Exército de Israel desencadeia Grande Operação Militar na Cisjordânia

O Exército de Israel lançou na madrugada desta quarta-feira (28), uma significativa operação militar na Cisjordânia, resultando na morte de pelo menos 10 pessoas. A ação, que se tornou a maior desde o início da guerra na Faixa de Gaza, visa desmantelar estruturas terroristas e prender criminosos. A operação gerou uma resposta imediata do grupo palestino Fatah, que anunciou retaliação.


Palestinos choram ao lado do corpo de um homem no hospital de Tubas, morto em um ataque israelense na Cisjordânia (Foto: Reprodução/RONALDO SCHEMIDT/AFP/OGlobo)

A ofensiva israelense inclui buscas em várias cidades e campos de refugiados na Cisjordânia, com veículos militares bloqueando hospitais e ambulâncias. A violência no território tem aumentado desde o início do conflito em Gaza, com o Fatah e outros grupos palestinos intensificando suas ações contra Israel.

Objetivos e táticas da operação

A recente operação militar israelense na Cisjordânia representa uma intensificação significativa das hostilidades, com o objetivo declarado de desmantelar redes terroristas e prender indivíduos envolvidos em atividades extremistas. Iniciada na madrugada de quarta-feira (28), a ofensiva é a maior desde o início da guerra na Faixa de Gaza. As forças israelenses estão conduzindo buscas em quatro cidades e três campos de refugiados, que abrigam palestinos deslocados de áreas ocupadas por Israel.

Relatos indicam que os militares estão bloqueando acessos a hospitais, como o Hospital Especializado Al-Israa e o Hospital Thabet em Tulkarem. Além disso, foram registrados confrontos intensos em algumas dessas áreas. Esta operação surge após um ataque aéreo recente na Cisjordânia, que já havia resultado na morte de cinco pessoas, exacerbando ainda mais o clima de violência.

Repercussões e Resposta do Fatah

A nova ofensiva israelense na Cisjordânia provocou uma resposta imediata do grupo palestino Fatah, que governa a região. Em retaliação, o Fatah lançou uma operação para contrabalançar os ataques israelenses. As Brigadas Al-Aqsa, o braço armado do Fatah, anunciaram a ação como uma medida de defesa contra as incursões israelenses, aumentando a tensão na área.


Bandeira da Palestina ao lado da bandeira do grupo Fatah (Foto: Reprodução/Shutterstock)

A escalada de violência na Cisjordânia é um reflexo da crescente intensidade do conflito desde o início da guerra na Faixa de Gaza. A morte de pelo menos 640 palestinos desde o início do conflito, conforme relatado pela AFP, destaca a gravidade da situação.

A resposta do Fatah e a intensificação dos ataques refletem a complexidade e a profundidade das divisões entre israelenses e palestinos, desafiando os esforços de pacificação na região.

Matt Damon pode sofrer perda financeira devido ao divórcio de Jennifer Lopez e Ben Affleck

Após a revelação de que Jennifer Lopez e Ben Affleck não possuíam um contrato pré-nupcial, o TMZ revelou que a ausência desse acordo afeta financeiramente até os amigos de ambos. Sem o documento, qualquer recurso ou ganho acumulado durante o casamento de quase dois anos é dividido igualmente, o que pode gerar complicações financeiras para aqueles próximos ao ex-casal.

Conflito entre Matt Damon e Jennifer Lopez

Segundo o site, o ator Matt Damon é um dos principais impactados pelo divórcio das celebridades. O motivo é que, quatro meses após o casamento de Ben Affleck e Jennifer Lopez, Damon e Affleck fundaram juntos a produtora Artists Equity (AE), em novembro de 2022. Como resultado, a cantora pode ter direito a uma parcela dos lucros dos recentes filmes do ex-marido, bem como da produtora.


