Trump reposiciona submarinos após ameaça de Medvedev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1), que ordenou o reposicionamento de dois submarinos nucleares em “regiões apropriadas”, em resposta a declarações do ex‑presidente russo Dmitry Medvedev, hoje vice‑presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Medvedev havia criticado duramente ultimatos de Trump e alertado que a postura norte-americana poderia aproximar os países de uma guerra nuclear.

Troca de farpas entre Trump e Medvedev

Na quinta-feira (31), Medvedev declarou que Trump estaria brincando com um “jogo de ultimatos”, referindo‑se à redução de prazo para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia de 50 para 10 dias, classificando isso como provocador. O ex-presidente russo também mencionou o sistema nuclear “Dead Hand”, símbolo da dissuasão soviética. Em reação, Trump postou em sua rede social: “Ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares … caso essas declarações tolas e inflamatórias sejam mais que apenas isso” e afirmou que “palavras são muito importantes e podem levar a consequências indesejadas”.

Fontes oficiais confirmaram que a ação representa um gesto de força diplomática, mesmo sem revelar localização ou tipo exato de submarino. A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Moscou.

Panorama das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

Enquanto esse atrito verbal se intensifica, as negociações de paz continuam estagnadas. Desde maio, delegações russas e ucranianas realizaram três rodadas de conversas em Istambul, mas não avançaram em temas críticos como cessar-fogo ou cessão territorial. A Rússia exige que a Ucrânia se retire de quatro regiões parcialmente ocupadas e aceite outras condições consideradas inaceitáveis por Kiev. O presidente russo Vladimir Putin afirmou desejar uma “paz estável e duradoura”, mas sem indicar disposição para concessões.

Donald Trump, por sua vez, estabeleceu um prazo até 8 de agosto para que um acordo seja firmado, sob ameaça de novas sanções e tarifas severas aos países que mantiverem apoio econômico à Rússia.

Intensificação do conflito e ameaças de retaliação

Sem avanços diplomáticos, a guerra segue intensa. Ataques aéreos e com drones russos têm atingido áreas civis, inclusive Kyiv, causando dezenas de mortes em bombardeios recentes. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou o apoio à mediação internacional e se mostrou aberto a negociações diretas com Putin, em linha com a proposta de Trump.


Equipes de resgate buscam vítimas após ataque com drones e mísseis russos a Kyiv, que deixou ao menos seis mortos e dezenas de feridos (Foto: reprodução/Yevhenii Zavhorodnii/Getty Images embed)


Enquanto isso, o governo norte-americano anunciou o envio do enviado especial Steve Witkoff para tentar destravar as conversas de paz. Paralelamente, Trump ameaçou impor tarifas de até 100% a países que continuem comprando energia russa, endurecendo ainda mais sua postura diante da estagnação nas negociações.

Clima de Tensão

A escalada verbal entre Trump e Medvedev, incluindo a sinalização nuclear através do reposicionamento de submarinos, reflete um momento tenso nas relações entre Estados Unidos e Rússia. Ao mesmo tempo, as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia permanecem emperradas, com exigências consideradas inaceitáveis e ofensivas militares em curso. A combinação de diplomacia tensa, ameaças econômicas e movimento estratégico militar aponta para um impasse perigoso — cujas consequências podem ser graves se não houver avanços concretos nos próximos dias.

Trump diz estar “aberto a negociações” com Lula enquanto impõe tarifaço de 50% ao Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a repórteres no jardim da Casa Branca, nesta sexta-feira (1), que está aberto a negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele pode falar comigo quando quiser”, disse Trump, acrescentando ainda que ama o Brasil. A fala acontece no mesmo dia em que entrou em vigor o chamado “tarifaço” sobre produtos brasileiros, com alíquotas que chegam a 50%.

Interesses diplomáticos e possibilidade de diálogo

Trump respondeu a uma pergunta de uma repórter da TV Globo sobre um possível diálogo com Lula e aproveitou para criticar a condução atual do governo brasileiro. “As pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”, afirmou o presidente norte-americano. A declaração foi interpretada como uma possível interferência nos assuntos internos do Brasil, embora o tom de abertura para o diálogo com o presidente Lula sugira uma tentativa de manter canais diplomáticos ativos.

