China rebate acusações dos Estados Unidos e repudia novas tarifas comerciais
Porta-voz do governo chinês nega exploração do trabalho e critica taxação imposta por Washington que também afeta duramente produtos do Brasil
A China declarou publicamente nesta quarta-feira, dia 3 de junho, que se opõe, de todas as formas possíveis, às tarifas unilaterais aplicadas pelos Estados Unidos, que abarcam 60 nações no total. No cenário global, os chineses aparecem ao lado do Brasil como os maiores alvos dessas novas taxações impostas pelo governo americano.
Acusações de Washington e o forte repúdio de Pequim
Para justificar a aplicação das novas taxas, que chegam a até 12,5%, os EUA apontam que o Estado chinês se omite com relação ao trabalho forçado, gerando falhas graves na produção de bens no país. Jamieson Greer, Representante de Comércio dos Estados Unidos, criticou duramente a postura dos parceiros:
“A falha dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais”.
Responding to a question saying that the Trump administration has proposed imposing additional tariffs of 10% or 12.5% on imported goods from 60 economies, including China and previously, the US side’s claims — fabricated under Section 301 — alleging forced labor in product… pic.twitter.com/1hNbsoOoba
— Global Times (@globaltimesnews) June 3, 2026
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning (Foto: reprodução/X/@globaltimesnews)
Por outro lado, os orientais negam veementemente as afirmações e repudiam qualquer medida unilateral. Segundo Mao Ning, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, as alegações de Washington não possuem fundamento real: “Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”.
Divisão de alíquotas e exigências do relatório norte-americano
De acordo com o relatório apresentado, as autoridades americanas entendem que a China simplesmente não impõe medidas internas para frear a entrada de produtos provenientes de exploração laboral. Por conta dessa inércia, o país acabou sofrendo a punição financeira mais severa.
🚨URGENTE – Governo Trump conclui que o Brasil tem práticas injustas em sete áreas: Pix, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol, censura e desmatamento pic.twitter.com/Li949pPtis
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 2, 2026
Donald Trump e Bandeira do Brasil (Foto: reprodução/X/@NewsLiberdade)
Já para os países que os EUA consideram aplicar proibições adequadas à importação de bens oriundos do trabalho forçado — ou que ao menos se comprometeram formalmente em aplicar tais barreiras, ou ainda que impuseram um regime parcial com o objetivo de impedir a circulação desses produtos —, o Representante Comercial dos Estados Unidos propõe uma alíquota reduzida de 10% para as taxas adicionais. Enquadram-se nesse aspecto parceiros comerciais como Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e o bloco da União Europeia.
