Flávio Bolsonaro pede ação dos EUA contra tráfico no RJ

O senador Flávio Bolsonaro provocou repercussão ao afirmar que sente “inveja” ao ver embarcações de tráfico de drogas abatidas pelos Estados Unidos e sugeriu que operações semelhantes ocorram na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Ele declarou: “Que inveja! Ouvi dizer que há barcos assim aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas.”

No post em inglês, o senador escreveu: “Heard there are boats like this here in Rio… flooding Brazil with drugs.”

Ao adotar o termo “inveja”, Flávio Bolsonaro revela não apenas reconhecimento das ações internacionais, mas questiona por que não há no Brasil ação equivalente  ou visível no combate naval ou fluvial ao tráfico.

Terreno da soberania

O discurso desloca-se rapidamente para o terreno da soberania e do controle territorial: ao mencionar os “barcos” nas águas do Rio, o senador lança um desafio às autoridades federais, estaduais e municipais. Ele sugere que, se os EUA realizam esse tipo de ação em outros países, “por que não aqui?”.

Críticos responderam que o comentário toca em teorias de intervenção estrangeira e fragiliza a autonomia brasileira no combate ao narcotráfico. Já entre apoiadores, a fala foi vista como um grito de alerta à leniência percebida no cenário fluminense.

Foco no Rio de Janeiro não é casual

O estado registrou aumento de 105,7% nas apreensões de entorpecentes nos primeiros nove meses de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023.

Esse dado reforça a narrativa de que o tráfico expandiu sua presença e que há lacunas na repressão — o que o senador aproveita politicamente para evidenciar omissão ou urgência.


 

EUA anunciou o deslocamento do porta-aviões nuclear Gerald Ford para a região próxima à Venezuela (Video: reprodução/Instagram/@globonews)

A fala de Flávio Bolsonaro, portanto, se insere em um contexto real de intensificação do tráfico e expansão internacional. Resta saber se esta declaração terá desdobramentos práticos, como pedidos formais de intervenção, maior fiscalização marítima ou ainda tensões diplomáticas ou se ficará no campo da retórica política.

Estatísticas de exportação de drogas relevantes

Relatório da Global Initiative Against Transnational Organized Crime (2023) indica que organizações criminais brasileiras participam de cadeias de abastecimento ilícitas que envolvem exportação de cocaína para a África Ocidental e Europa. 

O documento do Ministério da Justiça e Segurança Pública relata que o Brasil é país de trânsito e exportador de drogas ilegais, com rotas marítimas e fluviais transitando por sua Amazônia. 

 

Israel realiza ataque ao Ministério de Defesa da Síria de acordo com agências de notícias ao vivo

Segundo imagens transmitidas ao vivo pela TV Al Jazeera, as forças israelenses foram flagradas bombardeando o Ministério de Defesa da Síria, na manhã desta quarta-feira (16). No Brasil, o acontecimento foi noticiado pelo G1 que informou o ataque aéreo em Damasco, em um local descrito como próximo ao Palácio Presidencial sírio, na capital do país. Assim, o atentado deixou pelo menos três mortos e 34 pessoas feridas.

Conflito no Oriente Médio se intensifica com o ataque a Damasco

De acordo com a gravações divulgadas pelos jornalistas da imprensa Síria, foi possível assistir uma enorme explosão assolando um prédio. Em seguida, destroços inundaram a gravação e uma grande nuvem cinza de fumaça tomou conta do horizonte. Além disso, em mais uma gama de material coletado pela equipe do G1, foi possível assistir cenas em que uma âncora apresentava o jornal local ao vivo enquanto a explosão acontecia e a levava ao chão imediatamente.


TV Al Jazeera transmite ao vivo bombardeio de Israel ao Ministério de Defesa da Síria (vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)


As forças armadas de Israel afirmaram que o bombardeio foi uma resposta aos combates entre os soldados sírios com os drusos, uma minoria étnica que transita tanto pelas regiões de Israel quanto pelos territórios da Síria. Assim, os militares de Israel esclareceram que acertaram o portão de acesso do complexo do quartel-general do regime sírio. Desse modo, Israel continua a monitorar as ações e as estratégias tomadas pelo governo rival em relação aos civis drusos que estão alojados no sul da Síria.

Confronto entre Israel e Síria se estende

Nesse ritmo, hoje se tornou oficialmente o terceiro dia de ofensivas israelenses com o ataque desta manhã. Além disso, o veículo midiático da Reuters reportou que o ataque realizado por drones atingiu um prédio, que forçou as autoridades do Ministério da Defesa a se protegerem no porão. Enquanto isso, o canal de televisão Elekhbariya informou que essa ofensiva israelenses feriu dois civis.

