AGU pede ao STF autorização para pagamento de auxílios a vítimas do vírus Zika

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheça, de forma excepcional, a possibilidade de a União pagar os auxílios previstos para vítimas do Zika vírus, superando as limitações impostas pelas regras orçamentárias e financeiras. O objetivo é garantir que os benefícios, criados por lei para ajudar pessoas com deficiência causada pelo vírus, possam ser pagos com segurança legal.

AGU pede indenização e pensão previstas em lei

Essa lei assegura o pagamento de uma indenização única de R$ 50 mil e uma pensão mensal vitalícia no valor do maior benefício do INSS. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o pedido ao Supremo para assegurar as condições jurídicas necessárias ao pagamento integral a todos os beneficiários.

O caso chegou ao ministro Flávio Dino, responsável por analisar um mandado de segurança apresentado pela família de uma criança nessa situação; antes do pedido da AGU, Dino já havia decidido provisoriamente que o direito ao benefício deveria ser mantido, mesmo após a perda de validade da Medida Provisória que o instituiu. Isso ocorreu porque o texto não foi votado pelo Congresso no prazo legal. A MP surgiu depois que o governo vetou um projeto de lei sobre o tema, não por discordar do mérito, mas por descumprimento das exigências constitucionais e legais de responsabilidade fiscal.


Matéria da Jovem Pan News sobre o acionamento do STF pela AGU (Vídeo: reprodução/X/@JovemPanNews)

Desafios legais para o pagamento

O veto foi motivado pela incompatibilidade dos auxílios com o plano plurianual, pela criação de um benefício da seguridade social sem indicar a fonte de recursos e pela não conformidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Mais tarde, o Congresso derrubou o veto e converteu o projeto em lei, colocando os auxílios em vigor. Diante disso, a AGU argumentou ao STF que o pagamento depende da superação dos entraves previstos nas normas de responsabilidade fiscal.

Na manifestação, a AGU ressaltou que a União cumprirá seu compromisso constitucional com os direitos das pessoas com deficiência e acatará a decisão liminar de 16 de maio de 2025 adotando todas as medidas necessárias para implementar a Lei nº 15.156/2025. Contudo, frisou que, de acordo com a jurisprudência do Supremo, a liberação dos auxílios exige antes a superação dos obstáculos fiscais existentes.

OMS emite alerta sobre possível novo surto de Chikungunya

Durante a manhã desta quarta-feira (23) o OMS emitiu um alerta para o risco global de disseminação da Chikungunya. Vale ressaltar, que as diretrizes da instituição detectaram os indícios de uma epidemia precoce há duas décadas. Desse modo, a doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti se tornou pauta mundial por conta da possibilidade de retornar em mais um grande surto.

A OMS é uma agência compromissada com a tentativa de alcançar uma melhor saúde para todos. Ou seja, eles atuam combatendo doenças transmissíveis e não transmissíveis. Assim, eles direcionam e coordenam a saúde internacional dentro do sistema das Nações Unidas para se dividirem em áreas como: sistemas de saúde, cursos de vida, preparação, vigilância e resposta e serviços corporativos.

OMS traz alerta sobre possível infestação de Chikungunya

Em alguns casos a Chikungunya é transmitida pelo Aedes albopictus ou pelo famoso Aedes aegypti –o mesmo mosquito que transmite a Dengue, a Zika e a Febre Amarela. Além disso, os sintomas que acompanham a doença são compostos por febre e intensas dores articulares nas pessoas infectadas. Em alguns casos essas dores podem debilitar uma pessoa ou causar uma consequência fatal.

Segundo uma matéria da revista O Globo, uma representante da OMS, apresentada como Diana Rojas Alvarez, esclareceu que a doença transmitida por mosquitos não é uma doença amplamente conhecida. Porém, a enfermidade foi detectada em 119 países, colocando cerca de 5,6 bilhões de pessoas em risco ao redor do mundo. Além disso, Rojas fez questão de lembrar em uma coletiva de imprensa em Genebra que em um período entre 2004 e 2005 o Oceano Índico foi infestado por uma grande epidemia que atingiu territórios pequenos antes de se espalhar globalmente e infectar quase meio milhão de pessoas.

