Fórmula 1 aperta regras para asas dianteiras a partir do GP da Espanha

A partir do Grande Prêmio da Espanha, que acontece neste fim de semana, a Fórmula 1 começa a aplicar um novo conjunto de testes técnicos mais rigorosos para verificar a rigidez das asas dianteiras dos carros. A decisão, tomada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), tem como foco reduzir o nível de flexibilidade permitido nessas […]

29 maio, 2025
Foto destaque: Lando Norris lidera corrida à frente de Max Verstappen no GP de Miami (Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)
Foto destaque: Lando Norris lidera corrida à frente de Max Verstappen no GP de Miami (Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)
Lando Norris

A partir do Grande Prêmio da Espanha, que acontece neste fim de semana, a Fórmula 1 começa a aplicar um novo conjunto de testes técnicos mais rigorosos para verificar a rigidez das asas dianteiras dos carros. A decisão, tomada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), tem como foco reduzir o nível de flexibilidade permitido nessas peças, que influenciam diretamente no desempenho aerodinâmico dos monopostos.

A principal alteração está nos limites de quanto os flaps dianteiros — partes móveis da asa — podem se curvar quando uma carga é aplicada. Em testes com força de 100 kg aplicada de forma igual nos dois lados, a flexão máxima agora deve ser de 10 mm, e não mais 15 mm. Se o peso for colocado só de um lado, a tolerância caiu de 20 mm para 15 mm. Além disso, também houve mudança nos testes de pressão aplicada na vertical, com um peso de 6 kg: a tolerância de curvatura diminuiu de 5 mm para 3 mm.

Decisão veio após análise de imagens das asas

De acordo com Nikolas Tombazis, responsável técnico da FIA, a decisão foi tomada depois de uma série de observações feitas nas últimas duas temporadas. A entidade instalou câmeras nas asas dianteiras de todos os carros a partir do GP da Bélgica e, com base nas imagens coletadas, entendeu que os testes antigos estavam permitindo flexibilidade demais. Por isso, resolveu tornar as verificações mais rígidas.

A ideia inicial era colocar essas mudanças em prática já no início da temporada, mas algumas equipes pediram mais tempo para adaptar seus projetos. A Red Bull, por exemplo, chegou a defender que as novas regras fossem aplicadas ainda no GP da Emília-Romanha, mas a FIA decidiu aguardar até o GP da Espanha para garantir que todas as equipes estivessem preparadas.

Regulamentação faz parte de esforço por equilíbrio técnico

Essas novas medidas fazem parte de um movimento da FIA para evitar que qualquer equipe tenha vantagens técnicas com peças que escapem das intenções do regulamento. A entidade já havia agido em outros pontos, como o sistema conhecido como “mini-DRS”, que também envolvia a flexibilidade de asas — no caso, a traseira. Inicialmente, foi imposto um limite de variação de 2 mm entre as partes móveis da asa, mas esse valor foi reduzido para 0,5 mm no GP da China, depois de análises feitas durante o GP da Austrália.

Com os testes mais exigentes entrando em vigor em Barcelona, a FIA espera colocar fim às discussões sobre o uso indevido de componentes que se deformam além do permitido.

GP da Espanha encerra sequência de corridas na Europa

O GP da Espanha marca o fim de uma sequência de três provas seguidas no continente europeu. A corrida acontece no Circuito da Catalunha, em Barcelona, e será a 54ª edição oficial da prova.


Charles Leclerc, da Ferrari, no GP de Mônaco em Monte-Carlo, 25 de maio de 2025 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)


Oscar Piastri, da McLaren, lidera a temporada até aqui, com o companheiro de equipe Lando Norris em segundo lugar e Max Verstappen, da Red Bull, na terceira posição. O brasileiro Gabriel Bortoleto, que corre pela Sauber, ainda não pontuou na Fórmula 1. Na corrida passada, em Mônaco, ele teve dificuldades mais uma vez, enfrentando problemas com a estratégia da equipe e um toque com Kimi Antonelli. A vitória em Monte Carlo ficou com Norris, que conquistou seu primeiro triunfo nesse circuito.

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