De frente ao caso que repercutiu mundialmente, o jornalista Osama Bin Javaid, do veículo Al Jazeera, afirmou ter testemunhado dois ataques. Desse modo, o repórter explicou que o primeiro confronto aéreo foi na entrada do prédio e o segundo foi lançado nos fundos do recinto militar. Ademais, Javaid revelou que a tecnologia continua sobrevoando o local e que é possível escutar rajadas de tiros, supostamente disparados pela defesa da Síria contra os drones de Israel.

Nova onda de ataques contra Israel deve atingir Tel Aviv e Haifa, afirma TV estatal do Irã

Nesta segunda-feira (16), o Irã lançou uma nova onda de ataques contra Israel com mísseis e drones, segundo a mídia estatal Press TV e outros veículos iranianos. Ainda conforme a emissora, os principais alvos são as cidades de Tel Aviv e Haifa. Até o momento, não há relatos de danos, feridos ou interceptações em Israel.

Já a IRIB TV informou que sirenes soaram em várias comunidades no norte de Israel, mas o governo ainda não confirmou a informação. Entretanto, nesta manhã (16/6), o exército declarou que alvos aéreos suspeitos que cruzarem o espaço israelense serão interceptados pela Força Aérea.

Irã promete retaliação após ataque à emissora estatal

Mais cedo, por volta das 11h da manhã (horário de Brasília— 17h no horário local), a Força Aérea Israelense bombardeou o prédio da Rádio e Televisão da República Islâmica do Irã. A ofensiva interrompeu uma transmissão ao vivo. O regime iraniano classificou o ataque como “um ato ignóbil e um crime de guerra” e prometeu continuar retaliando.

Nas imagens divulgadas pela emissora, uma explosão interrompeu a fala de Emami, apagando as luzes do estúdio. A jornalista correu da bancada enquanto uma fumaça cinza tomava o local. Apesar do impacto, ela não se feriu e voltou mais tarde para continuar a transmissão.


Ataque à TV estatal no Irã interrompe transmissão ao vivo (Vídeo: reprodução/X/@eixopolitico)

Israel confirma ataque à TV estatal

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que a Força Aérea realizou um ataque preciso com base em informações da Diretoria de Inteligência. O alvo foi um centro de comunicações usado para fins militares pelas Forças Armadas Iranianas. Segundo a instituição, o prédio abrigava operações militares sob a fachada de atividade civil, ocultando o uso estratégico da infraestrutura.

Além disso, o Ministro da Defesa do país, Israel Katz, também afirmou que as forças militares iranianas usavam o estúdio. “As Forças de Defesa de Israel atacaram a agência de transmissão do regime iraniano após uma evacuação em larga escala da área. Vamos atingir o ditador iraniano onde for necessário”, declarou Katz no X.

Trump declara insatisfação com Putin após bombardeio à Ucrânia

A capital, Kiev, e outras regiões do país foram bombardeadas por drones e mísseis russos neste domingo. O ataque, ordenado por Putin, irritou o presidente dos EUA, que lamentou o número de fatalidades e feridos. O fato dificulta acordos diplomáticos para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e coloca uma interrogação na mediação de Donald Trump para solucionar o conflito.

Trump e Putin: confiança estremecida

O ataque de Putin à Ucrânia, neste final de semana, deixou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nada contente. “Não estou satisfeito com Putin”. A fala do presidente americano tem tom de decepção, pois as negociações entre Moscou e Kiev estão em ponto morto.

“Não sei o que há de errado com ele. O que diabos aconteceu com ele? Certo? Ele está matando muita gente. Não estou feliz com isso”, disse Trump a repórteres no aeroporto de Morristown, Nova Jersey, enquanto se preparava para retornar a Washington.


Donald Trump presidente dos EUA (reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)

Reflexos do descontentamento

O presidente americano, embora tenha ressaltado o bom relacionamento que tem com o presidente russo, levantou a possibilidade de impor mais sanções ao país euro-asiático. “Sempre me dei bem com ele, mas ele está enviando foguetes para cidades e matando pessoas, e eu não gosto nem um pouco”, disse Trump.

