Após críticas de Elon Musk, Trump diz que pode deportá-lo

Ao ser indagado por um repórter nesta terça-feira (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que pode deportar Elon Musk, seu antigo aliado político. O presidente disse ser necessário verificar e, se preciso, colocar o DOGE contra Musk. O DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, tem por objetivo controlar os gastos do governo, e assim que tomou posse do país, Trump anunciou com felicidade o papel de Musk em seu governo.


Trump ameaça deportar Elon Musk após críticas ao seu governo (Vídeo: reprodução/X/@sputnik_brasil)

Trump falou com a imprensa antes de ir para a inauguração de um centro de detenção remoto para imigrantes na Flórida, intitulado “Alcatraz do Jacaré”, ao mesmo tempo em que cobra parlamentares para apresente um extenso projeto de lei cujo objetivo seja aumentar as deportações no país.

Desavenças entre Trump e Elon Musk

No dia 30 de maio, Musk deixou a presidência do DOGE de forma amigável, com Trump elogiando o bilionário e vice-versa. Em contrapartida, desde então eles vem trocando indiretas e farpas nas redes sociais.

Trump estava pressionando o Congresso dos Estados Unidos para que um projeto de lei a respeito de cortes de gastos, energia, fronteira e impostos fosse aprovado. O projeto foi altamente criticado por Musk, tendo chamando-o de “abominação”, e tendo falado mais de uma vez os malefícios de sua aprovação, como o aumento do “déficit orçamentário” e do trabalho da equipe que comandou durante o período que presidiou enquanto presidiava o DOGE.

Ao ser perguntado sobre o dono da Tesla por repórteres ao receber o chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca, o presidente dos EUA comentou estar muito decepcionado com ele, e que não sabia se o relacionamento que tinham seria mantido. Segundo Trump, Elon tinha conhecimento do projeto e não tinha problema algum com ele antes de sair do governo estadunidense.

Em resposta, Elon desmentiu Donald, afirmou que nunca viu o projeto e também que, se não fosse por ele, Trump nunca teria sido eleito o presidente dos Estados Unidos.

Deportação de Elon Musk

O dono do X (antigo Twitter) se tornou um cidadão estadunidense no início dos anos 2000, tendo nascido em Pretória, uma das três capitais oficias da África do Sul.

Depois de Elon Musk ter feito novas críticas ao projeto de lei de corte de impostos e gastos, além de ter garantido que puniria os parlamentares que apoiassem o projeto, Trump informou que poderia cortar recursos para a Tesla, declarando que talvez o bilionário receba mais subsídios que o necessário.

Segundo aliados, uma reconciliação entre o presidente e o CEO é pouco provável e não deve ser esperada.

Musk x Trump: empresário afirma que não se responsabiliza pelas ações do governo norte-americano

Nesta última sexta-feira (30), Elon Musk, um dos principais conselheiros de Donald Trump neste novo mandato, deixou formalmente o seu cargo no DOGE (Departamento de Eficiência Governamental). Ele já havia anunciado sua saída no dia 28 de maio, que foi apenas oficializada na sexta, em um evento na Casa Branca.

Dias antes de sua saída formal, o empresário foi entrevistado pela CBS News e expressou suas opiniões sobre o pacote orçamentário defendido por Trump no Congresso e sua decepção com outras ações do presidente.

O que Musk disse na entrevista

Ao ser questionado sobre a existência de alguma discordância com as propostas do presidente estadunidense, o bilionário afirmou que apoia grande parte das ações do governo, mas que há algumas divergências. Ainda, Musk disse não se responsabilizar “por tudo o que este governo está fazendo.”

Apesar das opiniões diferentes, o dono do comentou que estava “preso em um dilema” sobre publicar ou não suas discordâncias. Para ele, ao tornar público o que discorda, seria criado um ponto de tensão no seu relacionamento com Trump.

Além disso, o empresário considerou que as críticas à sua gestão no DOGE são “injustas” e exaltou o trabalho realizado por ele e sua equipe no departamento.


Saiba mais sobre a saída de Musk do governo Trump no podcast “Café da Manhã” (Áudio: reprodução/Spotify/Café da Manhã)

Como era o cargo do empresário na gestão Trump?

Durante as eleições de 2024, Musk se tornou um dos principais aliados e financiadores de Trump. Com o início do mandato, o empresário assumiu o cargo de assessor especial e coordenador do DOGE, com um limite de 130 dias para trabalhar. Sua responsabilidade era a de cortar gastos federais e uma de suas principais ações foi a demissão de centenas de funcionários públicos. Essa decisão recebeu inúmeras críticas e ocasionou uma série de ações judiciais, que ainda estão em andamento.

