Países se juntam para liberar Estreito de Ormuz após alta do petróleo
Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão soltam comunicado pela junção de esforços para liberar a principal rota de combustíveis
Nesta quinta-feira (19), países europeus e Japão anunciaram que estão prontos para se juntarem a fim de liberar o canal do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã por conta dos conflitos com os Estados Unidos e Israel. O comunicado foi feito após rejeição de pedido feito por Donald Trump, presidente americano, que solicitou navios militares para o local. A divulgação foi feita por conta de críticas feitas por Trump; além dele, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth declarou que os países europeus foram “ingratos”
O que motivou a junção dos países
O comunicado foi feito em conjunto com os governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, para tomar medidas visando a estabilidade do mercado de energia, que vem sumindo os preços por conta de novos ataques do Irã a infraestruturas de países com bases militares americanas, como: Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar.
“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito“, diz a declaração. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”.
Donald Trump sofre recusa da Europa durante conflito (Vídeo: reprodução/ YouTube/ Band Jornalismo)
A divulgação, porém, não especificou de que forma os países poderiam ajudar no Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas do Oriente Médio, por onde navios transportam um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. A passagem foi bloqueada pelo próprio Irã, que fica em uma das pontas do estreito, e vem atacando navios que tentam passar pela região.
Mesmo com a recusa do pedido dos Estados Unidos, os países elogiaram a liberação de reservas estratégicas de petróleo e dizem que vão tomar outras medidas para estabilizar os mercados de energia, trabalhando em conjunto com certos países que têm produção de combustíveis. Antes desse movimento, no último dia 11, as nações da Agência Internacional de Energia chegaram a um acordo para liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência, visando equilibrar a economia.
Recusa aos Estados Unidos
Os países já haviam recusado no início da semana o pedido de suporte aos Estados Unidos no estreito, enviando navios militares. Algumas figuras reagiram à solicitação, como o ministro da defesa da Alemanha, que afirmou não ajudar em uma guerra que não é deles.
Boris Pistorius disse: “O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos” Espera-se que o Estreito seja liberado em breve e reorganize o mercado de energia, que tem afetado inclusive o Brasil, com ameaça de greve de caminhoneiros pela alta do diesel.
