Em audiência nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro se posiciona contra novas tarifas ao Brasil
Pré-candidato à presidência pelo PL afirma que este é o “pior momento possível” para novas taxações e que elas poderiam beneficiar a campanha de Lula
Nesta terça-feira (7), nos Estados Unidos, o senador e pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, discursou durante audiência pública sobre o “novo tarifaço” que pode ser imposto pelos EUA sobre os produtos brasileiros.
Acompanhado pelo irmão e ex-deputado federal cassado, Eduardo Bolsonaro, Flávio fez seu pronunciamento em inglês defendendo o adiamento do prazo que definirá se os EUA colocarão em prática a cobrança das novas tarifas ao Brasil, datado para o próximo dia 15 de julho.
Flávio Bolsonaro discursa em audiência pública nos Estados Unidos (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)
O discurso
Durante o pronunciamento, que durou cerca de cinco minutos, o pré-candidato à presidência pelo PL se declarou contrário à aplicação do “novo tarifaço”, já que, segundo ele, novas tarifas poderiam beneficiar a campanha de Lula.
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, declarou Flávio Bolsonaro durante discurso em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7).
Além disso, durante seu pronunciamento, o filho do ex-presidente falou sobre corrupção, teceu duras críticas ao presidente Lula e defendeu o PIX, sistema de pagamento criado pelo Banco Central e alvo de ataques pelos Estados Unidos.
Governo Lula e o “novo tarifaço”
Desde que o governo Trump ameaçou retaliação com novas tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros, alegando práticas “irrazoáveis” que “oneram ou restringem” o comércio entre os dois países, o governo brasileiro busca medidas para evitar a aplicação dessas novas taxas.
Nesse sentido, ainda neste mês, o Ministro das Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira, enviou um documento com uma resposta formal ao governo americano a fim de impedir a cobrança de novas tarifas. Nesse documento, o chanceler, em nome do Itamaraty, argumenta que o USTR (sigla em inglês que representa o órgão responsável pela política comercial dos EUA) não comprovou que as políticas brasileiras discriminem ou criem barreiras ao comércio dos EUA.