Matt Damon e Ben Affleck (Foto: Reprodução/Getty Images)

Desde que se casaram, Ben Affleck participou dos filmes “Air” e “Hypnotic — Ameaça Invisível”, além de ter produzido “Os Provocadores”. Enquanto isso, Jennifer Lopez trabalhou em projetos como “Casamento Armado”, “A Mãe”, “This Is Me…Now: Uma História de Amor” e “Atlas”. Com isso, há a possibilidade de que o ator também tenha direito a uma fração dos lucros obtidos com esses filmes.

Informações sobre o divórcio

Segundo os documentos, Jennifer Lopez está solicitando ao juiz que não conceda nenhum benefício ao ex-marido, e já abriu mão da pensão alimentícia. Como o casal não teve filhos, não há questões de custódia a serem decididas. Além disso, o portal confirmou que nenhum detalhe financeiro foi acordado antes de a atriz entrar com o pedido de divórcio.

Jennifer Lopez solicitou o divórcio de Ben Affleck no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles na terça-feira passada (20). O casal não era visto juntos há vários meses, e rumores sobre a separação se intensificaram após dois anos de casamento.

Conflitos em Israel fazem bolsa fechar em alta

O aumento no valor do petróleo impulsionou uma alta na bolsa de valores de São Paulo, que fechou com um aumento de 0,94%, indo a 136.888 pontos. Outra que foi afetada positivamente pela alta foi a Petrobras, que, impulsionada pelo aumento do valor do petróleo, viu suas valorizações ocorrerem principalmente como consequência da escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Conflitos no Oriente Médio fazem mudanças na economia

No domingo, Israel lançou um ataque “preventivo” ao sul do Líbano com o objetivo de frustrar uma ação do Hezbollah. O grupo islâmico libanês, por sua vez, respondeu com o lançamento de centenas de foguetes e drones em direção a Israel, justificando suas ações como uma retaliação pela morte de um de seus líderes em julho.


Conflito no Oriente Médio vem causando mudanças econômicas visíveis (Foto: reprodução/Moment/Anton Petrus/Getty Images Embed)


Este confronto ajudou a escalar as tensões na região e teve impacto direto nos mercados globais. Como resultado das hostilidades, o preço do petróleo atingiu seu pico máximo em uma semana, com o barril do tipo Brent encerrando o dia em alta.

Petrobras diretamente impactada

As ações da Petrobras foram diretamente impactadas pelas recentes movimentações no mercado financeiro, impulsionando o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira. Com um peso significativo de 11,86% no índice, de acordo com a Economatica, os papéis da empresa desempenharam um papel crucial na alta do mercado.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam o dia com uma alta expressiva de 8,96%, alcançando R$ 42,92. Já as ações preferenciais (PETR4) também registraram um forte ganho de 7,26%, sendo negociadas a R$ 39,57 no fechamento do pregão, conforme dados preliminares.

A tendência é que a continuidade da instabilidade no Oriente Médio continue a afetar a economia mundial, com suas consequências sendo bastante representadas pelo valor do petróleo, já que a região concentra os maiores produtores do mundo e sempre foi afetada por conflitos.

Boxeadora da República Democrática do Congo faz protesto contra violência no país

Marcelat Sakobi, boxeadora da República Democrática do Congo, após ser derrotada na Olimpíada de 2024 por Sitora Turdibekova, do Uzbequistão, fez um protesto contra a violência em seu país natal. Essa é a segunda vez que a atleta participa de uma disputa de Jogos Olímpicos.

No gesto feito por Sakobi, a atleta leva uma das mãos à frente da boca e coloca dois dedos na cabeça para representar uma arma. O protesto foi inicialmente feito na Copa Africana das Nações pelo atacante Cédric Bakambu, também da República Democrática do Congo. Durante o hino nacional do Congo, todos os jogadores levaram a mão à boca.


Marcelat Sakobi na luta contra a uzbeque (Foto: Reprodução/TV5Monde)

O gesto utilizado pela atleta durante as Olimpíadas denuncia a violência e o conflito armado que acontece, especialmente no leste do país, há mais de 20 anos. O protesto tem como objetivo buscar visibilidade da mídia internacional para o que acontece no país congolês.