Alvo dos ataques, a capital Kiev e outras regiões do país foram bombardeadas em grandes proporções por drones e mísseis russos, vitimando pelo menos 12 pessoas e ferindo dezenas.
Os ataques da Rússia contra a ucrânia ocorreram depois que os dois países concluíram a maior troca de prisioneiros desde que Moscou lançou a invasão em fevereiro de 2022, quando prisioneiros foram enviados de volta para ambos os lados. A guerra já dura cerca de três anos e a troca de prisioneiros era visto como uma sinalização de paz entre os dois países.
A Rússia, sob o governo de Putin, atingiu a Ucrânia liderada por Volodymyr Zelensky, em um bombardeio considerado como o maior ataque aéreo individual, com 367 drones e mísseis. Segundo Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia.

Bombas atingem cidade na Coreia do Sul por engano durante exercícios militares

Nesta quinta-feira (6), um caça das forças sul-coreanas lançou acidentalmente sobre uma área civil durante exercício de treinamento, o que deixou 15 feridos. Segundo informações divulgadas pela Força Aérea e a agência de bombeiros, o incidente também danificou casas e uma igreja. O bombardeio atingiu a cidade fica de Pocheon, que fica próxima à fronteira com a Coreia do Norte. Os exercícios eram realizados em conjunto com militares dos Estados Unidos.

Como aconteceu o incidente

A Força Aérea da Coreia do Sul admitiu o erro e confirmou que oito bombas de uso geral Mk-82 de 225 kg foram lançadas anormalmente por um jato KF-16 da Força Aérea, lançadas por um jato KF-16, e caíram fora da área determinada para o lançamento.

Conforme informado pelo órgão, o piloto da aeronave estava com as coordenadas incorretas ao lançar as bombas, que explodiram no momento do impacto.

Em comunicado, a Força Aérea lamentou o ocorrido: “Lamentamos o dano causado pelo acidente de queda anormal e desejamos uma recuperação rápida aos feridos”.

A nota destaca a formação de um comitê de resposta para investigar o acidente e menciona que a Força Aérea tomará as medidas necessárias, incluindo a indenização por danos.


Área residencial atingida pelo bombardeio (Foto: reprodução/YONHA/AFP)

Suspensão do treinamento

Após o incidente, as autoridades sul-coreanas informaram a suspensão dos exercícios até que as causas do erro sejam totalmente esclarecidas, mas asseguraram que o episódio não afetará os grandes exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, programados para ocorrer entre os dias 10 e 20 de março.

Moradores da região protestam há anos contra a perturbação causada pelos exercícios militares e o risco potencial dos campos de treinamento próximos. As autoridades evacuaram os moradores da cidade por volta do meio-dia, horário local, enquanto realizavam a verificação de possíveis bombas não detonadas.

O prefeito de Pocheon, Baek Young-hyeun, se manifestou e pediu ao governo e às forças armadas que adotem medidas para prevenir novos danos à população civil.

Israel bombardeia Iêmen como forma de retaliação

Aviões israelenses realizaram bombardeios no Iêmen nesta sexta-feira (10), atingindo uma usina elétrica e dois portos controlados pelos Houthis. A ofensiva foi uma retaliação aos ataques de drones lançados pelos Houthis contra Israel e um porta-aviões norte-americano no Mar Vermelho nos últimos dois dias.

Portos e infraestrutura atingidos

Os ataques israelenses deixaram uma pessoa morta e nove feridas. O porto de Ras Issa foi atingido, assim como o de Hodeidah, alvo de nove bombardeios. A província de Amran também sofreu ataques. Segundo a empresa britânica Ambrey, Israel buscava atingir instalações de armazenamento de petróleo, mas nenhum navio mercante foi danificado.

Em outro ataque, 13 bombardeios foram direcionados à estação central de energia na capital do Iêmen, Sanaa. A ação deixou três pessoas gravemente feridas, destruiu casas e causou danos significativos à infraestrutura local.


Pessoas saindo de lugar devastado por bombardeios em Iêmen (Foto: reprodução/X/@g1)

Tensão crescente no Oriente Médio

O Exército israelense afirmou que os alvos atingidos são considerados fontes de energia que sustentam o “regime terrorista” dos Houthis.

Nos últimos dias, os Houthis intensificaram ataques contra Israel, disparando três drones em direção a Tel Aviv, além de alvejar um porta-aviões norte-americano na região.

O conflito entre Israel e os Houthis aumenta a tensão no Oriente Médio, já marcada por disputas geopolíticas e ações militares na região do Mar Vermelho. A escalada de violência ameaça ampliar o impacto humanitário no Iêmen, um país que já enfrenta uma grave crise humanitária devido a anos de guerra.