Na mesma entrevista para a CBS, Musk criticou o “grande e belo projeto de lei” orçamentário que Trump planeja implementar. Segundo ele, tal proposta “aumenta o déficit orçamentário, não apenas o reduz”, além de minar o trabalho feito até agora no DOGE.

Nesta terça-feira (3), o bilionário publicou em sua rede social X que já não “aguentava mais […] Este projeto de lei de gastos do Congresso, enorme, escandaloso e eleitoreiro, é uma abominação repugnante. Os que votaram a favor deveriam sentir vergonha: sabem que erraram. Eles sabem.


Publicação de Elon Musk em sua rede social X, antigo Twitter, sobre o projeto orçamentário de Trump (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A saída de Musk do governo Trump ocasionou um aumento de 2% nas ações da Tesla, empresa do qual ele também é dono. Sua aproximação com o presidente e suas ações frente ao DOGE geraram protestos contra a montadora de carros, afastando consumidores e acionistas. As ações da empresa já acumulam uma queda de 11% no ano de 2025. 

Matéria por Isabela Sanches, réplica do Lorena R7

Elon Musk deixa Conselho Consultivo do Governo Trump

O empresário Elon Musk comunicou em suas redes sociais na data de ontem, quarta-feira (28), sua saída do governo de Donald Trump. Musk ocupava o cargo de Conselheiro Sênior da Casa Branca desde janeiro deste ano (2025), liderando o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). 

De acordo com as informações, o prazo para o empresário permanecer no cargo foi acordado em 130 dias a partir de sua posse. Pela contagem, a data limite seria na próxima sexta-feira (30). No entanto, Elon Musk, antecipou sua saída em dois dias. Especula-se que o motivo deve-se à divergências de opiniões entre o empresário e o presidente Donald Trump.

Liderança de Musk no DOGE


O DOGE foi criado pelo presidente americano Donald Trump visando o corte de gastos, segundo ele, desnecessários que oneravam a dívida pública do país. A princípio, a projeção de diminuição nos gastos estava orçada em US$ 2 trilhões. Com o passar do tempo esta expectativa caiu para US$ 150 bilhões. Valor que Musk declara ter economizado, o qual é questionado por alguns especialistas. 

Ao anunciar a saída do cargo ocupado no departamento, Elon Musk foi objetivo em suas palavras. Agradeceu o presidente americano Donald Trump pela oportunidade que lhe foi concedida, fez votos de que o departamento se fortaleça com o tempo e que se torne um modo de vida dentro do governo.


Comunicado sobre a saída de Elon Musk do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

À frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), o empresário enfrentou críticas sobre sua política de reformulação nos cortes de gastos públicos. Além de resistência, sobretudo por parte de funcionários federais, Musk teve que lidar com ações judiciais e decisões que bloquearam suas iniciativas.

Entre as medidas de austeridade adotadas por Elon Musk, a demissão e suspensão de funcionários públicos em massa, o corte em ajuda humanitária e a exigência ao acesso à informações privadas de milhões de estadunidenses, foram as que geraram mais críticas. Culminando em uma divisão na opinião pública entre apoiadores e opositores de suas políticas orçamentárias. 

Conforme informações, calcula-se que pelo menos 260 mil funcionários do governo dos EUA tenham sido demitidos durante a gestão de Musk à frente do DOGE. Seja através de acordos ou demissão direta. O que gerou revolta e boicote de milhares de americanos à empresa Tesla, da qual Elon Musk é diretor executivo. Ao passo que, vandalismos contra a empresa, passou a ser tratado como “terrorismo doméstico” por parte das autoridades do país. 

Críticas a Trump

Apesar da saída de Elon Musk do governo de Donald Trump está prevista para esta semana, especula-se que o motivo ocorreu pelos desentendimentos entre Musk e Trump sobre a guerra tarifária, comercial e fiscal desencadeada pelo presidente americano. 

Em uma entrevista à CBS, uma das principais redes de televisão americana, o empresário se mostrou decepcionado com as políticas adotadas por Trump, uma vez que teriam impacto significativo nas políticas desenvolvidas pelo Departamento de Eficiência Governamental, gerando conflito de interesses. Além de desaprovar o “Projeto Grande e Belo” idealizado pelo governo Trump.