Impactos globais e o “tarifaço” no Brasil

Também nesta sexta-feira, os Estados Unidos oficializaram a aplicação de tarifas adicionais que impactam diretamente a economia brasileira. Com o novo pacote, produtos brasileiros passaram a ser taxados em até 50% na entrada do mercado americano. A medida é parte de um movimento mais amplo do governo Trump, que aumentou tarifas de importação sobre mais de 60 países, sob o argumento de proteger a indústria nacional e reequilibrar a balança comercial.

No caso do Brasil, itens como café, carne e aço estão entre os mais afetados. Algumas exceções foram mantidas, como aeronaves, suco de laranja e fontes de energia, que ficaram isentos da sobretaxa. Ainda assim, o impacto sobre a economia brasileira deve ser significativo, especialmente no setor agroindustrial.

Reações brasileiras e cenário político

O governo brasileiro já encaminhou uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) e estuda medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial. Internamente, a notícia provocou protestos nas ruas e nas redes sociais, impulsionando manifestações digitais conhecidas como “vampetaço”, meme que se tornou viral feito em alusão à insatisfação com a postura americana. Analistas indicam que o Brasil precisará agir com firmeza, mas também com diplomacia, para evitar o agravamento das tensões bilaterais.


Manifestantes com máscaras de Trump e Bolsonaro protestam na rua 25 de Março contra o tarifaço dos EUA (Foto: reprodução/Nelson Almeida/AFP/Getty Images Embed)


Contradições

A fala de Trump, embora cordial em tom, ocorre em um momento de forte tensão econômica entre os dois países. O convite ao diálogo com Lula contrasta com a imposição de tarifas severas, e aparentemente arbitrárias, revelando uma diplomacia contraditória. Resta ao Brasil equilibrar firmeza e diplomacia para proteger seus interesses e buscar soluções multilaterais diante da nova política comercial dos Estados Unidos.

Trump pressiona farmacêuticas a baixar preços e ameaça com represálias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta quinta-feira (31) que grandes empresas farmacêuticas podem enfrentar punições se não reduzirem o preço dos medicamentos. O recado foi enviado em cartas a 17 companhias do setor, divulgadas por meio da sua rede social, a Truth Social.

Segundo Trump, as farmacêuticas têm 60 dias para colaborar com o governo americano e ajudar na implementação de mudanças que reduzam os custos dos remédios para os americanos. Caso contrário, ele afirmou que vai usar todos os recursos disponíveis para proteger a população dos “abusos nos preços”.

Ameaças tem como motivação a prática de preços nos EUA

Apesar da ameaça, Trump não especificou que tipo de punição poderá aplicar. No entanto, deixou claro que não aceitará mais respostas evasivas das empresas, que, segundo ele, “tentam desviar a responsabilidade” e propor mudanças que continuam favorecendo seus próprios lucros.


Carta escrita por Trump pontuando mudanças para a indústria farmacêutica (Foto: reprodução/X/@shamrock_490)


Em maio, Trump assinou um decreto para tentar reduzir o custo dos medicamentos, que estão entre os mais caros do mundo. De acordo com dados da Casa Branca, os americanos pagam, em média, mais do que o triplo do valor cobrado em países desenvolvidos por medicamentos semelhantes.

Mercado interno americano mais acessível seria uma das justificativas de Trump

Uma das medidas defendidas pelo presidente é a política de “nação mais favorecida”, que consiste em atrelar o preço dos medicamentos no país ao valor mais baixo cobrado por eles no exterior. Agora, Trump quer que essa política também se aplique aos remédios usados por idosos atendidos pelo Medicaid e a novos medicamentos que forem lançados.

Essa postura de enfrentamento com a indústria farmacêutica se soma às recentes ações econômicas do governo, como o tarifaço imposto a países com quem os Estados Unidos têm déficits comerciais. Clima da economia interna dos Estados Unidos tem sido conturbado com os impasses sobre as sansões que Trump está aplicando aos outros países. Ambas refletem a estratégia de Trump de usar pressão econômica para tentar corrigir distorções que, segundo ele, prejudicam os americanos.

