Chanceler do Irã pede que ONU condene EUA e Israel por ataque a escola
Pressão internacional em audiência na ONU cresce após denúncias de ataques, enquanto Estados Unidos se defende e nega acusações e autoria
O discurso
O chanceler chamou o ataque de “genocídio” e destacou ainda que EUA e Israel destruíram e danificaram mais de 600 escolas durante a guerra, o que resultou em mais de 1.000 alunos e professores mortos ou feridos. Segundo ele, os EUA iniciaram a guerra durante negociações nucleares entre os dois países e reforçou seu pedido a ONU para que os responsáveis pelo ataque sejam punidos:
“Altos funcionários dos EUA disseram que o ataque está sob investigação. Peço que esse processo seja concluído o mais rápido possível e que suas conclusões sejam tornadas públicas. Deve haver justiça pelo terrível dano causado”, disse Türk.
Secretário de Defesa dos Estados Unidos (Vídeo: reprodução/YouTube/@bbcnewsbrasil)
Guerra
A tensão entre os países continua, e o mundo está de olho nos desdobramentos dessa guerra. Até o momento, a guerra já matou 1.097 pessoas, incluindo a autoridade máxima do país, Ali Khamenei. Segundo uma autoridade sênior do Irã à revista Reuters, o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Trump declarou uma pausa de 10 dias nas usinas de energia e afirmou que as negociações pela paz estão em andamento.
“A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição das usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações equivocadas em contrário por parte da mídia fake news e de outros, estão indo muito bem.”
Toda essa escalada de violência tem gerado críticas a Trump, incluindo de apoiadores, que relatam que, durante sua campanha política, o presidente se declarou apoiador da paz e, no momento, tem mantido uma postura constante de guerra, apesar de o presidente negar e dizer que está apenas defendendo e protegendo seu país de ameaças.
