Receita Federal mantém imposto sobre prêmios esportivos

Segundo a Secretaria da Receita Federal, nesta quarta-feira (7), o órgão informou que não é possível isentar os atletas olímpicos da cobrança de impostos sobre seus prêmios, exceto se houvesse uma mudança na legislação. 

No último dia (5) segunda-feira, foi protocolado um projeto de lei (PL) que se objetiva isentar dos impostos, também os valores a receber de medalhistas brasileiros na Câmara dos Deputados, mas segue sem data definida para votação. 

Conforme o Fisco, a norma é aplicável a todos (as) os (as) trabalhadores brasileiros. A Receita Federal não pode dispensar o pagamento, pois isso somente pode ser feito por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional”, informou.


Medalhas das Olimpíadas de Paris 2024 (Foto: reprodução/Instagram/@olimpiadasdeparis2024)

Não há taxação em medalhas, atletas podem receber prêmios em dinheiro 

Ainda segundo a Receita Federal, os medalhistas não possuem tributos por medalhas, mas sim em prêmios recebidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), federações e também clubes e patrocinadores, independente de terem subido ao pódio ou não. Nestes casos, os impostos correm normalmente, sem regras específicas para tal. 

“Isso é tributado como qualquer outra remuneração de qualquer outro (a) profissional, desde que seja um valor superior ao da faixa de isenção do imposto de renda (hoje em dois salários mínimos)”, ainda o Fisco por meio de nota. 

Saiba os valores pagos por medalhas nas Olimpíadas de Paris em 2024

Um atleta vencedor de uma medalha de ouro, por exemplo, deveria receber R$ 350 mil. As medalhas de prata e bronze equivalem à quantia de R$ 210 mil e R$ 140 mil. Acima desses valores, acresce o imposto de renda. 

A atleta recordista de medalhas, Rebeca Andrade, soma cerca de R$ 826 mil em premiações individuais. Porém, com a cobrança de impostos, este valor cai para R$ 598,8 mil.  

Já para a vencedora da primeira medalha de ouro do Brasil, Bia Souza, atleta de judô, além da premiação com a medalha de bronze, ela obteve R$ 392 mil em prêmios. Com a tributação, este valor passou a ser R$ 285,1 mil. 

Rebeca Andrade e Simone Biles ficam fora do pódio na prova da trave

Nada na vida é perfeito, Simone Biles e Rebeca Andrade sabem disso. O motivo é simples: as ginastas ficaram de fora do pódio na final da trava na manhã desta segunda-feira, (5). Favoritas para ganharem medalhas, as estrelas da ginástica mundial não chegaram entre as melhores no último dia de competição da modalidade.

Apesar de não entrar no pódio, Rebeca ficou na frente de Biles. Enquanto a brasileira ficou na quarta colocação, a americana amargou a quinta posição na final da trave em Paris 2024. Elas ainda vão se enfrentar novamente por medalha na competição.


Rebeca Andrade se apresenta na competição de solo (Foto: Miriam Jeske/COB)

Andrade e Biles fora do pódio

Rebeca Andrade e Simone Biles foram as duas últimas a se apresentarem na trave. A americana estava bem na sua série, mas cometeu um erro. Biles caiu e viu o pódio escapar, restando o quinto lugar para a lenda da ginástica.

Já a brasileira não teve erros graves, mas fez uma série mais simples. Apesar da apresentação regular, Rebeca não conseguiu a pontuação para conquistar mais uma medalha para o Brasil na modalidade.


Rebeca Andrade no pódio com Simone Biles (Foto: Loic VENANCE/AFP)

A final

A decisão da trave foi aberta pela chinesa Zhou Yaqin, melhor atleta da fase de classificação. No entanto, a ginasta teve um desequilíbrio grande e ficou com 14.100 de pontuação. Nas duas apresentações seguintes, duas quedas. A americana Sunisa Lee, cotada para disputar medalha, caiu e tirou 13.1000; a queda seguinte foi da brasileira Julia Soares que, apesar de uma boa apresentação, ficou com 12.333 pontos.

Medalha de bronze, a italiana Manila Espósito teve uma apresentação quase sem erros e ficou com 14.000. Outra queda foi presenciada pelos torcedores em Paris: Sabrina Maneca-Voinea, da Romênia, caiu duas vezes.

A campeã, Alice D’Amato fez uma boa apresentação, sem quedas, e assumiu a liderança para não largar mais e conquistar o ouro para seu país.