Justiça e empresários dos EUA avaliam legalidade do tarifaço de Trump

Nos Estados Unidos, um tribunal de apelações em Washington analisou nesta quinta-feira (31), se as tarifas criadas por Donald Trump são legais. A audiência durou quase duas horas e contou com a participação de representantes de cinco pequenas empresas e 12 estados americanos que contestam os impostos sobre importações.

Essas tarifas foram anunciadas em abril e afetam produtos de diversos países, incluindo China, Canadá, México e até o Brasil. Os advogados dos empresários e estados argumentam que Trump usou de forma errada a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que não autoriza, segundo eles, a aplicação de tarifas tão amplas. Um dos juízes comentou que a lei nem sequer menciona a palavra “tarifa”.

Apesar disso, o governo defendeu que a medida foi necessária para proteger os Estados Unidos de riscos econômicos e até de segurança, como déficits comerciais e tráfico de drogas. A equipe de Trump afirmou que esses desequilíbrios prejudicam até mesmo a preparação militar do país.

A justiça americana questionou a legalidade das tarifas

Durante a audiência, uma juíza questionou a lógica do governo: ela disse que impor uma tarifa sobre o café, por exemplo, não resolveria um problema ligado às Forças Armadas.


Em discurso, Presidente da Reserva Federal Americana diz que valor dos produtos sancionados nas tarifas serão repassados ao consumidor (Foto: reprodução/X/@essenviews)


O grupo que entrou com a ação também ressaltou que o déficit comercial americano não é novidade e, por isso, não se trata de uma emergência.

A decisão final da Justiça pode levar semanas e, caso haja apelação, o caso pode chegar à Suprema Corte. Enquanto isso, Trump segue com a sua estratégia. Ele determinou que, a partir de sexta-feira (1), países com maior déficit comercial com os EUA pagarão tarifas mais altas.

Trump aplicou taxas para outros países também

O presidente também enviou cartas a quase 30 líderes de outros países avisando sobre as novas taxas, pressionando-os a fechar acordos comerciais melhores para os EUA. Até agora, nove acordos foram anunciados, mas alguns recuos também ocorreram.

O México, por exemplo, ganhou um prazo extra de 90 dias para evitar uma tarifa de 30%, após um telefonema entre Trump e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. Já a Coreia do Sul fechou um acordo na quarta-feira (30) para manter a tarifa em 25%.

Um novo decreto publicado na quinta-feira formalizou o tarifaço, incluindo países que ainda não chegaram a um entendimento com os EUA. O documento também altera algumas das tarifas anunciadas anteriormente, mas ainda não diz quando todas essas mudanças vão começar a valer.

Outro decreto elevou as tarifas sobre produtos canadenses, que passarão a pagar 35% a partir de sexta-feira (1).

Lula critica tarifas de Trump e diz que Brasil buscará novos mercados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em entrevista publicada nesta quarta-feira (30) pelo jornal norte-americano The New York Times, as tarifas comerciais de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo de Donald Trump anunciou a medida no início de julho, com previsão de entrada em vigor nesta sexta-feira (2).

Trump anunciou Tarifas

Lula afirmou que o líder norte-americano “não pode confundir briga política com negociação comercial” e sugeriu que está aberto ao diálogo, desde que seja no campo econômico. “Se ele quer uma briga política, vamos tratar como briga política. Se ele quiser falar sobre comércio, vamos sentar e discutir comércio”, disse o presidente brasileiro.


Donald Trump Presidente do EUA (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Trump havia anunciado as tarifas em carta enviada a Lula e publicada em sua própria rede social em 9 de julho. Na mensagem, o republicano justificou as medidas citando um suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil – que, na realidade, têm superávit na balança –, decisões judiciais consideradas desfavoráveis às big techs e o que chamou de “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O norte-americano chegou a afirmar que a situação de Bolsonaro precisa ser revertida “imediatamente”.