Situação no Congo

A República Democrática do Congo, que fica localizada na África Central, sofre com uma guerra civil há mais de 20 anos, que já tirou a vida de milhões de pessoas. É um conflito armado entre grupos rebeldes e forças armadas que prejudica inocentes no país africano.

O Congo é considerado um dos países mais pobres do mundo. Desde março de 2023, mais de 521 mil pessoas saíram do país em busca de abrigo em outros lugares. A estimativa era que, até o ano passado, cerca de 7 milhões de congoleses vivessem desabrigados. Em 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou mais 42 mil pessoas sem moradia.

Atualmente, o grupo rebelde que lidera os ataques é a milícia chamada de Movimento 23 de março ou M23. O ataque mais recente do M23 causou a morte de cerca de 270 pessoas.

Os ataques desse grupo rebelde foram intensificados após o governo do Congo não cumprir um acordo feito em 2009. O trato era integrar o grupo M23 ao Exército do país. Como resposta ao desacordo, o grupo rebelde atacou vilas e cidades e, de acordo com Organizações Não Governamentais dos Direitos Humanos, bombardeou áreas civis

A República Democrática do Congo, os Estados Unidos e a ONU acusam a Ruanda, país da África Oriental, de fornecer armas e apoiar o Movimento 23 de março.

Sakobi nas Olimpíadas

É a segunda Olimpíada que a atleta Marcelat Sakobi participa. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020/2021, a congolesa terminou a sua participação em 17 no ranking de boxe na categoria até 57kg.

Na sua participação em Paris, a atleta da República Democrática do Congo perdeu a disputa por 3 a 2 para a uzbeque Sitora Turdibekova após a decisão tomada pelos juízes.

Autor revela conflitos de Príncipe William com Rei Charles e Rainha Elizabeth II

Segundo o Page Six, o Príncipe William teria tido um desentendimento com seu pai, Rei Charles III, a respeito dos voos de helicóptero pelo Reino Unido com a família. O livro “Catherine, a Princesa de Gales”, de Robert Jobson, que será lançado em breve, revela que foi o rei que expressou preocupações sobre o uso do helicóptero por William, Kate Middleton e seus filhos.

Questões relacionadas à sucessão

Segundo informações do Daily Mail, uma parte do livro revela as preocupações que o Rei Charles expressou a William, um piloto experiente, através de um “documento formal que reconhece os riscos envolvidos e assume total responsabilidade por suas ações”.


Rei Charles ao lado de seu filho, Príncipe William (Foto: reprodução/Getty Images Embed)

As preocupações de Charles refletiam as da sua falecida mãe, a Rainha Elizabeth II, que anteriormente havia solicitado que William não usasse um helicóptero para transportar sua família do Palácio de Kensington para a residência de Anmer Hall, em Norfolk, uma distância de 185 quilômetros.

De acordo com um assessor no novo livro, a Rainha Elizabeth II “não se conteve” em expressar sua opinião sobre o tema, principalmente depois do trauma do acidente de helicóptero em 1967 que causou a morte de seu piloto.

Desentendimentos explosivos na família real

O autor evidenciou que os desentendimentos entre os familiares foram “explosivos”. William não está disposto a seguir as orientações do pai sobre a proteção da sucessão. Jobson também ressalta que Kate Middleton desempenha um papel fundamental como uma “força estabilizadora”, sempre buscando compreender os dois lados das disputas.


Príncipe William e sua esposa Kate Middleton (Foto: reprodução/Getty Images Embed)

Os porta-vozes da família real ainda não emitiram nenhum comentário oficial sobre o ocorrido. Esse conflito ressalta as tensões persistentes e subjacentes dentro da família real, especialmente em relação a questões cruciais de responsabilidade e segurança.