Desse modo, a representante da OMS enfatizou que a agência observa o mesmo padrão se repetir desde o início de 2025 após Reunião, Mayotte e Maurício, três ilhas do Oceano Índico, relatarem novas vítimas em grande escala infectadas pela Chikungunya.

Como diferenciar a Chikungunya das demais doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

Nesse ritmo, a agência da OMS estima que um terço da população de Reunião apresenta sintomas da doença transmitida pelos mosquitos tropicais. Ainda de acordo com a empresa de saúde, as semelhanças entre os sintomas da Chikungunya, da Dengue e do Zika vírus, dificultam o diagnóstico do problema já que ambas são responsáveis por causar: febre alta; dores intensas nas mãos, pés, tornozelos, pulsos e nas demais articulações; dores musculares; dor de cabeça; manchas vermelhas na pele (conhecidas como exantema) e coceira.


Brasil inaugura a maior fábrica de Wolbachia do mundo em combate contra à dengue, zika e chikungunya (foto: reprodução/Instagram/@minsaude)


No entanto, segundo o Ministério Brasileiro de Saúde, a Chikungunya se destaca por causar dores nas costas, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite não-purulenta, náuseas, vômitos, dor de garganta, calafrios, diarreia e dor abdominal. Ademais, é importante esclarecer que no Brasil, esse arbovírus é transmitido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e que a doença pode evoluir em três fases conhecidas como febril ou aguda (com duração de 5 a 14 dias), pós-aguda (de 15 a 90 dias) e crônica (após 90 dias de infecção) onde a artralgia (dor nas articulações), pode permanecer.

São Paulo registra nove mortes por febre amarela

Segundo divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), o estado de São Paulo chegou a sua nona morte por febre amarela. Quatorze casos da doença já foram registrados, sendo todos em regiões rurais do estado.

Trinta casos da doença também foram registrados em primatas não humanos nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Bauru, Campinas e Osasco.

Os primatas, que atuam como hospedeiros do vírus, são os responsáveis por alertar a população para a circulação da doença na local.

Em 2024, o estado registrou somente uma morte pela doença.

Devido à proximidade do feriado de Carnaval, O Governo de São Paulo reafirmou a importância da vacinação para quem for viajar, principalmente as pessoas que têm as regiões rurais como destino. 

Para garantir a imunização completa durante o feriado, é necessário tomar a vacina 10 dias antes de se expor a locais onde o vírus possa estar circulando.

Alerta

No dia 2 de fevereiro, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o aumento de casos de febre amarela nas regiões de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Roraima. Nos estados da região norte do Brasil, os registros da doença foram em primatas, não humanos.

Devido à maior proliferação da doença, o Governo de São Paulo solicitou 600 mil doses de vacina contra febre amarela para a vacinação de rotina e mais de 1,3 milhão de doses para intensificar a vacinação.


Vacina de febre amarela (Foto: reprodução/ Tomaz Silva/ Agência Brasil)

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti que causa febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Alguns dos pacientes contaminados podem desenvolver os sintomas graves da doença e ir a óbito.

A principal forma de prevenção da doença é a imunização. A vacinação em crianças menores de 5 anos é realizada em duas doses. A primeira aos 9 meses e a segunda, aos 4 anos.

Após os 5 anos, é necessário somente uma dose.

Doses de vacina da dengue tem público-alvo ampliado temporariamente

O Ministério da Saúde ampliou temporariamente o público-alvo da vacinação contra a dengue, e indicou que os estados e o Distrito Federal façam remanejamento das doses para novos municípios. A decisão é uma maneira de não desperdiçar doses com data de validade próxima.

Quem pode se vacinar nesse momento?

A vacina é normalmente oferecida pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios que registram maior incidência da doença. Na nova recomendação temporária, as doses com dois meses para vencer, a aplicação foi estendida para pessoas de 6 a 16 anos. Com a validade de apenas um mês, o público pode ser ampliado para 4 a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

“Ressaltamos que essa é uma medida de caráter temporário, aplicável exclusivamente às vacinas com curto prazo de validade”
Ministério de Saúde 

Baixa procura preocupa autoridades

O governo distribuiu ao menos 6,5 milhões de vacinas contra a dengue, porém menos de 4 milhões foram aplicadas. Dados afirmam que cerca de 1,3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose não voltaram para a segunda. Isso explica o estoque de doses perto do vencimento e a campanha ampliada.


