos poderes para lidar com ameaças tecnológicas estrangeiras, incluindo a possibilidade de proibir o aplicativo TikTok no país. O TikTok é de propriedade da ByteDance, e mais de 100 milhões de usuários americanos usam o aplicativo. O Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS), liderado pelo Tesouro americano, exigiu que os proprietários chineses do TikTok vendessem suas ações, ameaçando um possível banimento do aplicativo de vídeo nos Estados Unidos. O governo americano teme que os dados dos usuários do TikTok possam ser repassados ao governo chinês.

Essa medida é a mais recente de uma série de ações tomadas pelas autoridades e legisladores americanos contra o TikTok. Em fevereiro, a Casa Branca deu 30 dias para que os órgãos do governo excluíssem o aplicativo. A ByteDance afirmou que 60% de suas ações são de propriedade de investidores globais, 20% de funcionários e 20% de seus fundadores. Esta é a primeira vez que o TikTok é ameaçado sob a administração do presidente democrata Joe Biden. Seu antecessor, o republicano Donald Trump, tentou banir o aplicativo em 2020, mas foi bloqueado pelos tribunais americanos.


Joe Biden (Foto: Reprodução/UOL)


O Ministério das Relações Exteriores da China respondeu à ameaça, dizendo que os Estados Unidos ainda não forneceram evidências de que o TikTok ameaça a segurança nacional. O porta-voz do ministério, Wang Wenbin, disse que os Estados Unidos deveriam parar de reprimir essas empresas. O CFIUS, um órgão de segurança nacional, recomendou unanimemente em 2020 que a ByteDance alienasse o TikTok. Sob pressão do então presidente Trump, a ByteDance tentou, sem sucesso, finalizar um acordo com o Walmart e a Oracle Corp para transferir os ativos do TikTok nos Estados Unidos para uma nova entidade.

Os Estados Unidos também estão considerando a possibilidade de apoiar uma legislação que daria ao governo novos poderes para proibir o TikTok e outras tecnologias estrangeiras se representassem ameaças à segurança nacional. O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, elogiou o projeto de lei bipartidário, dizendo que “reforçaria nossa capacidade de lidar com riscos discretos apresentados por transações individuais e riscos sistêmicos apresentados por certas classes de transações envolvendo países de interesse em setores tecnológicos sensíveis”.

Foto destaque: TikTok. Reprodução/Getty Images

Tinder lança função para usuário escolher se quer relacionamento aberto ou monogâmico

A nova ferramenta anunciada pelo Tinder agora vai permitir que seus usuários escolham entre relacionamento monogâmico, aberto ou poliamor. Lançada nesta quarta-feira (15), a função já está disponível para outros 14 países além do Brasil.

Além do tipo de relacionamento, outras funções de identificação do ‘pronome’ e sobre ‘intenção’ do usuário também foram adicionadas no aplicativo, otimizando a atividade do público em achar um parceiro com intenções semelhantes. 

A atualização agora disponibiliza seis selos para o perfil do usuário, demonstrando explicitamente que tipo de relacionamento a pessoa pretende achar no app. Dentre elas, o membro do Tinder poderá selecionar se quer: Relacionamento sério; Algo sério, mas vamos ver; Nada sério, mas depende; Algo casual; Novas amizades; e Ainda não sei.

De acordo com a nota liberada pela empresa, entre os usuários que já estão utilizando a ferramenta para descrever o relacionamento, 73% dos jovens solteiros de todos os gêneros afirmaram querer alguém que seja claro em suas reais intenções no app.


Usuários do Tinder agora podem especificar que tipo de relação buscam. (Foto: Reprodução/diculgação/Tinder)


Uma pesquisa feita pelo Tinder mostrou que, cerca de 52% dos jovens de 18 a 25 anos possuem preferência por relações monogâmicas, 41% estão abertos ou não buscam relacionamentos monogâmicos, e entre esses, os que procuram poliamor representam 26% e relacionamento aberto 36%.

Com a ativação da ferramenta de ‘intenção’ pelos usuários em seus perfis, já foi possível constatar que, 40% demonstraram estar em busca de um relacionamento a longo prazo, contra 13% que buscam por algo menos sério e de curto prazo.

Outra atualização que permite a identificação dos “pronomes” de usuários também têm gerado resultados para o aplicativo, e poderá ser selecionada entre quatro opções de tratamento que serão exibidas no perfil.

Segundo o aplicativo, a comunidade LGBTQIA+ tem apresentado um crescimento expoente no aplicativo. Numa pesquisa recente feita com jovens de 18 a 25 anos, 33% afirmaram ter sua sexualidade mais fluida, e outros 29% relataram que sua identidade de gênero se tornou mais fluida com o passar dos últimos 3 anos.

Além do Brasil, usuários de países como Alemanha, Austrália, França, Indonésia, México, Reino Unido, entre outros, já podem identificar o tipo de relacionamento que procuram, entretanto, a opção de identificação dos pronomes só está disponível nos Estados Unidos no momento.