Questionado sobre as críticas, Lula disse não saber “o que Trump ouviu” sobre ele, mas garantiu que, caso os dois se encontrem, o republicano perceberá que ele é “20 vezes melhor” que Bolsonaro. O presidente brasileiro também afirmou que não vai “chorar sobre o leite derramado” caso as tarifas entrem em vigor.

Brasil vai buscar alternativas

Segundo Lula, o Brasil buscará alternativas para escoar seus produtos em outros mercados, destacando a China como principal parceiro comercial do país. “Se os Estados Unidos e a China querem ter uma guerra fria, não vamos aceitar isso. Não tenho preferência. Quero vender para quem quiser comprar e pagar mais”, declarou.

A crise comercial adiciona tensão às já delicadas relações diplomáticas entre Brasília e Washington. Enquanto Lula tenta preservar o diálogo, Trump endurece o discurso em ano eleitoral nos EUA, aproximando política externa de disputas ideológicas internas.

EUA e Coreia do Sul fecham acordo e reduzem tarifa para 15% após investimento bilionário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) a redução da tarifa sobre produtos importados da Coreia do Sul para 15%. À primeira vista, o ajuste acontece após um acordo em que a capital Seul se compromete a investir US$350 bilhões (R$1,93 trilhão) na economia americana, incluindo US$100 bilhões em compras de gás natural e outros produtos energéticos.

Portanto, a nova tarifa é menor que a alíquota inicial de 25% cogitada pela Casa Branca. Ainda assim, o acordo mantém a pressão comercial de Washington sobre parceiros estratégicos, mas busca contrapartidas financeiras expressivas para os Estados Unidos.

Setores beneficiados e impacto no Brasil

Além do pacto com a Coreia do Sul, os EUA divulgaram uma lista de exceções para o tarifaço aplicado a outros países. Então, no caso brasileiro, cerca de 700 itens foram isentos da nova taxa de 50%. Entre eles estão aeronaves da Embraer, produtos do setor agrícola e parte dos itens energéticos. A fabricante brasileira de aeronaves, que tem 45% de suas vendas de jatos comerciais para os EUA, registrou alta de 10% em suas ações após o anúncio.

Apesar das isenções, alguns especialistas avaliam que a tarifa impactará as exportações brasileiras de aço, alumínio e automóveis. Simultaneamente, o governo americano justifica a medida como parte da estratégia para fortalecer a indústria nacional e reduzir o déficit comercial, ampliando negociações bilaterais.


Coreia do Sul já se preparava para lidar com tarifas (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Tensões comerciais globais

Ainda assim, Trump tem enviado cartas a 25 países alertando sobre tarifas que podem variar entre 20% e 50%, caso não sejam firmados novos acordos até 1º de agosto. Anteriormente, a China chegou a anunciar o aumento das tarifas para 125% em produtos americanos, em resposta às tarifas impostas por Donald Trump. Já a União Europeia e a Coreia do Sul já conseguiram reduzir suas alíquotas com contrapartidas bilionárias.

O Itamaraty já levou o assunto das tarifas de Trump à reunião do Conselho Geral da Organização Mundial de Comércio (OMC) a fim de mudar a situação. Agora, o Brasil segue negociando para minimizar danos econômicos, enquanto a tensão tarifária traz à tona debates sobre protecionismo e cadeias globais de suprimentos.

Lula se reúne com STF após sanção dos EUA a Alexandre de Moraes

Nesta quarta-feira (30), Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, se reuniu com os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. A princípio, a reunião serviu para tratar das recentes sanções impostas pelo governo americano a Alexandre de Moraes. 

Após a oficialização da sanção feita contra Moraes, Lula e os ministros se encontraram à noite. A Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

A decisão do governo americano bloqueia eventuais bens de Moraes em território estadunidense. Além disso, suspende relações comerciais com empresas ligadas ao ministro. Poucas horas antes da reunião, o STF divulgou uma nota de solidariedade e destacou que todas as decisões de Moraes foram confirmadas pelo colegiado da Corte.

STF reage e defende soberania brasileira

Diante do cenário atual, a Suprema Corte afirmou que o seu papel constitucional continuará sendo exercido, bem como o papel de assegurar um julgamento legítimo aos implicados. Já o presidente Lula, repudiou a sanção e classificou como uma interferência inaceitável nos assuntos internos do Brasil. O presidente afirmou que a motivação política das medidas atenta contra a soberania nacional e compromete a relação histórica entre os dois países.


