Instituto Butantan inicia produção de vacina contra dengue em São Paulo

O Instituto Butantan começou a fabricar as primeiras doses da vacina contra a dengue em São Paulo. A expectativa é produzir 1 milhão de doses neste ano e alcançar 100 milhões até 2027. Em dezembro de 2024, o Butantan concluiu o envio dos documentos necessários para a submissão do registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atualmente analisa o material sem prazo definido para conclusão.

A vacina Butantan-DV, desenvolvida ao longo de décadas, apresentou eficácia geral de 79,6% e proteção de 89% contra casos graves da doença. Se aprovada, será a primeira vacina contra a dengue no mundo administrada em dose única, oferecendo proteção contra os quatro sorotipos do vírus para indivíduos entre 2 e 60 anos.


Instituto Butantan iniciou a produção dos imunizantes contra dengue (Vídeo: Reprodução / YouTube / CNN)

Produção e inovação tecnológica

A fabricação da vacina Butantan-DV está sendo realizada no “prédio da dengue”, uma instalação especializada dentro do Instituto Butantan, em São Paulo. As primeiras doses começaram a ser produzidas em janeiro de 2025, com previsão de fabricação de 1 milhão de unidades até o final do ano. Em um futuro próximo, a capacidade de produção deve alcançar 100 milhões de doses anuais, tornando o Brasil um dos maiores produtores mundiais de vacinas contra dengue.

O processo de produção inclui a preparação da vacina em forma líquida, que será envasada em frascos esterilizados. Posteriormente, ela passará por um processo de liofilização, transformando-se em pó. Essa tecnologia facilita o transporte e a conservação, garantindo que o imunizante chegue em perfeito estado às unidades de saúde em todo o Brasil. Antes da aplicação, o pó será reconstituído para injeção intramuscular, assegurando a eficácia da proteção.

Aprovação pela Anvisa e impacto na saúde pública

A vacina está em fase de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em dezembro de 2024, o Instituto Butantan finalizou o envio de toda a documentação necessária para a submissão do registro. O processo está em andamento, mas ainda não há um prazo estabelecido para a aprovação. Especialistas do Butantan ressaltam que, uma vez autorizada, a vacina será a primeira no mundo administrada em dose única para dengue, garantindo praticidade e alta cobertura populacional.

O impacto na saúde pública promete ser significativo. Em 2024, o Brasil registrou mais de 2 milhões de casos de dengue apenas no estado de São Paulo, resultando em mais de 2.000 mortes. A introdução de um imunizante eficaz é essencial para conter a proliferação da doença, especialmente em áreas endêmicas. Além de reduzir os casos graves, a vacina poderá diminuir as hospitalizações, desafogando o sistema de saúde.

Minas Gerais registrou as primeiras mortes por dengue em 2025

O Ministério da Saúde registrou nesta quarta-feira (15) as primeiras mortes por dengue em Minas Gerais neste primeiro mês de 2025. Segundo os registros, duas mortes foram confirmadas e outras 3 mortes estão sendo investigadas pelo Estado, mas ainda não foram confirmadas. As informações foram divulgadas através do painel de monitoramento de dengue e outras arboviroses.

No total, foram registrados 4.331 possíveis casos no Estado, dentre esse, 1.383 casos da doença foram confirmados. Além disso, 159 casos de febre Chikungunya foram confirmados, porém sem mortes. Não houve nenhum caso de Zika registrado no Estado até o momento.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) publicou uma nota informando que os óbitos até então não foram confirmados. O último boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (13) informou que havia apenas 1 morte em investigação.

Recorde de casos


Minas Gerais registrou a maior número de casos de dengue em 2024 (Foto: reprodução/A Gazeta)

Em 2024, foram registrados 1.132 mortes por dengue no estado de Minas Gerais, o maior número registrado até então. Em 2023 foram 230 óbitos.

Em proporção nacional os dados também foram alarmantes, com 6,6 milhões de casos confirmados e 6 mil mortes. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Além das duas mortes registradas em Minas Gerais, houve um óbito em São Paulo e no Amapá.