O cenário agrava as preocupações internacionais sobre a estabilidade na região e a segurança do comércio marítimo, especialmente em áreas estratégicas como o Mar Vermelho.

O crucial como o Mar Vermelho, um corredor estratégico para o transporte global de petróleo e mercadorias. A intensificação das hostilidades também pode atrair a participação de outras potências regionais e globais, complicando ainda mais as tentativas de mediação e resolução de conflitos.

Além disso, a comunidade internacional teme que os confrontos entre Israel e os Houthis possam desviar a atenção dos esforços para mitigar a crise humanitária no Iêmen, onde milhões de pessoas continuam a enfrentar fome, deslocamento e falta de acesso a serviços básicos. Organizações humanitárias alertam que a escalada do conflito pode dificultar a entrega de ajuda vital à população iemenita, agravando ainda mais o sofrimento das comunidades mais vulneráveis.

Caixas-pretas de avião que caiu no Cazaquistão serão analisadas no Brasil

As duas caixas-pretas de um avião da Embraer, envolvido em um acidente no Cazaquistão, foram encontradas e serão enviadas ao Brasil para análise. A investigação será conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), com base nos dados dos gravadores de voo. O acidente deixou 38 mortos e gerou tensões diplomáticas entre Rússia e Azerbaijão.

Tensão entre Rússia e Azerbaijão aumenta após acidente

O presidente do Azerbaijão acusou a Rússia de ter atirado contra a aeronave, que pertencia à Azerbaijan Airlines. Segundo ele, o avião apresentava buracos compatíveis com disparos, reforçando a tese de fuzilamento. O governo azeri exige que a Rússia assuma a responsabilidade pela fatalidade. Em resposta, o presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que a defesa aérea estava em operação na data do incidente, 25 de dezembro, mas não confirmou que os disparos partiram de suas forças.

Durante uma ligação entre os dois governos, Putin explicou que o acidente ocorreu enquanto o avião tentava pousar em Grozny. Segundo ele, ataques da Ucrânia contra a cidade e outras regiões resultaram em contra-ataques russos. No entanto, ele se desculpou pelo ocorrido e afirmou ser necessário aguardar a conclusão da investigação para determinar as causas exatas.


Acidente aéreo no Cazaquistão (Foto: reprodução/X/@G1)

Azerbaijão recusa investigação russa e solicita auxílio brasileiro

Diante do contexto de desconfiança, o governo do Azerbaijão recusou que a investigação fosse realizada por uma instituição russa. Em vez disso, solicitou que o Brasil conduzisse a análise das caixas-pretas, o que foi aceito. A Embraer, fabricante da aeronave, deve colaborar com as apurações.

A Azerbaijan Airlines também afirmou acreditar em interferência externa e decidiu suspender voos para 10 cidades russas como medida preventiva.

Caixas-pretas podem trazer respostas

Os dispositivos encontrados incluem o gravador de voz da cabine (CVR) e o gravador de dados de voo (FDR), essenciais para esclarecer o que ocorreu no momento do acidente. Eles podem confirmar se houve falha técnica, erro humano ou ataque externo.

A expectativa é de que a análise brasileira traga maior transparência ao processo, considerando as acusações de interferência militar.

‘Bomba inteligente’: Descubra a arma utilizada por Israel para destruir um edifício em Beirute

O ataque aéreo aconteceu 40 minutos após Israel avisar os moradores para evacuarem dois edifícios na região. Uma análise detalhada feita por pesquisadores de armas independentes afirma que a arma era uma bomba guiada, conhecida como bomba inteligente. Momentos antes do ataque destruir o prédio, dois ataques menores foram registrados.

A inteligência por trás da bomba

Produzidos pela Rafael Advanced Defense Systems, de propriedade do governo israelense, os sistemas de orientação “Spice”, são fixados a uma bomba não guiada para direcionar a arma ao seu alvo. A Rafael Advanced Defense Systems afirma que essa especificidade os torna capazes de operar independente de adversidades climáticas, de iluminação, além de áreas bloqueadas por GPS, com “alta letalidade e baixo dano colateral” e “precisão de acerto certeira”. 

A empresa Rafael firmou, em 2019, uma parceria com a Lockheed Martin, uma contratada de defesa dos EUA, para construir uma colaboração na produção e venda de kits de orientação Spice nos Estados Unidos. Naquele período, foi divulgado que mais de 60% da produção do sistema Spice estava distribuída por oito estados norte-americanos.