Publicação sobre críticas de Elon Musk a algumas políticas adotadas por Donald Trump (Foto: reprodução/Instagram/@washingtonpost)


Elon Musk, agora ex-líder do Departamento Consultivo do Governo Trump também é diretor executivo da SpaceX e da Tesla. Além de proprietário da rede social X, antigo Twitter. Por esse motivo, segundo o próprio empresário, a partir de agora voltará suas atenções para as empresas das quais faz parte e trabalhará ininterruptamente em uma escala de sete dias por semanas e 24 horas por dia.

Casa Branca desmente rumores da saída de Musk do governo Trump

A Casa Branca desmentiu nesta quarta-feira (2/4) os rumores da saída de Elon Musk do governo de Donald Trump. Em comunicado, a porta-voz, Karoline Leavitt, afirmou que o bilionário da tecnologia continuará no cargo. Ele seguirá com sua missão de cortar os gastos governamentais e enxugar a força de trabalho federal. 

Anteriormente, fontes da rede de televisão ABC informaram que o presidente Trump teria dito a membros de seu gabinete que Musk deixaria o governo em breve e voltaria ao setor privado.   

Missão de Musk no governo Trump

Entretanto, o site oficial do DOGE estima que economizou US$140 bilhões para os contribuintes dos EUA até 2 de abril, alcançando esse valor através de cortes na força de trabalho, vendas de ativos e cancelamentos de contratos. Apesar disso, o montante ainda está longe da meta de US$1 trilhão estabelecida por Musk. 

No entanto, faltam evidências para sustentar as economias declaradas, e os cálculos disponíveis no site apresentam erros e correções frequentes. Além disso, o site do Departamento é a fonte oficial de informações sobre suas atividades. 

 O mandato de Musk como secretário do DOGE vai até 4 de julho de 2026. 


Donald Trump fala da importância de Elon Musk para os EUA (Foto: reprodução/X/@teslaownersSV)

Avaliação dos americanos a gestão de Musk

Mais cedo, uma pesquisa revelou que 58% dos entrevistados desaprovam a gestão de Musk à frente do departamento. Além disso, apenas 41% aprovam sua liderança, atingindo a menor taxa desde o início do novo mandato de Trump, em janeiro de 2025.  

Em entrevista recente à Fox News, Musk já havia admitido essa rejeição e que sua presença no governo Trump afeta suas empresas. E ainda relembrou os ataques à Tesla e à queda de ações de sua companhia.

Demissões e o reflexo na rejeição

Em todo o país, os americanos prejudicados pelas políticas de corte do governo veem ligação direta entre as demissões dos últimos meses e a gestão de Elon Musk. 

 Cerca de 200.000 funcionários perderam seus empregos, foram indicados para demissão ou optaram por saídas voluntárias.  

Além disso, vários esforços do DOGE acabaram sendo alvo de processos judiciais. Como resultado das ações impopulares de Musk à frente do departamento, concessionárias da Tesla vêm sofrendo atos de vandalismo nos Estados Unidos e em outros países. Por fim, um protesto contra a política de cortes e a agenda de Trump está programado para este sábado (5/4). 

EUA têm aumento nos pedidos de auxílio-desemprego semanais

Na semana passada, o número de estadunidenses que solicitaram o auxílio-desemprego cresceu moderadamente, podendo indicar que o mercado de trabalho manteve-se estável. Todavia, o país vem passando por uma época difícil desde que Donald Trump tomou posse do poder, por conta das tensões comerciais que vem causando, além dos profundos cortes nos gastos do governo.

Segundo dados desta quinta-feira (20) do Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais do auxílio aumentaram em 2 mil, totalizando 223 mil em dado com ajuste sazonal, considerando a semana que se encerrou no sábado, dia 15. A Reuters consultou alguns economistas, os quais previam 224 mil pedidos para a mesma semana.

Com as demissões ainda em baixa escala, e diversas contratações ocorrendo, os pedidos variam, neste ano, na faixa de 203 a 242 mil.


Estados Unidos veem alta no pedido de auxílio-desemprego (Vídeo: Reprodução/X/@ForbesBR)

Auxílio-desemprego e programa de apoio ao desempregado

Segundo o UFCE, programa de apoio ao desemprego para funcionários federais, houve pouco impacto na demissão de funcionários públicos pelo governo de Trump. Os dados do programa foram informados com uma semana de atraso.

Analistas confirmaram que determinadas decisões do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), do bilionário Elon Musk, dificultam a solicitação de seguro-desemprego para alguns dos trabalhadores demitidos.

O governo admitiu em um processo judicial que 25 mil trabalhadores recém-contratados perderam os seus empregos. Foi determinado por um juiz que tais demissões eram ilegais, o que fez com que eles fossem reintegrados, tendo sido inseridos em uma licença administrativa, num primeiro momento, temporariamente.