Tecnologia e matemática elevam resultados na natação olímpica

A equipe de natação dos Estados Unidos está contando com uma aliada inesperada nos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris: a ciência e a matemática. Os atletas norte-americanos estão melhorando drasticamente seus tempos de desempenho durante os treinos, tudo graças a Ken Ono, um matemático da Universidade da Virgínia em Charlottesville.

Ono e seu colaborador, Jerry Lu, desenvolveram uma tecnologia vestível que permite coletar os dados individuais de cada nadador, melhorando seus resultados para as competições.

De testes universitários às Olímpiadas


Ken Ono, o matemático e pesquisador que auxilia a seleção norte-americana (Foto: Reprodução/Divulgação/Ken Ono)

Ken, em entrevista à revista Nature, conta que não faz parte da equipe técnica, mas atua junto ao Lu como consultores externos. “Não estamos enriquecendo com isso — não quero ser pago. É uma oportunidade de explicar e destacar de forma muito clara o papel que a ciência desempenha em tudo o que é humano e tudo o que podemos observar (…) O que fazemos é uma parte muito pequena, mas é emocionante ver as medalhas se concretizarem”, explicou o matemático.

Ele conta que tudo começou como um simples teste com nadadores universitários, mas acabou evoluindo quando notaram que os atletas estudados se destacaram em diversas competições internacionais, chamando a atenção da própria seleção norte-americana. Desde então, Ken e Jerry começaram a participar do processo de treinamento desses nadadores até as olímpiadas.

Matemática e tecnologia em ação

Os dois pesquisadores contribuíram para que os competidores diminuíssem frações de segundo em seus tempos na piscina, o que é crucial em competições de alto nível. Para completar, Ken, falou um pouco sobre o que aprendeu com essa experiência até aqui: 

Não descobrimos nem inventamos nenhuma matemática nova. Não é uma coisa do outro mundo. O que eu acho que isso prova é a importância da atenção aos detalhes que vem do pensamento analítico. Quero descobrir o que ninguém mais descobriu e usar as leis de Newton – junto com a experimentação e um pouco de álgebra linear – para criar os melhores desempenhos para os atletas com quem trabalhamos.

disse Ken Ono à revista Nature.

Ono também espera que, com o tempo, as tecnologias e a aplicação da matemática no esporte continuem a evoluir, permitindo que mais atletas atinjam seu pleno potencial.

COB nega denúncia de assédio de nadadora expulsa das Olimpíadas de Paris 2024

Na manhã desta terça-feira (30) o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) emitiu nota oficial, sobre o caso da nadadora Ana Carolina Vieira, expulsa das Olimpíadas de Paris 2024.

O Comitê nega as acusações feitas por ela, onde a mesma tenha sido proibida de entrar em contato com a mãe, pegar água ou arrumar as malas, como ela disse em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Em nota oficial divulgada, um trecho diz “Ao longo de todo o processo, Ana Carolina Vieira esteve acompanhada da Oficial de Salvaguarda e líder do Esporte Seguro da Missão brasileira em Paris, que lhe prestou apoio. A atleta falou com a mãe, com o psicólogo da delegação, arrumou suas malas e teve acesso irrestrito a alimentação e hidratação antes de se dirigir ao aeroporto.”

Em vídeo divulgado nas redes sociais da nadadora Ana Carolina Vieira, ela expõe situações que passou após ser expulsa da seleção, e afirma que realizou uma denúncia de assédio a COB e nenhuma atitude foi tomada.

Sobre o vídeo em questão, a COB comenta em nota oficial que “eventuais fatos que tenham sido objeto de denúncia por parte da atleta por meio dos canais de atendimento e apoio do COB não têm nenhuma relação com o ocorrido nos Jogos Olímpicos de Paris. Portanto, não serão objeto de comentários por parte do Comitê Olímpico do Brasil, principalmente porque tais denúncias são sigilosas e dependem de averiguação da área de Compliance, que age com total autonomia em relação ao executivo do COB.”

Em nota a COB reitera que não existe nenhuma denúncia pendente referente a atletas ou membros do corpo técnico da natação.

Entenda o caso

A expulsão de Ana Carolina Vieira da delegação e dos Jogos de Paris, foi realizada no domingo, 28 de julho, após atos de indisciplina.

A nadadora e seu atual namorado foram punidos ao sair de noite para visitar a Torre Eiffel sem autorização da delegação.

Segundo o comunicado da expulsão, a atleta agiu de forma desrespeitosa e agressiva e contestou a decisão técnica tomada pela comissão da seleção brasileira de natação e por isso foi retirada, com efeito, imediato. Gabriel recebeu apenas uma punição de advertência.