Prédios destruídos na cidade de Beirute, Líbano (Foto: reprodução/Hans Neleman/Getty Images Embed)


Ruptura com os EUA


Os EUA suspenderam o envio dessas bombas poderosas para Israel por preocupações relacionadas a vítimas civis, embora se considere que Israel ainda possua estoques disponíveis.
A preocupação dos EUA em interromper os embarques de bombas poderosas para Israel está ligada ao risco de aumento de vítimas civis nos conflitos da região, especialmente considerando as tensões com o Líbano. Historicamente, as operações militares de Israel, tanto em Gaza quanto no Líbano, têm gerado preocupação internacional devido ao impacto sobre populações civis e à possibilidade de causar danos colaterais significativos em áreas densamente povoadas.

No caso do Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, é um ator importante, o uso de armamento pesado por Israel pode desencadear confrontos de larga escala.

Dessa forma, a decisão dos EUA reflete uma tentativa de moderar o uso de força por Israel para evitar uma escalada de violência na região e minimizar o impacto sobre civis, o que também busca manter um equilíbrio diplomático delicado no Oriente Médio.

Chuva de mísseis atinge Tel Aviv em retaliação iraniana

Uma chuva de mísseis varreu o céu de Israel na tarde desta terça-feira (1º), quando o Irã lançou uma ofensiva de mais de 200 mísseis balísticos, com a maioria atingindo Tel Aviv e seus arredores. O ataque, que durou cerca de 12 minutos, foi uma retaliação direta à morte dos líderes do Hezbollah e Hamas, Hassan Nasrallah e Ismail Haniyeh, em uma série de bombardeios israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza na última semana.

Imagens divulgadas por moradores e veículos de comunicação mostram mísseis cruzando o céu, enquanto as sirenes de alerta soavam em várias cidades israelenses. O famoso sistema de defesa antimísseis de Israel, conhecido como Domo de Ferro, conseguiu interceptar parte dos projéteis, mas muitas explosões atingiram áreas civis. O governo local informou que, até o momento, duas pessoas ficaram levemente feridas, e que a Universidade de Tel Aviv, além de um posto de gasolina, foram atingidos.

O ataque iraniano ocorre em meio à escalada de tensões entre Israel e o Hezbollah, o que levou Israel a lançar uma operação terrestre limitada no sul do Líbano contra alvos do grupo extremista. Este embate, que já dura semanas, tem elevado o grau de instabilidade na região, com o potencial de desdobramentos ainda mais graves. A ofensiva de hoje, no entanto, marcou a entrada oficial do Irã no confronto de forma direta, intensificando a crise.


Irã manda mísseis para Israel — (Vídeo: reprodução / YouTube / UOL)

Irã responde à mortes de seus aliados

O regime iraniano, por meio de sua agência estatal Irna, confirmou o lançamento dos mísseis como uma retaliação às ações militares israelenses, que resultaram na morte de dois de seus aliados mais estratégicos: Hassan Nasrallah, do Hezbollah, e Ismail Haniyeh, líder do Hamas. Além disso, o Irã condenou a incursão israelense no Líbano, que começou no dia 31 de outubro, e prometeu “reagir a qualquer novo ataque”.


Líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah ao lado de Ismail Haniyeh —(Foto: Reprodução / Al-Manar/AFP)

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi colocado em um local seguro após o início da ofensiva. Segundo o governo iraniano, Khamenei está monitorando a situação de perto, enquanto o Irã mantém suas forças militares em estado de alerta.

Além de Israel, outros países do Oriente Médio foram afetados pelo ataque. Jordânia e Iraque chegaram a fechar seus espaços aéreos temporariamente como medida de segurança. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia alertado sobre a possibilidade de um ataque iraniano e, após o bombardeio, ordenou que as forças norte-americanas reforçassem a defesa de Israel. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que as consequências para o Irã serão severas caso novos ataques sejam realizados.

Resposta de Israel e o papel dos EUA

O porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee, classificou o ataque como “sério” e afirmou que haverá consequências para o Irã. As forças de defesa aérea de Israel estão em alerta máximo, e aeronaves da Força Aérea intensificaram suas operações em resposta ao bombardeio.

Estamos no auge da nossa prontidão ofensiva e defensiva

disse Adraee em comunicado oficial.

Com a escalada militar, a expectativa é de que Israel responda de maneira proporcional nas próximas horas, especialmente após o anúncio de que mísseis iranianos atingiram Tel Aviv. O governo israelense se prepara para uma possível retaliação terrestre, aumentando a tensão no sul do Líbano, onde o Hezbollah também continua disparando foguetes em direção ao território israelense.