Vacina

O Ministério da Saúde adquiriu 9,5 milhões de doses de vacina contra a dengue para 2025. O imunizante foi desenvolvido pela farmacêutica Takeda e incorporado no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2023 e está disponível gratuitamente no SUS para uma parte da população por conta da baixa disponibilidade.


Vacina Qdenga (Foto: reprodução/SES-GO)

A vacina não é a principal ferramenta de controle da doença, mas atua com grande importância no combate e prevenção.O imunizante Qdenga está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no SUS de forma gratuita. No entanto, a vacina pode ser aplicada em pessoas de 4 a 59 anos, dessa forma, a pessoa pode procurar uma rede privada de saúde para realizar a aplicação. As doses custam entre R$350 e R$500.

O Instituto Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação de sua primeira vacina contra a dengue em dezembro de 2024. Caso aprovada, esta será a primeira vacina de dose única contra a doença. O imunizante ainda está em processo de análise pela Anvisa.

Butantan solicita aprovação de vacina contra a dengue à Anvisa

O Instituto Butantan entregou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira (16) a última remessa dos documentos necessários para a aprovação da vacina contra a dengue. Este será o primeiro imunizante do mundo de dose única contra a doença.

Caso a vacina seja aprovada e incorporada no Programa Nacional de Imunizações, o Instituto poderá disponibilizar 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde nos próximos três anos.

Testes encerrados

Os testes clínicos do “Butantan-DV” foram finalizados em junho deste ano após o último participante completar 5 anos de acompanhamento. Os estudos envolveram 16.235 participantes com idades de 2 a 59 anos.

Os dados foram divulgados na revista científica The New England Journal of Medicine no início deste ano indicando uma eficácia geral de 79,6% na prevenção de casos sintomáticos de dengue. Os resultados foram ainda melhores entre aqueles que possuíam histórico prévio da doença, 89,2%. Vale lembrar que o quadro de reinfecção costuma ser mais grave.

De acordo com o Butantan os resultados da terceira fase de testes, publicada na The Lancet Infectious Diseases comprovaram a proteção de 89% em casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.


Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue (Foto: reprodução/Pexels)

Segundo o diretor do instituto Butantan, Esper Kallás, o imunizante é um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma grande conquista ao nível internacional. Sobre a avaliação, o infectologista disse que vai aguardar e respeitar todos os procedimentos e estão “confiantes nos resultados que virão”.

É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Que o Instituto Butantan possa contribuir com a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue mostra que vale a pena investir na pesquisa feita no Brasil e no desenvolvimento interno de imunobiológicos.”

Esper Kallás, Infectologista e diretor do instituto

Em nota, a Anvisa confirmou o recebimento do pedido e afirmou que os documentos serão distribuídos para a análise, que será iniciada nos próximos dias.

Brasil tem mais de 250 mil casos de chikungunya

Segundo o secretário adjunto da Vigilância em Saúde, Rivaldo Venâncio, no cenário atual de arboviroses no Brasil, a chikungunya vem ganhando maior importância nacional, devido 254.095 casos prováveis, além de 161 mortes confirmadas, e mais 155 em investigação.

Apesar do número alto, Rivaldo relata que diversas semanas foram averiguadas, em torno de dez seguidamente, e houve um decréscimo no número de casos de dengue. O comentário ocorreu em Brasília, na reunião da Comissão Intergestores Tripartite.

Transmissão e grupos afetados

A transmissão da dengue, assim como da chikungunya, ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti, também vetor da febre-amarela e da zika.

A maior parte das infecções, 60%, ocorreu entre as mulheres. Pessoas pardas representam 66,7% dos casos, os brancos 24,4%, pretos 7%, amarelos 1,5% e indígenas 0,2%. Quanto às faixas etárias atingidas, os grupos mais atingidos são, respectivamente, de 20 a 29 anos, 40 a 49 anos, 30 a 39 anos, e de 50 a 59 anos.

Os estados com maior concentração de casos são Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, respectivamente. O número de casos em Minas chegou a 159.844. E os que menos possuem são Roraima, Amazonas, Rondônia, acre e Amapá.