O Casal Ana Carolina Vieira e Gabriel Silva Santos em foto divulgada nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Instagram/@_anavieeiraa)

Sobre a decisão

Gustavo Otsuka chefe de equipe e coordenador técnico de natação, deu uma entrevista ao Globo Esporte e esclareceu alguns fatos sobre a expulsão da atleta.

“A transparência é a melhor coisa. A gente não está aqui brincando e nem tirando férias. Estamos aqui trabalhando pelo Brasil, por mais os 200 milhões de contribuintes que estão trabalhando pela gente. Essa é o melhor tema possível. Não podemos brincar aqui. Acabamos a missão é outra história. Mas dentro da missão temos que estar focados”.

“Envolvemos todos, comissão e atletas, e a forma de [Ana Vieira] ter questionado é o que a gente não acha de bom tom. As pessoas sempre têm de se portar com respeito, educação, e isso não ocorreu, por isso tomamos essa atitude.

Ela se posicionou de forma completamente inadequada para reivindicar o ponto dela, a consternação, em relação à formação do revezamento. Nesse período, resolvemos levar à comissão disciplinar essa situação, conversamos e tomamos as medidas adequadas.


Gustavo Otsuka, chefe de equipe e coordenador técnico de natação em Paris.

Segundo Otsuka, a comissão técnica da natação descobriu que o casal Ana e Gabriel teriam saído da Vila Olímpica para passear após encontrarem uma foto publicada no perfil do Instagram do casal.

A atleta de natação Ana Carolina participou da disputa do revezamento de 4x100m livres e poderia competir o medley misto. Já seu namorado, Gabriel Silva participou do 4x100m livre. A comissão técnica tem observado e avaliado qual será o atleta que poderá substituí-la.

Bolsa Atleta é crucial para atletas brasileiros na Olimpíada de Paris

Nas próximas duas semanas, 276 atletas brasileiros competirão nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Destes, 9 em cada 10 contaram com o auxílio do programa Bolsa Atleta durante a preparação, um apoio financeiro fundamental para suas carreiras.

Importância do Bolsa Atleta

O Bolsa Atleta é um auxílio financeiro criado para apoiar atletas de alto rendimento que se destacam em competições nacionais e internacionais.


Presidente Lula decreta reajuste durante o encontro com os atletas brasileiros das Olimpíadas na França (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Em 2024, 241 dos 276 atletas brasileiros receberam essa bolsa, proporcionando “condições mínimas” para que se dedicassem exclusivamente ao esporte.

O valor do auxílio foi reajustado pela primeira vez em 14 anos, com um aumento de 10,8%, totalizando um investimento de R$ 148,9 milhões pelo governo.


Novos valores com o reajuste do Bolsa Atleta – Fonte: Ministério do Esporte e parceria com IPIE/UFPR
(Foto: reprodução/Secretaria de Comunicação Social/GOV.BR)

Desafios e limitações

Apesar do reajuste, especialistas afirmam que o valor ainda é insuficiente para cobrir todas as despesas dos atletas.

Hugo Parisi, quatro vezes atleta olímpico, destaca que a bolsa é significativa como ajuda de custo, mas insuficiente para cobrir todos os gastos necessários para a prática esportiva em alto nível.


Campeã olímpica e mundial no judô, Rafaela Silva
(Foto: reprodução/Pedro Ramos/CBJ)

Hugo também sugere a inclusão de um plano de saúde e a obrigatoriedade de capacitação profissional para os atletas.

André Arantes, ex-atleta de triatlo e um dos idealizadores do Bolsa Atleta, reforça que o programa é crucial para democratizar o acesso ao esporte, mas reconhece suas limitações.

O esporte brasileiro precisa de muito mais do que a bolsa. Ela é um ‘plus’ para garantir que o atleta possa se manter“, avalia André Arantes.


Rayssa Leal, do skate, é uma das 153 mulheres na delegação brasileira
(Foto: reprodução/Alexandre Loureiro/COB)

Impacto e futuro do Programa

Desde sua criação em 2004, o Bolsa Atleta já investiu cerca de R$ 1,7 bilhão em bolsas para mais de 37 mil atletas. Em 2023, o programa contemplou 8.292 esportistas e, em 2024, alcançou um recorde de mais de 9 mil beneficiados.

O programa oferece seis categorias de auxílio, com valores que variam de R$ 410 a R$ 16.629 mensais, dependendo da categoria e experiência do atleta. O programa é especialmente importante para atletas de modalidades como atletismo e vôlei, que têm grande representação na delegação brasileira.