Invasão do Líbano e novas ameaças

A operação terrestre israelense no sul do Líbano, que começou nesta terça-feira (1º), marcou o primeiro confronto direto entre soldados de Israel e combatentes do Hezbollah desde o início dos bombardeios na Faixa de Gaza. A incursão, considerada “limitada”, busca destruir bases estratégicas do Hezbollah, mas a ação já gerou uma nova onda de retaliações. O Hezbollah respondeu ao ataque com o disparo de mísseis contra Tel Aviv e outras localidades, direcionando suas investidas a alvos do serviço secreto israelense, o Mossad.

Além disso, a milícia Houthi, financiada pelo Irã e que atua no Iêmen, afirmou ter disparado foguetes em apoio ao Hezbollah, aumentando ainda mais o cerco ao território israelense. A guerra na Faixa de Gaza, que já contava com a participação do Hamas, agora se expande para outras frentes, com a inclusão de novos aliados do Irã na luta contra Israel.

Nos últimos meses, Israel e Hezbollah vinham travando uma série de ataques esporádicos, mas a situação começou a se deteriorar após a morte do chefe do Hezbollah em um ataque israelense em Beirute no dia 27 de setembro. Desde então, a fronteira entre Israel e Líbano tornou-se palco de frequentes bombardeios e confrontos diretos.

Impacto humanitário e resposta internacional

A situação na região está levando a uma crescente preocupação internacional. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, já está em contato com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para discutir possíveis soluções diplomáticas e garantir que os civis do norte de Israel possam retornar com segurança para suas casas. Nos últimos dias, Israel tem instado a população civil do sul do Líbano a deixar suas casas devido aos intensos bombardeios.

No entanto, a possibilidade de uma resolução pacífica parece cada vez mais distante. A guerra de mísseis entre Israel e o Irã, somada à operação terrestre no Líbano, cria um cenário explosivo, com o potencial de desencadear uma guerra regional ainda maior. Para os civis, tanto em Israel quanto no Líbano, a perspectiva de uma escalada de violência é uma realidade preocupante.

A crise atual é apenas mais um capítulo no longo e complicado histórico de conflitos no Oriente Médio, onde a rivalidade entre Israel e Irã tem alimentado guerras por procuração e intervenções militares ao longo das últimas décadas.

Rússia ataca região ucraniana de Kharkiv

Na manhã desta sexta-feira (10), a Rússia lançou um ataque terrestre com blindados na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, e tentou romper as linhas de defesa de Kiev, segundo o Ministério da Defesa ucraniano, que também informou a continuidade dos combates.

Ataque

“Aproximadamente às 5h da manhã, houve uma tentativa do inimigo de romper nossa linha de defesa sob um ataque com veículos blindados”, explicou o Ministério da Defesa.

Com isso, uma fonte militar ucraniana relatou à agência de notícias Reuters, que as forças russas adentraram 1km na cidade fronteiriça de Vovchansk na tentativa de criar uma “zona tampão”, ou seja, estão tentando estabelecer uma área de controle adicional ao longo da fronteira do país.

Muitas vezes, esse tipo de movimento pode ser interpretado como uma estratégia que garante maior segurança ou controle territorial do lado do país que está avançando.

Ucrânia

A Ucrânia expulsou tropas russas de Kharkiv em 2022, durante o primeiro ano de guerra acontecendo em grande escala, todavia, após resistir a contra ofensiva de Kiev no ano passado, agora as forças russas voltam à ofensiva avançando lentamente na região sul, em Donetsk.

Em março deste ano, os temores aumentaram a respeito das intenções do Kremlin na região de Kharkiv, quando Vladimir Putin (presidente da Rússia) solicitou a criação de uma zona tampão dentro do território ucraniano que ele explicou ser crucial para garantir a proteção da Rússia.


Ataque russo em Kharkiv (Foto: reprodução/REUTERS/Vyacheslav Madiyevskyy)

Desde que isso aconteceu, Kharkiv tem sido atingida por ataques aéreos, em especial devido a sua vulnerabilidade do país por estar próximo à Rússia, causando grandes danos à infraestrutura da região.

Outra cidade fronteiriça, Vovchansk tinha uma população pré-guerra de 17 mil habitantes que agora consiste em apenas alguns milhares, além disso, as autoridades ainda afirmam que o assentamento e as áreas circundantes estavam sofrendo bombardeios massivos.