Magnata oferece US$ 4,95 milhões por terreno em Singapura

A joint venture Sing-Haiyi Garnet, do magnata Gordon Tang e sua esposa Celine, deu a maior oferta por um terreno em uma região na Singapura, pelo valor de US$ 495 milhões. Outras sete ofertas foram dadas para a compra do local, segundo a Autoridade de Reurbanização. Esses investimentos indicam que o mercado imobiliário da região está se recuperando e fortalecendo.

As ofertas

O magnata Gordon Tang, juntamente com sua esposa Celine, por meio da Sing-Haiyi Garnet, sua joint venture entre SingHaiyi Group e Haiyi Holdings, realizaram uma oferta de S$ 659,9 milhões (US$ 495 milhões/R$ 2,81 bilhões) pelo primeiro terreno residencial, leiloado pelo governo, na região de Bayshore Road, em Singapura.

A área tem vista para a praia ao longo da East Cost Parkway. O lote, que possui uma concessão de 99 anos, está localizado ao lado da estação Bayshore MRT, na seção da Thomson-East Coast Line, que foi inaugurada recentemente e pode abrigar por volta de 515 residências.

O terreno de 10.497 metros quadrados também teve outros 7 concorrentes, conforme a Autoridade de Reurbanização. Entre alguns deles, podemos destacar a City Developments, do bilionário Kwek Leng Beng, a Sunway Developments, do bilionário malaio Jeffrey Cheah, e sua parceira local Hoi Hup Realty e uma parceria entre a Frasers Property, do magnata tailandês Charoen Sirivadhanabhakdi, e sua sócia japonesa Sekisui House.


Cidade em Singapura (Foto: reprodução/Ore Huiying/Bloomberg/Getty Images Embed)


Recentemente, os Tangs têm aumentado os seus investimentos no mercado imobiliário de Singapura. No ano de 2022, a Chip Eng Seng e a Sing-Haiyi Garnet, controladas pelo casal, adquiriram uma participação de 21% no antigo Temasek Tower, que está localizado próximo ao distrito financeiro de Raffles Place.

Na área as empresas apoiadas pelos Tang, juntamente com o gigante do e-commerce Alibaba e a Perennial Holdings, que pertencem ao bilionário Kuok Khoon Hong e os magnatas Ron Sim e Pua Seck Guan, CEO da Perennial, constroem no momento um arranha-céu de 63 andares, que irá se tornar o mais alto da cidade-estado, após sua conclusão em 2028.

O mercado imobiliário

O fato de que o leilão foi disputado é um indicativo de que o mercado imobiliário da cidade-estado está se reestruturando e crescendo. Segundo a consultoria britânica Knight Frank, essa é a primeira vez em vários anos que um terreno desperta muito interesse de investidores.


Cidade em Singapura (Foto: reprodução/Nicky Loh/Bloomberg/Getty Images Embed)


Talvez os incorporadores tenham guardado suas munições em licitações anteriores para terrenos mais atrativos, como o de Bayshore Road”, escreveu Leonard Tay, chefe de pesquisa da Knight Frank em Singapura.

Como a demanda por imóveis residenciais privados está muito intensa, as incorporadoras buscam recompor seus estoques. Nos dois primeiros meses de 2025, foram lançadas mais de 2.600 unidades habitacionais novas, excluindo condomínios executivos financiados pelo governo.

O projeto em que estão havendo várias ofertas pode ser comercializado a um preço mínimo de S$ 2.700 (R$ 11.610) por pé quadrado, que é um valor bem maior do máximo ofertado, em S$ 1.388 (R$ 5.968) pela mesma medida, segundo Tay. Isso significa que um quarto que possui 500 pés quadrados (46 metros quadrados), teria um preço de S$ 1,35 milhão (R$ 5,64 milhões).

Mais de 90 mil imóveis estão sem energia em São Paulo

Na manhã desta quarta-feira(16), moradores da capital paulista chegaram a 100 horas sem luz. De acordo com as informações fornecidas pela Enel, cerca de 90,8 mil imóveis se encontravam até as 12 horas sem luz. Ainda informado pela fornecedora de energia da cidade, 5,2 mil são de ocorrências registradas devido ao temporal ocorrido na ultima Sexta(11).