Conscientização e prevenção

Com o aumento de casos, é preciso manter-se atento e conscientizar-se sobre os métodos de prevenção desta infecção que até hoje é responsável por mortes no País.

Segundo o Ministério da Saúde, é preciso que os criadouros dos mosquitos sejam eliminados nas residências, trabalhos, e na vizinhança, sendo este o método mais eficaz para prevenção. A proliferação do Aedes aegypti ocorre principalmente por água armazenada, como em vasos de plantas, garrafas plásticas, piscinas inutilizadas, e até mesmo tampas de garrafas podem causar a reprodução.


Vídeo mostrando um criadouro do mosquito Aedes aegypti (Vídeo: Reprodução/X/@carlaayres)

Ademais, é sugerido que se use calças e camisas de mangas compridas como uma forma de proteger as áreas que podem ser picadas, utilizar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas, e usar mosquiteiros.

Lulu Santos é internado com suspeita de dengue e cancela show

Lulu Santos foi internado nesta sexta-feira (2) com suspeita de dengue. O cantor de 71 anos deu entrada no hospital São Vicente, no Rio de Janeiro, após apresentar sintomas da doença. O show que estava previsto para o sábado (3) na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, precisou ser cancelado por conta da internação, .

Quadro de saúde e recomendações médicas

De acordo com a assessoria de Lulu Santos, ele passou por uma bateria de exames e está aguardando os resultados. O estado de saúde do cantor é considerado bom e ele está lúcido. No entanto, por recomendação médica, todas as suas atividades profissionais dos próximos dias foram canceladas.

Infelizmente, Lulu deu entrada no hospital com sintomas de dengue grave, também conhecida como dengue hemorrágica. Ele precisará cancelar todas as atividades profissionais previstas para os próximos dias“, informou a produção do cantor.


Shows de Lulu Santos foram remarcados (Reprodução/Instagram/@lulusantosoficial)

Essa não é a primeira vez que Lulu Santos enfrenta problemas de saúde este ano. Em junho, ele foi internado devido a um quadro de influenza, gastroenterite aguda e dengue. Na época, ele também precisou cancelar várias apresentações da turnê “Barítono”.

Substituição e nova atração

A organização do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães anunciou que a cantora Pitty substituirá Lulu Santos na apresentação de sábado. Os ingressos comprados para o show do cantor poderão ser utilizados para o espetáculo de Pitty, e, para aqueles que preferirem não assistir ao show da nova atração, podem solicitar o reembolso.

Apoio e recuperação

Nos comentários das redes sociais, fãs e colegas de Lulu Santos expressaram apoio e desejaram uma rápida recuperação ao cantor. “Melhoras, meu amor! Para todo mal, a cura!“, escreveu a cantora Ana Carolina. “Toda energia boa destinada a você, mestre!“, disse Luiz Caldas. Outros artistas como Fafá de Belém e Serginho Groisman também enviaram mensagens de apoio.


Lulu Santos (Reprodução/Instagram/@lulusantosoficial)

Lulu Santos é conhecido por sucessos como “Toda Forma de Amor” e “Tempos Modernos” e tem uma longa carreira na música brasileira. A equipe do cantor prometeu manter os fãs atualizados sobre seu estado de saúde e a nova data para o show na Chapada dos Guimarães.

Dengue: casos da doença aumentam na Europa com previsão de piora nas Olimpíadas

Em 2023, houve 130 casos da doença adquiridos localmente na União Europeia, um aumento referente ao número de 2022, que foi de 73 casos localmente. 

Os casos mais comuns de dengue no velho continente são os “casos importados” de pessoas que tiveram contato com a doença fora da Europa ou que entraram em contato com contaminados que vieram de viagens. 

Há uma estimativa de que, por conta das olimpíadas de Paris, com toda a movimentação internacional maior pela Europa, os “casos importados” da doença aumentem.

Paris, sede do próximo jogos olímpicos
(Foto: Reprodução/Alexander Spatari/Getty Images)


Aumento de casos de dengue nos últimos anos

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), os números mais que triplicaram de 2022 para 2023, e com os números dos primeiros meses de 2024, a expectativa é que os casos da doença aumentem ainda mais.