Caio Bonfim, principal atleta da marcha atlética do país, há 17 anos com o Bolsa Atleta
(Foto: reprodução/Abelardo Mendes Jr./GOV.BR)

O ex-atleta Hugo Parisi enfatiza que, além do apoio financeiro, o governo precisa investir em centros de treinamento e infraestrutura esportiva para proporcionar melhores condições de preparação aos atletas.

Apesar de desempenhar um papel fundamental no suporte aos atletas brasileiros, ainda há espaço para melhorias no Bolsa Atleta.


Isaquias Queiroz é esperança de medalha para o Brasil na canoagem
(Foto: reprodução/Fábio Canhete/CBC)

Com ajustes e investimentos adicionais, o programa pode oferecer um suporte ainda mais robusto. Isso contribuiria para o desenvolvimento do esporte nacional e para o sucesso dos atletas brasileiros nas competições internacionais.

Lesão grave tira Isaac Souza dos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Isaac Souza está fora dos Jogos Olímpicos 2024 após sofrer uma grave lesão durante um treino no Rio de Janeiro, na segunda-feira (22). As Confederações Brasileiras de Desportos Aquáticos e de Saltos Ornamentais confirmaram a notícia hoje (24), junto ao Comitê Olímpico do Brasil.

O atleta da modalidade de saltos ornamentais foi diagnosticado com uma ruptura no tendão do tríceps esquerdo após exames e precisará passar por cirurgia, que ainda não teve data marcada.

Isaac participaria pela segunda vez nas Olimpíadas, terminando em 20º lugar nos saltos ornamentais nos Jogos de Tóquio na primeira participação. Garantiu a vaga para esse ano durante o Mundial de Esportes Aquáticos em 2023 na plataforma de 10m, superando duas fases da qualificação.

O atleta já havia lesionado o cotovelo esquerdo, mas estava focado nos treinos para embarcar em Paris no dia 27 de julho.


Apresentação de Isaac Souza no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Fukuoka 2023 (Foto: reprodução/Clive Rose/Getty Images Sport embed)


Outros cortes brasileiros nas Olimpíadas de Paris 2024

Além de Isaac, outros dois atletas estão fora das competições este ano, segundo anúncio da COB.

O arremessador Darlan Romani, de 33 anos, passará por cirurgia devido a uma hérnia de disco, seguirá em recuperação e não poderá participar. Ele foi campeão mundial indoor no ano de 2022 e ficou com o 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que aconteceu em 2020.

Darlan chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais para informar seu estado de saúde, agradecendo o carinho dos fãs e torcedores.


Darlan Romani publica vídeo explicando o que aconteceu (Vídeo: reprodução/Instagram/@darlan_romani)


O maratonista Daniel Nascimento foi suspenso pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), após teste surpresa que indicou a presença de três substâncias proibidas: Drostanolona, Metenolona e Noretiocolanolona, que são esteroides anabolizantes pertencentes ao grupo S1, podendo resultar em até 4 anos de suspensão. Daniel é considerado um dos melhores corredores da história com favoritismo no atletismo brasileiro.

Há dois dias do início das Olimpíadas, o Brasil já tem três desfalques importantes, e agora totaliza 274 atletas na delegação.

Brasil nas Olimpíadas 2024 em Paris

A abertura das Olimpíadas de Paris 2024 será nesta sexta-feira (26), com início programado para às 14h30min (horário de Brasília), e desfile dos atletas em barcos no Rio Sena, no norte da França.

O futebol masculino já fez a abertura dos jogos, na manhã desta quarta-feira (24) com a vitória de 2×1 da Espanha contra a seleção asiática Uzbequistão e a seleção do Marrocos que venceu a Argentina também por 2×1 no jogo das 16h. 

O Brasil estreia amanhã (25) com o handebol feminino, tiro com arco e futebol feminino. No atletismo, os brasileiros competem em eventos como salto de altura, salto triplo e em corridas de 200m, 400m e 800m.

Na ginástica artística, o país será representado tanto por mulheres quanto por homens, em provas solos, barras assimétricas e paralelas.

Além dessas modalidades, o Brasil está presente também em esportes aquáticos como natação, surfe e canoagem slalom que conta com a participação de Ana Sátila e Pedro Gonçalves. No skate, Rayssa Leal e Felipe Gustavo representarão o Brasil, na busca de resultados positivos e a conquista das medalhas.