Golpe da falsa adolescente surpreende casal e mobiliza investigação em Santa Catarina

No sul do país, uma mulher adulta assumiu a identidade de uma adolescente, recebeu apoio de uma família e sustentou a mentira por mais de um ano

08 jun, 2026
Amanda Maria enganou família por mais de um ano, se passando por adolescente | Reprodução/X/@6ixbuzztv
Amanda Maria enganou família por mais de um ano, se passando por adolescente | Reprodução/X/@6ixbuzztv

O caso que chamou a atenção em Santa Catarina na última semana, envolve uma mulher de 37 anos suspeita de ter se passado por uma adolescente de 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville. Segundo a investigação da Polícia Civil, ela teria vivido por cerca de 14 meses na casa do casal, que acreditava estar ajudando uma jovem vítima de maus-tratos.

As suspeitas surgiram após familiares questionarem algumas informações apresentadas pela suposta adolescente. A polícia iniciou as apurações e concluiu que a mulher utilizava uma identidade falsa.

Idade aproximada à das vítimas

A grande fraude foi descoberta na última terça-feira (02/06), quando a mulher foi presa em flagrante. A Justiça transformou a prisão em preventiva e, na sexta-feira (05/06), ela foi indiciada pelos crimes de falsa identidade e estelionato. De acordo com o defensor público responsável pelo caso, a suspeita também passará por exames para avaliar sua saúde mental.

O casal que acolheu a mulher que fingia ter 12 anos em Joinville (SC) tem idade próxima à da suspeita, que está prestes a completar 38 anos. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, as vítimas, que têm entre 40 e 50 anos, foram manipuladas emocionalmente pela golpista.


Golpe da falsa adolescente surpreende casal e mobiliza investigação em Santa Catarina
Amanda Maria é presa em Santa Catarina (Foto: reprodução/X/@cenariumam)

Segundo a Polícia Civil, a diferença de idade relativamente pequena entre a autora do golpe e as vítimas demonstra o nível de confiança que ela conseguiu conquistar. Para os investigadores, a mulher utilizou histórias emocionantes e comportamentos cuidadosamente planejados para convencer as pessoas ao seu redor de que era uma menor de idade em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a proximidade de idade entre a suspeita e o casal reforça a complexidade da fraude. Mesmo sendo uma mulher adulta, Amanda conseguiu convencer as vítimas de que era uma adolescente que precisava de proteção e apoio, criando uma relação de confiança que se manteve por mais de um ano antes de a verdade ser descoberta.

Recebendo ajuda em troca de benefícios

Amanda Maria viveu por meses com a família, sendo tratada como filha adotiva. Ela conheceu as vítimas após procurar ajuda em uma igreja e afirmar que havia fugido do Pará por sofrer maus-tratos. No entanto, a investigação descobriu que ela é natural do Ceará e que já contou histórias parecidas em outros estados para aplicar o mesmo golpe.

Segundo as mídias oficiais, além da família, o pastor e membros da comunidade religiosa também foram enganados, pois se mobilizaram para ajudá-la a encontrar um lugar para morar. Durante o período em que viveu com a família, Amanda ganhou uma festa de aniversário de 12 anos, um quarto decorado, brinquedos e até medicamentos para emagrecer.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a mulher conquistou a confiança e o carinho da família, que tinha boa condição financeira. Embora não recebesse dinheiro diretamente, ela tinha acesso a diversos benefícios e era tratada como uma adolescente, recebendo tudo o que precisava.

O caso mostra como a criminosa construiu uma falsa identidade durante anos para enganar pessoas em diferentes estados do país. Segundo relatos e investigações, ela estudava comportamentos e criava histórias para ganhar a confiança das vítimas. Com a descoberta da fraude e a confissão de outros casos, a polícia segue apurando o alcance do golpe e alertando a população para que fique atenta a situações semelhantes.

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