O mosquito que tem se tornado uma ameaça na Europa não é o mesmo que conhecemos no Brasil. O que vem transmitindo a dengue no hemisfério norte é o mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus), considerada a espécie de mosquito mais invasora do mundo.

Como o nosso Aedes aegypti, o Aedes albopictus também transmite chikungunya e zika, junto com a dengue. 

A dengue pode variar desde uma doença assintomática, mas pode ir evoluindo para infecções graves, podendo resultar na morte. 

A influência das mudanças climáticas no aumento de casos de dengue 

Os casos de aumento da doença, inclusive em países que não tinham costume, estão relacionados com as mudanças climáticas provenientes do aquecimento global. Essas mudanças criam condições favoráveis para a proliferação dos mosquitos tigre-asiáticos.

“A Europa já está vendo como as mudanças climáticas estão criando condições mais favoráveis para os mosquitos invasores se espalharem para regiões anteriormente não afetadas, e infectarem mais pessoas com doenças como a dengue”, informa Andrea Ammon, diretora do ECDC.

O ECDC aconselha as pessoas a tomarem precauções individuais com o intuito de diminuir a propagação dos mosquitos, como por exemplo eliminar água parada, fazer do uso de repelentes e instalarem telas em janelas e portas. 

Aprenda a diferenciar os sintomas de dengue e leptospirose

Com as inundações e cheias no Rio Grande do Sul, as regiões afetadas ficaram propícias, junto ao arrasamento das terras e dos desaparecimentos de grande número de pessoas, a algumas doenças que tem seu pico de propagação com a água, sendo dengue e leptospirose como as principais que podem surgir nesta condição.

Diferenças entre leptospirose e dengue

Para contextualizar, dengue e leptospirose são condições que tem um diagnóstico muito parecido, em especial sobre os sintomas que o contaminado sente. A forma de adquirir cada doença muda, tendo em vista que a dengue é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, enquanto a leptospirose tem a base da sua propagação na urina de ratos contaminados com a própria doença, algo que se torna mais perigoso em casos de enchente.

Em relação aos sintomas semelhantes, estão inclusos a febre alta, dores na cabeça, náuseas e vômitos, além da falta de apetite. Apesar da alta quantidade de igualdades, alguns sintomas são cruciais para diferenciar as duas situações.

A dengue, quando está em um grau avançado, pode causar algumas manchas vermelhas no corpo e a diminuição de plaquetas, que resultam em sangramentos nas mucosas. As dores nas articulações e atrás dos olhos também são sintomas da doença transmitida pela fêmea do mosquito aedes aegypti.

Enquanto isso, como sintomas diferentes da dengue, a leptospirose apresenta calafrios e dores musculares, com ênfase na panturrilha. Para ficar em alerta, a especialista Emy Akiyama Gouveia, infectologista do Hospital Albert Einstein, diz que a leptospirose pode contaminar a partir da ingestão de alimentos contaminados pela água advinda da enchente, que pode estar com a doença.


Vídeo do canal “Luz, Câmera e Ciência USP” sobre leptospirose (Vídeo: reprodução/Luz, Câmera e Ciência USP)

Cuidados e diagnósticos

Para prevenir-se das doenças citadas, é importante que além dos cuidados com a água e sua limpeza, sempre procurar um diagnóstico correto e confiável.

A leptospirose é diagnosticada a partir da coleta de sangue para que o examinador avalie a presença de anticorpos no paciente. Já a dengue, o principal instrumento de análise é o próprio quadro clínico do indivíduo, tendo como complemento em alguns casos, a solicitação de exames de laboratório.

Lembrando que em alguns casos, tanto a dengue quanto a leptospirose podem ser assintomáticas ou de sintomas extremamente leves, o que pode mudar algo nas recomendações de tratamento de ambas.

Saúde é a principal preocupação dos brasileiros segundo pesquisa

O percentual de pessoas que tem se preocupado com o assunto saúde é o maior desde o fim da pandemia de Covid-19 em 2021. Epidemia de dengue é a responsável pela preocupação da sociedade.

