Márcio Poncio é preso por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção
Patriarca da família Poncio teve os bens bloqueados por ordem judicial; defesa afirma não ter acesso aos autos do processo que resultou em sua prisão
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (2), a quinta fase da operação batizada de “Unha e Carne”, que investiga a ligação entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro. Com foco no combate ao jogo do bicho e à “Máfia do Cigarro”, a ação resultou na prisão do pastor e empresário Márcio Poncio, suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção.
A família Poncio
Conhecido como o patriarca de uma famosa família de influenciadores digitais, recebeu o apelido de “pastor do cigarro” por ter construído sua trajetória como empresário no setor do tabaco antes e durante sua atuação como líder religioso.
De acordo com fontes ligadas ao caso, enquanto Márcio Poncio permanece sob custódia, seus filhos, a deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e o cantor Saulo Poncio, não são alvos da investigação.
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Marcio Poncio e Sarah Poncio (Foto: reprodução/Instagram/@macioponcio)
Além do pastor, a PF cumpriu mandados de prisão contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como líder da organização criminosa, e contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já havia sido detido anteriormente no âmbito do mesmo caso.
A operação
Iniciada em dezembro de 2025, a Operação “Unha e Carne” vem desarticulando um complexo esquema político e criminoso no estado ao longo de suas fases:
1ª Fase: Teve como alvo principal Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele é investigado por vazar detalhes sigilosos da Operação Zargun (ação contra uma facção ligada ao Comando Vermelho) para Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o “TH Joias”. Em março de 2026, Bacellar teve seu mandato cassado pelo TSE e foi preso em seguida.
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Marcio Poncio e Sarah Poncio (Foto: reprodução/Instagram/@sarah)
2ª Fase: Resultou na prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2. Magistrado é suspeito de fornecer as informações sigilosas que, posteriormente, foram repassadas por Bacellar ao crime organizado.
Maio de 2026: A investigação atingiu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), apontado como líder de um esquema de fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
