Estados Unidos lança bombas contra Irã no Estreito de Ormuz

Bombas de penetração profunda lançadas contra o Irã buscam enfraquecer as forças armadas e reabrirem o estreito, fechado no início do conflito

18 mar, 2026
Navio | Reprodução/X/@desireerugani
Navio | Reprodução/X/@desireerugani

Nesta terça-feira (17), o Comando Central dos Estados Unidos, afirmou ter lançado bombas de penetração profunda contra artilharias antiembarcações na região do Estreito de Ormuz. Desde o início dos conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, as forças iranianas afirmaram que teriam fechado o Estreito de Ormuz, a principal passagem do petróleo na região, e sofreram represálias dos EUA para que a passagem fosse reaberta.

O lançamento das bombas de penetração

O Comando Central dos Estados Unidos afirmou, durante o lançamento das bombas, que as munições de penetração profunda possuíam cerca de 5 mil libras (cerca de 2.300kg), e foram lançadas contra mísseis iranianos ao longo da costa do país. “Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, disseram em comunicado oficial.

O ataque estadunidense tem um objetivo claro, enfraquecer as forças iranianas que estão mantendo o estreito fechado para retomar a circulação dos navios com segurança. Recentemente os Estados Unidos ainda tentaram buscar ajuda entre seus aliados na Europa e na Ásia para ajudar na reabertura do estreito, mas os pedidos foram recusados, após isso, Trump afirmou que não precisava de ajuda para tomar posse do controle e chegou a alegar que a Otan estava cometendo “um erro muito tolo” em não ajudar.


Navio indiano que atravessou o Estreito de Ormuz após permissão do Irã (Foto: reprodução/Getty Images Embed/STR)


As bombas de penetração profunda são pesadas ao ponto de só poderem ser lançadas de aviões bombardeiros, que são tecnologia exclusiva dos EUA. Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam utilizado bombas desse tipo contra instalações nucleares iranianas. Elas são chamadas de Massive Ordnance Penetrator (MOP, ou também conhecida como GBU-57) e pesam cerca de 13,6 mil kg.

Por que o Estreito de Ormuz é foco na guerra

A região do estreito é uma das que mais movimenta petróleo por todo o mundo, já que vários países do Oriente Médio são grandes produtores e exportadores, como o próprio Irã, que também têm dominado a o estreito, quanto o Emirados Árabes Unidos ou o Kuwait, por exemplo, que foram afetados quando suas exportações desaceleraram com o fechamento da passagem. Cerca de 20% do petróleo global circula pelo Estreito de Ormuz.

Com o fechamento do estreito, o petróleo global supervalorizou e os preços já afetam mercados por todo o mundo, o caso do diesel brasileiro é um exemplo claro, o combustível já está cerca de 19% mais caro que o valor médio e pode acabar ocasionando crises no transporte de mercadorias por todo o país por conta da possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros como a que aconteceu em 2018.

 

 

 

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