Divulgação de reabastecimento nas redes sociais do Ministério de Saúde (Vídeo:: reprodução/Instagram/@minsaude)


A dengue no Brasil 

A dengue é uma doença transmitida por um mosquito, o “Aedes aegypti”. Os principais sintomas são febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas e nos casos graves, hemorragias. A melhor forma de prevenção é o combate ao mosquito e o cuidado em ambientes onde eles se criam, como águas paradas. 

Nas primeiras semanas de 2025, o número de casos de dengue no Brasil é quase 60% menor em relação ao início de 2024, de acordo com os dados do “painel de monitoramento das arboviroses” do Ministério da Saúde.

A vacinação é uma das maneiras para combater a dengue. Em 2024, devido às mudanças climáticas, a doença teve aumento de casos em todo mundo e então, novas campanhas foram levantadas. O Ministério da Saúde tem investido também na produção de uma vacina brasileira pelo Butantan.

Primeira morte por dengue em 2025 no Rio alerta para a prevenção

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou, nesta segunda-feira (27), a primeira morte por dengue em 2025.

A vítima é um homem de 38 anos, residente no bairro de Campo Grande. A notícia reacende o alerta para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Epidemia histórica em 2024

No ano passado, o Rio de Janeiro enfrentou uma das maiores epidemias de dengue da última década. Foram registrados 111 mil casos, representando uma taxa de incidência de 1.756,21 casos por 100 mil habitantes. Além disso, a doença causou 21 mortes, resultando em uma taxa de letalidade de 0,02%.

Durante 2024, a campanha de vacinação foi intensificada na cidade. Mais de 155 mil doses da primeira etapa do imunizante foram aplicadas, além de outras 55 mil da segunda dose.

A vacina continua disponível em todas as 239 unidades de Atenção Primária, bem como nos Super Centros Cariocas de Vacinação, localizados em Botafogo e Campo Grande.

Onde está o perigo

Entre 6 e 10 de janeiro deste ano, mais de 100 mil residências passaram por inspeções contra o Aedes aegypti. Os agentes identificaram focos do mosquito em quatro principais tipos de locais:

  • Objetos como garrafas e vasos (29,8%)
  • Estruturas fixas, como calhas e piscinas (26,4%)
  • Reservatórios de água para consumo (19,5%)
  • Entulhos e lixo removíveis (15,5%)

A população é orientada a manter esses ambientes limpos e livres de água parada para evitar a proliferação do mosquito.

A vacina contra a dengue é destinada a adolescentes entre 10 e 14 anos e está disponível diariamente nas unidades de saúde. O Super Centro Carioca de Vacinação em Botafogo funciona das 8h às 22h, enquanto a unidade de Campo Grande segue o horário do ParkShoppingCampoGrande.

Até o momento, o estado do Rio de Janeiro registrou 2.315 casos prováveis de dengue e 148 internações. A morte recente reforça a importância de medidas preventivas e de adesão à vacinação.

As autoridades pedem colaboração da população para intensificar o combate ao mosquito e prevenir novos casos. Manter os ambientes limpos e receber os agentes de saúde são passos fundamentais para proteger vidas e conter a doença.

Formas de evitar a dengue

Evitar água parada

  • Vasos e recipientes: elimine pratos de vasos de plantas ou mantenha-os com areia.
  • Lixo: tampe bem lixeiras e elimine entulhos.
  • Caixas d’água: mantenha-as bem fechadas.
  • Garrafas: guarde-as sempre com a boca virada para baixo.
  • Piscinas: trate com cloro regularmente.

Água parada (Foto: reprodução/Pinterest/@homedepot)

Manutenção de áreas externas

  • Calhas: limpe-as com frequência para evitar o acúmulo de água.
  • Ralos: use telas protetoras ou adicione desinfetante semanalmente.
  • Lonas e plásticos: evite deixá-los acumulando água.
  • Entulhos e pneus: descarte ou guarde em locais protegidos da chuva.

Cuidados com a saúde

  • Repelente: use repelentes recomendados e reaplique conforme indicado.
  • Roupas: em áreas de risco, use roupas que cubram braços e pernas.
  • Mosquiteiros e telas: instale telas em janelas e use mosquiteiros nas camas, especialmente em áreas endêmicas.

