EUA e Venezuela: tensão e conflito diplomático entre países se intensifica
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o primeiro ataque em solo venezuelano por parte dos EUA, feito por drones em porto venezuelano
Na segunda-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, na rádio WABC de Nova York, que as forças dos EUA, na entrevista não especificou se foram a marinha ou a CIA, realizaram o primeiro ataque em território venezuelano desde o início da campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos usariam toda a sua força contra o regime venezuelano.
A tensão entre os países aumentou em agosto deste ano de 2025, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa pela prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.
O presidente venezuelano é acusado pelo governo americano de liderar o cartel de drogas conhecido como Los Soles e, além disso, o presidente teria adulterado as eleições para a presidência da Venezuela no início de 2025. Deveria se afastar do poder.
Tensões entre EUA e Venezuela
A tensão entre os países começou após a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999, marcada por nacionalizações, críticas aos Estados Unidos e disputas sobre a indústria petrolífera. Após anos de sanções americanas ao povo venezuelano, a situação se agravou em agosto de 2025, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações sobre o líder venezuelano Maduro.
O governo de Trump não reconheceu a eleição de Maduro para o terceiro mandato e insiste em acusar a Venezuela de ser uma grande exportadora de drogas para o território dos EUA, argumentando que deveria combater os narcosterroristas antes que cheguem ao solo estadunidense.
Foto do USS Gerald R. Ford dos EUA enviados para combater os narcoterroristas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/U.S. Navy)
Em setembro de 2025, os Estados Unidos realizaram o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar do Caribe. Após esse episódio, ações em mar aberto se tornaram frequentes e passaram a ocorrer também no Oceano Pacífico.
Em novembro, o governo de Trump enviou o USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, que chegou ao Mar do Caribe. A embarcação tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. O episódio levou o governo da Venezuela a decretar estado de exceção, concedendo poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro em caso de agressão por parte dos Estados Unidos.
Donald Trump vs Nicolás Maduro
O governo do presidente Donald Trump incluiu oficialmente o Cartel de Los Soles na lista de organizações terroristas. Segundo as autoridades americanas, integrantes do regime venezuelano poderiam ser considerados alvos legítimos em operações militares contra cartéis de drogas em solo venezuelano. Por outro lado, o governo de Maduro afirma que os EUA têm interesse em tomar para si o petróleo produzido pelo país.
🇺🇸🇻🇪‼️ | ÚLTIMA HORA — El Comando Sur de EE.UU. confirma un ataque cinético letal ordenado por el Secretario de Defensa Pete Hegseth contra un buque operado por organizaciones terroristas designadas en aguas internacionales del Pacífico Oriental, en rutas conocidas de… pic.twitter.com/W9l8aFmIgb
— UHN Plus (@UHN_Plus) December 29, 2025
Ataque dos EUA a suposto barco de narco terroristas (Vídeo: reprodução/X/@UHN_Plus)
Para concluir, o governo venezuelano também acusa os Estados Unidos de pirataria devido aos ataques que resultaram na apreensão do petroleiro Skipper, que transportava petróleo venezuelano no Caribe. Trump afirmou que a Venezuela está cercada e anunciou um bloqueio total de navios petroleiros alvos de sanções.
Nesta terça-feira (30), foi confirmado o ataque em solo venezuelano realizado pelo governo Trump, feito pela CIA (Agência Central de Inteligência) com drones em uma instalação portuária na costa da Venezuela, que os Estados Unidos afirmam ser usada por narcoterroristas.