Em retaliação, Coreia do Norte envia balões com lixo e fezes para a Coreia do Sul

Coreia do Norte envia balões contendo lixo e excrementos para a vizinha Coreia do Sul em resposta a campanha de propaganda feita por militantes anti-coreia do norte e desertores. Segundo os militares sul-coreanos, os objetos começaram a ser avistados nesta terça-feira (28) e já foram contabilizados mais de 250 balões. Na quarta-feira (29) residentes próximos da fronteira foram  alertados a não fazerem atividades ao ar livre e orientados a  registrarem boletim de ocorrência para a polícia ou para os militares em caso de avistar um objeto não identificado.

A TV estatal norte-coreana KCNA confirmou as suspeitas dos sul-coreanos que os balões foram uma retaliação a uma ação parecida feita por ativistas contrários a Coreia do Norte realizada no início do mês. Esses críticos ao país enviaram 20 balões em direção a Pyongyang  com panfletos anti-Coreia do Norte, alimentos, remédios, dinheiro e pen-drives com músicas de K-pop. No último domingo (26), o vice-ministro da Defesa norte-coreana prometeu exercer forte poder de auto defesa e que pilhas de lixo e sujeira logo seriam espalhadas pelas áreas de fronteira e pelo interior da Coreia do Sul para que os sul-coreanos percebessem ”quanto esforço é necessário para removê-los”. Além disso, classificou os balões enviados pelos vizinhos de “objetos sujos”.


Dentro dos balões haviam lixo e fezes (Reprodução/Reuters)

Os balões

Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap News, foram divulgadas fotografias tiradas por militares onde poderiam ser vistos dois balões brancos com sacolas de lixo amarradas a eles. Os sacos continham papel higiênico usado, terra escura e conteúdos que pareciam ser fezes pela sua cor e odor. Alguns desses balões conseguiram chegar a uma província ao sul da Coreia.

As autoridades sul-coreanas classificaram esse gesto como “desumano” e “vulgar” e os militares afirmam que esse ato viola o direito internacional e ameaça seriamente a segurança do povo. Já a Coreia do Norte afirma que enviará “dezenas de vezes mais” objetos como esse.

A prática de enviar balões de protesto à Coreia do Norte é considerada comum apesar da Coreia do Sul desencorajar a prática. Em 2021, uma lei proibindo essa prática foi aprovada, mas a Suprema Corte derrubou alegando ser contra a liberdade de expressão.

O conflito entre Coreias

A relação entre as Coreias continua conflituosa mesmo anos após a Guerra das Coreias. Isso acontece porque a Guerra não chegou a um fim definitivo visto que não tem um fim já que em 1953 foi firmada apenas uma trégua.

Em janeiro o clima entre as vizinhas se intensificou após caírem tiros de artilharia na Coreia do Sul.

Ponte da Crimeia: possível ataque ucraniano provocará retaliação da Rússia

Nesta sexta-feira (3), a Rússia declarou que qualquer ação agressiva contra a Crimeia não só estará fadada ao fracasso, mas também será recebida com um devastador ataque de vingança. Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, apresentou publicações de autoridades ucranianas e de países da União Europeia, sugerindo que Kiev atacaria a Ponte.

Moscou acredita que os Estados Unidos teriam doado sistemas de mísseis guiados de longo alcance para Ucrânia. Com esse armamento, os ucranianos estariam planejando um ataque à ponte no dia 9 de maio, data em que a Rússia comemora a vitória da União Soviética contra a Alemanha, na Segunda Guerra Mundial.

Tudo começou no século XVIII

A Crimeia pertencia ao Império Russo, e depois à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1783 a 1954). Então, Moscou deu-a de presente para Ucrânia. Em 2014, A Rússia tomou e anexou de volta a Crimeia. Os Ucranianos têm demonstrado que consideram ilegal a construção da ponte rodoviária e ferroviária. Eles querem a Crimeia de volta.


Ponte da Crimeia (Foto: reprodução/Stringer/AFP/Getty Images embed)


Conforme Zakharova, David Cameron, secretário de Relações Exteriores britânico, havia dito que a Ucrânia tinha o direito de usar armas fornecidas pelo Reino Unido para atingir alvos dentro da Rússia, na última quinta-feira. Para ela, isso é uma comprovação de que o Ocidente estaria travando uma guerra híbrida contra Moscou.