Repelente (Foto: reprodução/Pinterest/@sunsetmag)

Colaboração com autoridades

  • Receber agentes de saúde: permita que façam vistorias em sua residência.
  • Denúncia de focos: informe locais com água parada, como terrenos abandonados.

Apoio à vacinação

  • Para públicos elegíveis, como adolescentes de 10 a 14 anos, busque os postos de saúde para garantir a imunização.

Vacinação (Foto: reprodução/Pinterest/@freepik)

Educação e conscientização

  • Incentive vizinhos e comunidades a adotarem práticas preventivas.
  • Participe de mutirões de limpeza e campanhas de combate ao mosquito.

Eliminação de mosquitos

  • Inseticidas: use produtos específicos, mas com moderação e cuidado.
  • Armadilhas: monte armadilhas caseiras ou adquira modelos disponíveis no mercado.
  • Plantas repelentes: cultive espécies como citronela, lavanda e manjericão para afastar os insetos.

Manjericão (Foto: reprodução/Pinterest/@vortexmag4)

A luta contra a dengue não é apenas responsabilidade das autoridades, mas de cada cidadão. Pequenas ações, como eliminar água parada e colaborar com as campanhas de prevenção, podem salvar vidas.

Enquanto o município intensifica os esforços, é essencial que a população faça sua parte para evitar que tragédias como essa se repitam. A dengue é uma doença grave, mas pode ser combatida com união e conscientização.

São Paulo anuncia Centro de Operacões de emergência para o combate à dengue

Ao que tudo indica, 2025 será um ano desafiador para a população de São Paulo no combate à dengue. O Governo anunciou nesta quinta-feira (23) que o sorotipo 3, ausente há 17 anos, foi identificado em 50% das amostras coletadas, um aumento significativo e preocupante para o Estado.

É isso que nos angustia. Um sorotipo que não corre há mais de uma década no estado de São Paulo e para o qual as pessoas estão extremamente suscetíveis

-Secretário de Saúde, Eleuses Paiva (PSD), no encontro com os secretários municipais de saúde no Palácio dos Bandeirantes.

Diante da situação emergencial na cidade, o Governador Tarcísio Freitas assinou o decreto que estabelece a criança do Centro de Operações Emergências para o combate à dengue em SP.

Além disso, um apoio de R$228 milhões será enviado aos municípios mais afetados. O recurso será utilizado para a aquisição de materiais de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue: inseticidas, equipamentos e medicamentos necessários para a rede pública de saúde.


Governo de SP anuncia Centro de Operações de Emergência e suporte de R$228 milhões (Reprodução/Youtube/Governo do Estado de São Paulo)

Atualmente, 33 cidades estão em estado de emergência. São José do Rio Preto e São José dos Campos são as regiões mais afetadas pela doença. Os números são preocupantes. Em 2024, o ministério da saúde divulgou os dados do painel de arboviroses, que registrou 6.629.595 casos suspeitos da doença no ano passado. Além disso, 6.103 mortes pela doença foram confirmadas.

A vacina

Em dezembro de 2024, o Instituto Butantan enviou à ANVISA os últimos documentos para a análise da sua primeira vacina de dose única contra a doença. A análise continua sem prazo definido para conclusão, no entanto, o Instituto já iniciou a produção dos imunizantes.


Instituto Butantan já iniciou as produções da vacina Butantan-DV (Foto: reprodução/Butantan)

A Butantan-DV deve ser uma solução para o combate à doença em 2026. A meta é produzir 1 milhão de doses neste ano e até 100 milhões até 2027.

Minas Gerais registrou as primeiras mortes por dengue em 2025

O Ministério da Saúde registrou nesta quarta-feira (15) as primeiras mortes por dengue em Minas Gerais neste primeiro mês de 2025. Segundo os registros, duas mortes foram confirmadas e outras 3 mortes estão sendo investigadas pelo Estado, mas ainda não foram confirmadas. As informações foram divulgadas através do painel de monitoramento de dengue e outras arboviroses.

No total, foram registrados 4.331 possíveis casos no Estado, dentre esse, 1.383 casos da doença foram confirmados. Além disso, 159 casos de febre Chikungunya foram confirmados, porém sem mortes. Não houve nenhum caso de Zika registrado no Estado até o momento.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) publicou uma nota informando que os óbitos até então não foram confirmados. O último boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (13) informou que havia apenas 1 morte em investigação.

