A Polícia Federal determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função para a qual foi aprovado por concurso público antes de iniciar a carreira política. A decisão foi publicada oficialmente e estabelece que o parlamentar reassuma as atividades administrativas após o encerramento de seu mandato. O caso ganhou repercussão nacional por envolver um nome conhecido da política brasileira e por provocar reação imediata do próprio Eduardo Bolsonaro.
A determinação ocorre em meio a debates sobre deveres funcionais e obrigações legais de servidores públicos que se afastam para exercer mandatos eletivos. A medida também reacendeu discussões sobre a relação entre instituições do Estado e figuras públicas, especialmente quando decisões administrativas passam a ter impacto político e repercussão nas redes sociais.
Polícia Federal determina retorno ao cargo
De acordo com a Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro deve retornar ao cargo de escrivão após o fim do vínculo com o mandato parlamentar. A corporação informou que a medida segue normas administrativas aplicadas a servidores concursados que se afastam temporariamente para exercer funções eletivas. Com o encerramento desse período, o retorno ao cargo de origem passa a ser obrigatório.
A decisão foi formalizada por meio de ato administrativo e estabelece prazos para que o retorno seja cumprido. Caso não haja apresentação para reassumir a função, podem ser adotadas medidas previstas na legislação que rege o funcionalismo público. A Polícia Federal ressaltou que o procedimento segue regras gerais e não se trata de uma decisão excepcional.
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão (Vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)
O cargo de escrivão envolve atividades internas da corporação, como registro de procedimentos, organização de inquéritos e apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal. Trata se de uma função técnica, exercida por servidores aprovados em concurso público e submetidos a normas específicas de conduta e atuação profissional.
A determinação chamou atenção por envolver um ex parlamentar de projeção nacional. Especialistas em administração pública destacam que a legislação prevê esse tipo de retorno como parte da rotina do serviço público, independentemente da visibilidade do servidor. Ainda assim, o caso ganhou destaque pelo posicionamento adotado por Eduardo Bolsonaro diante da decisão.
Reação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais
Após a divulgação da decisão, Eduardo Bolsonaro se manifestou publicamente por meio de suas redes sociais. Na publicação, ele criticou duramente a Polícia Federal e afirmou que não pretende se submeter à determinação. A fala teve ampla repercussão e foi compartilhada por apoiadores e críticos.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu Eduardo Bolsonaro.
A declaração gerou reações imediatas no meio político e jurídico. Enquanto aliados demonstraram apoio ao posicionamento do ex parlamentar, críticos apontaram que o retorno ao cargo é uma obrigação prevista em lei para servidores públicos concursados. O uso de termos fortes também foi alvo de comentários e análises nas redes sociais.
A Polícia Federal não comentou diretamente a fala de Eduardo Bolsonaro, mas reforçou que a decisão segue critérios administrativos e legais. A corporação afirmou que todas as medidas adotadas têm base normativa e que eventuais descumprimentos são tratados conforme a legislação vigente.
O episódio também reacendeu o debate sobre a relação entre servidores públicos e a exposição política. Para especialistas, casos como esse evidenciam a necessidade de separar posições pessoais de deveres institucionais. A legislação estabelece direitos e obrigações claras, tanto para a administração quanto para o servidor.
Enquanto isso, o caso segue em acompanhamento. Caso Eduardo Bolsonaro não se apresente para reassumir o cargo, a Polícia Federal poderá adotar providências administrativas, conforme previsto em lei. Essas medidas podem incluir processos internos para apurar eventual descumprimento da determinação.
A situação mantém o nome de Eduardo Bolsonaro em evidência e amplia o debate sobre o funcionamento das instituições públicas. A decisão da Polícia Federal, somada à reação do ex-parlamentar, reforça como questões administrativas podem ganhar dimensão política e gerar ampla repercussão nacional.
O desfecho do caso dependerá dos próximos passos adotados tanto pela Polícia Federal quanto pelo próprio Eduardo Bolsonaro. Até lá, o episódio segue sendo acompanhado por autoridades, imprensa e pela sociedade, diante de sua relevância institucional e política.
