Meta investirá bilhões em superinteligência artificial, anuncia Zuckerberg

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou nesta segunda-feira (14) que a empresa destinará bilhões de dólares em poder de computação para desenvolver uma superinteligência artificial. A iniciativa marca um novo capítulo na corrida global pela liderança no setor de IA, com a Meta disputando espaço com gigantes como Google, Microsoft, Amazon e OpenAI.

“Temos o capital do nosso negócio para fazer isso”, afirmou Zuckerberg em uma publicação na rede social Threads, sinalizando que a companhia está disposta a fazer investimentos agressivos para atingir seus objetivos tecnológicos. O anúncio vem em meio a um cenário de intensa competição por engenheiros altamente qualificados e aquisição de empresas estratégicas, à medida que as big techs tentam assumir a dianteira na próxima geração da inteligência artificial.

Reforçar as redes sociais

Para centralizar seus esforços, a controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp criou recentemente a Meta Superintelligence Labs (MSL), uma nova divisão dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologias avançadas de IA. A iniciativa surge após desafios enfrentados pela empresa com o modelo Llama 4 e a saída de figuras-chave da equipe de pesquisa em inteligência artificial.

Divisão por setores

A nova divisão será liderada por dois nomes de peso no setor: Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI, e Nat Friedman, ex-presidente do GitHub. A chegada de ambos ocorre após a Meta investir cerca de US$ 14,3 bilhões na Scale AI, reforçando o compromisso da companhia em recrutar os principais talentos da indústria.


Ilustração da meta (Foto: reprodução/Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images Embed)


O movimento da Meta reflete uma tendência cada vez mais visível no setor tecnológico: o avanço rumo à chamada superinteligência, uma forma de IA mais poderosa e autônoma do que os modelos atuais, com potencial para transformar setores inteiros da economia. Para isso, empresas como a Meta estão investindo não apenas em infraestrutura e chips de ponta, mas também em capital humano e conhecimento especializado.

Com essa aposta bilionária, a Meta reforça sua intenção de liderar a próxima revolução digital, coloca ainda mais pressão sobre seus concorrentes na disputa pelo futuro da inteligência artificial.

Boeing vende unidade Jeppesen por US$ 10,55 bilhões para Thoma Bravo

A Boeing anunciou nesta terça-feira (22) a venda de partes da sua divisão Digital Aviation Solutions, incluindo a renomada unidade de navegação Jeppesen, para a firma de investimentos Thoma Bravo, por impressionantes US$10,55 bilhões. A venda é considerada uma das maiores já realizadas no setor aeroespacial nos últimos anos.

A transação faz parte da estratégia da companhia para reduzir dívidas e focar em ativos mais estratégicos.


Um avião da Boeing(Foto: reprodução/Flickr/CC BY-NC-SA 2.0)

Uma das maiores vendas dos últimos anos

Apesar da venda, a Boeing continuará com o controle dos principais ativos digitais que utilizam dados específicos de aeronaves e frotas para oferecer serviços de manutenção, diagnóstico e reparo, voltados tanto para clientes comerciais quanto para o setor de defesa.

Essa movimentação faz parte do plano estratégico do CEO Kelly Ortberg para reduzir a dívida da empresa, após anos de desafios financeiros e operacionais.

Diminuir a dívida enorme da empresa

A Jeppesen, adquirida pela Boeing em 2000 por US$1,5 bilhão, despertou o interesse de diversos players do mercado, incluindo empresas de investimentos e até fornecedores do setor aeroespacial. Inicialmente avaliada em mais de US$6 bilhões, a companhia acabou ultrapassando os US$8 bilhões nas propostas finais — resultado de uma disputa acirrada vencida pela Thoma Bravo, que superou gigantes como TPG, Advent e Veritas, segundo fontes próximas ao negócio.

Com um histórico sólido e um fluxo de caixa estável, a Jeppesen é considerada um ativo estratégico que pode alavancar o crescimento de empresas do setor aeroespacial ou de investimentos. A venda reforça a tendência de grandes movimentações no setor: em 2023, por exemplo, a Ball Corp vendeu ativos aeroespaciais à BAE Systems por cerca de US$5,6 bilhões.

Além disso, a Boeing segue em processo de reestruturação. Em fevereiro, a British Airways anunciou a compra da operação de manutenção da Boeing no aeroporto de Gatwick, em Londres. A fabricante também está buscando compradores para sua empresa de drones, a Insitu.

Transação com a Jeppesen representa não apenas uma importante fonte de receita para a Boeing, mas também um marco relevante no cenário de investimentos em tecnologia e aviação — mostrando como o setor está em constante transformação.