Recorde de casos


Minas Gerais registrou a maior número de casos de dengue em 2024 (Foto: reprodução/A Gazeta)

Em 2024, foram registrados 1.132 mortes por dengue no estado de Minas Gerais, o maior número registrado até então. Em 2023 foram 230 óbitos.

Em proporção nacional os dados também foram alarmantes, com 6,6 milhões de casos confirmados e 6 mil mortes. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Além das duas mortes registradas em Minas Gerais, houve um óbito em São Paulo e no Amapá.

Vacina

O Ministério da Saúde adquiriu 9,5 milhões de doses de vacina contra a dengue para 2025. O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Takeda e incorporado no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2023 e está disponível gratuitamente no SUS para uma parte da população por conta da baixa disponibilidade.


Vacina Qdenga (Foto: reprodução/SES-GO)

A vacina não é a principal ferramenta de controle da doença, mas atua com grande importância no combate e prevenção.O imunizante Qdenga está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no SUS de forma gratuita. No entanto, a vacina pode ser aplicada em pessoas de 4 a 59 anos, dessa forma, a pessoa pode procurar uma rede privada de saúde para realizar a aplicação. As doses custam entre R$350 e R$500.

O Instituto Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação de sua primeira vacina contra a dengue em dezembro de 2024. Caso aprovada, esta será a primeira vacina de dose única contra a doença. O imunizante ainda está em processo de análise pela Anvisa.

Brasil tem mais de 250 mil casos de chikungunya

Segundo o secretário adjunto da Vigilância em Saúde, Rivaldo Venâncio, no cenário atual de arboviroses no Brasil, a chikungunya vem ganhando maior importância nacional, devido 254.095 casos prováveis, além de 161 mortes confirmadas, e mais 155 em investigação.

Apesar do número alto, Rivaldo relata que diversas semanas foram averiguadas, em torno de dez seguidamente, e houve um decréscimo no número de casos de dengue. O comentário ocorreu em Brasília, na reunião da Comissão Intergestores Tripartite.

Transmissão e grupos afetados

A transmissão da dengue, assim como da chikungunya, ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti, também vetor da febre-amarela e da zika.

A maior parte das infecções, 60%, ocorreu entre as mulheres. Pessoas pardas representam 66,7% dos casos, os brancos 24,4%, pretos 7%, amarelos 1,5% e indígenas 0,2%. Quanto às faixas etárias atingidas, os grupos mais atingidos são, respectivamente, de 20 a 29 anos, 40 a 49 anos, 30 a 39 anos, e de 50 a 59 anos.

Os estados com maior concentração de casos são Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, respectivamente. O número de casos em Minas chegou a 159.844. E os que menos possuem são Roraima, Amazonas, Rondônia, acre e Amapá.

Conscientização e prevenção

Com o aumento de casos, é preciso manter-se atento e conscientizar-se sobre os métodos de prevenção desta infecção que até hoje é responsável por mortes no País.

Segundo o Ministério da Saúde, é preciso que os criadouros dos mosquitos sejam eliminados nas residências, trabalhos, e na vizinhança, sendo este o método mais eficaz para prevenção. A proliferação do Aedes aegypti ocorre principalmente por água armazenada, como em vasos de plantas, garrafas plásticas, piscinas inutilizadas, e até mesmo tampas de garrafas podem causar a reprodução.


Vídeo mostrando um criadouro do mosquito Aedes aegypti (Vídeo: Reprodução/X/@carlaayres)

Ademais, é sugerido que se use calças e camisas de mangas compridas como uma forma de proteger as áreas que podem ser picadas, utilizar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas, e usar mosquiteiros.

Epidemia de dengue: auge da ação do Aedes aegypti essa semana; entenda

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti têm um ciclo sazonal natural de aumento e redução. E de acordo com a média da última década, o Brasil está agora no meio do período mais crítico para esse aumento. Por isso, entenda mais a respeito da doença e de como se prevenir nesse período e no resto do ano.  