 

Foto destaque: Tinder lança ferramenta que permite usuário identificar que tipo de relacionamento busca. (Reprodução/divulgação/Tinder)

Escritório de direito autoral dos EUA afirma que obras feitas por IA podem ser protegidas pela lei

Nos Estados Unidos, o escritório de direitos autorais divulgou nesta quarta-feira (15) uma orientação indicando a possibilidade de obras artísticas criadas por inteligência artificial serem protegidas pela lei.

Baseada em uma decisão tomada em fevereiro deste ano, que ia contra os direitos autorais das imagens feita pela inteligência artificial Midjourney, o escritório informou que a proteção de uma propriedade intelectual dependeria se contribuições da ferramenta fossem “resultados de reprodução mecânica” em respostas a prompt de texto, ou se surgiram  da “própria concepção mental” do autor.

Segundo eles, “A resposta dependerá das circunstâncias, principalmente de como a ferramenta de inteligência artificial opera e como foi usada para criar o trabalho final”, comentou.

A primeira avaliação sobre a possibilidade de direito autoral para uma produção feita por IA ocorreu ainda no mês passado, constatando que as imagens criadas pelo Midjourney para a história em quadrinhos “Zarya of the dawn” de Kris kashtanova não seriam capaz de receber a proteção, apesar do texto e arranjo criados pela da autora, exclusivos para o livro, ainda fossem passíveis dos direitos autorais.


Obras como ‘Zarya of the dawn’ poderão ser parcialmente protegidas por direitos autorais. (Foto: Reprodução/divulgação/KrisKashtanova)


Na quarta-feira, o escritório comunicou que a proteção por direitos autorais depende da  quantidade da criatividade humana imposta no trabalho, e que sistemas de inteligência artificial populares provavelmente não poderiam criar obras protegidas pela lei.

Com base no entendimento do escritório sobre as tecnologias de inteligência artificial generativas atualmente disponíveis, os usuários não exercem o controle criativo final sobre como esses sistemas interpretam prompts e geram material”, comentou. 

Em vez disso, esses prompts funcionam mais como instruções para um artista comissionado.” citou o escritório.

Para eles, as modificações e arranjos elaborados por plataformas, como o exemplo do quadrinho de Kashtanova, podem ser protegidos pela lei autoral, e que apesar da política do órgão, isso “não significa que ferramentas tecnológicas não possam fazer parte do processo criativo“, completou.

Sobre aqueles que buscam a proteção dos direitos autorais, a agência comunicou que será necessário informar a respeito da presença de material criado por sistemas, e que requerimentos arquivados que não constam sobre a informação precisam ser corrigidos.

 

Foto destaque: Escritório de direito autoral afirma que obras feitas por IA podem ser protegidas pela lei. Reprodução/Creative Commons/Flickr/Saad Faruque

Operação contra pirataria faz bloqueio de 270 sites e aplicativos

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública realizou mais uma fase da Operação 404, na última terça-feira, 14. Na quinta fase, foram presas ao menos 11 pessoas, em quatro estados, sendo quatro em São Paulo, quatro em Minas Gerais, duas no Paraná e uma na Bahia. A Operação busca combater a pirataria digital em sites e em aplicativos de streaming ilegais. Esses veículos também transmitem sinais de canais da tv fechada. As ações visam proteger a segurança intelectual dos brasileiros.

Para auxiliar no combate à pirataria digital, a Secrataria Nacional de Segurança Pública (Senasp) integrou polícias civís de oito estados. Foram eles: Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro. Também teve apoio internacional. O Peru prestou ajuda, por intermédio do Instituto Nacional de Defesa de La Competencia y de la Protección de La Propriedad Intelectual (Indecopi). O Reino Unido auxiliou com a Metropolitan Police Service, diretamente de Londres, além da Intellectual Propety Office (IPO) e Police Intellectual Propety Crime Unit (PIPU).

A quinta fase da Operação 404 fez bloqueios, nestes três países, de 199 sites e 63 aplicativos ilegais de streaming de séries, filmes, músicas e jogos. Seis aplicativos de mensagens, entre eles, o Whatsapp e o Telegram, foram bloqueados por transmitir músicas de maneira ilegal. No Peru, 73 sites e aplicativos ilegais foram banidos. Já no Reino Unido, foram 25 sites derrubados. Além das prisões, foram cumpridos 32 mandatos de busca e apreensão de computadores e outros equipamentos, que faziam parte das transmissões e que mantinham os sites no ar.


                                 

                                               Pirataria traz prejuízo anual de R$ 15 milhões aos cofres públicos. (Foto: Agência Brasil)


O delegado responsável pela operação, Alessandro Barreto, alertou os usuários que utilizam esses meios. Além de também estarem cometendo crime, consumindo conteúdo ilegal, estes sites tem controle dos dados pessoais, e da localização do indivíduo. Segundo Alessando, cerca de 30 a 40 milhões de pessoas uilizam serviços piratas no Brasil.

Foto Destaque: Símbolo da pirataria. Divulgação/Mundo Conectado