Providências tomadas

Na última terça-feira (15), o governador Tarcísio de Freitas se reuniu com os prefeitos da região para relatar a solicitação que fez em carta pedindo uma intervenção federal no contrato de concessão da Enel. A carta foi enviada a Augusto Ribeiro, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que também é relator de dois processos relacionados ao apagão em áreas atendidas pela empresa.

Esclarecimentos

Em citação relacionada ao caso, o governador de São Paulo enfatizou a importância de uma intervenção, pois, segundo ele, a empresa estaria deixando de resolver essa questão apenas para evitar despesas com operações simples. Ele também destacou a função do interventor, afirmando que, se não houver uma resolução na próxima chuva, ele estará lá novamente para tomar as devidas providências. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que a falta de energia gera problemas para a área do varejo, pois, enquanto não há eletricidade, ocorrem perdas significativas, estimadas em torno de R$ 1,65 bilhões.

Faturamento

De acordo com cálculos, já se perdeu R$ 536 milhões durante os três dias em que houve falta de luz na região, onde o comércio normalmente fatura em torno de R$ 1,1 bilhão por dia. Com base nas receitas de R$ 2,3 bilhões, comentou um comunicador da empresa na madrugada desta terça-feira (15).



Tarcísio ao lado de Nunes no dia da eleição 6 de Outubro de 2024(Foto: reprodução/Nilton Fokuda/Getty Images Embed)


Apoio

A Fecomércio afirma o trabalho que esta sendo feito deste Sexta(11), dialogando com autoridades como a Agência Nacional de Energia Elétrica(Aneel) e as autoridades da cidade exigindo a restauração de distribuição com o máximo de prioridade possível.

Os locais permanecem sem luz.

São Paulo realiza uma mobilização com 20 aeronaves para combater os incêndios

Neste sábado (14), a Defesa Civil informou que o estado de São Paulo enfrentou a maior mobilização aérea em sua história. 20 aeronaves trabalham nesta operação para combater focos de incêndios em áreas de difícil acesso. A situação climática está bastante intensa nessas regiões.

As chamas se espalham para mais 17 estados 

A situação passou a ficar mais prejudicial quando os focos de incêndio passaram a atingir 17 municípios, destacando Campinas, Vale do Paraíba e entre outras cidades da Grande São Paulo. Os combatentes que atuam na Zona Norte Paulista, registraram as operações para mostrar o difícil acesso nessas áreas afetadas.

Equipes do governo estadual também se mobilizam para acompanhar áreas de risco verificando a qualidade do ar e as previsões meteorológicas, buscam respostas positivas para uma trégua aos incêndios.


Representação do Climatempo pelas queimadas (Foto: reprodução/GettyImages/NurPhoto)


Posição do governo

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, fala sobre a importância do combate ao fogo: “A função do gabinete de crise é otimizar o tempo de resposta para a população. Fazer com que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil cheguem o mais rápido possível ao foco de incêndio para evitar catástrofes, tragédias e situações críticas“, declarou.

O uso das aeronaves foi essencial para que as áreas com difícil acesso terrestre como em Caconde, Campo Limpo e Várzea Paulista.

Emergência no estado

Já foram registrados mais de mil focos de incêndio no mês de setembro, relata o instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado de São Paulo permanece em alerta, com a quantidade de incêndio. Os parques permanecerão fechados até o final de setembro. Em 2021, o Parque Estadual do Juquery, que abriga um grande Cerradi na região metropolitana, teve sua área verde consumida 53% consumida pelo fogo.

Desde o começo do mês, o governo tomou a decisão de fechar 79 parques e unidades de conservação temporariamente, para proteger a população, pois o risco de novos focos é grande. O estado de São Paulo enfrenta o maior crise de sua história. A Defesa Civil e as forças de segurança, contribuem em diferentes setores para evitar o pior catástrofe do estado de São Paulo.

Matéria por Náthali Oliveira (Lorena – R7)

Estudo indica que as cidades de São Paulo são as mais poluídas do Brasil

O estado de São Paulo lidera o ranking com 12 cidades dentro do estado com os piores índices de poluição do ar, segundo estudo do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Além disso, 645 municípios paulistas apresentam níveis de poluição superiores aos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conforme o monitoramento, a média anual de partículas finas (PM2,5) em São Paulo, em 2023, foi de 14,59 microgramas por metro cúbico (µg/m³), quase três vezes o limite de 5 µg/m³ estabelecido pela OMS. PM2,5 refere-se a partículas muito pequenas no ar, menores que 2,5 micrômetros, provenientes principalmente de veículos, indústrias e incêndios.

