Trump diz que Irã quer negociar enquanto EUA ampliam ofensiva com novos ataques ao país
Estados Unidos ampliam ataques contra o Irã enquanto Donald Trump afirma buscar acordo; Teerã ameaça bloquear importantes rotas marítimas
“Kill Trump“: a mensagem que Teerã envia a Washington (Vídeo: reprodução/YouTube/@uol)
Guarda Revolucionária ameaça bloquear rotas estratégicas
A declaração de Donald Trump foi feita durante a inauguração de uma fábrica de armas e equipamentos militares na Pensilvânia. Segundo o presidente americano, o Departamento de Defesa destinou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,9 bilhões) para a construção da unidade, que terá produção de navios, submarinos, veículos militares, armamentos e outros equipamentos industriais. Antes do anúncio, os Estados Unidos já haviam realizado uma nova ofensiva contra alvos iranianos, incluindo a ilha de Grande Tunb, no Golfo Pérsico, em uma ação que deixou sete militares iranianos mortos.
Após os ataques, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou bloquear outras importantes rotas marítimas internacionais que tenham ligação com interesses dos Estados Unidos. O grupo afirmou que a medida seria uma resposta ao bloqueio naval imposto por Washington contra portos e exportações de petróleo iranianas, declarando que “a exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”. Além do Estreito de Ormuz, o regime iraniano também poderia tentar interferir no Estreito de Bab El-Mandeb, uma rota estratégica entre o Golfo de Aden e o Mar Vermelho.
As tensões entre Estados Unidos e Irã seguem em escalada, com novas ações militares, ameaças de retaliação e disputas envolvendo rotas marítimas estratégicas para o comércio global. Enquanto Washington afirma buscar uma solução diplomática, Teerã mantém uma postura de resistência e ameaça ampliar as respostas contra os interesses americanos na região. O cenário aumenta a preocupação internacional sobre os possíveis impactos econômicos e militares de um conflito prolongado no Oriente Médio.