A Crimeia tem muito a oferecer

A Crimeia tem uma posição geográfica privilegiada. Ela é uma via de acesso ao mar Negro a partir do mar de Azov, o qual banha parte da Ucrânia e o sudoeste do território russo. É uma área de águas quentes, favorecendo o transporte marítimo para fins comerciais, além de ser base de defesa territorial russa.

É, também, uma região de grande produção de grãos, alimentos e bebidas como o vinho. Os portos marítimos são ainda responsáveis pelo escoamento e distribuição de parte da produção agropecuária dos países vizinhos para outras nações europeias. Além disso, são utilizados para a importação de mercadorias e matérias-primas, principalmente pela Ucrânia.

O conflito entre os países não começou agora. Vem de um passado não muito distante.  Abrange aspectos étnico-culturais da população que vive na Crimeia, assim como a importância estratégica que a península apresenta para a Rússia e a Ucrânia, e também para a região na totalidade.

Brasil determina participação da Rússia como medida para comparecer à reunião de paz

Conforme informações do Itamaraty, é de interesse da Suíça que o Presidente Lula compareça na reunião pela paz, que irá discutir a possibilidade de trégua na guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Cúpula de alto nível 

A união entre os mais de 100 países na intenção de promover a paz na guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de 2 anos, acontecerá na cidade de Lucerna, na Suíça, entre os dias 15 e 16 de junho. Entre os convidados, está Joe Biden, presidente dos Estados Unidos. 

A Suíça demonstra interesse na reunião mundial para a estruturação de um debate que favoreça a paz entre os países desde janeiro e contava com a participação da Rússia, algo que não deve ocorrer, uma vez que o Kremlin já se mostrou desfavorável ao evento, classificando-o como um projeto de democratas americanos. 

A participação da Rússia, em primeiro contato, também foi uma das medidas entregues pelo Brasil para definir ou não a participação do presidente Lula no debate.

A cúpula pela paz foi um pedido direto de Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, iniciando a discussão sobre o evento com a União Europeia, G7, China e Índia, países também favoráveis ao comparecimento russo à reunião.


Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia e autor do pedido pela cúpula da paz (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Busca pela paz

A Rússia, mesmo contrária à própria participação na proposta de paz da Suíça, contou com a presença de Celso Amorim, ex-chanceler e agora assessor especial da presidência, em uma conferência internacional pela segurança, promovida pelo próprio Kremlin. 

Na capital da ex-URSS, Moscou, o assessor da república brasileira participou de diversas reuniões de interesses mútuos, entre elas, encontros com o chanceler russo, Sergey Lavrov, e também com Nikolai Patrushev, Secretário do Conselho de Segurança Russo. 

Em manifestação dos acontecimentos, Amorim contou que a conversa se deu porque há uma busca pela possibilidade de uma possível paz. 

Ainda na reunião, Amorim também participou de discussões sobre outros temas da agenda internacional, como um possível contato entre os países na ONU e no BRICS. 

O ex-chanceler também realizou críticas precisas ao uso de Inteligência Artificial (I.A) nos ataques contra a Faixa de Gaza, por Israel e também as alianças militares mundiais. 

Brasil e Rússia 

Por entendimento brasileiro, a Rússia deve participar de qualquer tentativa internacional de promover a paz e negociar com Kiev. 

Na visão diplomática do Brasil, não há possibilidade de debater o conflito entre duas partes, sem a presença de uma delas. 

Moscou, por sua vez, afirmou que não é contra as negociações pela paz, no entanto, também não acredita na imparcialidade da Suíça quanto ao conflito. 

A Suíça já agiu anteriormente como mediadora de conflitos e agora busca novamente uma solução mediante a atual crise política e militar que se estende por mais de dois anos.