Essas partículas podem ser inaladas profundamente nos pulmões devido seu pequeno tamanho, facilitando assim a entrada no organismo através da corrente sanguínea, causando doenças respiratórias, cardíacas e até câncer.

Cidades com níveis de poluição alta:

  • Araçariguama
  • Barueri
  • Caieiras
  • Cajamar
  • Campo Limpo Paulista
  • Francisco Morato
  • Franco da Rocha
  • Itupeva
  • Jundiaí
  • Pirapora do Bom Jesus
  • Santana de Parnaíba
  • Várzea Paulista

poluição industrial (Foto: reprodução/Ralf Vetterle/Pixabay)

A média alarmante é de 39 µg/m³ de material particulado fino em cada uma das cidades.

Outros dados

Já a capital de São Paulo também apresenta índices altos de poluição, chegando a 36,5 µg/m³. Guarulhos, a segunda cidade mais populosa do estado, registra 34,16 µg/m³.

As demais regiões do Brasil apresentam níveis de poluição acima do recomendado. A média anual de partículas finas (PM2,5) no país, em 2023, foi de 9,9 µg/m³.

Segundo a última atualização do banco de dados da Organização Mundial e Saúde (OMS), há dois anos, 99% da população mundial respira níveis de partículas finas extremamente prejudiciais e dióxido de nitrogênio, que são capazes de causar problemas graves de saúde, como doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórios.

Cidades-esponja: modelo mostra como evitar enchentes de maneira natural

As chamadas cidades-esponjas são áreas urbanas idealizadas com estratégias para absorver um grande volume de água. Criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, o conceito inovador pode ser aplicado em cidades para evitar tragédias como as enchentes do Rio Grande do Sul. 

As mudanças climáticas exigem que países invistam em formas de prevenção desses grandes eventos climáticos. Kongjian Yu é consultor do governo chinês e já projetou mais de 70 cidades nesse estilo que se tornaram fortes o suficiente para receber grandes quantidades de chuva.

Kongjian Yu compartilhou ao Fantástico, da Globo, no programa exibido neste domingo (12), que a inspiração para o modelo veio a partir das observações de Kongjian Yu na vila onde viveu por 17 anos como agricultor. O local possui um rio e o ensinou como “trabalhar com a natureza”.

A vila está em uma área de monções, ou seja, não para de chover durante o verão. Quando se mudou para a cidade, o arquiteto percebeu os problemas urbanos e por que ocorrem tantas enchentes. 

Os centros urbanos são em sua maior parte concretados, o que dificulta o escoamento natural da água das chuvas e sua infiltração no solo.

Quando os níveis de chuva são maiores que o normal, as cidades não possuem formas eficientes de drenar tantos volumes de água e são tomadas por enchentes. A tentativa de canalizar a água rapidamente para longe em linhas retas não é tão eficaz. 



O conceito das cidades-esponja entende que a água pode ser regulada através da própria natureza. O modelo inovador aplica técnicas naturais que facilitam a absorção da água nas cidades para impedir que elas inundem.

Ao Fantástico, Kongjian Yu explicou três estratégias que aplica em todos os seus projetos de cidades-esponja que absorvem a água de maneira natural. 



Reter a água da chuva

A primeira medida é reter a água assim que ela cai do céu, em uma reserva como um sistema de açudes para que o rio principal não receba toda a água. Precisam haver grandes áreas permeáveis, porosas e não pavimentadas, que facilite a absorção da água no solo para que siga seu curso natural de filtragem.

Diminuir a velocidade dos rios 

Yu disse ao Fantástico que ao desacelerar a água, o solo tem a oportunidade de absorvê-la. Nos modelos de cidades-esponja, a vegetação é utilizada como meio de desacelerar a água em um sistema de lagos. Já nas cidades no modelo industrial, os rios são canalizados com concreto, o que aumenta a velocidade da água. 

Adaptar as cidades para ter áreas alagáveis 

As cidades-esponja são desenhadas para ter áreas alagáveis, como um local para onde a água possa escorrer sem causar uma destruição pelo caminho. A água fica armazenada em estruturas naturais alagáveis. Assim a água pode ser contida até ser absorvida sem invadir as construções e prejudicar moradores locais.