Piora nos casos de doenças 

Entre a 15ª e a 17ª sétima semana do ano historicamente são os dias onde normalmente mais ocorrência de zika, dengue e chikungunya são registrados. Atualmente entramos na 16ª semana então é importante redobrar os cuidados. O alerta é divulgado pelo pesquisador Wanderson Oliveira, ex-chefe da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS) e epidemiologista do Hospital das Forças Armadas. Na análise que o especialista publicou na última semana acendeu-se uma preocupação com a dinâmica da doença no Brasil.

Leva-se um tempo entre a detecção do caso, com o preenchimento da ficha do paciente e a digitação dessa informação no banco de dados. Então o que a gente está visualizando hoje é um retrato de algumas semanas atrás”, afirma Wanderson Oliveira. O epidemiologista comparou os anteriores com os atuais e diz que os números inspiram bastante cautela. Desde 2023, por conta de ondas de calor e distribuição de chuvas, a situação está piorando para essas arboviroses, nome dado às viroses transmitidas por artrópodes (no caso, insetos).

Casos notificados por semana neste ano comparados à média dos 10 anos anteriores

Veja a seguir a ocorrência de dengue, zika e chikungunya em 2024 nas diferentes regiões do Brasil. Nos gráficos com os dados divulgados pelo DataSUS:


*Casos dos últimos 45 dias ainda são registros muito incompletos, e devem subir (Foto: reprodução/site/O Globo/DataSUS

Cuidados para proteção contra as doenças

Wanderson Oliveira confirma que estamos em um momento que requer atenção. Alertando para os cuidados na prevenção de focos para a proliferação do mosquito da dengue. “Dediquem uns 10 minutos por dia para procurar possíveis focos de larva do mosquito da dengue”, afirmou o especialista. Nos municípios em que a vacinação está disponível é de suma importância que os responsáveis levem as crianças para vacinar. A seguir pode-se ver algumas precauções para evitar o acúmulo de água parada:


Prevenção ao mosquito da dengue (Foto: reprodução/site/Prefeitura de Marechal Floriano)

Esses são alguns dos passos a serem seguidos para evitar problemas de saúde no futuro. Além de claro, vacinação e acompanhamento médico adequado. 

Brasil passa de 1,8 milhão de casos de dengue em três meses e ultrapassa recorde anterior

O Brasil ultrapassou o número de 1,8 milhão de casos de dengue em todo o país. O número de contaminados e suspeitos da doença foi divulgado pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (18) e é o maior de todos os tempos.

Maior taxa registrada

O número registrado este ano é o maior visto desde 2015, com 1.688.688 possíveis casos de dengue. Em 2023, as taxas da doença foram altas também, caracterizando o terceiro ano recorde, com 1.658.816 casos.

Em comparação com o ano passado, nesse mesmo período, o Brasil contabilizou 400.197 pessoas com dengue. Em menos de três meses, em 2024, o país teve 561 mortes da doença, sendo que 1.020 casos estão sendo analisados. Em relação aos números de óbitos de 2023, o registrado foi 257 mortes entre a primeira semana do ano até metade de março.


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Ponto de atendimento de casos de dengue no Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, no Rio de Janeiro (foto: reprodução/ Mauro Pimentel/AFP/Getty Images Embed)


Em fevereiro, a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, informou que a estimativa de casos de dengue do Ministério da Saúde  para 2024 era de 4,2 milhões. 

Como prevenir a dengue

A principal estratégia para combater a doença é eliminar os prováveis focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti. Esse trabalho de prevenção, para ser eficaz, precisa vir de uma colaboração entre o governo, a comunidade  e os profissionais de saúde, e, não só de políticas do Estado.

Vasos e pratos de plantas, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros, materiais de construção em depósitos, garrafas retornáveis são lugares mais comuns para encontrar criadouros do mosquito da dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 75% dos focos da doença são encontrados nas casas dos brasileiros. Esses locais, quando estão com água parada, permitem a proliferação do mosquito que transmite a dengue.

O infectologista Kleber Luz disse ao G1 que a dengue atinge pessoas saudáveis e de qualquer faixa etária. O médico orienta que, caso a pessoa demonstre sintomas (febre, dores musculares, fortes dores de cabeça, náusea, vômito, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas pelo corpo), deve-se procurar um hospital o mais rápido possível. Segundo Kleber, a infecção pode evoluir rápido e gerar óbito no terceiro ou quarto dia.