Apostas causam perdas de R$ 103 bilhões no varejo; INSS analisa restrições

As apostas foram regularizadas no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2025, mas, antes disso, já era possível realizar apostas online no país, mesmo sem uma regulamentação nacional específica.

Agora, muitas bets autorizadas no Brasil já estão aptas a operar dentro da lei, sendo as únicas por meio das quais é possível realizar apostas regulamentadas. Jogue com responsabilidade.

Ao mesmo tempo, em que a segurança e a transparência aumentam com as novas leis nacionais, o varejo enfrenta uma preocupação crescente, já que o setor registrou grandes prejuízos em 2024.

Varejo tem perda bilionária

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou um estudo que acendeu um alerta entre os varejistas. De acordo com a pesquisa, o setor deixou de faturar R$ 103 bilhões ao longo de 2024, e o principal motivo foi o crescimento das casas de apostas.

O redirecionamento de recursos das famílias para as apostas é uma grande preocupação, especialmente considerando que, segundo a CNC, o total movimentado no setor chegou a R$ 240 bilhões no país.

O estudo aponta que a maior parte desse valor está concentrada nos cassinos online, com destaque para o Jogo do Tigrinho, que se tornou uma febre entre os apostadores. Segundo a CNC, 80% dos pagamentos foram destinados a jogos de cassino, enquanto as apostas esportivas tiveram uma procura significativamente menor.

“A ausência de regulamentação facilitou a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas, prejudicando a economia formal. A popularidade crescente dos cassinos online tem desviado recursos que poderiam ser gastos em outros setores produtivos, como o comércio varejista, influenciando toda a cadeia produtiva”, destacou o estudo.

Além disso, cerca de 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência devido às apostas, gerando preocupação com o aumento do endividamento.

Outro dado alarmante envolve beneficiários do Bolsa Família, que gastaram R$ 3 bilhões em apostas em apenas um mês de 2024. Esse cenário levanta um debate sobre o uso indevido do benefício, que deveria ser destinado a garantir melhores condições de vida para famílias em situação de vulnerabilidade, e não para apostas.

INSS cogita proibir dinheiro do BPC em bets

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estuda proibir a utilização de recursos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em plataformas de apostas.

O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ressaltou a proposta como uma medida para mitigar a miséria.

“O BPC é para mitigar a miséria. Se há uso para apostas esportivas, ou nós concedemos o benefício errado, porque a pessoa não é miserável, ou há um mau uso do recurso”, afirmou Stefanutto ao jornal O Estado de S. Paulo.

Um estudo sobre o tema já foi encaminhado ao Ministério da Previdência. O BPC, pago pelo INSS, garante um salário mínimo mensal e é destinado a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda. O benefício atende um público em situação de alta vulnerabilidade social, contemplando famílias cuja renda per capita não ultrapassa R$ 706 por mês, o equivalente a cerca de R$ 24 por dia.

Pix atinge novo recorde de transações diárias

Ainda em crescimento acelerado, o Pix atingiu um novo recorde de operações diárias. De acordo com o Banco Central, na última sexta-feira (07), foram realizadas 206,8 milhões de transações em um único dia pelo sistema de pagamento. O recorde anterior havia sido registrado em 5 de abril, com 201,6 milhões de transações.

Outro número impressionante que mostra a popularidade da forma de transação é que, juntando o movimento de quinta-feira, pela primeira vez foram realizados mais de 400 milhões de Pix dentro de um intervalo de 48 horas.

“Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para a promoção da inclusão financeira, da inovação e da concorrência na prestação de serviços de pagamentos no Brasil”.

Banco Central em nota

5 bilhões de transações mensais

Em média, o Pix já está chegando à casa de 5 bilhões de transações mensais, movimentando cerca de R$ 2 trilhões. Atualmente, cerca de 155 milhões de pessoas e mais de 16 milhões de empresas já receberam ou fizeram uma transação usando o sistema de pagamento.


Banco Central foi responsável pela criação do sistema Pix (Foto: reprodução/Ton Molina/Bloomberg/Getty Images Embed)


Parte do número recorde de transações pode ser atribuída ao fato de que o quinto dia útil do mês normalmente concentra o pagamento de salários, que cada vez mais estão sendo transferidos via Pix.

Números reforçam a importância do sistema de pagamento

Esses números apenas reforçam a importância do sistema de pagamento, que cada vez mais vem se popularizando entre a população. Implementado pelo Banco Central em novembro de 2020, durante a pandemia da covid-19, o Pix permite a transferência rápida de recursos entre contas bancárias.

Outro fator que pode ajudar a entender a rápida popularização do sistema de pagamento é a ascensão dos bancos digitais, que vêm facilitando o acesso da população ao sistema bancário e, por extensão, ao sistema de pagamento Pix.