TSE vai se reunir com institutos após veto a pesquisa

Encontro visa buscar alinhamento de critérios com os institutos nas pesquisas eleitorais e liberar julgamento após determinação de Nunes Marques

03 jul, 2026
Urna eletronica | Reprodução/Antonio Augusto/TSE
Urna eletronica | Reprodução/Antonio Augusto/TSE

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão se reunir com representantes dos institutos de pesquisa no próximo dia 14 de julho, para discutirem e analisarem critérios para a realização de levantamentos eleitorais. A medida ocorre depois da decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa feita pelo instituto AtlasIntel durante o período pré-eleitoral.

A expectativa é de que o encontro abra espaço para o recomeço do julgamento sobre o caso, que foi interrompido em junho após um pedido de vista feito pela ministra Estela Aranha. A previsão é de que a avaliação se reinicie em agosto, já com um debate mais amplo sobre as diretrizes para pesquisas eleitorais.

Normas para as pesquisas

A suspensão foi determinada por Nunes Marques com o critério de que o levantamento utilizou componentes capazes de influenciar as respostas dos participantes. O ponto crucial questionado foi a exibição de um áudio vinculado a uma investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro durante o recolhimento das entrevistas


Presidente do TSE Kassio Nunes Marques sentando em uma cadeira vermelha

Kassio Nunes Marques (Foto: reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Nos bastidores, a proposta debatida é determinar regras claras sobre a utilização de conteúdos externos, como vídeos e áudios, em pesquisas eleitorais, diminuindo dúvidas sobre eventuais interferências nas decisões dos entrevistados.

Oposição e expectativa

A decisão de vetar a pesquisa provocou incômodo entre os integrantes do TSE, do STF e do Ministério Público Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral defendeu que uma intervenção da Justiça Eleitoral em levantamentos só deve ser feita em circunstâncias de caráter excepcional, quando há comprovação concreta de quebra de imparcialidade nas pesquisas.

De acordo com integrantes da Corte, a reunião com os institutos pode ajudar na construção de um acordo unânime sobre novas normas para as pesquisas eleitorais, evitando assim que o julgamento termine em derrubada da decisão de Nunes Marques no plenário ou até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal.

Mais notícias