Empresas prejudicadas pelo governo Trump

Diversas empresas tiveram a confiança abalada devido à ação de tarifas de Trump, dificultando o planejamento por conta da instabilidade desta política, comentam especialistas.

Ainda na incerteza que cerca a economia estadunidense, nesta quarta-feira (19), o Federal Reserve conversou a sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50%. Entretanto, as autoridades do banco central dos Estados Unidos apontaram uma redução de custos de empréstimos, até o final do ano, em meio ponto percentual.

Trump aponta Elon Musk como chefe do Departamento de Eficiência Governamental

O recém-eleito presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (12), que o bilionário da Tesla, Elon Musk, fará parte do Departamento de Eficiência Governamental durante seu mandato. Musk irá chefiar o departamento ao lado do empresário Vivek Ramaswamy, que foi candidato nas primárias republicanas para poder concorrer à presidência.

Trump cumpre promessa

O republicano prometeu a Elon Musk, um de seus maiores apoiadores durante a campanha, que o colocaria nessa comissão de eficiência governamental se assumisse o cargo. O comunicado desta semana tornou a promessa em algo oficial. A missão de Musk, nas palavras de Trump, será de “desmantelar a burocracia governamental, cortar regulamentações excessivas, cortar gastos desnecessários e reestruturar as agências federais”. 

Trump disse ainda que o departamento irá fornecer conselhos e orientações externas do governo, auxiliando a Casa Branca e o Escritório de Administração e Orçamento a impulsionar reformas em larga escala. Musk foi à rede social X para se pronunciar sobre seu novo cargo, prometendo transparência completa e que ouvirá o que os cidadãos querem.


Elon Musk disse que este é apenas o início de suas ambições no mundo da política (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images embed)


Em seu post, Musk afirma que sempre que a população achar que algo importante ou desnecessário está sendo cortado, basta comunicá-los que o departamento tomará providências. De acordo com a Associated Press, Musk doou cerca de 200 milhões de dólares à campanha de Trump e as empresas do bilionário, a SpaceX e a Tesla, possuem contratos milionários com o governo americano. Por conta disso, críticos apontam para eventual conflito de interesses, já que Elon Musk tem agora acesso aos gastos federais.

Musk prometeu um corte de US$2 trilhões, o que pode trazer “dificuldades temporárias” à nação. O empresário também deve pressionar o presidente por um relaxamento da regulamentação sobre as criptomoedas e a inteligência artificial, áreas nas quais Musk investiu fortemente. 

Em transmissão feita em 5 de novembro, data da eleição americana, Musk comunicou aos seus seguidores que esse era apenas o começo de seus interesses políticos. A ideia de ter o empresário assumindo o “DOGE”, como os apoiadores de Trump chamam o Departamento de Eficiência Governamental, é de realizar cortes cirúrgicos no governo, igual aos que Musk fez ao comprar a rede social Twitter, que foi renomeada de X.

O parceiro de Musk na agência

Elon Musk trabalhará diretamente com Vivek Ramaswamy, que foi chamado de “Novo Trump” durante as primárias republicanas, que decidem quem será o candidato do Partido a concorrer à presidência. Ramaswamy é um bilionário que trabalha no setor de biotecnologia e é filho de imigrantes indianos. O empresário segue pontos da cartilha da extrema direita e diz que todos os imigrantes ilegais devem ser deportados do país.


O bilionário Vivek Ramaswamy compartilha os mesmos ideias de Trump em relação à imigração irregular (Foto: reprodução/ David Dee Delgado/Getty Images embed)


Musk já iniciou os trabalhos ao lado de Howard Lutnick, o copresidente da equipe de transição de Donald Trump. Ele é considerado um dos principais nomes para assumir o cargo de Secretário do Tesouro. Trump diz esperar que a parceria dos bilionários traga um choque de gestão ao governo e a expectativa é que ambos concluam seus trabalhos na agência até 4 de julho de 2026.

Trump se diz ainda ansioso para ver Elon Musk e Vivek Ramaswamy realizando mudanças na burocracia federal, focando na eficiência e na melhoria da vida de cidadãos americanos. O presidente chamou o “DOGE” de o potencial “Projeto Manhattan” dos tempos atuais. Lembrando que esse projeto foi o responsável pelo desenvolvimento da primeira bomba atômica nas mãos de cientistas como Oppenheimer, durante o período da Segunda Guerra Mundial.  Apesar do comunicado, ainda não está claro como a agência será financiada nem como funcionará.