Brasil vê ligação entre tarifaço e sanção a Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Posteriormente, o presidente Lula afirmou que a justiça americana tem interferido contra um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil que está tentando fazer o seu papel. Moraes pretende deter um brasileiro que está em solo americano atentando contra seu próprio país. Ainda assim, Lula também afirmou que o Brasil vai defender não só o seu ministro, mas a Suprema Corte.

Conflito diplomático e repercussões políticas

A crise se intensificou após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusar Moraes de promover uma “caça às bruxas” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas. Paralelamente, Eduardo Bolsonaro admitiu participação em reuniões com autoridades norte-americanas para buscar sanções contra membros do governo brasileiro.

Além disso, o tarifaço que Trump aplicou ao Brasil tem sido assunto recorrente no parlamento brasileiro. O presidente Lula indicou estar aberto a dialogar diretamente com Donald Trump para tratar do assunto sobre mercadorias brasileiras, mas condicionou o encontro a garantias diplomáticas. O Planalto avalia que não só o tarifaço, mas as sanções contra Alexandre de Moraes, podem afetar acordos comerciais e o cenário político interno.

Copa do Mundo 2026: Estados Unidos pode barrar visto de brasileiros

O visto de torcedores brasileiros pode ser negado pelo governo dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, que será distribuída no território norte-americano, México e Canadá. Essa possibilidade tem sido analisada por especialistas com a tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil. 

Análises sobre a possibilidade 

Segundo o analista internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, os torcedores brasileiros podem ser afetados com a situação diplomática entre os dois países. 

Para Sant’Anna, o presidente Donald Trump estuda banir o visto de brasileiros antes do período da Copa, onde o número de turistas estrangeiros irá aumentar por conta dos jogos. Essa medida seria uma estratégia de Trump para causar impacto negativo no governo atual do país, como o tarifaço que entrará em vigor a partir do dia 1 de agosto. 

Mesmo com os estudos dessa possibilidade, senadores brasileiros já enfrentaram problemas com os seus vistos na missão em Washington essa semana, para negociar o tarifaço de Trump. 

O Brasil no torneio

O presidente interino da Fifa, Gianni Infantino, é aliado político de Donald Trump. Os Estados Unidos irão sediar a Copa do Mundo em 2026 e terá o formato com 48 seleções pela primeira vez, incluindo o Brasil que garantiu a sua vaga para a competição.  

Apesar dessa relação estreita com Trump, Gianni garantiu que os torcedores internacionais serão bem-vindos no evento. O vice-presidente norte-americano, entretanto, reforçou que após o fim do torneio os torcedores estrangeiros deveriam voltar para casa. 


Donald Trump compareceu a final da Copa do Mundo de Clubes, que também foi sediada nos Estados Unidos, nesse mês de julho (Foto: reprodução/ Emilee Chinn/FIFA/Getty Images Embed).


A Fifa e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) optaram por não se pronunciar sobre o assunto no momento. Porém, a CBF está ciente das possibilidades e vai aguardar os desdobramentos para de fato tomar uma ação.  

O objetivo é defender o interesse dos torcedores brasileiros, uma vez que a seleção brasileira é a única a participar de todas as edições do torneio e estudam realizar reuniões com o Governo brasileiro para resolver a situação dos torcedores brasileiros de forma diplomática com o governo norte-americano. 

Além da Copa do Mundo, os Estados Unidos serão sede dos Jogos Olímpicos em 2028, na cidade de Los Angeles. Esse torneio também será sob o governo de Donald Trump. 

Trump cogita perdão presidencial a P. Diddy, diz tabloide americano

O portal Deadline revelou nesta quarta-feira (30) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pensa “seriamente” em conceder um indulto presidencial a Sean John Combs, nome de batismo do rapper e empresário fonográfico P. Diddy. Na prática, a ação de Trump lhe livraria das acusações sexuais a que foi condenado, impedindo até 20 anos de prisão.