Informações da pesquisa

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, a saúde coletiva se tornou uma das maiores angústias da população. No mês de abril, 42% indicaram que o assunto ainda é um desafio para o Brasil, percentual que era de 37% em março. O Instituto Ipsos realiza a pesquisa em 29 países e o Brasil é o país que possui o dobro das menções globais à saúde.

Essa aflição com o tema aumentou nos últimos meses devido aos altos casos de dengue no país, que já resultaram em 1.792 mortes confirmadas segundo dados do Ministério da Saúde. Em outro levantamento divulgado pelo Ipec, 42% da população avaliou o governo Lula como ruim ou péssimo e 29% considerou como bom ou ótimo. Apenas segurança pública e combate à inflação possuem avaliações tão negativas.


Saúde tem sido preocupação alarmante por brasileiros (foto: reprodução/Joao Paulo Burini/Getty Images Embed)


Além disso, Marcos Caliari, CEO da Ipsos, destaca que, pela segunda vez desde que Lula foi eleito, 53% da sociedade acredita que o país esteja na direção errada enquanto outros 47% enxergam que o país está no rumo certo.

Isso só havia acontecido em dezembro de 2023, quando o rumo errado atingiu 51% e depois voltou a cair

Marcos Caliari

Caliari ainda acrescentou que recuo de 4 pontos percentuais das pessoas que demonstra a situação negativa em que o governo atual se encontra na visão da população brasileira.

Preocupações

Desde o final de 2023, crimes e segurança foram umas das maiores angústias da população brasileira, sendo esta última mencionada por 44% em uma pesquisa recente. Como consequência, Brasil mudou de sexta para oitava posição no ranking de países que tentam combater a violência. O país foi superado por Argentina (45%) e Colômbia (41%).

Um terceiro tema que preocupa 37% dos brasileiros é a pobreza e desigualdade social. Essa preocupação é comumente manisfestada pela Indonésia, onde 48% afirma que esse assunto é um vião no país.

No entanto, 34% da população global acredita que a inflação seja a maior das angústias. Para os argentinos, americanos e brasileiros, essa também uma questão crucial. Apenas Hungria e Canadá desmonstraram preocupação maior com a saúde em relação ao Brasil, respectivamente, em 65% e 46%.

Todos os dados desse levantamento foram coletados pela pesquisa What Worries The World realizado em 25.302 pessoas de 29 países, no período entre 22 de março a 5 de abril. No Brasil, a pesquisa contou com mil pessoas entre 16 e 74 anos. O levantameno ainda afirma que a amostra corresponde a pessoa que estão concentradas nos centros urbanos, com maior poder aquisitivo e elevado nível educacional.

As diferenças entre Dengue, Covid, Influenza e Rotavírus

Atualmente o Brasil vem enfrentando uma epidemia de dengue e, desde janeiro, já foram registados cerca de 3,5 Milhões de possíveis casos e mais de 1,6 mil mortes confirmadas pela doença. Os sintomas são semelhantes a doenças respiratórias e com a chegada do outono, é importante saber diferenciar o para o diagnóstico.  

Conheça os sintomas

É fundamental fazer a distinção entre Dengue, Covid, Rotavírus, mesmo que possuam traços em comum, existem ncaracterísticas divergentes entre elas que permitem o descobrimento de qual enfermidade se trata. 

De acordo com a infectologista do Hospital Sírio-Libanês, Mirian Dal Ben, é necessário exame para evitar um tratamento incorreto. 

“Covid e influenza costumam dar tosse, o nariz entupido, que dengue e rotavírus não dão. Às vezes, influenza pode dar diarreia, Covid também. Mas um quadro muito mais importante de diarreia, a gente acaba pensando mais em rotavírus ou dengue. Mas, no final das contas, a gente acaba fazendo exames mesmo pra poder diferenciar uma coisa da outra”, explica a infectologista. 


