Bolsonaro segue estável na UTI e inicia dieta pastosa

Ex-presidente permanece sob monitoramento médico após diagnóstico de broncopneumonia; todas as visitas a Bolsonaro dependem de análise do STF

15 mar, 2026
Jair Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro
Jair Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro

O ex-presidente brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star. Ele foi hospitalizado na sexta-feira (13) para tratar broncopneumonia aguda respiratória. Segundo a equipe médica, o quadro clínico permanece estável. Além disso, Bolsonaro já iniciou alimentação com dieta pastosa durante o período de internação.

Quadro clínico exige monitoramento constante

De acordo com os médicos, houve piora temporária da função renal durante a manhã. No entanto, os especialistas consideram a alteração esperada para o diagnóstico. Segundo o boletim médico, a alteração renal deve durar ao menos 24 horas. Ainda assim, os profissionais seguem monitorando o quadro clínico.

A equipe médica também identificou broncopneumonia aspirativa no paciente. Além disso, os médicos associaram o problema a um quadro de gastroparesia. Essa condição provoca digestão mais lenta do que o normal. Portanto, a alimentação antes de dormir pode ter agravado o quadro respiratório. Enquanto isso, exames laboratoriais e acompanhamento clínico continuam diariamente. Dessa forma, os médicos avaliam a evolução do tratamento.


Flávio Bolsonaro comenta saúde do pai (Vídeo: reprodução/Instagram/@bolsonarosp)


Nos últimos dias, Bolsonaro voltou ao centro das atenções após divulgação de laudo da Polícia Federal (PF). O documento aponta a necessidade de cuidados médicos contínuos. Entretanto, os peritos afirmam existir condições para permanência no presídio. Segundo o laudo, o ex-presidente pode permanecer no complexo da Papudinha, em Brasília. Assim, não há indicação imediata de transferência hospitalar.

Saúde e prisão influenciam cenário político

O documento também descreve a necessidade de monitoramento regular por profissionais especializados. Portanto, a situação clínica exige acompanhamento constante. Na madrugada de 6 de janeiro, Bolsonaro passou mal dentro da cela. Em seguida, ele sofreu uma queda e bateu a cabeça. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo ela, o atendimento médico ocorreu apenas pela manhã.

Mesmo preso, Bolsonaro continua influente nas articulações políticas da oposição. Assim, aliados mantêm visitas frequentes no complexo penitenciário. Na prática, a cela passou a funcionar como espaço de decisões políticas. Dessa forma, estratégias eleitorais são discutidas dentro do presídio. Antes da transferência, Bolsonaro indicou o filho Flávio Bolsonaro como possível candidato presidencial. Assim, a escolha encerrou debates internos no Partido Liberal (PL).

Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou autorização para visita de assessor estrangeiro. Logo, a decisão impediu o encontro entre Bolsonaro e um representante ligado ao governo de Donald Trump. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), a visita poderia representar ingerência nos assuntos internos brasileiros. Desde janeiro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos no Complexo Penitenciário da Papuda. A condenação ocorreu por envolvimento na tentativa de golpe de 2022. Como um dos resultados, todas as visitas ao ex-presidente dependem de autorização judicial. Assim, Moraes analisa individualmente cada pedido apresentado pela defesa.

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