Relação Trump-Diddy é antiga

Combs é um poderoso empresário da indústria musical de Los Angeles, conhecido por festas extravagantes em mansões prestigiadas por estrelas como Jay-Z, Beyoncé e Justin Bieber.


P. Diddy e Jay Z brindam juntos em um brunch da indústria fonográfica de Los Angeles (foto: reprodução/Kevin Mazur/Getty Images Embed)


Em 2012, Trump chamou o produtor de “um bom amigo”. Já em maio deste ano, o presidente estadunidense disse que Diddy gostava muito dele, mas achava que o relacionamento entre eles tinha acabado quando se candidatou, acerca do apoio de Diddy a Biden. Nessa mesma época, a revista Rolling Stones relatou que indivíduos próximos a Diddy pressionavam Trump para livrá-lo das acusações.

Primeira denúncia partiu de ex-namorada – e motivou muitas outras

As investigações começaram em novembro 2023, após uma denúncia de abuso sexual por parte de sua ex-namorada, a cantora Cassie Ventura. Ela revelou que o então companheiro a submetia a atos sexuais forçados com outros homens enquanto era filmada. O escândalo motivou que outras mulheres abrissem denúncias contra o empresário.

No início de 2024, foi divulgado um vídeo, datado de 2016, de Diddy arrastando Cassie pelo chão e chutando-a em um hotel de Los Angeles. O caso foi a julgamento e contou com o depoimento de Jane, nome fantasia da namorada de Diddy de 2021 a 2024. Jane descreveu festas regadas a sexo e drogas em que o rapper ignorava os pedidos femininos para parar.

Diddy foi preso em Nova York em setembro de 2024 sob acusações de tráfico sexual, extorsão e transporte para prostituição. 

O julgamento, iniciado em maio deste ano, durou sete semanas e concluiu que as mulheres não foram obrigadas a participar dos atos sexuais nem que o homem comandava uma quadrilha, mas o condenou por dois episódios relativos ao último crime, gerando até 20 anos de encarceramento. A decisão foi considerada uma vitória para Diddy, que corria risco de prisão perpétua.  Ele aguarda agora a sentença, a ser emitida em 3 de outubro.

Trump ameaça Putin e exige que guerra na Ucrânia acabe em 10 dias

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, deu um ultimato para que Putin, presidente da Rússia, acabe com a guerra contra a Ucrânia em até 10 dias. Caso ele não o faça, Trump aplicará uma tarifa de 100% para a Rússia, além das tarifas já existentes.

O pronunciamento ocorreu durante uma visita à Escócia, onde informou que o próximo passo será impor tarifas contra o país, que terá até 8 de agosto para encerrar a guerra que persiste desde 2022.

Ameaça de Trump para Putin

A ameaça da tarifa de 100% não é nova, visto que Trump informou que poderia colocar essa tarifa para o maior país do mundo, bem como para parceiros comerciais, caso não houvesse um cessar-fogo em até 50 dias. Para um assessor de Putin, a declaração é um “ultimato teatral”, enquanto a Ucrânia elogiou a decisão.

Antes de uma reunião na Escócia nesta segunda-feira (28), o presidente dos EUA estava ao lado de Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, e disse que estava decepcionado com Putin, portanto, diminuiria o prazo de 50 dias, pois já saberia a resposta do prazo menor.

Além de diminuir o prazo para resolução da guerra, Trump declarou não estar mais interessado em conversar com o presidente da Rússia, visto que ele parece somente fingir negociar um cessar-fogo.


Trump anuncia tarifas como ameaça caso Rússia não acabe com a guerra (Vídeo: reprodução/X/@clashreport)

Impacto no mercado

Questionado sobre o risco para o mercado global de petróleo, uma preocupação de analistas internacionais quanto à tarifa de 100%, dado que a Rússia possui uma das maiores indústrias globais, o presidente dos Estados Unidos comentou não estar preocupado.

O Kremlin, residência oficial do Presidente da Federação Russa, confirmou que uma reunião entre Trump e Putin pode ocorrer na China, em setembro, durante a comemoração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, mesmo com os comentários negativos de Trump, e sem sua presença confirmada no evento.