Hospital Sírio Libanês(Foto/reprodução/Sírio-Libanês/Site Oficial)

Conforme o ministério da saúde, confira abaixo os principais sintomas das doenças:

Covid-19:

  • Tosse 
  • Dor de garganta 
  • Coriza 
  • Perda de paladar 
  • Diarreia 
  • Dor abdominal 
  • Febre 
  • Calafrios 
  • Dor muscular 
  • Cansaço 
  • Dor de Cabeça 

Sintomas de dengue: 

  • Dor abdominal 
  • Vômitos persistentes 
  • Febre alta (39°C a 40°C) 
  • Dor de cabeça 
  • Dor muscular 
  • Dor atrás dos olhos 
  • Mal-estar 
  • Manchas vermelhas 

Sintomas Influenza: 

  • Tosse 
  • Dor no corpo 
  • Dor de cabeça 
  • Febre 
  • Dor de garganta 

Sintomas Rotavírus: 

  • Diarreia 
  • Febre 
  • Desidratação 

Grupos de risco

Tais doenças podem afetar todos os grupos etários, porém algumas faixas de idade estão mais vulneráreis e podem obter casos graves de infecção e complicações, entre elas idosos e crianças e gestantes. 


Vacina da Dengue (Foto/reprodução/CNN)

“Pacientes imunossuprimidos com algum problema na imunidade, idosos, crianças pequenas, principalmente menores de 2 anos, sempre são grupo de risco pra qualquer dessas quatro doenças. E tem alguns grupos de risco específicos, então, a gente sabe, por exemplo, que pacientes obesos, gestantes, são grupo de risco pra influenza e pra Covid, dengue também, gestantes é um grupo de risco. Então, obesidade, principalmente pra influenza e Covid, tabagistas também, mas, no geral, o grupo de risco comum pra elas todas são idosos, imunocomprometidos e crianças pequenas, pessoas com comorbidades”, informa Mirian.

 Identificar os sintomas de cada doença pode auxiliar no processo de tratamento, porém a confirmação é feita somente através de exames médicos. 

Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacinação da dengue com doses próximas ao vencimento


O Ministério da Saúde adotou nesta quinta-feira (16), uma estratégia para o aproveitamento das vacinas de dengue que estão próximas ao vencimento. A Câmara Técnica de Imunizações tomou a decisão de liberar a ampliação das faixas etárias para a vacina da dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios que têm um número alto de doses para vencer em 30 de abril.

Expansão da faixa etária

As vacinas, que têm validade próxima, agora poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos, o que pode variar com o critério do município. Os imunizantes fazem parte de uma doação feita ao Brasil em fevereiro.

 O objetivo dessa estratégia é reduzir a perda de doses com vencimento próximo somente para esse grupo, com vencimento no final do mês de abril. Segundo o Ministério da Saúde, essa medida é temporária e é restrita para os lotes de Qdenga que se enquadrem no requisito.


Faixa etária é ampliada pelo Ministério de Saúde (Foto: reprodução/Youtube/ Band Jornalismo)

Baixa adesão

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, revelou pouco tempo antes da publicação da nova medida que já havia um Plano B em curso que buscava redistribuir as doses para 154 novos municípios.


Ministra da Saúde comenta baixa adesão de vacinas da dengue (Foto: reprodução/Youtube/ Rede TVT)

Já estamos fazendo a redistribuição, mas, se não houvesse um negacionismo às vacinas, certamente as famílias estariam levando suas crianças e jovens para serem vacinados. Esse é o ponto fundamental que eu queria colocar“, reforçou a ministra ao participar da reunião da Comissão de Assuntos Sociais no Senado.

A baixa adesão foi o que fez com que as doses estocadas nos municípios chegassem próximo da data de validade, portanto, a estratégia de expansão visou diminuir a perda de imunizantes nesses municípios onde há excesso de doses.

Medida temporária

Além de esclarecer que o público que decidir por se vacinar nesta antecipação terá a segunda dose garantida, o ministério reforçou que ainda deverá ser priorizada a faixa etária de 10 a 14 anos – público-alvo o qual as doses estão liberadas desde março.

Também foi pedido que a comunicação sobre a vacinação e sobre a estratégia em si seja intensificada nos estados e municípios a fim de atrair o público para a imunização.