Defesa de Bolsonaro tenta afastar ministro em ação no STM
Argumentação da defesa de Bolsonaro diz que o ministro brigadeiro Joseli Parente Camelo perdeu isenção necessária para julgar ação
Nesta quarta-feira (24), o Superior Tribunal Militar (STM) vai colocar em julgamento uma contestação feita pelos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A intenção do pedido é tirar do caso um dos magistrados que estão responsáveis por julgar a ação que pode acabar retirando a patente militar de Bolsonaro, que hoje tem a posição de capitão reformado do Exército do Brasil.
Argumentos dos advogados e histórico da contestação
Anteriormente, Maria Elizabeth Rocha, que é ministra e presidente do tribunal militar, já tinha definido que o ministro brigadeiro Joseli Parente Camelo não corria o risco de ser visto como suspeito para seguir no processo. O grupo de defesa de Jair Bolsonaro foca em derrubar essa posição em plenário agora.
A linha de defesa diz que o ministro perdeu a isenção necessária após conceder entrevistas falando sobre como o ex-presidente deveria ser condenado por tentativa de golpe de Estado, mostrando-se favorável a punir os integrantes das Forças Armadas que participaram dos atos de 8 de Janeiro.
Enquanto Lula faz populismo barato e falha mesmo tendo o Estado nas mãos, Flávio Bolsonaro age.
Mais uma vez, vai aos EUA defender os interesses do povo brasileiro diante da ameaça de novas tarifas que podem prejudicar nossa economia.
Da mesma forma atuou para ampliar a pressão… pic.twitter.com/t0KflSNSMw
— Jair Renan Bolsonaro (@bolsonaro__jr) June 23, 2026
Jair Bolsonaro com seus filhos (Foto: Reprodução/X/@bolsonaro__jr)
O sentimento de bastidor é que os integrantes do plenário decidam confirmar a linha anterior por larga maioria de votos, visto que Maria Elizabeth Rocha, presidente da corte, barrou exatamente esse requerimento no mês de março.
A análise de hoje gira em torno de um recurso interno baseado no código militar, que serve para avaliar uma série de condutas apontadas como indignas ou incompatíveis com o oficialato do Exército. Esse mecanismo consta nas regras das Forças Armadas e serve para testar se oficiais que sofreram condenações preservam as condições éticas e de moral que a corporação exige para seus membros.
Outros casos semelhantes na pauta de julgamento da corte
A maior probabilidade é de que os ministros confirmem no plenário a visão de que falta sustentação jurídica para retirar o magistrado do caso. Na agenda de hoje, o STM também marcou para julgar outras ações que tratam sobre a exclusão ou permanência de oficiais nos quadros militares.
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha foi preso hoje.
Garnier foi preso nesta terça-feira (25/11) em uma unidade militar da Força em Brasília pic.twitter.com/BTtn8vJotV
— Tumulto BR (@TumultoBR) November 25, 2025
Ex-comandante da Marinha (Foto: reprodução/X/@tumultobr)
Um dos nomes que aparecem nessa lista é o de Almir Garnier Santos, almirante de esquadra da reserva e antigo comandante da Marinha brasileira. É importante destacar que essa avaliação não vai mexer no mérito de decisões ou penas da Justiça comum, focando somente em medir se o comportamento bate com a honra e o decoro que a carreira nas Forças Armadas pede.