Petrobras registra alta de 1,3% após anúncio de possível retomada de dividendos

As ações da Petrobras sofreram uma alta recentemente de 1,3%, nesta última segunda-feira (22), impulsionadas principalmente pela expectativa de retomada de pagamentos de dividendos da estatal petrolífera.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez declarações dizendo que a distribuição de dividendos extraordinários foi tema discutido no conselho de administração, levando em conta questões econômicas e as necessidades da Fazenda. Uma decisão final sobre o assunto deve ocorrer ainda nesta semana, em uma assembleia marcada para a próxima quarta-feira, dia 25.

Dividendos não devem comprometer saúde da empresa

No entanto, a distribuição de dividendos extraordinários não deve comprometer a sustentabilidade da empresa, afirmou o conselho da estatal após ficar satisfeito com os esclarecimentos prestados pela diretoria financeira.

Após uma reunião realizada em 7 de março, o conselho decidiu que o valor de 43,9 bilhões de reais deveria ser retido para formação de uma reserva estatutária, em vez de fazer a distribuição do montante do lucro remanescente do exercício de 2023 como dividendo extraordinário.


Sede da Petrobras (Foto: reprodução/Anadolu/Anadolu/Getty Images Embed)


A diretoria da Petrobras chegou a propôr distribuir 50% dos dividendos extraordinários, mas o conselho não concordou, causando conflitos entre o ministro de Minas e Energia e o presidente executivo. No entanto, mesmo com esse conflito inicial, o presidente afirmou que a proposta poderia ser aprovada em uma assembleia de acionistas em abril.

Conselho opta por reter 100% dos dividendos

O conselho então decidiu optar por reter 100% dos dividendos extraordinários em uma reserva estatutária, considerando-o um contratempo. Em um comunicado recente, a Petrobras mencionou que o conselho avaliará a distribuição dos 50% restantes ao longo do ano. A expectativa de retomada dos dividendos impulsionou as ações da empresa, que subiram mais de 1%.

Agora os acionistas da empresa esperam que o bom momento continue, principalmente agora que a empresa parece que pode voltar a se tornar uma alternativa segura de investimento para o mercado.

Preço do petróleo pode subir com o conflito entre Israel e Irã

No último sábado (13), Israel foi atacado por mais de 300 mísseis Iranianos, dos quais, 99% foram interceptados, de acordo com militares Israelenses. O ataque teria sido em virtude de um ataque de Israel, em 1º de abril, a um complexo diplomático do Irã na Síria. O preço subiu na sexta (12), mas normalizou nesta segunda (15).


Ataque israelesne ao consulado iraniano em Damasco na Síria, em 1º de abril de 2024 (Foto: reprodução/Ammar Ghali/Anadolu/Getty Images embed)


O Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma via navegável na fronteira sul do Irã. Petróleo bruto e produtos petrolíferos como a gasolina, representando mais de 25% do comércio marítimo global de petróleo, são transportados pelo Ormuz diariamente. Há um receio de que o ataque do Irã possa interromper esse fluxo. Na pior das hipóteses, o Irã poderia atacar os navios petroleiros.

Dessa forma, é a lei de oferta e procura. Com a diminuição da oferta do produto, o preço tende a aumentar.

Embora o Irã produza uma quantidade significativa de petróleo, seu maior mercado é a China. Ainda assim, o mercado global poderia ser abalado. Na falta do produto Iraniano, a China teria que concorrer com outros países para conseguir os suprimentos.

O olhar de todo o mundo se volta para o conflito

Apesar de todas as especulações, o preço do ouro negro apareceu um pouco mais baixo no dia de hoje. Na realidade ele se manteve, pois o preço aumentou antes do ataque do último sábado. Como os drones lançados pelo Irã se limitaram a alvos militares, não causando mortes de civis, a apreensão do mercado de que uma retaliação iraniana poderia provocar uma queda na oferta de petróleo, diminuiu.

De qualquer forma, qualquer clima de tensão na região vai influenciar o comércio petrolífero. Um contra-ataque mais pesado de Israel poderia agravar o conflito na região. Os EUA e outros países estão pressionando o governo israelense para que reaja de forma mais moderada.